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fevereiro 02, 2006
12ª Medida Anti-burocracia
O Governo continua imparável. A 12ª medida de simplificação burocrática e administrativa já está na calha. Vai ser uma medida em que a administração fiscal irá preencher a declaração do IRS, no que respeita à lista de compras que os contribuintes fizeram durante o ano em matéria de imóveis, motos, carros, etc., "qualquer que seja o seu montante", bem como a "data de aquisição", visto que se trata de dados do conhecimento da administração pública. … Ou não serão? Aquela frase malévola "qualquer que seja o seu montante" deixa-me intrigada. Será que a administração pública terá mesmo os dados? Aquela frase tão abrangente "qualquer que seja o seu montante" faz-me recear que não. E os carros que os miúdos, espojados no chão, accionam ao som de Brrruuumm … Brrruuumm? … terão que ser declarados? Se o forem estou feita, a menos que haja linhas suficientes no formulário da declaração … umas cinquenta devem chegar.
Terei que passar pelas lojas dos chineses a pedir facturas dos carrinhos que comprei em 2005, onde conste o montante e a data. Mas tenho tempo … até Abril.
O Governo tem ainda outro problema. É que aquela obrigação não está prevista na lei. A Lei Geral Tributária refere-se a imóveis, motos, carros, etc., acima de certos montantes. A nova obrigação, "qualquer que seja o seu montante", é apenas uma "instrução superior". Isso pode complicar o impacto mediático da 12ª Medida Anti-burocracia. Combater uma burocracia instituída por uma lei exerce um fascínio público e tem um estatuto mediático, que de forma alguma são alcançados por um mero combate a uma burocracia instituída por uma "instrução superior". Até por que uma "instrução superior", que contraria a lei, transmitida a funcionários, sem se saber exactamente quem a difundiu, que obriga que milhares de contribuintes em IRS, que já haviam preenchido a declaração, tenham que fazer uma declaração de substituição, é algo mais típico de uma República das Bananas do que de um país que chegou a ter aspirações em se aproximar do pelotão da frente da Europa.
Sócrates terá todo o interesse em que esta "instrução superior" não saia do âmbito restrito das Repartições de Finanças. Que ninguém mais saiba! Depois das parcerias com a Microsoft, e do seu discurso onde fez o elogio à Microsoft, salientando que "quer o Estado quer a Microsoft têm a mesma visão de futuro", um futuro das sociedades baseadas "naquilo que é crítico para o desenvolvimento económico conhecimento, tecnologia e inovação", Bill Gates, se souber daquela "instrução superior", ficaria certamente angustiado por ter ouvido Sócrates dizer que "quer o Estado [português] quer a Microsoft têm a mesma visão de futuro", e se acreditar nele (e ele é muito convincente) pode chegar a Seattle e proceder à reestruturação imediata da empresa, nomeadamente no que toca à “visão do futuro”.
Como o Primeiro-ministro disse no Government Leaders Forum, ele acredita que "o Plano Tecnológico está a fazer o seu caminho".
Publicado por Joana às fevereiro 2, 2006 10:57 PM
Comentários
É bom que comecem a andar preocupados com as continhas a pagar ao Estado, que até aqui têm sido objecto de declarações impressas com conteudos romanceados
Publicado por: xatoo às fevereiro 2, 2006 11:22 PM
"One pill makes you larger,
and one pill makes you small,
And the ones that Mother gives you
don't do anything at all..."
White Rabbit dos Jefferson Airplane:
Publicado por: Ocorre-me isto... às fevereiro 2, 2006 11:42 PM
Não percebo como os desgraçados dos dependentes, que têm que apresentar novas declarações são os que "É bom que comecem a andar preocupados com as continhas a pagar ao Estado, que até aqui têm sido objecto de declarações impressas com conteudos romanceados"
Esse gajo deve estar vesgo
Publicado por: lopes às fevereiro 3, 2006 12:46 AM
Já me perdi. Deixei de ver o filme e suspeito mesmo que adquiri uma síndrome bipolar de contacto.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 3, 2006 01:43 AM
armadilha da utopia 3..
Ó (M) não me digas que não viste a pergunta que te deixei neste com ?? são só dois abaixo... tenho que fazer novo remake ? please..gostava mesmo muito de ouvir a tua opinião....e a dos outros tb claro.. só que o (M) tem um special flavour ... um je ne sais quoi ..
Amanhã vamos viajar durante 8 dias .. meio passeio meio trabalho...chapada diamantina .. dizem que é maravilhoso..
Publicado por: Cush às fevereiro 3, 2006 02:41 AM
Ah.. tava-me quase a esquecer ....rsss
Esta não podia passar...
Quem viu o discurso da União ontem.. onde Cush ... ups... Bush ..fala a uma certa altura " América is Adicted to Oil ..." ??
Quem acham que escreveu o discurso ??? O (M)arcelo rs ...tem a mania de dizer que os discursos de Bush são muito bem feitos( por outros) ... mas ... que redactor teria coragem para dizer tal frase ? senão o próprio ?? afinal ele não é assim tão burro ?? ...calma .. calma ...ordem....ordem...
Publicado por: Cush às fevereiro 3, 2006 03:19 AM
cuidado.. galera ...saiu há minutos ...
Fake F-Secure E-Mail Contains Malware
Nasty Trojan horse can disable antivirus and other security software.
Linda Rosencrance, Computerworld
Thursday, February 02, 2006
A Trojan horse has been sent to e-mail addresses disguised as a message from Helsinki, Finland, antivirus software vendor F-Secure, the company said in a statement.
http://www.pcworld.com/news/article/0,aid,124604,00.asp
Publicado por: cush às fevereiro 3, 2006 03:40 AM
Publicado por: Cush às fevereiro 3, 2006 02:41 AM
As respostas já lá estão, que não vale a pena massacrar os inocentes visitantes deste post.
Mas foi uma vez sem exemplo, porque estou a fazer horas extraordinárias sem receber um tusto e eu não trabalho de borla.
Sobre o G.W., um destes dias, se estiver para aí virado, repito algumas histórias divertidas que ouvi há dias na Florida. Contadas por antiamericanos, claro.
Eles não estão lá muito satisfeitos é com o regime pidesco que o Bush instaurou no país pela calada. Vá lá saber-se porquê...
Publicado por: (M) às fevereiro 3, 2006 06:22 AM
Apesar de ter pouco simpatia pelos nossos socialistas, não consegui ver neste post da Joana argumentos suficientes para contradizer a medida.
Li mal?
Publicado por: Mário às fevereiro 3, 2006 10:27 AM
Medida? Que medida?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 3, 2006 10:42 AM
A Joana, passado os atos eleitorais todos, e atingida a estabilidade política, que ameaça prolongar-se por três desesperantes anos, está com falta de assunto para polemizar. Por isso, entra no disparate.
Se isto continua assim, mudo de leituras.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 3, 2006 10:43 AM
Os comentadores deste blog tornaram-se exigentes.
Publicado por: fbmatos às fevereiro 3, 2006 11:07 AM
"Se isto continua assim, mudo de leituras."
Uma frase um bocadinho disparatada, não?
Publicado por: Mário às fevereiro 3, 2006 11:31 AM
Pois, então o Lavoura que nunca lê nada até ao fim.
Publicado por: Sa Chico às fevereiro 3, 2006 11:51 AM
Desculpem lá, mas não estão aqui 2 assuntos misturados?
Um deles é a medida que refere que a DGCI irá começar a preencher as declarações de IRS dos contribuintes, necessitando estes depois de as validar.
Outra situação, que não tem nada a ver, é o facto de ser necessário declarar a compra de bens que possam ser considerados "sinais exteriores de riqueza".
A questão que se pode colocar é se quando a primeira situação estiver totalmente implementada, será que a segunda ainda se verificará? Da maneira como todos os anos se mexe no código do IRS (ora agora declarem isto, ora agora já não declarem, ora agora isto é benefício fiscal, ora agora já não é) às tantas quando a DGCI preencher as nossas declarações já não temos que andar a discriminar as nossas compras...
Publicado por: x às fevereiro 3, 2006 01:37 PM
óh Luís Lavoura às fevereiro 3, 2006 10:43 AM
gosto muito de o ver lá no "Aspirina B",,, mas o-que-agora-tá-a-dar é o Espectro da Constança Rasca e Pruridos Valentes: aquilo parece o Expresso com tanto nome,postos hierárquicos, ambições e frustações da corja politico-partidária do regime. Quando é que valerá em euros ser citado num sitio daqueles?
Publicado por: xatoo às fevereiro 3, 2006 03:11 PM
óh luminária lopes às fevereiro 3, 2006 12:46 AM
estarás tu consciente pá, da importância em termos de percentagem do IRS dos contribuintes que trabalham por conta própria no nosso país?
Publicado por: xatoo às fevereiro 3, 2006 03:15 PM
x às fevereiro 3, 2006 01:37 PM:
A tal instrução superior não se refere apenas aos sinais exteriores de riqueza contemplados na LGT mas a todos os carros, imóveis, etc, qualquer que seja o montante.
Qualquer que seja o montante, percebeu? Mesmo um SMART!
Publicado por: Rui Sá às fevereiro 3, 2006 04:36 PM
Na minha opinião aquela instrução superior é ilegal, visto que viola a LGT. Mas como as Finanças só passaram a aceitar declarações preenchidas com aquelas informções, pouco há a fazer, excepto que dê tamanho escândalo público que seja esquecida.
Publicado por: Rui Sá às fevereiro 3, 2006 04:39 PM
Penso que as Finanças podem, de qualquer forma, saber tudo isso através de simples cruzamento de dados. Se um indivíduo compra um carro, a compra é registada pelo Estado. Se um indivíduo compra um imóvel (terreno, casa, etc), a compra é registada pelo Estado. E assim por diante. Logo, em princípio o Estado já dispõe de toda a informação que pretende sobre as compras efetuadas por qualquer um de nós. Não é?
Pelo que, a longo prazo, podemos esperar que na nossa declaração de IRS por internet esses campos também já venham preenchidos.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 3, 2006 05:30 PM
Rui Sá às fevereiro 3, 2006 04:36 PM
Se Você comprar um SMART, paga imposto automóvel e regista a compra desse SMART nas finanças. Logo, as finanças já têm conhecimento de que Você adquiriu esse SMART. Da mesma forma, se comprar um imóvel, paga IMT, e regista a compra nas finanças, mesmo que o valor do imóvel seja pequeno. Logo, mais uma vez, as finanças já têm conhecimento de que Você adquiriu esse imóvel.
Ou seja, o Estado apenas está a pedir informação de que, em rigor, já dispõe.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 3, 2006 05:33 PM
Então porque é que as Finanças querem saber se comprou um SMART? Se já o sabem ...
E porquê obrigar aqueles que já tinham entregue as declarações a fazerem declarações de substituição com os novos impressos?
Publicado por: Nunes às fevereiro 3, 2006 07:01 PM
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 3, 2006 05:30 PM
Caro LL: a medida em causa só comprova exactamente a ausência de cruzamento de dados dentro do Estado, e mais um frete para o desgraçado do contribuinte.
Além dos impostos directos que oneram a transacção dos bens em causa,como os referidos por si às 5,33, não se esqueça que se trata de bens sujeitos a registo nas Conservatórias (do Estado).
Caso o Estado queira saber o que é que se comprou e quem, numa determinada área (ou em todas) num determinado período, só tem que pedir às respectivas Conservatórias as listagens.
Ainda não entendi qual o verdadeiro fim desta declaração, tanto mais integrada num conceito de desburocratização.
Penso, por isso, que a medida é meramente ameaçadora, para criar um espírito de desconfinaça...e para que alguns mais medrosos se encolham.
Já agora: será que os bens em causa, mas em 2ª mão, tb têm de ser declarados?
Publicado por: Saloio às fevereiro 3, 2006 08:40 PM
Resumo da matéria supra:
Ninguém conhece a "dita-cuja" medida, mas todos opinam.
Publicado por: Vítor às fevereiro 3, 2006 10:11 PM
Medida? Que medida?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 3, 2006 10:30 PM
Vem a ser a material desburocratização dialéctica com "suspensão dinâmica" ainda na fase da antítese.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 3, 2006 10:38 PM
Vítor às fevereiro 3, 2006 10:11 PM: Se ninguém conhece a medida, não sei como os desgraçados dos trabalhadores dependentes, que têm que entregar a declaração agora, as vão preencher.
E como é que os que as já entregaram, vão preencher as declarações de substituição, segundo os novos modelos.
Há várias maneiras de opinar, uma delas é lançar nuvens de fumo para branquear os disparates.
Publicado por: soromenho às fevereiro 3, 2006 11:12 PM
Querem lá ver que o soromenho conhece a medida...
Publicado por: Vítor às fevereiro 3, 2006 11:21 PM
Ou estará apenas a lançar disparates para branquear as nuvens de fumo?
Publicado por: Vítor às fevereiro 3, 2006 11:23 PM
A DGCI comporta-se como um bando de salteadores, pelo que todas as desconfianças são legítimas. Por exemplo: fui sócio (sem qualquer actividade real ou remunerada) de uma empresa de meu pai, já falecido há 29 anos. A DGCI descobriu que havia contribuições autárquicas em falta e caiu-me em cima - como único ex-sócio vivo - para pagar. Contestei mas, entretanto, foi-me penhorado parte do meu vencimento e foi cativado o reembolso de IRS a que tinha direito. O curioso é que esse reembolso diz respeito a rendimentos tanto meus como da minha mulher, com quem estou casado com separação de bens, a qual nada tem a haver com esta questão. Reclamei e levei sopa. Ou seja, a minha mulher está a ser roubada pela DGCI. Face a situações deste tipo, acho que qualquer cidadão tem o direito e o dever de subtrair os seus rendimentos à imposição de um Estado malfeitor. Se querem que cumpramos a lei terá o Estado de começar por se comportar como pessoa de bem.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 4, 2006 01:42 PM
Joana, acho que está na altura de voltar a escrver um post sobre figuras da Roma antiga.
Publicado por: Mário às fevereiro 4, 2006 01:48 PM
De facto a política portuguesa caiu na modorra.
Publicado por: Valente às fevereiro 5, 2006 01:06 AM
então a Joana tornou-se na porta-voz do psd?
o presidente/mmendes do psd também está indignado com o provincianismo no ps!
Publicado por: zippiz às fevereiro 5, 2006 07:17 PM
Na minha humilde opinião, entendo que enquanto não houver a alteração ao artº 89-A da Lei Geral Tributária, não existe qualquer obrigação de declarar ao fisco as aquisições dos bens, a menos que os valores das aquisição sejam os estipulados no referido diploma, que são os seguintes:
- Imóveis = ou > 250.000 €
- Automóveis/Motas = ou > 50.000 €/ 10.000 €
- Barcos de recreio = ou > 25.000 €
- Aviões de turismo (qualquer valor)
Ou será que já não estamos num estado de Direito e qualquer funcionário da Administração ou do Governo impôe o que lhe vai na mona.
Oba: Não estou contra a medida, só lamento que vá cair precisamente nos mesmos, ou seja nos trabalhadores por conta de outrém.
Publicado por: Observador às fevereiro 5, 2006 08:28 PM
Mário às fevereiro 4, 2006 01:48 PM
A propósito, está no palco d'"A Barraca" uma peça de teatro "O mistério da camioneta fantasma" que parece ser sobre um episódio da Primeira República sobre o qual a Joana já escreveu. Penso que vale a pena referir.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 6, 2006 10:53 AM
Albatroz às fevereiro 4, 2006 01:42 PM
Este comentário nem parece seu.
Se a ex-empresa deixou impostos por pagar, penso ser razoável (não sei se é legal) exigir que os pague.
Penso ser adequado que a DGCI cative reembolsos do IRS a contribuintes que a DGCI pensa estarem em falta para com ela. O Estado não pode andar a fazer-se de néscio, e a pagar a contribuintes que o enganam. Se o Estado acredita (bem ou mal) que está a ser enganado por um contribuinte, não deve portar-se para com esse contribuinte como um bom pagador.
O Estado não pode beneficiar um contribuinte lá porque ele está casado em separação de bens com outra pessoa.
Só podemos exigir ao Estado que se porte como pessoa de bem quando nós próprios cumprimos a lei. A ultima frase do seu comentário pode ser psotanto ser invertida.
Nota: não pretendo de forma nenhuma dizer ou sugerir que Você não tenha razão em relação ao caso específico da contribuição autárquica de que fala.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 6, 2006 11:04 AM
Caros amigos,
A Joana partiu para não mais vai voltar.
Eu era uma das três únicas pessoas que conhecia a sua identidade. Na hora da partida não sei qual a sua vontade em relação ao magnifico blog que mantinha com grande paixão.
Sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo durante os últimos 15 anos. Onde quer que estejas, não te esquecerei.
Publicado por: Um conhecido da Joana às fevereiro 6, 2006 11:40 AM
Um conhecido da Joana às fevereiro 6, 2006 11:40 AM
É... Se calhar estampou-se no jipe. Acontece aos melhores.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 6, 2006 11:48 AM
Rapaiz.... Joana ... acorda ... por favor volta ...eu prometo que me porto bem .. e vou tentar m*jar fora do penico menos vezes... vou afinar a pontaria ..
Estamos em Lençois ( centro(?) da chapada Diamantina ).. parece Portugal antigo .. lindo ..
Realmente .. cada dia que passa me sinto mais orgulhoso de ser Português.
Cadê a nossa fibra ? Como conseguimos naquele tempo segurar as pontas de tão vastos territórios ??Cadê a fibra ?.. o meu sentido de responsabilidade cresce a cada dia ...
Abraços...e ei Joana ... o cyber espaço não é o mesmo sem vc ...bora logo ao trabalho .. senão a galera ainda pensa que vieste conosco para a Chapada ...
Publicado por: Cush às fevereiro 6, 2006 05:15 PM
Eu tenho horror a burocracia. Aliás, devo ser a mais genial anti burocrata do país. Doida, mas genial. Um beijo
Publicado por: Eva Luna às fevereiro 6, 2006 11:57 PM
Joana está ocupada com a OPA da Sonae s/ a PT!
Publicado por: zippiz às fevereiro 7, 2006 12:14 AM
A todos,
A mensagem deixada por um conhecido de Joana infelizmente não foi uma brincadeira.
Joana faleceu subitamente este Domingo deixando aqueles que a conheciam em estado de choque.
É uma grande perda para todos nós e sentiremos muito a sua falta.
Publicado por: Outro conhecido de Joana às fevereiro 7, 2006 09:57 AM
Outro conhecido de Joana às fevereiro 7, 2006 09:57 AM
Pois... os acidentes de fim-de-semana nas auto-estradas deixam sempre muito boa gente em estado de choque.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 7, 2006 10:18 AM
Em estado de choque estou eu, na perspectiva de vir a ser sócio do Belmiro.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 7, 2006 01:36 PM
Caro LL. é verdade o que referiu sobre a Joana?
Publicado por: Saloio às fevereiro 7, 2006 02:50 PM
Saloio às fevereiro 7, 2006 02:50 PM
Nada sei sobre a Joana: nem quem é, nem onde está, nem se (ainda) existe. Nem os meus comentários dão a entender outra coisa.
Uma vez dei uma entrevista telefónica a um jornalista (Guilherme Arroz, do PÚBLICO). No fim-de-semana seguinte esse jornalista morreu, mais uma amiga, ao estampar o seu carro contra uma árvore, no Alentejo. Naturalmente fiquei deveras impressionado com a notícia. As estradas de fim-de-semana estão cheias de citadinos que morrem assim. Se a Joana (seja lá quem ela fôr) tiver de facto falecido, não me admiraria que tivesse sido desta forma.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 7, 2006 03:25 PM
Caro LL: Também o meu paizinho morreu em acidente de viação em Espanha,no dia 01/12/1989. E ia de Volvo...só o meu pai é que morreu com um Volvo.
Publicado por: Saloio às fevereiro 7, 2006 04:08 PM
Se nos próximos dias não existirem notícias, é bem provável que seja mesmo verdade.
Publicado por: Mário às fevereiro 7, 2006 05:03 PM
Cambada de idiotas
Publicado por: O desconhecido do Norte Expresso às fevereiro 7, 2006 05:14 PM
Luís Lavoura às fevereiro 6, 2006 11:04 AM
Em abstracto não contesto o direito da DGCI de cativar reembolsos de IRS/IRC para pagar impostos devidos. Contesto o direito da DGCI cativar reembolsos de uma pessoa que nada tam a haver com o caso em litígio, apenas porque é minha mulher. Isso é que é, na minha opinião, um roubo descarado.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 7, 2006 07:08 PM
Se realmente aconteceu algo à Joana... vou ter muitas saudades dos seus posts e da sua cultura.
Publicado por: diogenes às fevereiro 7, 2006 07:29 PM
Acho idiota e de muito mau gosto estar a lançar boatos sobre um possivel acidente da Joana. Se houvesse qualquer verdade nisso havia a obrigação de dar provas disso.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 7, 2006 09:52 PM
Vocês não me apoquentem.
Ainda foi ontem ela estava com o filhinho com varicela.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 7, 2006 10:31 PM
...e pelo que pude perceber o Estado parece que não está muito a modos de querer largar a "Golden Share" na PT.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 7, 2006 10:57 PM
Albatroz às fevereiro 7, 2006 07:08 PM
Se fosse como Você diz, qualquer ladrão fiscal poderia evitar represálias do Estado, simplesmente apesentando a sua declaração de IRS em conjunto com outra pessoa.
É para mim claro que, quando Você e a sua mulher decidem apresentar juntos a declaração de IRS, se co-responsabilizam por eventuais cativações. Não é ao Estado que pode ser imputado o dever de deixar de cativar devoluções, lá porque a sua mulher decidiu apresentar a sua declaração conjuntamnte consigo.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 8, 2006 09:32 AM
Luís Lavoura às fevereiro 8, 2006 09:32 AM
Tendo a minha mulher uma actividade própria, os modelos 3 e respectivos anexos permitem fazer a separação entre os meus rendimentos e os dela, e calcular os respectivos reembolsos. A DGCI só não fez essa separação porque tem mentalidade de salteadora de estradas. Se se tratasse de penhora de bens, ninguém acharia normal que o fisco penhorasse bens pessoais da minha mulher para pagar uma dívida minha, se estivéssemos casados no regime de separação de bens. Então porque agir de forma diferente no que diz respeito a reembolsos do IRS?
Publicado por: Albatroz às fevereiro 8, 2006 09:45 AM
Ehehe.. A Joana é genial...como diz o Py .. a melhor altura de sair de cena é .. no topo ..é a forma mais inteligente ..só que ela deixou uma pista ténue.. ( se calhar de propósito )..
Nada melhor que fechar um ciclo .. de forma gloriosa.. o melhor blog de direita em 2005 .. depois de 3 anos a debitar cultura em alta rotação...
Agora ... nós .. os simples mortais comentadores desta "sala de estar " podiamos manter este espaço "vivo" ... para já podemos vir aqui trocar ideias .. e mais tarde quem sabe fazer um "Joana" ... o nosso grande problema .. é a falta de tempo e de ideias (glup)...mas ... tudo vale a pena .. qd a alma não é pequena ..
Publicado por: Cush às fevereiro 8, 2006 04:12 PM
Joana, mesmo se fosse verdade, eu mandava um beijoka que a ressuscitava, se mais não fosse, à Maldacena. Mas foi só ontem à noita que me passou a tristeza depois de phroneticar mais um bocadinho. Durante a tarde o Cush tinha-me dito que se calhar tinha partido mesmo e andei triste toda a tarde, até choveu cá! (reconheço a imodéstia de pretender que o meu estado de espírito comporta manifestações meteorológicas, mas a correlação é significativa...)
Portanto passando a coisas práticas, obrigado por tanta coisa, estou aqui a brincar de cachorro (falante) com o Cushinho/Cushão na chapada diamantina graças a um encontro à porrada aberta pelo Semiramis (isto entre homens depois de uma boa peleja leal fica-se muito amigo) A minha vida mudou, nem sei ainda dizer quanto, mas não me admirava que fosse tudo, incluindo o topos do futuro.
Entretanto, a sua saída é linda..., digan de todas as Joanas! Esperta Juanita ;)), mesmo que a triste notícia fosse verdade, dificilmente poderia sair mais por cima, deixando-nos a tod@s com saudades...
muitas beijokas politicamente incorrectas até sempre
Publicado por: py às fevereiro 8, 2006 05:31 PM
Ah, klaro e dis 2 de Fev foi o dia de Yemanjá, senhora dos mares..., cor de malva...
Publicado por: py às fevereiro 8, 2006 05:33 PM
Este pessoal passou-se completamente
Publicado por: Conan, o Bárbaro às fevereiro 8, 2006 06:04 PM
Lamentavelmente, este blogue parece ter acabado.
Algo de grave se terá passado. É pena.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 8, 2006 07:39 PM
É muito bonito ver, ler as palavras que escreveram. Muito obrigado. Deus vos abençoe.
Não sei que possa dizer neste momento...
Para além deste blog, fica a saudade da sua presença e as memórias de momentos passados. Memórias bem bonitas.
Parece que vou ter muitas horas de leitura com tantos artigos por ela escritos :)
Alguém sabe se este seu blog é pago ou gratuito? Será que vai permanecer online por muito tempo? Não tenho por hábito navegar na internet e não sei como funcionam os blogs. Agradecia que me informassem acerca do que julguem necessário.
Será melhor começar a guardar todos os artigos escritos, uma vez que o blog pode ficar offline por falta de pagamento ou por inactividade?
Obrigado.
Que a sua alma descanse em paz, é o que nós pedimos.
Publicado por: Amigo de longa data da Joana às fevereiro 8, 2006 07:56 PM
Falem a sério que para brincadeira não tem gosto.
Publicado por: Afonso às fevereiro 8, 2006 08:07 PM
Acha mesmo que escreveria tal coisa para brincar?
Foi no Domingo que faleceu.
Que a sua alma descanse em paz.
Publicado por: Amigo de longa data da Joana às fevereiro 8, 2006 08:19 PM
Só hoje descobri este blog, mas conhecia a pessoa que escrevia sob o pseudónimo de “Joana” pois tenho a honra de ser filho dessa pessoa. A "Joana" nunca me falou nele.
Quem conhecia a Joana sabe que se opôs ao fascismo e que sofreu por isso, sabe também que discordava da hipocrisia do modelo social em que vivemos e que sofria por ver a decadência a que o pais chegou, se existe titulo que não lhe assenta é o de reaccionária pois lutou sempre contra o "establishment" e sempre se questionou sobre tudo. Era também assim na sua vida pessoal. Mas não era do contra só por ser, era do contra naquilo em que sentia razão para o ser...
Alem do seu brilhantismo intelectual, da sua cultura,da sua boa disposição, da sua franqueza, do seu sentido de justiça inato, da sua visão lúcida e objectiva, da sua vontade de ultrapassar sempre os limites (o que a tornava muitas vezes numa espécie de “daredevil”), a Joana foi desenvolvendo ao longo da vida uma grande sensibilidade, intuição e um humanismo bem contrário ao humanismo hipócrita que criticava, será por estas ultimas qualidades apesar da grandeza de todas os outros atributos que sempre a recordarei.
Hoje acredito que a Joana está junto a Deus pois como Jesus dizia, “Bem aventurados os que tem sede de justiça pois serão saciados.”.
Publicado por: Hood às fevereiro 8, 2006 08:29 PM
Afinal, o que é que aconteceu?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 8, 2006 09:29 PM
?????????
Publicado por: J às fevereiro 8, 2006 10:04 PM
Rapaiz... para mim a Joana fechou em beleza .. tout court..
Qt ao "filho" Hood .. rsss como é possivel ser filho da mãe e não saber o que a mamã anda a fazer ???E logo uma coisa destas ..
É que se fosse realmente verdade nada impediria a divulgação do seu nome como foi feito com Spinoza.. ... e num texto tão importante... um verdadeiro Filho confundiria pais com país ??
Desculpa lá Joana .. mas m*jar fora do penico está-me nos genes... é que não acerto uma ...
Mas olha .. sais em Glória ...no doubt .. e galerinha .. toca a pôr os olhinhos nela ...e mais .. que tal pôr alguns textos nos programas de ensino ????
Ah .. e tu (M) cadê vc ??? não te esqueças que para a semana vou ter mais um pouco de tempo para tirar uma duvidas contigo ...não deixes de passar pela "nossa" ( já que a dona se "pirou") sala de estar .. viu ?? olha que eu preciso mesmo que me tires umas duvidas .. e tu Lucky .. relax a litle bit ... não esquentes por tão pouco ..e olha lá que eu tb preciso dos teus c onselhos ..viu ?? ah e do Xattoo tb é massa .. e o Senequarib e o Albatroz e o Mario e o Diogenes e o Asdrubal,e o Zippiz ,e o Saloio e o Vitor e o FBMatos , o Sá Chico .....galera ... vcs são seres pensantes .. e o Dragão precisa de todos .. viu ??? pronto pronto .. e o sizudo Lavourinha ...o Py não é citado .. já que está implicito...e finalmente o
Publicado por: Um conhecido da Joana às fevereiro 6, 2006 11:40 AM
Bora continuar por esta "sala de estar" ou será que funciona pedir um "encore"? Bora começar a bater com os pés no chão ......e uns assovios ( como diz o Ubaldo) Joana ..Joana... Joana..
Publicado por: Cush às fevereiro 8, 2006 10:09 PM
E já que a kpk está longe ...que tal um meia nove ?? Elas dizem que é meio Homem ... rsss
Publicado por: Cush às fevereiro 8, 2006 10:12 PM
Recado para os que acreditaram no filho da mãe.
1 - Joana não é pseudónimo. É mesmo o nome próprio da autora.
2 - Os filhos de Joana estão na idade da varicela e seguramente mais virados para as consolas de jogos do que para os blogues.
Publicado por: (M) às fevereiro 9, 2006 03:10 AM
Tenho lido alguns textos da Joana mas nunca escrevi nenhum comentário. Se é verdade o sucedido tenho muita pena e fico triste de nunca ter redigido um comentário de apreço! Apresento as minhas condolências a todos os que a conheciam.
Quanto ao filho se é alguma brincadeira de mau gosto merece realmente o título de “filho da mãe”. “Hood” quer dizer “capuz “ e se calhar está nos a enfiar o barrete!
Certamente não herdou o rigor da mãe que nunca dava um erro ortográfico. (não posso falar pois também dou muitos).
E concordo com o cush.
Tenho curiosidade em relação à pergunta do amigo de longa data sobre se o blog está em risco de expirar ou não pois se está o melhor é começar a coligir alguns textos bonitos que a Joana escreveu.
Como homenagem gostava de citar esta citação bonita que a Joana escolheu para comemorar os dois anos de blog e que muito me comoveu:
“Termino com uma citação de Raul Proença:
Amar os nossos inimigos - o pensamento dos nossos inimigos e a crítica dos nossos inimigos - é o verdadeiro sinal do espírito combativo. Que importa que eles me guardem ressentimento e rancor? Eu preciso deles como do ar que respiro; eu agradeço-lhes o contribuírem para a clarificação das minhas ideias e para a fortificação dos meus motivos de viver; eu afirmo-lhes, para além de todas as minhas disputas, a minha fraternidade e a minha lealdade de inimigo .
Dedico este parágrafo àqueles que discordam frontalmente do que escrevo (os inimigos), quer o escrevam aqui, quer apenas o pensem. E aqueles que apenas o pensem, que não se acanhem – escrevam-no.”
Gostaria também de citar estas palavras bonitas de um grande Republicano que nós bem conhecemos e que penso que não destoam:
“You and I have a rendezvous with destiny. We can preserve for our children this, the last best hope of man on earth, or we can sentence them to take the first step into a thousand years of darkness. If we fail, at least let our children and our children's children say of us we justified our brief moment here. We did all that could be done.” -Ronald Reagan in "A TIME FOR CHOOSING"
Até sempre Joana.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 9, 2006 07:40 AM
Acho que a Joana não iria deixar espalhar estes boatos, se pudesse evitar. O que faz concluir o pior.
Publicado por: Mário às fevereiro 9, 2006 10:14 AM
A minha opinião é que a "Joana" entrou em algum tipo de conflito de interesse com a actividade do blogue e por isso resolveu sair de mansinho. A história da morte parece demasiado esdrúxula e mal orquestrada.
Provavelmente, a "Joana" foi contratada por alguma entidade pública ou privada de grande exposição ou então está prestes a assumir algum cargo de grande visibilidade e por isso resolveu sair de mansinho... Como é óbvio, ela é uma pessoa com uma visão muito clara senão mesmo brilhante e uma mente dessas não passa despercebida.
Provavelmente, a "Joana" nunca imaginou o impacto que algum dia este blog viria a ter. Se calhar, se anunciasse a saída, levantavam-se ainda mais ondas. Assim, interrompeu esta sua actividade tout cour e deixou tudo em aberto. Este movimento vai certamente acabar por esmorecer e fica o assunto encerrado...
Parabéns Joana e Felicidades para o Futuro!
Publicado por: Pedro Costa às fevereiro 9, 2006 10:40 AM
Pedro Costa às fevereiro 9, 2006 10:40 AM
O seu "guess" parece-me o mais verosímil.
A Joana disse uma vez que havia um único comentador do blogue (L.R.) que a conhecia pessoalmente, e esse comentador confirmou esse conhecimento. Estranho ainda não ter visto nada escrito por esse comentador. Estranho que, pelo contrário, "conhecidos" da Joana, que nunca antes apareceram, venham aqui das notícias dela. ("Conhecidos" que subscrevem de forma anónima, isto é, que não dão a conhecer o seu verdadeiro nome. Aliás, também a Joana teve sempre cuidado em preservar o seu anonimato, e as razões que afirmava ter para o fazer não são necessariamente as verdadeiras. Tudo o que é anónimo levanta fundadas suspeitas quanto à sua veracidade.)
Com a perspetiva de três anos de estabilidade política, manter o blogue afigurava-se também problemático em termos de temática. Pode ter sido mais uma razão para estimular a Joana a pirar-se.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 9, 2006 10:49 AM
Publicado por: Pedro Costa às fevereiro 9, 2006 10:40 AM
O seu palpite é pura masturbação intelectual.
Publicado por: Mário às fevereiro 9, 2006 10:56 AM
Se fosse verdade a notícia da morte, a verdadeira identidade da Joana seria revelada. É o que acontece quando se utiliza pseudónimos. O anonimato serve para "proteger" a pessoa, mas depois da morte para que serve o anonimato?
Contudo, tenho pena que este seja o fim do blog. Eu era leitor assíduo apesar de nunca ter comentado um post.
Publicado por: pf às fevereiro 9, 2006 11:03 AM
Para sabermos, de forma credível, o que aconteceu à Joana, seria preciso antes de mais saber quem é a Joana.
Ora, a Joana sempre teve muito cuidado em esconder a sua identidade, eu diria mesmo, em lançar pistas falsas sobre essa identidade. Não seria agora que, subitamente, alguém nos iria revelar toda a verdade.
Portanto, temos que nos resignar à nossa ignorância. O blogue acabou, não sabemos porquê, e prontos.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 9, 2006 11:05 AM
Vamos lá ver. A Joana, seja ela quem for e mesmo Joana, não escreve desde de dia 2. Não parece muito rebuscado que ela não tenha tido tempo de escrever durante uma semana. Acontece. Já aconteceu a muitos de nós.
Vamos esperar uns dias para ver. Ainda estou convencido que isto não passa de uma lamentável brincadeira.
Publicado por: Afonso às fevereiro 9, 2006 11:12 AM
Algo se passa.
Os tais "amigos" da Joana saberão de alguma coisa. Já não é a primeira vez que ela não escreve durante 4 dias e não apareceu ninguém a anunciar a sua morte.
O que parece certo é que o blog morreu. Infelismente! Era o único que consultava, mesmo qdo não concordava com o que era escrito.
Se a Joana "humana" tivesse realmente falecido (espero sinceramente que não!), estou convencido que a esta hora já saberíamos a sua identidade através dos tais "amigos"... a Joana "virtual" no entanto parece mesmo que nos deixou... é pena)
Publicado por: Trident às fevereiro 9, 2006 01:59 PM
Luís Lavoura às fevereiro 9, 2006 10:49 AM
Esse comentador não disse nada e espero que não venha a fazê-lo.
Eu não conheço pessoalmente a Joana, mas descobri acidentalmente a sua identidade e troquei com ela um par de e-mails. E fiquei por aqui. Eliminei, inclusivamente, o seu e-mail da minha lista de contactos.
O direito à privacidade é um valor que respeito.
Há um milhão de razões para a não actualização do blogue e não vale a pena começar a inventar explicações.
As coisas neste mundo virtual devem aceitar-se «as is», para usar uma linguagem informática.
Publicado por: (M) às fevereiro 9, 2006 02:22 PM
Ei Joana ... viu ?? tá toda a galera batendo com o pé no chão .. e assoviando( lá no Porto trocamos os bs pelos vs) fartamente ....
Queremos um encore ... bora lá !!!! pelo menos mais tres canções .. ou traduzido ..mais três anos ...
Não pode haver melhor oportunidade .. são mais três anos de oposição ...que prazer...malhar...
Agora o (M) deixou claro que não houve nenhuma fatalidade ... e esta garota bem safadinha que deve ser bem gira ... deve estar a rir a bom rir...
Se calhar .. safadinha .. ficaste com raivinha e vieste tb pá chapadinha curtir.. fizeste bem... muito bem..
Mas olha c'a gente precisa mesmo de ti .. (apesar de seres um bocado altiva )... acho que é até um desejo sexual...rsss escupa lá...
Por fim ( por hoje) digo-te que estou a engendrar um esquema que te vai pôr as voltas na campa virtual.. rsss e vai ter altíssima probabilidade de te ressuscitar..eheh .. espera para veres ... mas ainda vai demorar uns dias para passar à prática .. já que andamos no garimpo dos diamantes aqui na chapada .. à lá Ran tan plan ( tão a imaginar o Ran .. a garimpar ?? é demais )...é de partir o côco...
Publicado por: Cush às fevereiro 9, 2006 04:09 PM
Eu por mim acho (esta cena do achismo é porreira)que JOANA está demasiada ocupada com a OPA da Sonae sobre a PT, ou demasiada preocupada com a contra-OPA!
Publicado por: zippiz às fevereiro 9, 2006 06:38 PM
Não basta a dor provocada pela sua partida, ainda somos obrigados a ler alguns posts que nunca deveriam ter sido escritos. Já imaginaram o que irão sentir os seus familiares e amigos assim que os lerem?
Lamentável... Tanta desconfiança...
Não sei que provas quererão. Será assim tão difícil acreditar nas pessoas hoje em dia?
Precisarão de ver que não vai aparecer mais nenhum artigo no blog, para finalmente crerem no que já várias pessoas aqui afirmaram?
Infelizmente a Joana (será que devo dizer o seu verdadeiro nome? Pelo que li, uns pensam que sim, outros não) faleceu no Domingo, 5 de Fevereiro. Soube do sucedido nesse mesmo dia, e no dia 6 estive com alguns familiares.
Não falámos sobre o blog (já agora posso afirmar que poucos familiares sabiam da sua existência) mas calculo que nenhum deles saiba a password de acesso ao mesmo, nem se o blog seria ou não pago. Portanto, em resposta à ideia expressa por AtomSmith, se quiserem guardar alguns dos seus textos, sejam rápidos, pois não se sabe quando será bloqueado o acesso ao blog. Eu vou fazê-lo, pois há muitos textos que recordo e gostaria de os ter comigo.
Aproveito para agradecer o respeito por muitos de vós mostrado.
Publicado por: Eduardo às fevereiro 9, 2006 09:07 PM
Caro Eduardo,
eu sou céptico e as informações aqui deixadas valem o que valem; além disso, para muitos, Joana é um "personagem" que todos respeitamos; se 99,9% das pessoas que por aqui passam não conhecem Joana, como é que podem acreditar num conjunto de "amigos e conhecidos" também ANÓNIMOS!
Não acha razoável a desconfiança de muitos comentadores?
.
Publicado por: zippiz às fevereiro 9, 2006 10:02 PM
Publicado por: Eduardo às fevereiro 9, 2006 09:07 PM
Tens que te esforçar mais.
Que idade tinha?
Morreu de quê?
Foi enterrada quando e onde?
Publicado por: Céptico às fevereiro 9, 2006 10:02 PM
Caro Eduardo agradeço a resposta e agradeço que os amigos da Joana entrassem em contacto comigo pois gostaria de esclarecer algumas coisas se fosse possível. Podem fazê-lo para texmyou@hotmail.com . Agradeço o tempo dispensado e tambem que nenhum amigo se apresse a revelar a identidade da Joana.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 9, 2006 10:59 PM
Também sou céptico. Se fosse verdade o que aqui se escreveu seria normal que se revelasse a verdadeira identidade da Joana e as circunstâncias do infausto acontecimento. Seria uma forma de homenagear e permitir a homenagem a alguém que todos admiramos, mesmo quando dela discordamos. Assim, tudo isto parece brincadeira de muito mau gosto, aproveitando talvez uma ausência perfeitamente explicável da Joana. Pode ser que haja quem se queira divertir à nossa custa. Infelizmente há gente capaz de tudo...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 9, 2006 11:37 PM
Bem sou obrigado a confessar que não sou filho da Joana. Nem sei se a Joana tem filhos pensei que só tinha filhas. Quanto ao acento no pais peço desculpa ao brazuca mas sou pró acordo ortografico e nada me da mais prazer do que escrever um montao de palavras sem acentos....Mas oque disse sobre a Joana é verdade... Beijos e abraços a todos here I go to Sherwood... Abraço AtomSmith, remenber me?
Publicado por: Hood às fevereiro 9, 2006 11:45 PM
Sobre a Joana, já escrevi no meu blog, Arcadia, o que tinha a dizer. Os meus sentimentos à família e o meu agradecimento, através dela, por todo o conhecimento e cultura me deu a conhecer. Obrigado. E oxalá publiquem em livro os melhores posts dela, ou seja, todos (sem exagero). Porque todos demonstram o que acima disse.
NCR
Publicado por: Nuno Cunha Rolo às fevereiro 10, 2006 12:10 AM
Nuno,
Pelos vistos o pior parece confirmar-se.
Incrível... sigo este blog à cerca de 3 anos e esta morte acaba por ser bastante chocante!
Essa ideia do livro não parece descabida de todo... ou será? E já agora quem era realmente a Joana?
Que descance em paz onde quer que esteja.
Publicado por: Trident às fevereiro 10, 2006 01:07 AM
Obrigado pelas suas palavras, Nuno.
Julgo que o seu post atribui uma maior força ao que já foi expresso, e espero que todos passem a acreditar no que a família e amigos da Joana têm afirmado neste blog.
Publicado por: Eduardo às fevereiro 10, 2006 05:32 AM
Então acham que uma pessoa ligada á melhor sociedade, cujo pai tem uma biblioteca de cem mil livros, que conhece todos os quadros do PCP, que contactou com as melhores figuras do antigo e do novo regimem, tenha morrido de acidente de viação e os jornais estivesem caladinhos e mudos?
Talvez perguntando ao Paulo Querido, mas o problema é que ele acaba de vender o seu servidor...
Publicado por: São Tomé de férias em Portugal às fevereiro 10, 2006 08:57 AM
A pouco e pouco, e com grande tristeza, vou começando a acreditar na veracidade da notícia da morte da Joana. Tendo deixado de fazer sentido a manutenção do anonimato sugiro - a menos que a Joana tivesse deixado instruções em contrário - que seja dado a conhecer a sua verdadeira identidade. Seria pena que não pudéssemos dar um rosto à memória que todos vamos guardar de alguém que nos soube estimular intelectualmente, através da sua inteligência e cultura. Com efeito, a Joana era uma pessoa, não uma máscara, e ainda que apenas após a sua morte, bem gostaria de conhecer um pouco mais dessa pessoa. Espero que aqueles que conheciam a sua verdadeira identidade aceitem partilhar connosco essa visão da pessoa real por trás do pseudónimo.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 10, 2006 09:21 AM
Nuno Cunha Rolo
Finalmente vejo uma pessoa que dá as notícias assinando o nome por baixo. Assim já é minimamente de acreditar.
Já agora, gostaria de saber minimamente sobre a Joana. Quem era, que idade tinha, de onde vinha.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 10, 2006 10:33 AM
Os meus profundos e chocados sentimentos à família e aos verdadeiros/reais amigos. Pelo que aqui foi sendo escrito ao longo destes anos Joana Gomes era uma mulher de grande gabarito. Inteligência, cultura e firmeza aqui abundaram. Como, decerto, na sua vida.
Publicado por: jpt às fevereiro 10, 2006 11:05 AM
Boa sorte para ti Joana onde quer que estejas e que tenhas sempre alguém com quem discutir.
Condolências á Familia e Amigos.
Espero que se salve os textos da Joana. Embora não a conhecendo penso que é um grande bocadinho dela que está aqui.
Publicado por: lucklucky às fevereiro 10, 2006 11:16 AM
Que pena :(((
A Joana parecia tão jovial na forma de escrever.
Escrevia muito bem, com clareza, piada, perspicácia e originalidade.
Muitas vezes discordava dela, mas a verdade é que este blogue estava entre os meus 5 favoritos.
Publicado por: lafredo às fevereiro 10, 2006 11:36 AM
...
Publicado por: Mário às fevereiro 10, 2006 11:57 AM
Morreu a Joana, salvem-se os textos.
Não querendo ser ou parecer infame, esta morte - pelo menos virtual - da Joana, parece-me ter algo de comercial por detrás...
Veremos (ou não) daqui a algum tempo na FNAC...
De qualquer forma, os meus sentimentos (quer reais quer virtuais) à família (real e/ou virtual) da Joana, consoante a sua morte seja real ou virtual.
Publicado por: Xiko às fevereiro 10, 2006 12:10 PM
A Joana nunca procurou o protagonismo durante toda a sua vida, é pois natural que revelar a sua verdadeira identidade exija alguma ponderação.
Publicado por: alguem às fevereiro 10, 2006 12:18 PM
Não precisei de conhecer a verdadeira Joana até hoje, os seus textos bastaram. Valem por si só, não precisam de outra confirmação de qualidade ou justificação de origem. Quem leu e ler o Semiramis conhece a Joana.
Confirmadas as notícias do seu falecimento resta-me dizer que as minhas orações estão com ela e a sua família.
Publicado por: Afonso às fevereiro 10, 2006 12:27 PM
alguem às fevereiro 10, 2006 12:18 PM
O que a Joana aqui disse por mais de uma vez é que escondia a sua identidade por motivos profissionais. Porque na sua profissão lidava com autarcas e outra gente que poderia ficar desagradada (e retaliar) se soubesse que a pessoa com quem estavam a trabalhar tinha certas ideias políticas.
Estes motivos já não são (ou em breve deixarão de ser) válidos, pelo que penso que a identidade da Joana deve ser revelada.
O que está em causa não é, naturalmente, o nome completo da Joana, que é de somenos importância, mas sim e sobretudo a sua trajetória política e profissional, que lhe permitiu adquirir tantos conhecimentos, que connosco partilhava, e formar opiniões tão interessantes.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 10, 2006 12:28 PM
Já agora, os meus pensamentos e sentimentos vão sobretudo para os filhos da Joana, em especial se forem pequenos e não puderem ainda ler este blogue. Será a eles que, provavelmente, mais falta ela fará. É eles que mais lamento.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 10, 2006 12:30 PM
Nunca escrevi nada neste blogue e até estou arrependido. A Joana merecia os meus agradecimentos por´me ter esclarecido em alguns assuntos com a sua vasta cultura e inteligência. Obrigado Joana eras a melhor blogger da blogosfera portuguesa. Um abraço para o Céu.
Já agora no blasfémias cita-se uma página de uma blogger identificada que afirma que a Joana Gomes faleceu com uma embolia pulmonar se nao estou em erro e foi no domingo 5 de Fevereiro de 2006. Os meus sentimentos à família e amigos.
Publicado por: Compositor23 às fevereiro 10, 2006 12:44 PM
Subscrevo as palavras do Albatroz. Como muitos dos frequentadores deste blogue, senão todos, admirava a inteligência, vivacidade, a humanidade, a tolerância e independência de espîrito da Joana, que faziam do Semiramis de longe o melhor blogue individual da nossa blogosfera. Sim, deve ser publicada uma selecção dos seus melhores textos, se possível com uma biografia, ainda que resumida. De facto, todas as razões que poderiam existir em vida para manter o anonimato, caducam com o facto brutal da sua morte. Tanto mais que na blogosfera só deixou admiradores. Gostaria de conhecer a sua identidade, bem como o lugar onde descansa em paz, para aí poder depositar uma flor da próxima vez que passar por Lisboa. Os meus sentidos pêsames à família, que imagino devastada. Não a conhecendo pessoalmente, e só agora tendo tomado conhecimento do seu desaparecimento, é como me sinto... Até sempre, Joana.
Publicado por: EUROLIBERAL às fevereiro 10, 2006 12:52 PM
Já tinha dado pela Semiramis por causa de um blog meu em que semiramis e pasifae significavam pornografia. Numa pesquisa pela net descobri o blog, hoje li num outro, a triste notícia e mais triste fiquei com alguns comentários que aqui li... Mais porque tem família e filhos pequenos. De economia não pecebo nada, de finanças menos... Mas acho-me em posição de dizer que percebo de relações e sentimentos humanos.
Joana, Semiramis, guardo uma lágrima para ti e para os teus... Melhor que ser lido é ser amado e tu eras-o!Um abraço para todos que, como eu, te chorem, sem te conhecer...
Publicado por: Pedro Corrêa às fevereiro 10, 2006 01:25 PM
http://www.flowers-flowers.com/images/roses_traditional.jpg
Obrigada, Joana.
Publicado por: anti-comuna às fevereiro 10, 2006 01:35 PM
Admirava a Joana pela moderação, pelo equilibrio e pelo rigor. Nunca embarcava no mais obvio, ela lia como ninguem as entrelinhas da realidade.
Um exemplo para todos os bloggers e comentadores, pois a maior parte das vezes não somos assim.
Publicado por: Anónimo às fevereiro 10, 2006 01:54 PM
Que a Joana fique sempre Joana do Semiramis. Não concordo com essa obsessão de saber a identidade dela. Quem lê este blogue há alguns anos sabe quem é a Joana e o que pensa. Para mim prefiro que fique assim, a minha homenagem é para ficar também aqui, junto a este blogue e em mais nenhum outro lugar.
Espero que este blogue fique online durante muitos e muitos anos. Seria a mais linda homenagem à Joana.
Publicado por: Luis às fevereiro 10, 2006 02:02 PM
Subscrevo o Albatroz, o Alfredo, o Afonso, o Euroliberal, o Pedro Corrêa, e todos os que estão a manifestar o seu pesar por esta perda, para a Joana, para a sua família, amigos, e também para todos nós leitores e comentadores. Todos ficámos muito mais pobres...
De todos os blogs, e com todo o respeito, este era o MEU blog; e graças à contribuição de todos, mas sobretudo do espírito e engenho da Joana, cuja cultura e propriedade na escrita eu invejava, e com quem mantive (em geral) uma mesma maneira de ver a nossa sociedade, aprendi a conviver e a poder comentar/expressar o que sentia.
Estou disponível para qq manifestação de apreço e de reconhecimento que entendam fazer em sua memória. Também um pouco de nós todos se foi...e sinto uma profunda tristeza.
Publicado por: Saloio às fevereiro 10, 2006 02:13 PM
Obrigado Joana. Por tudo o que representas.
Bem hajas onde estiveres.
Publicado por: Paulo Tomás às fevereiro 10, 2006 02:37 PM
Tambem eu sinto uma profunda tristeza.
Seguia este blog há ja alguns anos apesar de nunca ter participado.
Lía tambem com muito interesse todos os vossos comentários.
As minhas sinceras condolências à sua família e filhos.
Publicado por: Miguel às fevereiro 10, 2006 02:37 PM
Estou chocado.
Queria manifestar a minha profunda tristeza e dar as minhas sinceras condolências à família e amigos.
Penitencio-me por nunca ter comentado um post, apesar de ter sido leitor assíduo e incondicional deste fantástico blog.
Publicado por: pf às fevereiro 10, 2006 02:47 PM
Não sei que diga. Ficou o link n'A Baixa do Porto.
Publicado por: Tiago Azevedo Fernandes às fevereiro 10, 2006 03:09 PM
A blogosfera perdeu uma das suas mais ilustres blogueiras. Até sempre Joana e obrigado
Publicado por: amarelito às fevereiro 10, 2006 04:01 PM
Descobri o Semiramis há já não sei quanto tempo algo por acaso e depressa formei a opinião que, no seu campo, era o melhor blog Português.
Com o passar do tempo o apreço foi-se reforçando e a minha curiosidade acerca de quem realmente seria a Joana foi crescendo.
Haveria de ser alguém muito interessante, uma daquelas pessoas que vale realmente a pena conhecer, alguém com quem deveria dar muito prazer conversar. Como deveria ser fantástico fazer tertúlias com a Joana! Aposto que seriam daquelas tertúlias tão estimulantes que até do tempo se perda a noção.
Através da leitura dos seus textos formei da Joana uma imagem de alguém muito interessante, inteligente, perspicaz, lúcida, sagaz... Com uma escrita clara, escorreita, correctíssima e muito rica. Senhora de uma vastíssima cultura.
Há dois dias recebi uma notícia que me deixou muito triste: um amigo havia perdido uma pessoa que lhe era muito especial. Fiquei triste ao ver a partida cruel que o destino lhe tinha pregado. Ontem fui dar-lhe um abraço. Fomos conversando... e eis qual não foi o meu choque e espanto quando soube que, afinal, Joana era o pseudónimo virtual dessa pessoa tão especial para o meu amigo. Sempre é verdade que uma má notícia nunca vem só: o meu amigo perdeu de forma inesperada e prematura alguém que lhe era tão especial, eu perdi uma das minhas leituras preferidas e Portugal perdeu um dos seus espíritos mais brilhantes.
Agora sei o seu verdadeiro nome, mas não sei quem realmente foi. Gostaria do o saber, em parte porque gosto de conhecer aqueles que admiro e em parte porque intuo que tenho muito a aprender com a sua vida, da qual apenas conheço alguns (muito poucos) factos esparsos.
Creio que seria de toda a justiça que se prestasse uma homenagem a Joana, coligindo alguns dos seus textos mais significativos e atemporais e publicando-os conjuntamente com uma nota biográfica.
A ti, amigo a quem o destino tem sido pouco generoso, quero reiterar a minha amizade, solidariedade e admiração. Acredito que a morte não é o fim, mas tão só uma passagem para aldo melhor, por isso quando alguém que me é querido falece fico triste porque o meu mundo fica mais pequeno e mais pobre, mas fico também com a consolação de que para quem parte o futuro será melhor.
Bem haja Joana!
Obrigado pelo conhecimento que transmitiu e pelas ideias que partilhou!
PS1: Creio que todos os apreciam Joana deveriam colaborar na homenagem sugerida, para o efeito poderiam corresponder ao pedido de atomsmith (texmyou@hotmail.com)
Quem tiver contactos no mundo editorial poderia ajudar na tal publicação e aqueles que tiverem conhecimentos informáticos poderiam dar resposta às questões levantadas a propósito do blog.
PS2: espero não cometer uma inconfidência indevida, mas creio que devo esclarecer que o acontecimento fatídico não foi um acidente de viação. Aliás, nem creio que interesse saber a causa. Foi súbito e isso torna o seu desaparecimento trágico. A perda é irreparável.
Publicado por: sgs às fevereiro 10, 2006 04:59 PM
O blog da Joana era, sem dúvida, o melhor da blogosfera: ponderação, rigor técnico, sentido crítico, conhecimentos técnicos, cultura geral.
Após dezenas de tentativas de escrever algo mais, desisto, dizendo-lhe: MUITO OBRIGADO por ter partilhado connosco as suas opiniões e saber.
Amândio Silva
Publicado por: Amândio Silva às fevereiro 10, 2006 05:10 PM
Sgs, e qual foi o seu verdadeiro nome?
Publicado por: Trident às fevereiro 10, 2006 05:22 PM
O post de 29 de Dezembro de 2004 é muito interessante, e vale a pena ser relido.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 10, 2006 06:35 PM
Obrigado pelas bonitas palavras que escreveram.
Para além do facto da autora ter mostrado o desejo de não ser revelada a sua verdadeira identidade (e só este motivo deveria ser o bastante para que não seja), julgamos não haver, como tem sido expresso por muitos, qualquer interesse nessa revelação pois, maior verdade e intimidade põem a descoberto os textos que ela escreveu. Mais do que o verdadeiro nome, o seu percurso profissional ou o seu rosto, são os seus textos que mostram o seu verdadeiro ser. Na verdade, os leitores assíduos deste blog conhecem-na muito bem.
Agradeço que evitem mais pedidos de revelação de identidade, pois a família não tenciona opôr-se à vontade da autora.
Obrigado pela compreensão.
Publicado por: Eduardo às fevereiro 10, 2006 07:05 PM
É pena. Por muito bom que seja um cérebro, uma pessoa é muito mais do que o seu cérebro. É pena. Mas respeita-se.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 10, 2006 07:11 PM
Concordo consigo caro Albatroz mas não percebo a que se refere....
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 10, 2006 07:34 PM
Conheci a Joana nos tempos em que ela ainda escrevia no Expresso Online, contribuindo para a elevação de um espaço internauta que, tantas vezes, tendia para a mediocridade e para o amesquinhamento.
A Joana era, então, uma portentosa luz no meio de tanta imbecilidade: fazia-nos rir (e, às vezes, chorar a rir) com os seus textos mais sarcasticamente acutilantes, estimulava-nos intelectualmente e dava-nos a sensação de estarmos na presença de um ser superior.
Lamentavelmente, a Joana foi obrigada a sair do Expresso Online, tantas foram as mentes mesquinhas e persecutórias que se levantaram contra ela.
Deixou de comentar no Expresso Online para criar aquele que era, seguramente, um dos melhores (senão mesmo o melhor) dos blogues.
Não comentava assíduamente os seus textos, mas lia-os com regularidade e mantenho que muito dificilmente será possível encontrar alguém que se ja capaz de produzir uma quantidade tão grande de textos, sobre os mais variados assuntos, mantendo um nível de exigência, rigor, elevação, independência e liberdade de pensamento, argumentação e opinião tão elevados quantos os praticados pela Joana.
Em tempos cheguei a trocar algumas mensagens pessoais com ela. Fiquei com ideia que ela era mãe de duas crianças com menos de 10 anos de idade. Se assim é, não posso deixar de lamentar a perda que as mesmas acabam de sofrer.
Recordo-me de lhe ter dito, uma vez, que os filhos dela eram uns verdadeiros privilegiados, por terem uma mãe com uma inteligência e uma cultura tão vastas.
Se ela nos deixou efectivamente, é com muita mágoa que lamento esta perda. Mas, também não posso deixar de dizer manifestar o meu agradecimento à Joana por tudo quanto ela partilhou connosco.
Hoje, posso dizer, com orgulho, que, em certa medida, também me sinto um «filho» da Joana. Foi um privilégio (um raro privilégio) conhecê-la através dos seus textos e aprender tanto com ela.
Sim, Joana, os teus filhos foram uns privilegiados, por te terem tido como mãe. E todos nós fomos sumamente privilegiados por te termos tido aqui.
Obrigado!
Publicado por: Paulo Pedroso às fevereiro 10, 2006 07:55 PM
Uma notícia muito triste e que me chocou a do falecimento da Joana, autora deste excelente blogue. Os meus sentimentos aos familiares e amigos.
Publicado por: Charlotte às fevereiro 10, 2006 08:06 PM
Na mitologia grega Semíramis era a rainha da Babilónia, construtora dos jardins suspensos,uma das sete maravilhas do mundo antigo.A "jardinagem" da Joana fazia-se no mundo moderno do ciberespaço adubando e regando os nossos espiritos com graça, ilustração e saber, sempre atenta a cortar rente nas ervas daninhas cá do burgo. O nosso bem-haja e que a sua recordação perdure entre todos nós.
Publicado por: Ciberleitão às fevereiro 10, 2006 08:30 PM
"Para além do facto da autora ter mostrado o desejo de não ser revelada a sua verdadeira identidade"
Parece-me algo estranho que uma pessoa se preocupasse com esse pormenor se foi algo súbito.
Se for verdade, os meus pêsames, para mim a Joana era uma das mentes mais brilhantes deste país. Falta não uma, mas milhares de Joanas.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 10, 2006 09:45 PM
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Publicado por: asdrubal às fevereiro 10, 2006 10:22 PM
Adeus Joana. Até sempre...
Publicado por: Vítor às fevereiro 10, 2006 10:28 PM
A Joana escreveu no Expresso on-line e foi expulsa? Seria possivel o nosso amigo Pedroso aprofundar essa história.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 10, 2006 10:49 PM
Convenhamos, o blogue era uma merda. Mas lamento, claro, a morte, a ser verdade, da Joana.
Publicado por: JC às fevereiro 11, 2006 12:26 AM
Que a teia que ajudaste a construir te seja sempre leve, Amiga de Armas!
Publicado por: Fafe às fevereiro 11, 2006 05:29 AM
Em resposta ao Incognitus, deixo claro que tal nunca constituiu uma preocupação.
A revelação da identidade foi um tema de conversa que poucas vezes surgiu. Quando falávamos dos textos que escrevia, algumas vezes referi que seria interessante mostrar quem se esconde por trás do nome Joana. Porém, ela sempre deixou claro que não gostaria de ver a sua identidade revelada. É essa vontade que vamos respeitar.
Publicado por: Eduardo às fevereiro 11, 2006 07:05 AM
Não AtomSmith, não foi expulsa. Pelo menos da forma que está a pensar. O Expresso Online foi um incubador de alguns dos melhores blogues, nomeadamente O Semiramis e O Jumento. No entanto havia uma certa "ala" mais radical que se encarregava de vilipendiar os postes da Joana. Durante muito tempo a Joana resistiu a estes ataques, não nos podemos esquecer que fundamentalistas existem em toda a parte do mundo, e o Expresso Online não era excepção. Mas estoicamente muitos continuaram a colocar os seus pontos de vista. A Joana foi um desses casos. Mas tudo tem um limite, e um dia ela deixou de comentar com a regularidade que lhe era habitual, tal como tantos outros.
A verdadeira identidade da Joana está aqui, nos seus escritos, na sua argúcia, na sua vastíssima cultura geral. Concordo com alguns comentaristas anteriores, deveria haver uma editora que perpetua-se esta obra da Joana, mais que não seja para enriquecer aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer o Semiramis e com isso possam perceber que existem pessoas excepcionais. Para nós ela sempre existirá aqui no seu cantinho do mundo.
Publicado por: Paulo Tomás às fevereiro 11, 2006 09:29 AM
Lamento muito a morte da Joana qualquer que seja o seu nome, raça, credo, nacionalidade e ocupação profissional.
Embora de forma mitigada pela distância e pelo escasso conhecimento, participo da dor da sua Família e Amigos.
O que conheço da Joana, foi o que aqui aprendi e me diverti. A Joana oferecia um Serviço Público autêntico, nos moldes daquele que foi definido para a RTP: Formar, Informar e Divertir. Com a vantagem - que decerto ela apreciaria - que não pesava no Orçamento do Estado, logo no bolso dos cidadãos.
Beneficiámos de cerca de 900 posts desde Outubro de 2003, ou seja, uma média superior a um post por dia. Na minha opinião, a qualidade e o relevo são bastante variáveis mas isso é inevitável: manter, sozinha, um blog com posts quotidianos é duro, ser genial todos os dias é sobre-humano.
Embora fosse um leitor assíduo, fui um comentador muito esporádico, porque raramente tive contributos úteis para o debate. Aliás, a Joana surpreendia-me pela qualidade média dos posts, que devem ter representado uma grande esforço que ela executava alegremente ("quem corre por gosto não cansa", cf. 14 Abril 2005), correndo até o risco de causar habituação nos seus leitores (cf. 15 Maio 2005), embora reconhecesse a relação difícil entre o criador e a criatura (cf. 13 Outubro 2004).
Nem sempre os lia na íntegra - ao fim de dois anos, os posts que zurzem os nossos políticos acabam por ter um valor marginal decrescente, senão ínfimo - mas voltava cá fielmente porque, por norma, valia a pena.
Achava muita graça à indiferença com que ela encarava as criancices dos comentadores, lembrava-me alguns professores universitários que quando dão aulas ao primeiro ano ignoram as brincadeiras dos caloiros para se fixarem naquela dúzia de alunos que justificam o seu esforço. Os outros, é como se não existissem.
Quanto aos plágios, admito que a Joana não fosse perfeita na citação das fontes mas ao ter de escolher entre ter posts quotidianos com referências incompletas ou ter um post mensal digno de uma conferência científica com revisão pelos pares, creio que os seus leitores preferem a primeira hipótese. Dificilmente se pode argumentar que alguém que trabalha pro bono com o seu nome protegido pelo anonimato procura tirar benefício do trabalho alheio que eventualmente cite nos seus textos.
...
Comecei este texto na quarta-feira, dia 8, pedindo a Deus que estivesse enganado, mas afinal, parece que é verdade... a Joana deixou a nossa companhia.
Por isso, aqui registo a modesta homenagem de alguém que leva três dias a escrever estas banalidades para a Joana que todos os dias oferecia o seu tempo e o seu talento para nos Formar, Informar e Divertir.
Por isso, creio que nunca terei um blog e ainda por isso copiei todo o Semiramis para memória (e aprendizagem) futura. Se a Família ou os Amigos tiverem interesse nesse arquivo, cedo-o com todo o gosto.
Publicado por: João GM às fevereiro 11, 2006 09:56 AM
Joana,
Não podia deixar de colocar neste teu último post umas palavras de apreço a uma pessoa que meteu um cunho muito especial na nossa blogosfera portuguesa.
Farás concerteza parte da história deste pequeno e livre mundo de ideias, debate e opinião.
Onde quer que estejas...fica bem.
Publicado por: rodrigo às fevereiro 11, 2006 12:25 PM
Eu acho do maior mau gosto estas referências à «morte» de Joana.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 11, 2006 12:38 PM
Bem, eu também sou algo céptico e existem coisas nesta história que não parecem fazer sentido. Além de ser evidente o "aquecimento" da posição da Joana em relação à necessidade do Estado intervir nos últimos tempos. Ou seja, esta desaparição poderia não ser uma morte, e sim uma passagem para uma posição nesse mesmo Estado.
Mas isso sou apenas eu a especular. Se tal fosse verdade, estaríamos melhor servidos com a Joana numa tal posição.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 12:50 PM
Saiu uma pequena noticia no jornal "Diário de Noticias" a confirmar o pior dos receios.
PS: Não indica qual é a fonte...
Publicado por: rvb às fevereiro 11, 2006 01:19 PM
Agradeço a Paulo Tomás o esclarecimento que me prestou.
Caro João GM o seu comentário é sem dúvida muito bonito e a sua humildade ainda mais mas não se menospreze pois Deus dá a cada um diferentes talentos e todos somos iguais aos seus olhos.
Não conhecia pessoalmente a Joana mas o seu talento é sem dúvida inegável porem tudo se consegue com esforço, motivação e tambem persistencia ao longo de anos. Não deixemos de reconhecer o talento da Joana mas tambem não ignoremos o nosso próprio potencial. De resto como Confucio dizia e cito de cor, " Se uns aprendem pelo esforço de um eu aprendo nem que seja pelo esforço de cem mas o conhecimento uma vez adquirido tem o mesmo valor...". Sem dúvida o seu esforço proporcionou a todos uma das mais bonitas homenagens á Joana. Alem do mais não sabemos quantos dias a Joana demorava a preparar os seus posts ou os anos de esforço e dedicação que a levaram a adquirir tanto conhecimento. Nem se todo esse esforço se tornou ligeiro graças á motivação que sentia, tal como alguem referiu aqui.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 11, 2006 01:23 PM
... bem, cá para mim, no tal espaço n-dimensional de que este blog foi uma projecção multivariada, a Joana não morreu, nem morrerá, tem lá um cantinho no meu coração, que se estende em sinapses até ao lobo frontal. Cushão acho que temos de chamar Joana a uma daquelas variedades de flores (name of species is secret) que vamos produzir por cá, não? ... ( e dar uns beijokas a propósito :)))
Boas para tod@s, pessoal, a Joana continua entre nós.
PS no meu dicionário de Mitologia, Semiramis depois de morrer seguia feita pomba para o céu
Publicado por: py às fevereiro 11, 2006 01:28 PM
"Saiu uma pequena noticia no jornal "Diário de Noticias" a confirmar o pior dos receios.
PS: Não indica qual é a fonte..."
Podes reproduzir a notícia aqui?
Ou, se tiveres um scanner, aqui?
www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=3908
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 01:29 PM
...e uma kpk pá Joana!
Publicado por: py às fevereiro 11, 2006 01:29 PM
(já que me lixaram a kpk agora vai um primo pá Juana de Habsburgo)
Publicado por: py às fevereiro 11, 2006 01:45 PM
Não pode haver "Semiramis" sem a Joana. Mas talvez se pudesse criar um blog em sua homenagem em que aqueles que, ao longo destes três anos, se habituaram a comentar os seus escritos, pudessem manter um contacto e uma troca de ideias sobre os temas aqui tratados. Não sei se repararam, mas pessoas de ideias bem diferentes aprenderam, nesta convivência em casa da Joana, a respeitar melhor as ideias dos outros, gerando-se um debate normalmente civilizado que a todos beneficiou. A Joana seria de direita, mas os comentadores eram das mais variadas tendências ideológicas e doutrinárias, e foi isso que contribuiu para que a "Semiramis" fosse diferente. Um blog em que os "habitués" do "Semiramis" pudessem introduzir os seus próprios textos e comentar os dos outros, talvez valesse a pena. E partilhando-se o esforço entre uma dúzia ou mais de pessoas, talvez não fosse dificil manter um tal blog activo. Que pensais?
Publicado por: Albatroz às fevereiro 11, 2006 01:58 PM
Albatroz, se quiserem disponibilizo um Fórum especificamente para isso dentro do thinkfn.com.
Ou, com um pouco mais de trabalho, uma homepage inteira com o seu fórum próprio (mas isto demoraria mais a implementar).
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 02:03 PM
Incognitus, isso seria óptimo. Que tal chamar-lhe "A Casa da Joana"?
Publicado por: Albatroz às fevereiro 11, 2006 02:10 PM
Penso que é uma possibilidade. Crio para já o Fórum e começamos planos para um site?
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 02:26 PM
Seria bom ouvir a opinião de mais pessoas.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 11, 2006 02:32 PM
A notícia deixou-me completamente aparvalhado e doído. Vejam bem as coincidências: preparava-me eu para colar um dos seus post's no Café Expresso Tadechuva da semana e levo com esta brutalidade pela frente.
Estou profundamente triste, pronto!
Joana; A excelência dos teus textos, a tua frontalidade, a tua luta pelos ideais que consideravas mais nobres, nunca se apagarão da memória dos teus admiradores. Que o Senhor te receba um dia na Sua infinita glória e bondade; Lá nos encontraremos minha boa amiga, estou plenamente certo disso, se Ele me der também o previlégio da vida eterna.
Como última e singela homenagem que te quero prestar, vou deixar o teu rótulo bloguístico em destaque enquanto o meu "viver". Ficarás lá para que nunca morras jamais na nossa memória.
Descansa em paz.
Publicado por: zecatelhado às fevereiro 11, 2006 02:45 PM
Embora seja recente a minha participação neste Blogue adoraria participar no Forum proposto.É uma grande ideia e já estou farto do Jornal de Negócios on-line.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 11, 2006 03:08 PM
Bem, há algo estranho. Este blog tinha um pop-up quando se entrava nos comentários. Agora não tem. Alguém verifica isto? Uma mudança consciente de alguma característica do site é uma espécie de pista para algo planeado ...
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 03:14 PM
incognitus, tinha e tem!
Publicado por: Golfinho às fevereiro 11, 2006 04:24 PM
A ideia do fórum (fórum, site, blogue, o que seja) é muito boa. As minhas sentidas condolências à família da Joana.
Publicado por: PedroRomano às fevereiro 11, 2006 04:44 PM
Coloquei uma cópia integral do Semiramis aqui:
http://semiramis.etc.pt/
Assim pelo menos de certeza já não se perde. :-)
Publicado por: Tiago Azevedo Ferna às fevereiro 11, 2006 05:00 PM
Aqui no weblog.com.pt o Semiramis também não desaparecerá.
António Coutinho - aeiou.pt
Publicado por: Antonio Coutinho às fevereiro 11, 2006 06:08 PM
Tiago, mas se este desaparecer, o outro deixa de linkar, certo? ou é mesmo uma cópia independente do original?
Publicado por: mph às fevereiro 11, 2006 06:08 PM
mph: é uma cópia completamente independente. Serve como backup, uma vez que no weblog.com.pt pelos vistos também vai permanecer.
Publicado por: Tiago Azevedo Fernandes às fevereiro 11, 2006 06:39 PM
Isto da blogosfera está diferente...já não tem piada, nem interesse, nem...
Os outros blogs são assim-assim...
Talvés volte a ler jornais, não sei...
Tenho saudades da Joana,...dos seus posts e dos comentários do (M), do LL, do Albatroz, do Zecatelhado, do py, do Afonso, do Vitor, do Zippiz, do Cush, do Senaquerib, Euroliberal, anti-comuna, Alfredo...sei lá de mais quem...
Isto já não é o mesmo.
Estou triste e vou-me já deitar, para matar o dia mais depressa.
Publicado por: Saloio às fevereiro 11, 2006 07:22 PM
Isto da blogosfera está diferente...já não tem piada, nem interesse, nem...
Os outros blogs são assim-assim...
Talvés volte a ler jornais, não sei...
Tenho saudades da Joana,...dos seus posts e dos comentários do (M), do LL, do Albatroz, do Zecatelhado, do py, do Afonso, do Vitor, do Zippiz, do Cush, do Senaquerib, Euroliberal, anti-comuna, Alfredo...sei lá de mais quem...
Isto já não é o mesmo.
Estou triste e vou-me já deitar, para matar o dia mais depressa.
Publicado por: Saloio às fevereiro 11, 2006 07:23 PM
Ok, estando os conteúdos salvaguardados em princípio criando-se um site ele só linkará para os conteúdos.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 11, 2006 08:54 PM
Oi galera ... nada de tristezas ...a Janica por um lado fica sensibilizada pela saudade que provoca .. mas por outro deve ser tb um alívio...um descanso..
Eu como seu Capitão ou Corsário , vou acreditar que ela está a tirar umas belas férias ...nothing else..
Anyway .. a vida continua .. e para já para já .. recomendo um programa que começa salvo erro amanhã .. na BBC .. que é Fuelling the Future..
entretanto vou ler o que a galera andou a escrever aqui para cima ..
Publicado por: Cush às fevereiro 12, 2006 12:02 AM
Vixe .. fiz uma kpk sem ter reparado ... legau...
estas são as que sabem melhor...
O Py falou que vamos dar o nome Joana a uma flor que iremos produzir... para mim o nome Joana está gravado na minha vida a ferro e fogo..
Fui (no fundo acho que ainda sou)casado com uma Joana 23 anos e tenho uma filha chamada Joana...agora .. estou longe delas ... e sofro...
Por isso emigrar se torna tão dificil às vezes...mas o que tem que ser tem muita força ...por isso as coisas têem que continuar...
Mas foi giro ele ter falado nos nossos planos mais recentes de produzir flores (helicónias ..lindas ..maravilhosas ).. que será uma actividade que vamos levar a cabo , paralelamente ao Sequestro de Carbono...
Gostava muito de contar aqui como funciona esse sequestro , mas ainda é cedo...um pouco mais de tempo e será um prazer ( e alívio) explicar isso.
Mas se alguém tiver curiosidade de saber um pouco mais .. e quiçá colaborar .. escrevam para capiroba@gmail.com
Qt a fazer um blog chamado a "casa da Joana" contem comigo.. qt mais não seja para m*jar fora do penico como comentador...
Não há duvida que assuntos não faltam ...e com certeza esta galera que aqui se junta tem criatividade e respira saúde intelectual...
Ó Incognitus ...Albatroz.. e quem mais quiser..força aí ... têem todo o meu apoio...
...é o melhor tributo que se poderá dar à obra desta Princesa Joana...
O Semiramis não morrerá..
Publicado por: Cush às fevereiro 12, 2006 03:06 AM
“Como primeira medida proponho que se editem milhares de exemplares do medieval Corão, em formato de papel higiénico, para que lhe possamos limpar o cu à medida que vamos cagando.” – Quitéria Barbuda in “5 medidas para castigarmos os ranhosos”, Revista “Espírito”, nº 26, 2006.
QUAES CUNQUE FINDIT
Publicado por: Brigada Bigornas às fevereiro 12, 2006 01:46 PM
O blog Semiramis continuará acessível no seu endereço de sempre. É muito triste ver que parte dos leitores fazem o frete a alguns espicaçadores da "opinião pública" que colocam em causa os arquivos do weblog.com.pt.
Aproveito para dizer que a existência de várias cópias dos textos publicados pela Joana terá consequências nefastas para a preservação da memória e da identidade deste blog. Pelo que me demarco dessa actividade.
Publicado por: Paulo Querido às fevereiro 12, 2006 04:46 PM
Sábias palavras Paulo. Aprovo incondicionalmente essa posição. Em memória da Joana, de quem fui (sou) admirador, fiz uma singela homenagem PERPÉTUA no Tadechuva. Fica lá a lembrança até que o Tadechuva "morra", só isso.
Atenção malta, não façam isso p.f.!
Um bração do
Zecatelhado
Publicado por: zecatelhado às fevereiro 12, 2006 05:23 PM
Gostava de perceber por que razão é que esta zona de comentários deixou de aceitar textos meus... Será que este entra?
Publicado por: Tiago Azevedo Fernandes às fevereiro 12, 2006 05:35 PM
Bom, parece que o meu comentário entrou desta vez. :-)
Não percebo as objecções do Paulo Querido. Eu fui um dos que tentou preservar este património criando uma cópia noutro local antes de se saber se o blog ia continuar aqui no weblog.com.pt. Agora já se sabe que sim. Óptimo. Fiz algo de errado?
Também não vejo qual é o problema de alguns de nós querermos ficar com uma cópia pessoal do que a Joana escreveu. Por isso também coloquei um ficheiro ZIP com tudo isso gravado em http://www.savefile.com/files/6720682.
Vai ficar neste endereço por uns dias para quem quiser descarregar. São 33Mbytes...
Publicado por: Tiago Azevedo Fernandes às fevereiro 12, 2006 05:41 PM
Aparentemente alguém colocou um filtro aqui que impede o aparecimento de comentários que contenham o endereço onde eu coloquei a cópia deste blog e que agora deixa de ter utilidade, pois ficou-se entretanto a saber que o http://semiramis.weblog.com.pt se vai manter.
Fica registado o facto.
Publicado por: Tiago Azevedo Fernandes às fevereiro 12, 2006 05:47 PM
Será possível ensinar como guardar esta página a fim de actualizar esta página do ficheiro que colocou na internet? Obrigado, Tiago.
Publicado por: Freddy às fevereiro 12, 2006 06:56 PM
Bom, duma coisa não há qualquer dúvida: aquela Joana que aqui conhecemos morreu. Não interessa muito se aquela pessoa que assinava por Joana também terá morrido. Não sei nem quero saber.
É altura de lamentar o fim de um blogue, por morte da Joana. É altura de lamentar que um espírito vivo, capaz de resistir às modas que a imprensa vai fabricando, deixe de nos contar aqui uma outra história, contra a corrente, mas muito lúcida
Publicado por: Teófilo Zacarias às fevereiro 12, 2006 09:27 PM
Onde anda o filho da puta do Luís Rainha e os seus comparsas do BDE e Afixe?
Publicado por: A às fevereiro 12, 2006 10:30 PM
Como é que eles controlam algo que eu compre com dinheiro vivo (sem se com cartão multibanco)?.
Se eu levantar as notas e comprar algo em dinheiro, o governo saberia?
Mas nas finanças perguntei sobre isso e eles disseram que dessa medida ainda não se sabe nada..
Mas eles podem fazer cruzamento de dados, assim só saberão o que as pessoas compram electronicamente (sem dinheiro vivo) não é?
Eles sabem muito bem quais as empresas que devem milhares ao fisco, e não lhes cobram dinheiro porque?
Preferem cobrar ao zé-povinho.
A autora do blog faleceu ? já tinha idade avançada, foi morte natural ou acidente?
Têm que averiguar isso ,para ver se foi natural ou se foi alguma vingança devido ao que ela escrevia..
Publicado por: silvio às fevereiro 13, 2006 01:18 AM
Que raiva ... qd me preparava para lampeiro assistir ao "Fuelling The Future" na BBC , descobri que por artes do diabo que adora brincar comigo , sacana , não tinha o canal a dar ....rapaiz .. na moral... que seja raro ver tv .. tudo bem ... mas pelo menos de vez em quando não faz mal nenhum... antes pelo contrário...era o caso...
Estou habituado a lidar com decepções ...mais uma menos uma ...tb não ia adiantar nada ...que se lasque .. pode ser que veja os próximos programas ..
De resto .. rapaziada ... as mulheres aqui .. salve-se ao menos isso ... parece que cada dia estão cada vez mais bonitas e gostosas ...acabei de chegar de beber uma cervejas ...e moço .. já tou comó Spinoza ... que se f*da tudo ... é preciso é felicidade ...
Qd estavamos lá na chapada ...rsss conhecemos um caboclo genuíno muita curtido ( do sol e não só).. se chamava Zé Fernando ..mais uma punctuated evidence ..couldn't be more obvious...
Parávamos nos interbalos do garimpo e íamos pa um espaço ( um antigo mercado lá em Lençois ) kom um café fino...o rio do lado ..( aliás um fio de água) o clima magnífico ...uma espécie diferente de cycas jurássicas a ornar a beirada defronte ... e o caboclo que era guia ..aparecia por lá amiúde ...
Boa .. excelente surpresa era a música ...J.J. Cale ... que bom ... parecia que o dono era fissurado em JJ Cale e então era o tempo todo ..a uma certa altura ..aparece o Zé Fernando ( cof..) com uns headphones a abanar o capacete .. e senta-se na mesa... lenço na cabeça à pirata .. óculos Dior de aro branco .. enormes ..tronco nu ...musculadíssimo... uns calções minúsculos abertos até meio da braguilha , uns sapatos de escalada altamente...e um ganda sorriso na cara...
Empresta-me um phone e ouço reggae aos berros ...
Pergunta-lhe o Py ... olha lá .. não gostas da musica que se ouve aqui ??
Responde ele... não... faz-me pensar na vida...
Afinal quem tem razão ? Maldacena ? Spinoza ou o Caboclo Zé Fernando ? ou será que o Maldacena confirma o Caboclo ?
Como nota de rodapé ... o Paulo Querido parece estar com raiva de alguém ... mas não vi nenhum ataque ...
O Tiago Azevedo Fernandes está apenas a salvaguardar um documento que é publico ... e a gente já conhece a cartilha ... mais vale prevenir que remediar... é não ?? Paulinho Queridinho.
Obrigado Tiago...
Publicado por: Cush às fevereiro 13, 2006 05:14 AM
tb gostava de saber onde anda o Luis Rainha ....pelos vistos .. ele sabe coisas que os outros não sabem ... cadê vc ?
Publicado por: Cush às fevereiro 13, 2006 05:19 AM
Ontem tive a mesma ideia que Você.
Proponho que tal blogue se chame "Os amigos da Joana".
Se a ideia fôr por diante, informem-me sff.
balio@cftp.ist.utl.pt
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 13, 2006 09:41 AM
Peço desculpa por me estar em intrometer em assunto tão discutido. Mas alguem já leu a sério o Artigo 89 A da Lei Geral Tributária? Pelos comentário, que agora já não tem efeito porque o estado já volou com o bico ao prego e volta tudo a ser como era em matéria de manifestações de fortuna, parece que ninguem leu o artigo com olhos de ver. O Artigo 89 A da LGT apenas estabelece quais os rendimentos padrão para a aquisição de bens que se enquadrem no definição de manifestações de fortuna...não fala em obrigatoriedades declarativas e afins. São apenas estipulados valores... por exemplo refere que para um individuo comprar uma casa de valor igual ou superior a 250000 euros tem de ter um rendimento padrão de 20% deste valor abaixo do qual a DGCI tem poder para estabelecer por métodos indirectos a rendimento real. É só isto, os resto são instruções de preenchimento dos impressos relatadas em circulares. Mas tb porque que é o espanto... acham bem um individuo ter uma mota de 9999 euros, um carro de 49999 euros e uma casa de 249999 euros declarando o Ordenado Mínimo Nacional mas não sendo obrigado a declarar manifestações de fortuna porque não atinge o limite, e outro que têm um carro de 50000 euros e mais nada e ter de declarar. O problema é que até temos um Administração Fiscal muito "soft" e esta medida só "bateu na barra" porque talvez fosse contra alguns "interesses instalados".Se todos os portugueses declarassem e pagassem aquilo que devem pagar na realidade talvez não houvesse necessidade deste tipo de medidas. Eu não estou a defender o estado, como funcionário público só tenho é tido dissabores, mas quando vou entregar a minha declaração pela net já lá tenho os valores e não posso fugir ao contrário de muitos que aí andam. Os trabalhadores independentes, as firmas que declaram prejuizos durante anos a fio, mas cujos seus administradores andam sempre bem montados e com brutas casas construidas com subsídios de UE. Este estado pode querer ser tudo menos moralista...não se pode dar ao luxo de exigir quando também não cumpre.
Publicado por: Pedro Ferreira às fevereiro 13, 2006 01:16 PM
Vê-se que você não é leitor habitual deste blog. Aqui a maior parte do pessoal não se preocupa em ler com cuidado ou em conhecer a realidade tal qual é. Mandam uns bitaites e já está.
Quanto a esse tal Paulo Querido (que, pelo ego desmedido, devia mudar para Paulo Umbigo), quem é que ele pensa que é? O dono da bola?
Publicado por: Shadow às fevereiro 13, 2006 02:36 PM
Semiramis... Joana...
Joana!...
Tão pouco que sabemos dela própria... e tanto, tanto que ela nos deu... nos enriqueceu...
Agora abandonou-nos... deixou-nos... para sempre...
Que súbito vazio!... que profunda tristeza!... que infinita saudade!...
Morreu algo de mim próprio... não sei bem o que foi... mas sinto que me faz muita falta...
Imensa falta!... Já não sou o mesmo...
Adeus, Joana, para todo o sempre...
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 13, 2006 04:11 PM
“Os exércitos modernos são constituidos por soldados com déficite de formação. Num exército com militares a sério, respondia-se aos tiros dados pelos manifestantes com rajadas de metrelhadoras, que acabavam de vez com os distúrbios. Mas não ! Agarram nos putos, levam-nos para trás de uma parede e dão-lhes umas palmadas. E por estranho que pareça há sempre alguém a filmar.” – Quitéria Barbuda in “Deus, Pátria e Autoridade”, Revista “Espírito”, nº 26, 2006.
QUAES CUNQUE FINDIT
ALLAH É RABO !
Publicado por: Brigada Bigornas às fevereiro 13, 2006 05:20 PM
Percebe-se que este gajo cuida que tem piada e percebe-se, também, que ele não percebe que a única coisa que consegue provar é que é um imbecil encartado
Publicado por: ... às fevereiro 13, 2006 07:22 PM
Acabo de chegar de uma viagem ao Extremo Oriente, por razões profissionais, e estou siderada com o que leio.
A blogosfera preparou-me para todos os dislates e, por isso, não me surpreende que uma cabeça oca tenha decidido matar-me. Imperdoável é que tenham aparecido comentários assinados por «amigos» meus e que alguns tenham, inclusive, envolvido a minha família.
Vou pensar seriamente se vale a pena manter este blog.
Publicado por: Joana às fevereiro 13, 2006 07:34 PM
Agora conte-nos como se esqueceu da password ou então como desgostou tanto dos comentários que vai criar outro blogue. Vá estamos todos à espera...
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 13, 2006 07:44 PM
Tiago Azevedo Fernandes é o maior!!!Será que ninguem agradece todo trabalho filantrópico que ele tem tido??? A mim deu um jeitão, obrigado!
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 13, 2006 07:50 PM
"Acabo de chegar de uma viagem ao Extremo Oriente, por razões profissionais, e estou siderada com o que leio.
A blogosfera preparou-me para todos os dislates e, por isso, não me surpreende que uma cabeça oca tenha decidido matar-me. Imperdoável é que tenham aparecido comentários assinados por «amigos» meus e que alguns tenham, inclusive, envolvido a minha família.
Vou pensar seriamente se vale a pena manter este blog."
Joana , por favor não faça isso , quem gosta de ler o que escreve , não merece isso . este é sem duvida o melhor blog portugues e não é pela qualidade dos comentadores , mas sim pela qualidade da escrita , cultura , critica e visão da sociedade da autora , eu quase nem leio os comentarios , mas todos os dias venho ler o que escreveu .
Publicado por: jojo às fevereiro 13, 2006 08:43 PM
Que brincadeira de MUITO MAU gosto.
Agradeço que a engraçadinha ou engraçadinho pare de escrever com o nome de Joana, como se da própria "Joana" se tratasse.
Obrigado.
Publicado por: Ana Mendes às fevereiro 13, 2006 08:48 PM
Agora eu é que estou cidrado!
de repente vieram-me uns calores pela espinha a cima até à nuca.... e estou a falar a sério!
Estou com gripe e acho que o raio da bactéria (ou virus?) acabou por não resistir.
Eu nem digo nada.... Xissa... cheguei a choramingar.
A ser verdade hoje é dos meus melhores dias...
mas já nem sei o que pensar...
Joana, a seres tu, Claro que vale a pena continuar! Muito mais agora!
Publicado por: Karl Marx às fevereiro 13, 2006 08:52 PM
Afinal é possível escrever o que quer que seja assinando o nome "Joana".
Publicado por: Karl Marx às fevereiro 13, 2006 09:44 PM
Oh! Oh!
Parece que houve aqui um volte alface
Publicado por: ... às fevereiro 13, 2006 10:57 PM
Como a Joana me dizia, não revelava a sua identidade porque "na net existe muita gente com nível, infelizmente também existem alguns loucos obcecados".
Só nos faltava um idiota qualquer a assinar como Joana...
Publicado por: Um conhecido da Joana às fevereiro 13, 2006 11:39 PM
A Joana morreu envenenada porque mordeu a língua.
Publicado por: Um conhecedor da Joana às fevereiro 14, 2006 01:21 AM
Os meus sinceros sentimentos a família e amigos da Joana.
É com profundo pesar e grande choque que acolho esta triste noticia; tendo comentado algums dos seus post foi-me impossível não inscrever aqui uma ultima e singela homenagem à autora daquele que foi certamente um dos melhores Blog’s portugueses; mantendo, é certo, uma ultima réstia de esperança na inverdade de todo este negro sucesso que só o devir do tempo tragara.
Publicado por: Francisco L. A. às fevereiro 14, 2006 02:32 AM
Ehehe ... eu não disse ?? que era só umas férias ??? A princesa diz que é trabalho por causa do olho grande ...
Por isso o LR nunca apareceu...
Agora dá-me vontade de contar um episódio que deixa por um lado perplexidade e por outro ..vergonha ...
Estava eu e o Py no garimpo lá na chapada ..qd a certa altura e para não variar bateu a fomi...
Então decidimos ir jantar à cozinha aberta .. ou slow food ou lá que era... foi o que ficou à portinha do carro qd ele parou...
Cliente nenhum ..tudo muita requintado...Elis.. Vivaldi..fiquei até confuso....bem ..vai daí ...a moça que atendia ..sempre solicita ...quis até meter conversa ..e aí é que foi o entalamento...
Primeiro foi entalada por nós ( calma ..nada disso que estão a pensar ) perguntamos-lhe de onde éramos... vaidosos do nosso sotaque... não soube responder e ficou encabulada...
A seguir veio o nosso entalamento ..
...ela com muita vontade de se redimir pergunta tímida .. então ..em que é que Portugal é forte ??? puts.... eu respondi logo muito rápido ... em dívidas....o Py ..intervém e diz ..calma aí ...temos muitos diamantes ( que andamos a garimpar a tarde toda ..) e prontos ... temos têxteis...e ..e .. cortiça...e ah.. sapatos...
Senti-me a ruborizar ...afinal ...aquilo em que um País é forte .. é no fruto de empreendedores ...
Então pq se diz tanto mal dos patrões ???
Sem eles ...os empregados ficam tontos... sem saber o que fazer ... no north..no west .. no east or south...
Mas o que leva a pensar ... é ... que os têxteis são industria de 3º mundo..a cortiça é do Amorim...e os sapatos calçam pés de barro...
Por só haver isto .. e as grandes mercearias do tio Belmiro... que ruborizei....
Pq só há isto (estou-me a esquecer dos esquentadores Vulcano...rss) ??? Porque as valências do ambiente económico não estão em equilibrio...antes pelo contrário...estão em profundo desiquilibrio... por isso Portugal em termos desenvolvimentistas é práticamente semi-árido...umas euphorbias aqui e ali...umas obesas..outras horridas ...outras virosas ...e pouco mais ...
Qt a ti Janica safada ... vê se te deixas tb de pregar sustos à malta tua admiradora ...e à parte te terem enterrado viva ...não digas que não ficaste emocionada com tanta tristeza generalizada....até eu .. meu estuporzinho... fui ao site anunciado pelo Tiago para guardar os teus textos ...( pelo sim pelo não ) ..já que o "sacana" ..gosta de tecê-las..
E pronto ..galera .. toquem as trompetas e preparem-se para festa .. que a Patroa está de volta .. e vai dar pa todo o mundo....rsss
Publicado por: Cush às fevereiro 14, 2006 04:39 AM
Karl Marx às fevereiro 13, 2006 08:52 PM
Já não basta a Joana ter ressuscitado, agora também ressuscitou o Karl Marx.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 14, 2006 09:49 AM
Joana às fevereiro 13, 2006 07:34 PM
Não apareceram comentários "assinados" por (quase) ninguém, exceto os meus. Eu devo ser (quase) o único neste blogue que assina com o seu nome e diz a toda a gente quem é. Todos os outros escondem-se atrás de nicks. Não se trata de assinaturas.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 14, 2006 09:54 AM
Joana!
Coloque qualquer coisa (post novo) sobre o Médio Oriente para termos a certeza de que está viva...pois já estou cansado de brincadeiras (a culpa não é sua...).
Publicado por: amsf às fevereiro 14, 2006 10:32 AM
Luís Lavoura às fevereiro 14, 2006 09:54 AM
Eu uso um nick poderoso porque o meu nome verdadeiro não vale nada.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 14, 2006 11:17 AM
amsf às fevereiro 14, 2006 10:32 AM
A Joana (?) disse que foi ao Extremo Oriente e não ao Médio Oriente.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 14, 2006 11:20 AM
Caros duvidandos,
Para quê lamentar a morte de alguém que nunca existiu? A Joana era virtual, a Joana era nome de homem que mantinha assim o anonimato. E mesmo que "Joana" fosse o seu nome verdadeiro e ela fosse mulher, continuava a ser virtual na mesma.
Se ela/ele sempre quis o anonimato e a distância, aceitemos isso agora que ela/ele está mais longe. Seja esse "mais longe" aquilo que for.
É histórico cá por este rectângulo darem-se "voltefaces" motivados pelo cheiro do dinheiro ou da promoção pessoal.
Antigos sindicalistas trabalham agora para departamentos estatais, antigos ecologistas trabalham para empresas poluidoras (para deturparem estudos de impacto ambiental, por exemplo), antigos contestatários do sistema são agora os motores do mesmo sistema, um antigo hippy é agora primeiro-ministro, e por aí fora...
Os futuristas italianos eram os indivíduos mais "prafrentex" e arrojados que existiam na altura, depois tornaram-se amigos de Mussolini e da sua ideologia. O mesmo aconteceu por aqui com alguns futuristas em relação a Salazar.
A natureza humana tem destas coisas!
A "Joana" lançou-se noutros voos. Sejam eles quais forem e em que espaço estiverem a contecer: real, virtual ou espiritual...
Em qualquer deles, julgo que se deve estar a rir disto tudo.
Publicado por: Virtual às fevereiro 14, 2006 11:51 AM
Caros duvidandos,
Para quê lamentar a morte de alguém que nunca existiu? A Joana era virtual, a Joana era nome de homem que mantinha assim o anonimato. E mesmo que "Joana" fosse o seu nome verdadeiro e ela fosse mulher, continuava a ser virtual na mesma.
Se ela/ele sempre quis o anonimato e a distância, aceitemos isso agora que ela/ele está mais longe. Seja esse "mais longe" aquilo que for.
É histórico cá por este rectângulo darem-se "voltefaces" motivados pelo cheiro do dinheiro ou da promoção pessoal.
Antigos sindicalistas trabalham agora para departamentos estatais, antigos ecologistas trabalham para empresas poluidoras (para deturparem estudos de impacto ambiental, por exemplo), antigos contestatários do sistema são agora os motores do mesmo sistema, um antigo hippy é agora primeiro-ministro, e por aí fora...
Os futuristas italianos eram os indivíduos mais "prafrentex" e arrojados que existiam na altura, depois tornaram-se amigos de Mussolini e da sua ideologia. O mesmo aconteceu por aqui com alguns futuristas em relação a Salazar.
A natureza humana tem destas coisas!
A "Joana" lançou-se noutros voos. Sejam eles quais forem e em que espaço estiverem a contecer: real, virtual ou espiritual...
Em qualquer deles, julgo que se deve estar a rir disto tudo.
Publicado por: Virtual às fevereiro 14, 2006 11:51 AM
Caros duvidandos,
Para quê lamentar a morte de alguém que nunca existiu? A Joana era virtual, a Joana era nome de homem que mantinha assim o anonimato. E mesmo que "Joana" fosse o seu nome verdadeiro e ela fosse mulher, continuava a ser virtual na mesma.
Se ela/ele sempre quis o anonimato e a distância, aceitemos isso agora que ela/ele está mais longe. Seja esse "mais longe" aquilo que for.
É histórico cá por este rectângulo darem-se "voltefaces" motivados pelo cheiro do dinheiro ou da promoção pessoal.
Antigos sindicalistas trabalham agora para departamentos estatais, antigos ecologistas trabalham para empresas poluidoras (para deturparem estudos de impacto ambiental, por exemplo), antigos contestatários do sistema são agora os motores do mesmo sistema, um antigo hippy é agora primeiro-ministro, e por aí fora...
Os futuristas italianos eram os indivíduos mais "prafrentex" e arrojados que existiam na altura, depois tornaram-se amigos de Mussolini e da sua ideologia. O mesmo aconteceu por aqui com alguns futuristas em relação a Salazar.
A natureza humana tem destas coisas!
A "Joana" lançou-se noutros voos. Sejam eles quais forem e em que espaço estiverem a contecer: real, virtual ou espiritual...
Em qualquer deles, julgo que se deve estar a rir disto tudo.
Publicado por: Virtual às fevereiro 14, 2006 11:51 AM
Tendo vindo a público que o desaparecimento deste blogue, do grupo de trabalho que lhe estava associado e a inevitável "morte" da autora, estariam relacionados com uma primeira etapa que trabalhou activamente para a colocação em Belém de um novo mediador que leve o Regime a extremar posições em direcção à extrema-direita pró-americana, venho informar que me demarco em absoluto desta posição, reiterando que o próximo partido em gestação que me porá novamente na ribalta, é, como não poderia deixar de ser, de Centro!
Publicado por: Paulo Portas às fevereiro 14, 2006 12:28 PM
Esqueci-me de acrescentar que, dentro em breve disporei de um largo espaço mediático na SIC do Exmo Sr Dr. Francisco Balsemão e, carissimos leitores, desnecessário será recordá-los que preciso de idiotas uteis para me prestarem a máxima atenção possivel. Não desistam, caros comentadores.
Publicado por: Paulo Portas às fevereiro 14, 2006 12:33 PM
plão ;))))))))))))
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 12:34 PM
Já agora, os futuristas davam-se bem com o fascismo desde o início. Este representava, para eles, o futuro, o progresso, o triunfo da máquina.
Publicado por: Real às fevereiro 14, 2006 12:38 PM
(já não me deixam fazer kpk´s, só primos, prontos tá bem :( tenho ali uma koisa gira para por aqui, mas só depois da Joana dar mais um arzinho da sua graça que ainda não percebi se devo fikar contente...)
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 12:45 PM
Já somos um país liberal? O que se passa com a "nossa" Joana?
Publicado por: Rodrigo Frias às fevereiro 14, 2006 01:01 PM
(já que há um deficit de respeito por um caça-capicuas semi-profissional, vai outro primo por kausa das koisas, enquanto o meu amigo Cushão não chega... namoradas...;)
Este é dedicado ao cabr*o do D Cheney que gosta muito de caçar codornizes (detesto chulos que caçam por prazer)e f*deu um milionário de 78 anos com uma chumbada, num dos maiores ranchos do Texas. A notícia diz que o problema é que ele estava ilegal por kausa de uns 7$!!!
Cushinho vamos aproveitar a ressureição da Joana para dar cabo das touradas com um referendo?
Ou pelo menos tentar?
O que pensará o cavaquinho disso?
(PS agora vou tratar de assuntos de higiene íntimos que isto aqui uma pessoa tem de estar sempre preparada...:)
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 01:24 PM
eheeeh ... é mesmo verdade que o Cheney amandou um tiraço num amigalhaço...traições ?? más compreensões ??
Um referendo para acabar com a tourada seria um milagre ...
O Cavaquinho em relação à tourada ..não sei o que pensa .... ,mas ao contrário do Sampaio que vai a todas .. eu nunca vi musica de cavaquinho na dita ...
Publicado por: Cush às fevereiro 14, 2006 01:42 PM
Por todos os bons momentos que aqui tivemos convido os que crêem a orar por esta singular mulher que agora nos deixou e apresento por esta via os meus pêsames à família uma vez que desconheço a mesma.
MORREU A JOANA
É com grande, grande pesar que soube, por amigos da família, que a Joana do Semiramis morreu, no Domingo, por uma fulminante embolia pulmonar.
O blogue Semiramis, para mim, era, se não o melhor, um dos melhores blogues da blogosfera. E com certeza um dos três blogues que consulto todos os dias. Aliás, era o único do qual tinha que imprimir os posts por falta do tempo devido que eles mereciam.
Estas mortes também nos fazem lembrar o quão preciosa é a vida, o quanto temos que aproveitar enquanto respiramos e como devemos evitar em deixarmos enredar-nos por esta teia de afazeres e de hábitos muitos deles inúteis.
Por muito que o saibamos e combatamos, continuamos a só na morte encontrar a maior reflexão para a vida.
Onde estiveres, Joana, no sem-lugar (u-topia), obrigado pela tua escrita livre, crítica, culta e profundamente rica em todos os níveis.
in http://blogarcadia.blogspot.com/2006/02/morreu-joana.html
Publicado por: JMTeles da Silva às fevereiro 14, 2006 02:15 PM
Obrigada Joana.
Até um dia
Publicado por: Maria às fevereiro 14, 2006 02:53 PM
Obrigada Joana.
Até um dia
Publicado por: Maria às fevereiro 14, 2006 02:53 PM
Obrigada Joana.
Até um dia
Publicado por: Maria às fevereiro 14, 2006 02:53 PM
Obrigada Joana.
Até um dia
Publicado por: Maria às fevereiro 14, 2006 02:53 PM
Obrigada Joana.
Até um dia
Publicado por: Maria às fevereiro 14, 2006 02:53 PM
Querem saber a verdade?
Perguntem ao Paulo Querido e mais não digo.
Publicado por: Especulador na bolsa às fevereiro 14, 2006 05:25 PM
A Joana, e muitos dos seus correligionários neo-liberais, os se riam ou se indignavam com as minhas propostas para um isolamento continental, por causa da concorrência chinesa. Pois hoje ouvi o reputado economista Silva Lopes, na TSF, a manifestar as suas dúvidas quanto à possibilidade de se manter o quadro de abertura económica, face ao choque provocado pela economia chinesa. Mais concretamente afirmou ele que, tal como todos os economistas, se habituara a acreditar no princípio das vantagens comparativas, mas que isso poderia não aguentar face ao choque referido. Que eu saiba Silva Lopes não é um socialista, pelo que esta sua dúvida só pode ser a manifestação esclarecida de um economista que pensa, em vez de se limitar a rezar as mantras neo-liberais... Espero que a Joana, onde quer que esteja, tenha ouvido a entrevista de Silva Lopes, e tenha achado que, afinal de contas, talvez aquele Albatroz tivesse alguma razão...
(P.S. - Esta é uma tentativa de recuperar o diálogo sobre questões económicas, razão de ser deste blogue...)
Publicado por: Albatroz às fevereiro 14, 2006 06:06 PM
Será possível que este Silva venha para aqui fazer publicidade ao seu blog numa ocasião destas?
Publicado por: Real às fevereiro 14, 2006 06:10 PM
Silva só há um, o que vai p'ra Belém e mais nenhum!
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 14, 2006 06:56 PM
ora bem...
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 11:05 PM
continuo sem perceber qual é o estado de espírito em que me devo colocar
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 11:06 PM
...mas não vão pensar que perdi qualidades...
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 11:07 PM
...vamos lá tentar
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 11:08 PM
uma kpkuazona tropical
Publicado por: py às fevereiro 14, 2006 11:08 PM
Eu acho que a princesa só volta se os coms chegarem aos 500 ...
Já falta pouco...
Publicado por: Cush às fevereiro 15, 2006 02:09 AM
Estou deveras impressionada com a notícia. A partida da Joana deixa um vazio tremendo. Onde quer que esteja, Joana, obrigada pela dádiva que foi o seu blog.
Publicado por: Julia às fevereiro 15, 2006 02:13 AM
Albatroz às fevereiro 14, 2006 06:06 PM
A bolsa japonesa está a subir sem parar. Está a subir porque a economia japonesa, as empresas japonesas, após um longo período (mais de 10 anos) de estagnação, está a carburar em grande forma.
A economia japonesa está a melhorar graças à procura fornecida pelo mercado chinês. O Japão tinha a sua economia estagnada, tal como a Itália tem a sua agora, devido à estagnação demográfica do país.
Mas agora a economia japonesa está a ser salva da estagnação pelo dinamismo do mercado chinês.
Pergunto: porque é que os japoneses têm o mercado chinês como um salvador e uma oportunidade, e os europeus, não?
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 15, 2006 10:28 AM
O nome da pessoa em que está registado o Semiramis é Manuel M.
E mais não digo.
Publicado por: HACKER às fevereiro 15, 2006 11:41 AM
Oioi...
Ei .. Hacker ...onde viste isso ... ???? É só mentirosos por aqui....urubus..caras de pau...
Olha lá Albatroz .. e então a bolsa de NY que ontem ultrapassou os 11 000 pontos ???
Existem várias explicações para a situação Japonesa mas uma delas foi na mudança de gestão dos negócios ..aproximando-se ainda mais do modelo americano ..ou seja focando cada vez mais no "indíviduo "...
Publicado por: Cush às fevereiro 15, 2006 12:12 PM
vixe... deve ter sido por algum desvio óptico ... que confundi o Lavourinha com o Albatroz... será que o Maldacena pode ter a ver com o assunto ?
Cof ...
Publicado por: Cush às fevereiro 15, 2006 12:36 PM
Manuel M., esse safado! deixou-se apanhar. E mais também não digo.
Publicado por: Paulo Portas às fevereiro 15, 2006 03:09 PM
Venho via De Vagares. O que se passa aqui? Como é possível?
Publicado por: jpt às fevereiro 15, 2006 04:26 PM
Na blogosfera, onde reinam o anonimato, o heterónimo e a eterna dúvida do nome verdeiro, fica difícil saber se a Joana morreu mesmo ou não. Mas, ao que tudo indica, o facto é que não teremos mais aqueles textos deliciosos aqui. Era o único blogue onde eu me obrigava a entrar mesmo com o aperto das horas do dia a dia. Ou seja, ao que parece, a Joana virtual morreu.
Fica aqui o meu desafio para os que continuam aqui a escrever: o que teria dito a Joana sobre a OPA de Belmiro? Eu queria tanto saber o que teria ela escrito sobre isso...
Publicado por: Christina Valadão às fevereiro 15, 2006 04:36 PM
Passa-se que há quem não acredite bem que a Joana tenha morrido. hà quem acredite. Há quem brinque com o assunto. Há quem escreva disparates. Há quem espere até ver se a Joana foi de férias para alguma ilha remota sem acesso á internet e volte mais tarde. Há quem espere.
Publicado por: Afonso às fevereiro 15, 2006 04:36 PM
A Joana morreu. Mesmo. Estamos todos no velório. E quase todos de luto.
Publicado por: Julia às fevereiro 15, 2006 04:39 PM
Christina Valadão às fevereiro 15, 2006 04:36 PM
O que teria a Joana dito sobre a OPA do Belmiro? Provavelmente, ou não teria dito nada, ou refugiar-se-ia em copas. Não se teria comprometido.
Ela nunca disse nada de definido sobre a situação de quase-monopólio da Portugal Telecom. Nunca se queixou claramente desse quase-monopólio. Aparentemente, ela achava esse monopólio tolerável.
Ambiguidades não falatvam à Joana.
Publicado por: Luís Lavoura às fevereiro 15, 2006 04:53 PM
Luís Lavoura às fevereiro 15, 2006 10:28 AM
Os japoneses têm por hábito consumir sobretudo produtos japoneses (durante anos isto causou o desespero dos exportadores europeus e americanos), por isso a concorrência chinesa pouco se faz notar. Mas os chineses precisam da tecnologia japonesa, e por isso não se podem dar ao luxo de não comprar produtos japoneses. Assim, as exportações japonesas para a China vão sempre ser superiores às importações, o que beneficia a economia japonesa. Na Europa e nos EUA as coisas são diferentes. Os europeus não fazem uma opção deliberada de consumo de produtos europeus, optando por produtos mais baratos - desde que de qualidade semelhante - qualquer que seja a origem, e por isso estão mais vulneráveis à concorrência chinesa.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 15, 2006 06:14 PM
Aquilo que se passava no Japão era a chamada armadilha de liquidez. Taxas de juros baixas como em Portugal mas com uma deflação da moeda o oposto do que ocorre em Portugal. Para alem disso a industria Japonesa estava em crise e as empresas restruturaram-se. Algo que é muito dificil fazer em Portugal ou na Europa pois não se pode despedir trabalhadores.
Quanto aos proteccionismo são uma treta que só lixa os consumidores e favorece os lobbys e os chulos. A Europa não precisa de protecção contra os produtos chineses precisa sim de apostar em alternativas. Muitos empresários de texteis Portugueses ultrapassaram a concorrencia Chinesa através de uma boa gestão e apostando em nichos de mercado alternativos.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 15, 2006 07:39 PM
Alternativas? Em breve a China vai ser capaz de produzir tudo o que a Europa e os EUA produzem, mas muito mais barato. Que alternativas?...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 15, 2006 08:36 PM
A China á medida que for crescendo economicamente vai aumentando os salários tal como tem feito até aqui. Chegará ao ponto em queestá na mesma situação que a Europa. Portugal já teve essa mão de obra barata nos texteis. O problema da China é que é uma ditadura e quando for um pais economicamente poderoso não se sabe para onde vai pender.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 15, 2006 09:00 PM
A China só utiliza as armas capitalistas que a beneficiam. Se continuar a controlar a sua taxa de câmbio podem passar 100 anos antes que os salários chineses estejam ao nível dos da Europa.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 15, 2006 09:47 PM
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 15, 2006 09:00 PM
Provavelmente pende para a esquerda...
Publicado por: Shadow às fevereiro 15, 2006 11:15 PM
Como é que ontem a página principal do Semiramis estava em branco e hoje já não ?
Publicado por: julia às fevereiro 16, 2006 03:17 PM
Como é que ontem a página principal do Semiramis estava em branco e hoje já não ?
Publicado por: julia às fevereiro 17, 2006 12:30 AM
Foi um milagre de São Paulo (Querido)
Publicado por: Doutor em Teologia às fevereiro 17, 2006 10:19 AM
Joana...
Pensar que estivemos tão perto...
Publicado por: Markitos às fevereiro 17, 2006 11:33 AM
?
Publicado por: Cush às fevereiro 17, 2006 11:48 AM
Diálogo registado há minutos no Paraíso:
Deus — O que é que se passa com os anjinhos, que voam tão agitados?
S.Pedro — Parece que é por causa de uma tal Joana. Ela acha que há um excesso de funcionários celestiais e quer mandar 40% para o inferno...
Publicado por: Shadow às fevereiro 17, 2006 12:16 PM
;)))))))))))))))
Publicado por: py às fevereiro 17, 2006 12:55 PM
oioi bum dgia...
isto já deixa escrever outra vez..
turbulências...
Estes dias ..num raro zapping encontrei a Sick ( o novo nome por questão de coerência ) ..falava Marques Mendes ...o papo era nenhum..ou seja o papo do costume ...ontem ..voltei a passar lá ..mas sem som ..gesticulava o Coelhone o Pacheco e o Lobo .....todos gordos como nababos ... que sofrimento ...ainda bem que me pirei .. foi na hora H...
Publicado por: Cush às fevereiro 17, 2006 01:03 PM
"pende para a esquerda"?
já não há esquerda nem direita - só crentes e não crentes
Publicado por: xatoo às fevereiro 17, 2006 04:28 PM
py? cadê tu?
onde páras?
Publicado por: xatoo às fevereiro 17, 2006 04:34 PM
Lol, essa do Shadow foi demais....Será que a Joana já está a põr o céu em polvorosa com a liberalização celestial ?
Espero que sim.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 17, 2006 08:05 PM
A propósito da China, já que hoje dá para postar comentários, é possivel que a China continue a usar a politica de desvalorizar a moeda tal como os EUA fazem mas não acredito que a diferença se mantenha tão acentuada à medida que a China evolua. Já agora comparando a diferença da distribuição de trabalho nos diferentes sectores entre a China, Portrugal e EUA previstas para 2006:
China- Agricultura 49% Industria 22% Serviços 29%
Portugal-Agricultura 13% Industria 35% Serviços 52%
EUA-Agricultura 1% Industria 23% Serviços 76%
Muita coisa vai mudar socialmente na China com o desenvolvimento.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 17, 2006 08:30 PM
Na verdade, o emprego na agricultura, nos EUA, é inferior a 1%
Em Janeiro havia 851 mil empregados na agricultura, silvicultura e pescas, num total de 141,481 milhões de trabalhadores.
E já que estou com a mão na massa fica aqui outro indicador: a taxa de desemprego neste sector era, em Janeiro, de 15,9%.
Publicado por: Shadow às fevereiro 17, 2006 09:09 PM
oi xatito, tou aqui, na Bahia, a pensar se consigo arrastar o Cush para fora do Salvador durante o Carnaval, que me cheira que vai dar dor de cabeça a sobrar pa mim. Tu tá bonzinho? Espero que sim.
Parece que vamos fazer flores bonitas, agora ainda há a hipótese de serem as flores a fazer-me a mim!
Se isto correr assimj-assim bem tu já tá convidado (não te preokupes com o kush que ele é bom rapaz e muito frontal)
Publicado por: py às fevereiro 17, 2006 11:22 PM
Bora logo Xattito ... aqui o clima está a ficar ao rubro...."ainda" é a tua cor favorita .. é não ?
Vais ver o que é harmonia ...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 01:13 AM
E como os Franceses são espertos .... já produzem 80 % das suas necessidades electricas a partir de centrais nucleares ...para que querem mais 9 centrais ?? para exportar ...claro ...finos .. eles..tão a ver a cena toda..
And now for something completely diferent....
Só um pormenor ... se leram o artigo da BBC , viram que a certa altura diz que a Itália está a desmontar as suas centrais por causa de um referendo feito em 1987..!!! então se lá um referendo dura tanto tempo .. pq já querem fazer em Portugal outro referendo sobre o aborto ..apenas passados meia duzia de anos ???Alguém anda a comer-nos as papas na cabeça ??
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 04:47 AM
http://www.michellemalkin.com/archives/004413.htm
Vixe .. tá dificil de publicar ...
deixa ver se passa...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 04:52 AM
que giro ... tem uma palavra que está censurada no blog .. vou escreve-la separada para ver se passa ..ca r to on ..
está na Michelle..
e lá vai de novo os links ...da nuke energie..
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/3177360.stm
e ainda para ver pq os Franceses gostam da nuke energie..http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/reaction/readings/french.html
tá estranho o blogue...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 04:57 AM
cartoon ... a ver se passa ...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 04:58 AM
passou .. e a próxima kpk... é minha ...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 05:00 AM
plim .. plão...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 05:01 AM
Versos para Maomé & Companhia
Meus senhores eu sou Maomé
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está o Profeta
que rega a salsa e o rabanete dos mouros
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da rasca
tira o cheiro a bacalhau da lasca
que bebe o árabe que bebe o porco
que lava a dona e o berbigão
Meus senhores aqui está o Profeta
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho
Meus senhores aqui está o Profeta
que rega as rosas e os manjericos
que lava o bidé, lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer mouro e
lava a boca depois de um broche.
QUAES CUNQUE FINDIT
MAOMÉ É RABO !
Quitéria é Grande !
Publicado por: Brigada Bigornas às fevereiro 18, 2006 10:22 AM
O blog está-me a dever 2 coms que me comeu...prometeu que ia analisar o que estava escrito e depois publicaria ...
Ei Paulo queridinho ... vais publicar ? Ou vai ficar no limbo ??
Ehehe .. este brigada bigornas .. deve ser do Porto.. a linguagem .. é típica ... o Maomé que se cuide ...
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 11:34 AM
brooochesssssssss
Publicado por: Freudiiii às fevereiro 18, 2006 02:27 PM
brooochesssssssss
Publicado por: Freudiiii às fevereiro 18, 2006 02:27 PM
brooochesssssssss
Publicado por: Freudiiii às fevereiro 18, 2006 02:27 PM
brooochesssssssss
Publicado por: Freudiiii às fevereiro 18, 2006 02:27 PM
Publicado por: Cush às fevereiro 18, 2006 04:47 AM
E por que raio teremos nós que seguir as normas dos italianos?
O que é que pode levar alguém a concluir que os italianos é que têm razão?
Será fiável a opinião de um povo que promove Berlusconi a primeiro-ministro?
Publicado por: Dúvida Metódica às fevereiro 18, 2006 02:29 PM
ora então aqui está:
"Armado de uma infernal lógica, ele reduziu a fé a uma opinião, ignorando que se a nossa fé é duvidosa, nossa esperança é vã"
declaração de Bernardo de Claraval sobre Abelardo, que ele considerava um segundo Aristóteles.
Isto é porque agora parece que andamos muito crentes;;;
Publicado por: py às fevereiro 18, 2006 04:47 PM
(PS: ... cerca de 1141...:)
Sempre actual, não?
Publicado por: py às fevereiro 18, 2006 04:49 PM
esta estava a minha espera ...plim plão...
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 12:01 AM
Cushão já não sobra nenhuma pa mim? Pronto, fico especialista em primos, como este... amanhã conto estar todo arrumadinho para basar lá para 11h, ok? Dorme bem
Publicado por: py às fevereiro 19, 2006 12:12 AM
Será fiável a opinião de um povo que promove Berlusconi a primeiro-ministro?
Publicado por: Dúvida Metódica às fevereiro 18, 2006 02:29 PM
A resposta para a tua metódica duvida passa pela fé ...
"Armado de uma infernal lógica, ele reduziu a fé a uma opinião, ignorando que se a nossa fé é duvidosa, nossa esperança é vã"
Logo posso concluir que a metódica duvida carece de fé ... pois se recusa a ver uma evidência ...
Berlusconi foi eleito pelos Italianos ... que por muitos defeitos que tenham ...(quem não tem ..) são quem faz a Ferrari... a Ducati... Lamborghini ..Maserati.. Alfa Romeu .. Lancia ... Fiat.. Gilera ... Aprilia... são o topo do mundo no design....é moli ...? ou queres mais ...??
E Portugal ?? Os trapos de sempre ??Isso também os Italianos e melhores .. de longe ... sapatos ??? tb os Italianos e melhores .. de longe....Azeiteiros ??? Nem nisso...
Então ... pq não poderemos pôr os olhos nos Italianos ?? Bem como pôr em todos os bons exemplos ???? Venham eles de onde vierem!
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 12:17 AM
«a metódica duvida carece de fé ... pois se recusa a ver uma evidência ...»
A fé alimenta-se do imponderável.
Nenhuma fé é sustentada por evidências.
A fé é gerada pela submissão ao desconhecido e pela incapacidade de lutar contra a ignorância.
Publicado por: Beato Pio às fevereiro 19, 2006 05:34 AM
Há muito tempo que por aqui se não fala dos Estados Unidos, da guerra no Iraque, etc. O relatório das Nações Unidas que reclama o encerramento do campo de concentração de Guantanamo devia fazer-nos meditar de novo sobre o que se passa nos Estados Unidos.
Embora isto possa parecer propaganda mal disfarçada, o facto é que as semelhanças entre os Estados Unidos de hoje e a Alemanha hitleriana anterior a 1939 são cada vez maiores. A legislação repressiva (Patriot Act) permite cada vez mais a prisão sem culpa formada de pessoas suspeitas de ligação com o "terrorismo". O uso de tortura, em Abu Grahib ou até em prisões clandestinas na Europa, é prática corrente. Guantanamo é um campo de concentração mais sofisticado e cruel do que Auschwitz. A política americana ataca ferozmente os regimes (nomeadamente na América Latina) que se propõem resistir ao imperialismo americano. As forças americanas no Médio Oriente matam civis inocentes de forma sistemática, como forma de intimidação. A imprensa independente é perseguida. Com base nos poderes e responsabilidades de Comandante-Chefe das Forças Armadas o presidente Bush vai assumindo poderes quase ditatoriais. Se os americanos não intervierem - e a leitura de blogs americanos faz-nos recear que os americanos de hoje sejam tão cegos como os alemães de 1933 - podemos estar a assistir à transformação da pátria da democracia na mãe das ditaduras fascistas.
Julgo que seria altura de a Europa cortar os laços militares e estratégicos com estes Estados Unidos, e procurar uma aliança com a Rússia e uma aproximação à China. Todas as bases americanas na Europa deviam ser encerradas, e a Europa devia criar uma força armada própria.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 10:33 AM
Aqui vai o comunicado da ONU sobre Guantanamo:
"Five independent investigators of the United Nations Commission on Human Rights are calling on the United States to close immediately the detention centre in Guantánamo Bay and bring all detainees before an independent and competent tribunal or release them.
The call comes in a report published today following an 18-month joint study by the experts into the situation of detainees at that United States Naval Base. The report’s findings are based on information from the United States Government, interviews conducted by the experts with former Guantánamo Bay detainees currently residing or detained in France, Spain and the United Kingdom and responses from lawyers acting on behalf of some current detainees. It also relies on information available in the public domain, including reports prepared by non-governmental organizations (NGOs), information contained in declassified official United States documents and media reports. The experts expressed regret that the Government did not allow them the opportunity to have free access to detainees in Guantanamo Bay and carry out private interviews, as provided by the terms of reference accepted by all countries they visit.
The five experts – specializing in issues related to arbitrary detention, freedom of religion, the right to health, torture and the independence of judges and lawyers – conclude that the persons held at Guantánamo Bay are entitled to challenge the legality of their detention before a judicial body and to obtain release if detention is found to lack a proper legal basis. The continuing detention of all persons held at Guantánamo Bay amounts to arbitrary detention, they state, adding that – where criminal proceedings are initiated against a detainee – the executive branch of the United States Government operates as judge, prosecutor and defence counsel in violation of various guarantees of the right to a fair trial
According to the experts, attempts by the United States Administration to redefine “torture” in the framework of the struggle against terrorism in order to allow certain interrogation techniques that would not be permitted under the internationally accepted definition of torture are of utmost concern. The confusion with regard to authorized and unauthorized interrogation techniques over the last years is particularly alarming. The interrogation techniques authorized by the Department of Defense, particularly if used simultaneously, amount to degrading treatment. If in individual cases, which were described in interviews, the victim experienced severe pain or suffering, these acts amounted to torture as defined in article 1 of the Convention against Torture. Furthermore, the general conditions of detention, in particular the uncertainty about the length of detention and prolonged solitary confinement, amount to inhuman treatment and to a violation of the right to health as well as a violation of the right of detainees to be treated with humanity and with respect for the inherent dignity of the human person. They add that force-feeding of competent detainees violates the right to health as well as the ethical duties of any health professionals who may be involved.
Among their recommendations, the experts say terrorism suspects should be detained in accordance with criminal procedure that respects the safeguards enshrined in relevant international law. Accordingly, the United States Government should either expeditiously bring all Guantánamo Bay detainees to trial or release them without further delay. They also call on the Government to close down the Guantánamo Bay detention centre and to refrain from any practice amounting to torture or cruel, inhuman or degrading treatment, discrimination on the basis of religion, and violations of the rights to health and freedom of religion. The investigators also request full and unrestricted access to the Guantánamo Bay facilities, including private interviews with detainees. Consideration should also be given to trying suspected terrorists before a competent international tribunal."
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 10:39 AM
.... ei Albatroz ... na moral.... que disparate...
Olha lá ... então tu achas que se deve arrancar informação à bandidagem com chá e torradas ?? Um pouco de mel ... uns sucos de manga .. e umas rodelinhas de ananás ??
Mesmo a polícia normal que lida com bandidos de trazer por casa ...não os pode tratar com chá e torradas .. quanto mais um exército de Talibans ( que não usou farda e por isso não está debaixo dos acordos de guerra ) que estropiavam quem apanhavam pela frente e chicoteavam mulheres que mostrassem os tornozelos ...
O que merecem esses bandidos ?? CHÁ E TORRADAS ??? E JÁ AGORA UM CAFÉSINHO PARA DESENJOAR ??
Ou merecem ser pagos na mesma moeda com que pagavam antes ???
Na Moral Albatroz ... na Moral...
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 01:55 PM
Cush às fevereiro 19, 2006 12:17 AM
Por cá só se seguem os "bons exemplos" de Don Corleone.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 19, 2006 02:27 PM
E tem mais Albatroz .. muito mais ... alíás é uma cretinice e uma falta de sentido de ética ao mais elevado grau .. comparar uma prisão onde tem 500 prisioneiros , com outra onde SEIS MILHÕES de Judeus foram forçados a trabalhos , gaseados , incinerados, e jogados fora como resíduos ...Ah .. e pessoas que NÃO ERAM BANDIDOS...COMO OS DE GUANTANAMO
Se para ti é a mesma coisa .. Agora palavras como as tuas não podem ser deixadas passar .. ainda alguém mais jovem passa por aqui ... e de repente acredita-se em ti....
JAMAIS........
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 02:30 PM
e a Europa devia criar uma força armada própria...
Albatroz ..à bocado..
Nem em mil anos isso vai acontecer ...Se a Europa tem um calcanhar de Aquiles ... é esse mesmo...
É que as democracias têem que ser fortes ...mais fortes que as ditaduras ... bem mais ...
Felizmente os Templários da era moderna estão aí .. para o que der e vier...e não se amedrontam com umas bocas de uma organização totalmente descredibilizada ( ainda que útil )...a ONU .
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 02:38 PM
Acho que comparar a administração Bush aos Nazis é um exagero e um disparate pois o que está em causa são questões bem diferentes. Quanto á questão da censura menos sentido faz quando uma das principais vozes da oposição á tortura nos EUA é o prestigiado senador republicano John McCaine. Quando existem montes de pessoas que se manifestam á porta de G. W. Bush apelando ao fim da guerra no Iraque. Acho que bem mais preocupante é o que se passa na Europa. De onde vem todo este anti-americanismo despropositado e veiculado pelos media? Já alguem reparou que somos bombardeados quase até acreditarmos com propaganda anti-capitalista, pró-terrorista, pró-totalitarista? Já repararam como os media se erguem sempre em defesa dos maus, dos terroristas e criminosos e censuram sempre os bons? Quem beneficia com isto? Já agora a grande varma dos Nazis não era a censura mas a propaganda.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 03:06 PM
É óptimo que se prenda sem culpa formada e que se torture aqueles que não pensam como nós. Já é mais chato quando se começa a prender e a torturar aqueles que pensam como nós... Depois, que pensar do facto que alguns presos em Guantanamo foram libertados depois de mais de um ano de campo de concentração? Terão sido torturados até se perceber que não tinham feito nada de mal? E mesmo que não tenham sido torturados, justifica-se ter alguém preso durante mais de uma ano, sem acesso a advogado, para depois se concluir que eram inocentes? Pode não se comparar com os campos de concentração alemães, em volume, mas nada deixam a desejar em método... É exactamente este tipo de tolerância e complacência face à tortura e à prisão arbitrária que nos torna semelhantes aos alemães de 1933. Se eles se tivessem insurgido a tempo, não teria havido seis milhões de mortos nos campos de concentração, não teria havido guerra, não teriam morrido milhões de pessoas por esse mundo fora. Mas para quê gastar argumentos quando se tem o parecer da ONU?...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 04:53 PM
O desabafo desesperado de um americano:
"I grew up an American, and proud of it. I was taught in school about the Declaration of Independence and the Constitution and Bill of Rights. My brother was a Merchant Marine Officer during the war and had three ships sunk beneath him. We beat the Nazis, the Fascists and the Japanese and made the world safe for democracy. After the war came Nuremberg and the assurance that things like the holocaust could never happen again. The Marshal Plan helped to rebuild the shattered portions of the world. America, Democracy, compassion and help. It was good to be an American. Hiroshima and Nagasaki were sad, but necessary to end the war and save lives, we were told.
We read George Orwell’s 1984, which could happen in Nazi Germany or the Soviet Union, but we could never have thought police and endless war here in the United States. Then came the Cold War, McCarthy, Korea, and later on Vietnam. My service time crossed those wars, but I thanked my stars I didn’t have to fight in them. I was at Bikini for the Hydrogen Bomb tests in 1956, which taught me the the unthinkable horror of nuclear war.
Vietnam taught us the danger and folly of going to war on a false pretext. Tonkin Gulf was to be a lesson to us all, as was the intended impeachment of Nixon for violating the law and the Constitution. We wouldn’t let that happen again; no president was ever going to spy on his own people again, or persecute people who didn’t agree with him or his policies.
Yes, the United States was a nation of great wealth. A nation that took care to see to the freedom and well being of its citizens, and welcomed the downtrodden foreigner to the new land. It was a nation that pioneered the exploration of space and gloried in the advance of science. I was proud to be an American!
My God! What has happened to my nation? My nation that no longer pays more than lip service to its Constitution and Bill of Rights, which have been a beacon to the world for over two centuries. My nation that unilaterally discards treaties that were the hope of a world of peace, guided by law and diplomacy. My nation that will wage a war of aggression against a far off nation that was no threat to it, but that has lots of oil. My nation that gives all of its wealth to the rich and is satisfied to leave its citizens to starve, homeless, unemployed and sickly.
What happened to that Constitution that so wisely divided the government into three separate units, to provide a system of checks and balances against any one branch usurping power? How did we wind up with a President that refers to the Constitution that he swore to protect and defend as “just a goddamned piece of paper,” and a Congress that seems willing to rubber stamp any giveaway the President demands? How did we find ourselves with a Supreme Court that will set aside the Constitution in favor of unlimited presidential power for the duration?
Now I live in an America I don’t dare leave for fear of being spat upon, shot, bombed or kidnaped. I am looked upon as a citizen of a rogue nation that has no concept or respect for any law except bullying and strength. I need a passport even to visit Canada, which was to be our sister nation with open borders forever. I must expect to be required to show my “papers” at any time, to any official. I must accept that the government can break into my house and rifle my belongings and papers any time it wishes on the thinnest of excuses and it is not even required to let me know it has violated my home and my privacy. I must accept the fact that the government can listen in to my private conversations, my phone, my e-mail, can probably read my snail mail if they wish and can put a gag order on anyone who has information on me so I may not even be made aware that I am being spied upon. George Orwell’s absolute dictatorship has crept in to my home and my life and thrown out my beloved Constitution and Bill of Rights. The difference between the United States, Soviet Russia, Nazi Germany and Fascist Italy is steadily and inexorably diminishing and the people are letting it happen while they remain paralyzed with fear. Fear incited by the gang that runs the White House and their cronies in the propaganda ministry that used to be our last bulwark against tyranny; our once free press.
So now my pride in America is for our past; my sadness for our present; my fear for our future. I am no longer proud to be an American, but I have no place to go."
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 05:09 PM
Um parágrafo extraordinário retirado de um artigo publicado no "US Army War College Quarterly
Summer 1997, Vol. XXVII, No. 2":
"Yes, foreign cultures are reasserting their threatened identities--usually with marginal, if any, success--and yes, they are attempting to escape our influence. But American culture is infectious, a plague of pleasure, and you don't have to die of it to be hindered or crippled in your integrity or competitiveness. The very struggle of other cultures to resist American cultural intrusion fatefully diverts their energies from the pursuit of the future. We should not fear the advent of fundamentalist or rejectionist regimes. They are simply guaranteeing their peoples' failure, while further increasing our relative strength."
É a versão actual do conceito do "Uebermensch" face aos selvagens que somos todos nós outros... Se isto não é fascismo no seu pior, então não sei o que seja...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 05:53 PM
Assim, em vez de irmos todos para as filas entregar as declarações de IRS, vamos todos ter que impugnar as liquidações das finanças, porque erradas e vamos ter que porvar que ganhamos muito menos que o que eles dizem, "qualquer que seja o seu valor".
É o início de mais um processo kafkiano, de milhares de pessoas a tentarem provar que não ganham tanto. E um nergócio para a banca que vai fazer milhões com as grantias bancárias que so pobres cidadãos vão ter que fazer, enquanto impugam hieraquica ou judicialmente os rendimentos que eles presume que temos.
Vai ser bonito vai.
Publicado por: Expresso do Ocidente às fevereiro 19, 2006 07:40 PM
O problema é que o não pensr como nós traduz-se em matar inocentes inclusivé compatriotas. Acho piada que na prática um preto na Europa não chegue a lado nenhum, mas nos EUA chegue a Mayor ou a Secretário de Estado e qualquer dia a presidente. Tambem acho engraçado que haja tanta gente a fugir para os EUA quando havia tanta gente a fugir do Nazismo ou do Comunismo. Realmente repito esses exageros são desnecessários e a situação da Europa é bem mais preocupante, a sorte é que podemos sempre fugir para os EUA.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 08:37 PM
A propósito do IRS, será que ninguem comprendeu que este governo não fez nada de relevante e só vai prejudicar ainda mais as pessoas, tudo o que o governo tem dado são "presentes gregos". A máxima de que "Portugal é um pais de bananas governado por sacanas" mantem-se e encontra nova força nos governos do *S que é um partido que ao longo dos anos se tem refinado na arte de bem enganar o povo.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 08:56 PM
acima queria dizer PS
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 08:58 PM
Caro Albatroz, a propósito desse texto descabido, gostaria de saber porque os EUA apostam tanto em baixos impostos e baixo desemprego. Porque será que o presidente da maioria Republicana no congresso foi indiciado e Bush não conseguiu nomear a sua amiga para o supremo tribunal impedido pelos próprios senadores republicanos? Porque será que Lewis "Scooter" Libby foi indiciado e demitido por perjurio. Sim porque será que a democracia e os tribunais funcionam nos EUA? Se são o que diz?
O problema é que nós prestamos atenção ao que os politicos dizem ou ao que os media dizem, nos EUA prestam atenção ao que eles fazem. Por isso nós somos governados por malandros refinados cheios de lábia e eles são governados por canastrões pragmáticos que sempre vão fazendo qualquer coisa de jeito.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 09:12 PM
Conforme escreveu o americano acima citado:
"The difference between the United States, Soviet Russia, Nazi Germany and Fascist Italy is steadily and inexorably diminishing and the people are letting it happen while they remain paralyzed with fear. Fear incited by the gang that runs the White House and their cronies in the propaganda ministry that used to be our last bulwark against tyranny; our once free press."
Mas o AtomSmith tem toda a liberdade de fugir para lá, claro está... Mas se for, tenha cuidado para não ficar desempregado, ou arrisca-se a morrer de fome, de frio ou de doença... É claro que se pode oferecer para servir nas gloriosas forças armadas americanas, onde já há tantos hispânicos e negros que não têm onde cair mortos...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 09:57 PM
Quanto aos tribunais nos EUA funcionarem, mesmo só por graça é que tal se afirma. Há várias situações de pessoas presas há mais de três anos nos EUA, sem culpa formada, sem julgamento, apenas porque são suspeitas de ter ligações com movimentos terroristas... Se o AtomSmith chegasse aos EUA e os funcionários do serviço de fronteiras desconfiassem dele, podia ver-se meses ou anos nessa situação, sem conseguir dela sair. Grande democracia, não há dúvida...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 19, 2006 10:02 PM
AtomSmith às fevereiro 19, 2006 08:58 PM
"acima queria dizer PS"
Se me permite, em vez de PS seria melhor dizer PDS (Partido Dito Socialista).
Ah, e também existe um PSD (Partido Social Democrata), mas não sei o que isso significa.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 19, 2006 10:47 PM
Ouve lá ó Albatroz ... Se fizeres uma pesquisa não muito aturada ..encontras depoimentos de desiludidos de todos os países do mundo ..então se fores a Darfur...
Mas em mais nenhum país no mundo , encontras quem em tão pouco tempo , tenha transformado a informática num colosso ..., IBM,Intel, Microsoft,Sun, Google , HP, Dell, Apple..
De mais país nenhum..partiram homens para a Lua ...
Desse país , veio a ajuda vital para nos livrarmos do Nazismo..
Desse país ..veio .. a penicilina...
A industria mais forte deles é o "entertainment" ( cinema , música , espectáculos , jogos, vídeo , multimédia )..mais nenhum país do mundo investe centenas de milhões de euros num "filme"..que arrojo ....
Mais nenhum país do mundo tem força para travar os "Nazis e quejandos"...
Como achas possível ..não os compreender ? Têem defeitos ?? Quem não tem ?? Há poucos anos atrás o Congo pertencia ao rei da Bélgica ..e que atrocidades lá se passaram ... os Franceses na Argélia ..os Portugueses nas Colónias .. os Ingleses ...esses safaram-se bem melhor com a Commonwealth...
Ah .. e olha lá ...ainda não me disseste como se arrancam informações de bandidos.. concordas que não é com chá e torradas .. então é como ??
Já que és tão perspicaz .. diz-me lá ...estou esperando.. viu ?
Ah.. mais uma coisa .. deves um pedido de desculpa à memória dos mártires do holocausto por os colocares no mesmo nível dos bandidos de Guantanamo.
Se não fizeres o pedido de desculpa esse karma vai perseguir-te...
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 11:40 PM
Cush às fevereiro 19, 2006 11:40 PM
Eu não comparei as vítimas, comparei os algozes... Mas cada um vê só o que lhe convém... Quanto a arrancar informações de bandidos, há regras. Mas sobretudo é preciso ter a certeza de que os prisioneiros são bandidos. E como já foram soltos alguns dos presos de Guantanamo - três anos depois de presos - é porque alguns deles não eram bandidos... Se o caro Cush fosse preso, seviciado como aconteceu em Abu Grahbi, sem ter qualquer culpa, talvez já não fosse assim tão complacente relativamente à tortura e à prisão sem culpa formada... Mas, acima de tudo, não vale a pena combater o terrorismo se as armas desse combate forem iguais ao próprio terrorismo... A verdade é que os americanos - pelo menos os actuais detentores do poder político - não passam de um bando de celerados com quem devíamos cortar todas as relações. São eles os grandes agentes da instabilidade mundial e da subversão.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 20, 2006 12:04 AM
«Acho piada que na prática um preto na Europa não chegue a lado nenhum, mas nos EUA chegue a Mayor ou a Secretário de Estado e qualquer dia a presidente»
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 19, 2006 08:37 PM
É engraçado, não é?
Além do mais é uma injustiça para os pretos da Finlândia, da Suécia, da Dinamarca, da Irlanda, da Alemanha, da Rússia, da Itália, da Espanha, etc.
Eu, então, acho piada que nos Estados Unidos os ignorantes idiotas cheguem a presidentes e aqui, na Europa, não passem de comentadores de blogues...
Publicado por: Shadow às fevereiro 20, 2006 12:25 AM
«Ah .. e olha lá ...ainda não me disseste como se arrancam informações de bandidos.. concordas que não é com chá e torradas .. então é como ??
Já que és tão perspicaz .. diz-me lá ...estou esperando.. viu ?»
Publicado por: Cush às fevereiro 19, 2006 11:40 PM
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E quem é que diz que eles são todos bandidos? O Souto Moura?
Este reaças do Cush, que tem a mania que é esperto, fez-me lembrar aquela história do esqueleto do Átila.
Em 1938, foi encontrado na Alemanha um esqueleto que alguns diziam ser o do célebre chefe dos Hunos.
Goebbels, para tirar tudo a limpo, entregou a investigação à Gestapo:
— Vamos lá saber se este é ou não o esqueleto de Átila!
Passados três dias, chega um coronel da Gestapo e diz:
— Está confirmado, é mesmo o esqueleto de Átila.
Surpreendido com a rapidez, Goebbels pergunta:
— Como é que souberam?
Resposta pronta do coronel:
— É simples: ele confessou!
Publicado por: shadow às fevereiro 20, 2006 12:39 AM
Chamar idiota preto e ignorante a uma pessoa como Colin Powell .. é de uma arrogância ... sem limites ..
..Eu não comparei as vítimas, comparei os algozes... Mas cada um vê só o que lhe convém...
Albatroz há bocadinho ..
Não podes dissociar as vítimas dos algozes...muito menos quando acontece um holocausto ...
No caso de Guantanamo acontece uma punição... no caso de Auchwitz aconteceu um genocídio...
Não te podes atrever a misturar as coisas e tentar confundir os outros...
..Quanto a arrancar informações de bandidos, há regras..
Albatroz há bocadinho..
Mas .. na moral.. diz como se pode fazer ???será com panos quentes ?? ou paninhos quentes??
Como se arranca informação aos piores bandidos do mundo ???
Como ?? Por favor vê se respondes ...
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 01:03 AM
E quem é que diz que eles são todos bandidos? O Souto Moura?
Este reaças do Cush, que tem a mania que é esperto, fez-me lembrar aquela história do esqueleto do Átila.
Em 1938, foi encontrado na Alemanha um esqueleto que alguns diziam ser o do célebre chefe dos Hunos.
Goebbels, para tirar tudo a limpo, entregou a investigação à Gestapo:
— Vamos lá saber se este é ou não o esqueleto de Átila!
Passados três dias, chega um coronel da Gestapo e diz:
— Está confirmado, é mesmo o esqueleto de Átila.
Surpreendido com a rapidez, Goebbels pergunta:
— Como é que souberam?
Resposta pronta do coronel:
— É simples: ele confessou!
Publicado por: shadow às fevereiro 20, 2006 12:39 AM
Ahahahaha bem sacado....
E terá sido com torradas que deram ao Átila ? Realmente ele devia tar cheio de fomaça...
Já que eu sou reaça .. tu deves ser progressista ..então vai daí que deves saber os métodos de arrancar informação a bandidos ..
Podes contar à malta como se faz ??
Achas que a galera que está em Guantanamo está a ser confundida com escuteiros que ajudavam velhinhas a atravessar a rua ??
O Souto Moura tb está metido no barulho ??Ele realmente tem cara de escuteiro...e de ingénuo ..como o Shadow ....
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 01:15 AM
Esta não é kpk mas é o com 300 ..nada mal..gulp... já está..
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 02:56 AM
e este é o 301 .. faltam dois pá kpk ..gulp.. seguido de bruack.. ( arroto )...
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 02:59 AM
esta já ninguém me tira ...
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 03:01 AM
gulp ... plim plão na kpk 303 às 3h3m da manhã..não é todos os dias... bluak ( lamber os beiços )...
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 03:03 AM
Eu pessoalmente não me referia só a Colin Powell mas principalmente a Condoleeza Rice e dizer que ela é estupida mostra bem a inteligencia de quem o diz. Tambem acho piada que o pais mais rico do mundo seja governado por idiotas, ainda bem que o nosso é governado por inteligentes, embora não perceba de que isso nos vale. Faz-me lembrar uma vez em que citei Reagan a citar Plutarco e alguem se indignou muito pois não convem perder esse último consolo que é o de sermos mais inteligentes e cultos que os americanos, não falo por mim pois eu sou só um "ignorante e idiota" comentador de blogs e espero ser isso mesmo toda a vida, um ignorante e idiota claro, nos EUA certamente seria presidente.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 20, 2006 05:31 AM
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 01:03 AM
Chamar idiota preto e ignorante a uma pessoa como Colin Powell .. é de uma arrogância ... sem limites ..
Pois é... Collin Powell não é idiota preto ou negro como lhe queiram chamar...foi apenas um idiota útil...não se lembram da sua apresentação de provas (na ONU) contra o Iraque...???tantas provas e nenhuma arma de destruição em massa!!!
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 10:32 AM
Acho uma certa graça a todo este anti-americanismo.
Por acaso já viram os EUA atacar algum país decente? Ah, já sei, "decente" é relativo. E é mera coincidência que nunca tenham atacado nenhum país desenvolvido.
Os EUA não são perfeitos, mas porra, são certamente melhores do que a alternativa de não existirem (caso em que neste momento falaríamos alemão ou russo, os que cá andassem, claro).
Publicado por: Incognitus às fevereiro 20, 2006 11:18 AM
?tantas provas e nenhuma arma de destruição em massa!!!
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 10:32 AM
O escuteiro Saddam , usou gaz para conseguir uma trégua com o Irão... mais tarde usou contra o próprio povo..os Curdos ..
Era a unica garantia para se aguentar no poder ... as armas quimicas são a bomba atómica dos pobres ...
Ora o Saddam como era escuteiro .. usou aquelas armas pq estava distraído...depois mais tarde deve ter-se arrependido muito e deve tê-las escondido nalgum buraco de areia ...(que é coisa muito rara no Iraque) por isso o Colin Powell nunca as conseguiu encontrar...
Claro que o Saddam sonha em voltar ao poder .. e nesse dia (de pesadelo ) vai desenterrar elas todinhas ....
Ou alguém acredita que o Saddam virou mesmo escuteiro ??
Ah ..ainda estou à espera que o estimado Albatroz e o Shadow me digam como se arrancam informações a bandidos..
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 12:02 PM
"vai desenterrar elas todinhas"
Não entendo porquê mas esta frase deixou-me meio desconsolado.
Publicado por: Paulo Portas às fevereiro 20, 2006 01:14 PM
Arrancar informações a bandidos?
Mário Soares e quejandos advogam o método do diálogo suave e pacífico.
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 20, 2006 02:32 PM
bof, eu então já não digo nada. Fiquei desasado com aquela declaração do presidente do Irão a dizer que queriam apagar Israel do mapa... É que o meu Pynto é judeu...
Mas porque será que caminhamos alegremente para a 3a guerra mundial, no 3o milénio, como se inevitável fosse? dir-se-ia que estava escrita pelo menos desde o 11 de Setembro, senão antes.
Aliás nesse dia 2/3 dos portugueses em sondagem diziam que ela tinha começado. Assim é.
Eu retiro-me dessa tristeza. Que erro civilizacional terá levado a isto? No berço da civilização aí vem o grande crash...
Conclusão: não teço loas a ninguém, não aplaudo ninguém nesta triste história, mas espero que Portugal e lusofonia se safem benzinho abram as portas a uma nova filosofia de simbiose no mundo, se é que ainda é possível.
Publicado por: py às fevereiro 20, 2006 02:53 PM
...um
Publicado por: py às fevereiro 20, 2006 02:54 PM
...dois
Publicado por: py às fevereiro 20, 2006 02:54 PM
plão!
Publicado por: py às fevereiro 20, 2006 02:55 PM
O Efête Barbelâta, como se diz aqui.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 20, 2006 03:06 PM
Ah ..ainda estou à espera que o estimado Albatroz e o Shadow me digam como se arrancam informações a bandidos..
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 12:02 PM
V. excia considera-os bandidos como consideraria qualquer índio americano em pleno séc. 18-19 bandido...qualquer negro que se revoltasse contra a escravatura...qualquer americano com tendências esquerdistas durante a caça às bruxas do Macartismo (anos 50)...qualquer Luther King que se opusesse à discriminação racial dos negros (anos 60 - EUA...qualquer militante do Greenpeace...etc! V. Excia, que admira tanto os americanos, deve saber que a independência americana foi conquistada por bandidos...ou pensa que os ingleses os rotulavam na imprensa como heróis da liberdade.Os activistas de uma causa (qualquer que ela seja)só ganham o hipiteto de heróis, de pessoas decentes se vencerem...se seguiu o caso de Mandela desde o início (anos 60) certamente rotulou-o de bandido...aliás Cuba devia exegir a devolução de Guantánamo (território) a Cuba...
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 03:07 PM
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 03:07 PM
So disparates.. mais logo respondo-te...
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 03:22 PM
Para mim o mundo é cinzento...nem é branco nem é preto...não sou nem pró Bush nem pró Bin Laden.
Publicado por: py às fevereiro 20, 2006 02:53 PM
Mas porque será que caminhamos alegremente para a 3a guerra mundial, no 3o milénio, como se inevitável fosse? dir-se-ia que estava escrita pelo menos desde o 11 de Setembro, senão antes.
Esta história começou antes do 11 Setembro...esta data foi apenas aquela em que a Al-Qaeda se revelou de forma mais espectacular...a CIA já atingira campos da Al-Qaeda no Sudão e Afeganistão...já tentara assassinar o Bin Laden..esta já fizera explodir 2 embaixadas americanas no Quénia e Tanzânia (mais de 200 mortos inocentes)...quem começou não sei mas o que sei é que se desenrola uma guerra de baixa intensidade entre capitalismo e islamismo...qualquer das duas filosofias não me agradam pois sou anti-consumismo e ateu.
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 03:31 PM
Para vossa ilustração aqui vai um texto aparecido num blogue de apoio aos militares americanos no Iraque:
"AS,
Well written, son. You keep on doing what you are doing. You are part of the best trained, best equipped, and most moral fighting force in history. There isn’t an organization in the world that can do what you and your shipmates are doing to improve the world. You guys are better than the Red Cross, CARE, or the UN at eliminating injustice and teaching people everywhere to stand on their own two feet and take charge of their own civilization.(...)
(...)Just because a goal like changing the Muslim world for the better, and eliminating terrorism is difficult to achieve doesn’t mean we shouldn’t be trying to make those changes. If things were easy, we’d be using the Girl Scouts.
You and your mates are the instrument of that change. Don’t lower your eyes when you look at the haters. You look right back at them and let them know we aren’t afraid of their hatred. We will fight them until their country and our country is free and safe or we will kill them and anyone else who comes along with their attitude.
The country is proud of you, and we understand it is not a pleasant job, but it must be done. And only Men like you, doing your duty, can make it happen. God bless you all. Stay alert, and come home safe to us when your job is done.
Subsunk"
Julgo que não será necessário esmiuçar este fantástico texto para que se torne claro que espécie de gente são estes novos SS...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 20, 2006 03:44 PM
Há por aí quem acredite firmemente que a 3ª Guerra Mundial vai começar no próximo dia 9 de Março.
Será mesmo?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 20, 2006 03:52 PM
"If things were easy, we’d be using the Girl Scouts."
Esta é mesmo gostosa!...
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 20, 2006 03:59 PM
Publicado por: Albatroz às fevereiro 20, 2006 03:44 PM
Para mim essa carta se fosse assinada por um muçulmano (com uma linguagem mais religiosa)e enviada a um membro da resistência iraquiana não me causaria qualquer estranhesa...ambos os combantentes são indivíduos fortalecidos por uma lavagem cerebral que não tem nada de misterioso...nós ocidentais (civís) somos vitímas do mesmo (de forma mais sofisticada)bem como os muçulmanos (menos sofisticada e mais emocional)...
Resumidamente tal como o capitalismo e comunismo degladiaram-se usando os povos do terceiro mundo como carne para canhão agora os poderosos do capitalismo ocidental e capitalismo muçulmano degladiam-se para garantir reservas seguras de combustível e áreas de influência...
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 04:02 PM
Há um tempo atrás saiu um artigo na revista TIME com uma entrevista a um angariador de homens bomba iraquiano (e tambem mulheres e crianças claro). Explicava que a maioria desses homens vinham de outros paises arabes que não o Iraque, paises como a Arábia Saudita. A sua distinção teológica entre o caminho dos homens bomba e dos soldados da guerrilha fazia-me lembrar uma versão mórbida do Pequeno e Grande Veiculo Budista. Ele explicava que os homens bomba acreditavam em chegar ao céu de uma forma rápida e imediata, matando o máximo de americanos possiveis enquanto os soldados Iraquianos acreditavam em conquistar o céu progressivamente matando americanos aos poucos. Ficou um pouco sem resposta quando o repórter lhe lembrou que a maior parte das vitimas dos homens bomba tinham sido civis iraquianos. Realmente os americanos são muito pior que esta gente, eu apenas não entendo porquê e entendo menos ainda quem procura argumentos para justificar o que os terroristas fazem.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 20, 2006 08:25 PM
«Tambem acho piada que o pais mais rico do mundo seja governado por idiotas, ainda bem que o nosso é governado por inteligentes, embora não perceba de que isso nos vale»
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 20, 2006 05:31 AM
Eh pá, tu a achares piada a tanta coisa deves levar a vida a rir. Se calhar é por isso que ainda não percebeste que não é a Casa Branca quem governa os Estados Unidos
Publicado por: Secretário da administração da JPMorgan Chase & Co às fevereiro 20, 2006 09:46 PM
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 20, 2006 08:25 PM
Há demasiadas coisas que não entendes. Já tens idade para conheceres um bocadinho mais do mundo
Publicado por: Este mundo é assaz complexo às fevereiro 20, 2006 09:50 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ssffffff às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ssffffff às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
joana q saudades dos teus belos brooochessss
Publicado por: ss às fevereiro 20, 2006 11:34 PM
Ah ..ainda estou à espera que o estimado Albatroz e o Shadow me digam como se arrancam informações a bandidos..
Publicado por: Cush às fevereiro 20, 2006 12:02 PM
V. excia considera-os bandidos como consideraria qualquer índio americano em pleno séc. 18-19 bandido...qualquer negro que se revoltasse contra a escravatura...qualquer americano com tendências esquerdistas durante a caça às bruxas do Macartismo (anos 50)...qualquer Luther King que se opusesse à discriminação racial dos negros (anos 60 - EUA...qualquer militante do Greenpeace...etc! V. Excia, que admira tanto os americanos, deve saber que a independência americana foi conquistada por bandidos...ou pensa que os ingleses os rotulavam na imprensa como heróis da liberdade.Os activistas de uma causa (qualquer que ela seja)só ganham o hipiteto de heróis, de pessoas decentes se vencerem...se seguiu o caso de Mandela desde o início (anos 60) certamente rotulou-o de bandido...aliás Cuba devia exegir a devolução de Guantánamo (território) a Cuba...
Publicado por: amsf às fevereiro 20, 2006 03:07 PM
Estás completamente enganado a meu respeito..
Acredita se quiseres ..mas eu emocionei-me qd vi o Colin Powell ser nomeado secretário de estado ... e voltei-me a emocionar qd vi a Condolezza Rice ser nomeada para o mesmo cargo...e fiquei emocionado qd vi Muhammad Ali ( Cassius Clay ) na abertura dos jogos olimpícos de Atlanta em 1996 a acender a chama olímpica..(Um negro .. uma negra e um deficiente..a representar os USA )
Os exemplos para o mundo são pretty obvious ..no entanto ..são rotulados de hipócrisia ...
Inveja ..meu caro .. é do que vc sofre...
Para consolidar um pouco mais este ponto de vista quero que vc entenda que eu entendo que existem duas coisas distintas naquilo que vc refere...e omite..
1º existem lutadores pela liberdade como Mandela ...
2º Existem individuos que atingem o poder ..e revelam MÁ ÍNDOLE como Hitler...
A partir daqui vc não pode meter no mesmo saco todos os que se revelam combatentes...
Por outras palavras vc tem que criar 2 ( DOIS ) sacos ...
Num podes meter todos os Mandelas e Martins Luther Kings de todo o mundo ..
No outro .. podes meter todos os Hitlers e
Talibans de todo o mundo ...
Para que se te dissipem duvidas ..do saco dos Mandelas e dos Mahatma (grande alma) Gandhi..jamais enviariam aviões contra torres..
Portanto .. por exclusão de partes ...
Em guantanamo só estão bandidos ....neste caso encaixam no padrão de Talibans...estão a comer o pão que o diabo amassou...nada mais para além do que merecem...
Agora ... depois de explanados estes considerandos ... venho relembrar ao meu amigalhaço Albatroz e a Sombra que ainda não me explicaram como se arrancam informações de bandidos...Já que ficou provado que existem bandidos .... ou para ti Asmf Hitler tb é um herói ???
O vosso silêncio não vos traz prestígio...
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 01:28 AM
Eh pá, tu a achares piada a tanta coisa deves levar a vida a rir. Se calhar é por isso que ainda não percebeste que não é a Casa Branca quem governa os Estados Unidos
Publicado por: Secretário da administração da JPMorgan Chase & Co às fevereiro 20, 2006 09:46 PM
Ó Atomsmith ..deixa-me limpar este...
Pois então sr. secretário ... os Estados Unidos são uma máquina que se auto governa ...a produção dos Estados Unidos financiada pelo seu próprio povo.. é algo de incomparável e não se realiza por decreto ...
Logo ... ( estou muito matemático.. influências ..)..os USA são governados pela própria sociedade ..entendu ?
Remember( as you very much well know..) que as Bolsas americanas movimentam mais grana que todas as outras bolsas do mundo juntas ...só no NYSE as empresas lá representadas , valem 20 trilhões de USD....é moli ?? ou queres mais ???Alguém tem que trabalhar .. né ???
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 02:16 AM
to beat poverty we all have to work together ... Bono às 11.45 ( live ..no Morumbi ..S.Paulo ) em directo na TV Globo ... ganda concerto...que tá a ser.. vou ver...inté..
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 02:47 AM
Só quem não conhece a sociedade americana - ou a conhece mal - pode ignorar o carácter intrinsecamente violento dos americanos, na sua generalidade. Há americanos cultíssimos, sensiveis, inteligentes e bons. A maioria dos americanos não está, no entanto, nessas categorias. Basta ver o direito constitucional dos americanos de andarem armados para se perceber o que por lá anda. Basta ver o número impressionante de condenações à morte - por vezes de adolescentes, a maioria das vezes de pessoas pertencentes a minorias étnicas - para se perceber que lá é "olho por olho, dente por dente", como nas sociedades primitivas. Tendo vivido nos Estados Unidos e trabalhado para empresas americanas, tive a oportunidade de assistir a cenas de violência urbana impensáveis na maior parte da Europa. O próprio desprezo pelos pobres, pelos fracos, é sinal da brutalidade de uma sociedade. Não admira que se comportem como selvagens no Iraque (Abu Grahib), e que tenham impulsos imperialistas na América Latina. Com sorte, talvez dentro de cem ou duzentos anos se possa conviver com os americanos, vistos no seu todo. Para já, seria bom pô-los de quarentena no seu próprio território, até aprenderem a comportar-se de forma civilizada.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 21, 2006 09:17 AM
Para continuar a apreciar o espírito americano:
"~ Prayer for Our Soldiers ~
O Lord, to you we bring our plea,
We humbly ask on bended knee,
We pray that You would be a shield,
That around our soldiers, evils yield.
We pray that from each new day’s start,
You’d bless them with a fearless heart.
We know that there’s a time for war,
Lord, Bless this cause they’re fighting for.
Help them bravely fight the fight,
Guide them always with Your might.
Be there Lord, when times grow lonely,
Help them feel Your Spirit only.
Lift them up and draw them near,
Kiss away each salty tear.
Hold them close ’til there’s no doubt
Of what Your Love is all about.
Guard their feet on rocky trails,
Guard their minds, so they’ll not fail.
We pray that not one weapon prospers,
And that no act of terror fosters,
Against our beloved soldiers here,
For Oh Sweet Lord, we hold them dear!"
Como se pode ver, só os americanos têm Deus, só eles são merecedores da protecção divina. Os muçulmanos são criaturas do demónio, Allah (ou Alá, à portuguesa) é um deus menor que não prevalecerá contra o formidável deus americano, senhor do bom combate contra os infiéis. Este é o espírito medieval que prevalece nos Estados Unidos. Esta é a blasfémia máxima de quem não acredita em Deus, mas sim numa versão cristianizada de Marte, deus da guerra. São estes os primitivos que Cush tanto admira...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 21, 2006 09:28 AM
Mas também há soldados americanos capazes de escrever isto:
"What is the human condition? Here in Iraq we fight terrorists and insurgents. We give them names (haji, towel head, rag head) to peal away their humanity. We focus only on the horrible things that have happened so that we can bring ourselves to kill, but in doing so we too become changed. No longer do we fit in when we get home. We become outsiders and misfits amongst our own families and distance ourselves as others too distance themselves from us.
Alone, it becomes easier with time to be that way. You can't let others know the things you have done because they would never understand and it would only serve to make us even more alone.
We must build as well; we become so proficient at building that we could be engineers. Walls are our specialty, so we build them thick and high around ourselves. Theses walls shut out all the pain and hurt we feel when others can't seem to understand why we are the way we are, or when they judge and condemn us as if they were God Himself. The walls don't just keep those things out, but they serve to keep so much in as well. All of it, the guilt, the pain, and the fears we have can be kept deep inside where nobody will have to see them except ourselves.
That is ok though, because from there we can learn one last and important skill, that of the beast tamer. Like a monster everything we keep inside locked away can take on a mind of its own creating even more pain. Some of us fall apart at this point, hitting the ground so hard that we decide we can not get up and so it ends.
The rest of us learn tricks to keep that beast inside so that nobody will ever have to see how much of a monster we have become. In doing so we can continue our walk through life. That is the soldier's cost of war, and it is ours to bear alone until the end."
Há quem mate, mas saiba como matar os transforma. São esses que podem um dia vir a transformar a sociedade americana em qualquer coisa de tolerável.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 21, 2006 09:36 AM
Copy/ paste de textos que vêm sabe Deus de onde ...
Não me diz nada ...
Gostava de saber ..Albatroz .. de uma vez por todas .. como se arranca informação a bandidos ??? Sempre é com chá e torradas ???
Dizes muito mal dos Americanos ...mas vou-te dar mais outro exemplo ...
No Brasil não há pena de morte nem prisão perpétua ..
Um dos resultados .. é que no Rio de Janeiro morrem 17 polícias por MÊS !!!de forma violenta ..
Em Nova Iorque morre 1 polícia por ano ..
Dito pelos próprios Brasileiros...
E agora Albatroz ??? Afinal qual é o país mais violento ?
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 11:26 AM
e a próxima já não me escapa
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 11:28 AM
plim plum
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 11:29 AM
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 01:28 AM
e fiquei emocionado qd vi Muhammad Ali ( Cassius Clay ) na abertura dos jogos olimpícos de Atlanta em 1996 a acender a chama olímpica..(Um negro .. uma negra e um deficiente..a representar os USA )
Muhammad Ali ( Cassius Clay )Doente sim mas
deficiente!? Penso que não foi nesta qualidade que foi convidado...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 12:27 PM
Queres um copy/paste ?
Pega lá então....
21/02/2006
O perigo dos seres invisíveis
Nunca se conseguirá entender a insegurança generalizada, especialmente nas grandes cidades, sem ter em mente a estatística que acaba de ser divulgada pela Folha: 27% dos jovens de 15 a 24 anos não trabalham nem estudam em oito regiões metropolitanas. Ou seja, são socialmente invisíveis --e, nessa invisibilidade, reside uma das incubadoras, certamente a maior, da violência. Isso significa quase dois milhões de brasileiros.
Temos aí uma das maiores bombas brasileiras: seres com toda a energia com baixa perspectiva ou, na maioria das vezes, sem perspectiva, vítimas da escolaridade sofrível e do crescimento pífio.
Vivem isolados em guetos, zanzando pelas periferias e, muitos deles, encontram no crime organizado fonte de sobrevivência e na violência um mecanismo para liberar o ressentimento pela exclusão, ou seja, pela crônica invisibilidade. Nada, nem remotamente, é tão ameaçado a paz do brasileiro com esse fato.
Apesar disso, ainda engatinham os programas para lidar com os jovens sem perspectiva. Se os candidatos a governador e presidente tiverem um mínimo de bom senso colocarão esse tema no topo de suas agendas." ...
Não existem sociedades perfeitas ..como não existe m seres humanos perfeitos...
Com certeza os Estados Unidos têm muitos defeitos..mas pela amostra junta ... quem não tem ??
Os Europeus ??? Ainda há bem pouco tempo andavam engalfinhados uns nos outros ... ou correctamente .. e para tentar ser justo .. havia os " Bons" os Aliados que tiveram de se defender de doidos perigosíssimos os " Maus"..
Não se pode falar assim ?? Os Maus ?? Não há maldade intrínseca ? Não existe má índole ??Hitler era um escuteiro ?
Como se arrancaria informações de um bandido como Hitler ??Com chá e torradas ? Ou seria à estalada? No mínimo !!!???
Alguém para se perpetuar no poder ..que vergasta em publico uma mulher porque mostra os tornozelos .. é dos Bons ?? ou dos Maus ??
A pergunta é tão simples ..que parece extremamente estúpida...só um ser abestalhado não sabe responder correctamente ..
E esses sim.. são os verdadeiros Auchwitz da nossa era..não o tropical guantanamo .. eu acho que se fosse eu punha-os no Alaska...para eles se aperceberem a todo o momento do que são dores nos tornozelos e tudo o que isso simboliza ...
Sabes Albatroz .. é que aqui .. a questão de fundo .. é que eles os " Maus" acreditam mais do que nunca .. que vão ganhar..a guerra .. e tb te digo .. mais do que nunca ... isso é possível...
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 12:33 PM
Muhammad Ali ( Cassius Clay )Doente sim mas
deficiente!? Penso que não foi nesta qualidade que foi convidado...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 12:27 PM
Pois é ...mas o que se retém .. é que no momento em que todo o mundo especta que o país que já foi à lua mostre algo que realmente o mova ...
ele mostra ..gratidão ..reconhecimento ... ele mostra um enfraquecido .. e mostra que o que o move ...é que ...não esquece...antes pelo contrário... e cuida..( como canta o Caetano Veloso .. qd a gente gosta .. é claro que a gente cuida ..)
Como os estados unidos evoluiram .. há uns anos Cassius Clay foi preso por se ter recusado a ir ao Vietnam ..há 10 anos foi apresentado ao mundo como símbolo ...Depois contrataram um negro para os representar no mundo... e agora uma negra ... que blasfémia..???!! seria considerado há 30 anos ...!!!
No entanto tudo sempre é considerado hipócrisia ..porra véio..na moral...
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 12:56 PM
«os USA são governados pela própria sociedade ..» ?????
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 02:16 AM
Cush, man, já passaste o prazo de validade. Será que pensas que alguém papa essas histórias da carochinha? Os EUA governados pelo próprio povo? Nem o Bush seria capaz de dizer isso.
A propósito dos pretos americanos. Sabes qual é a percentagem de desemprego entre os pretos? A percentagem de insucesso escolar? O salário médio? etc
PS - Tás convencido que és a reserva moral do blogue da Joana? Vai mas é comer a papa
Publicado por: Americano a viver abaixo do limiar da miséria às fevereiro 21, 2006 01:21 PM
Publicado por: Cush às fevereiro 21, 2006 12:56 PM
Como os estados unidos evoluiram .. há uns anos Cassius Clay foi preso por se ter recusado a ir ao Vietnam ..há 10 anos foi apresentado ao mundo como símbolo ...Depois contrataram um negro para os representar no mundo... e agora uma negra ... que blasfémia..???!! seria considerado há 30 anos ...!!!
Os impérios são assim mesmo...bélicistas e integradores...acredito que daqui a 20 anos terão muçulmanos em lugares proeminentes da administração americana...mais uma vez poderá dizer "Como os estados unidos evoluiram ..." mas uma coisa não muda, a necessidade de conquistarem "espaço vital" à custa de terceiros até que o planeta terra forme uma única nação (a China terá que ser lançada numa guerra cívil antes de ser militarmente atacada)culturalmente americana mas não necessariamente económicamente americana...as élites económicas tem mais interesses comuns entre elas do que com os povos dos respectivos países...ao contrário do que afirma acima o dinheiro que passa pelas bolsas americanas é maioritáriamente estrangeiro...o capitalismo é global pelo que qualquer "jogada" americana (bem feita) vem beneficiar as elites económicas dos diferentes países mais do que o cidadão americano comum...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 03:34 PM
Caro Albatroz não vá pensar que a convivência com o meu amigo Cush me posicionou para outro extremo. Também conheço algo dos EUA e recusei-me sempre a ir para lá fazer doutoramento e pós-doutoramentos precisamente porque a violência zinha que senti em N York no relacionamento entre as pessoas me desagradou profundamente. Aliás mantenho que a prosperidade dos EUA é a de uma economia de guerra, desde a 2a GM para cá.
Tirem-lhes a guerra da Coreia, do Vietnam, as intervenções na América Latina, as invasões do Iraque, etc., e tudo aquilo já tinha sossobrado numa implosão armada.
No entanto fiquei desasado com a declaração do presidente do Irão sobre Delenda Israel, como Delenda Chartago pronunciado uns milhares de anos antes por Scipíão em Roma. Consumado aliás. Arrogância mortal dos Impérios.
Não posso portanto tomar outra posição na 3a GM que não seja o "nem, nem" mesmo não sabendo o que possa significar no concreto.
Interessa-me mais a interpretação neomalthusiana do fenómeno. Que erro civilizacional estará por detrás? Ou será apenas a manifestação de um excesso de pressão demográfica ligada à escassez dos recursos (como o Cush me chamos a atenção a água é um aspecto fulcral) que levou a uma lófgica territorial de exclusão ao invés de inclusão da diversidade?
Quanto ao Cush copmo bons amigos sabemos conviver com as nossas diferenças, que nos obrigam a repensarmo-nos...
Publicado por: py às fevereiro 21, 2006 03:47 PM
Albatroz, diz lá quem é que faz uma guerra ou fez uma guerra no passado, e tenha como exemplo "pior" uma coisa como Abu Ghraib.
Acho que não estás a medir bem as coisas.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 21, 2006 04:02 PM
Publicado por: Incognitus às fevereiro 21, 2006 04:02 PM
"quem é que faz uma guerra ou fez uma guerra no passado, e tenha como exemplo "pior" uma coisa como Abu Ghraib."
Qualquer guerra produz situações semelhantes a Abu Ghraib e muito piores ...o problema está em nos quererem vender a imagem de uma guerra limpa...sem sofrimento...sem mortes...quando à partida todos deviamos saber que isso não existe...as guerras podem produzir menos vítimas do que no passado mas deixam um sentimento de consciência limpa para o soldado bem como para o espectador...a ausência de trauma de guerra para o combatente, a tecnologia etc acabam por facilitar o apelo às armas pois a guerra só é real para as vitímas, para o soldado tecnológica ela é um jogo de vídeo...entramos num sistema em que o inimigo é previamente desumanizado via desinformação e tarnasse tão fácil carregar num botão a centenas de metros de altitude e no dia seguinte regressar a casa com as mãos e a consciência limpa...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 04:29 PM
Incognitus às fevereiro 21, 2006 04:02 PM
Incaganitus, só tens caca na cabeça.
O «pior» não é matar, mesmo que sejam crianças, mulheres e velhos, como os EUA fizeram no Iraque e como já tinham feito antes no Vietnam.
Porque matar-se o inimigo não significa não o respeitar e matar civis inocentes pode ser um acidente, uma consequência inevitável ou uma necessidade indispensável para o sucesso de uma operação militar.
O «pior» é humilhar, torturar e assassinar prisioneiros, com a agravante de, em muitos casos, eles serem inocentes de qualquer crime.
O «pior» é a manifestação do mais bárbaro desprezo pela vida e pelos direitos de civis iraquianos apanhados em rusgas policiais e sobre os quais é descarregada toda a violência do ódio racial e da impotência pela eliminação de inimigos aos quais não se consegue deitar a mão.
Mas isso tu não percebes, Incaganitus, porque só tens caca na cabeça
Publicado por: Agrimensor às fevereiro 21, 2006 04:51 PM
Porque os meus óculos são cinzentos e não brancos ou pretos recuso-me a subscrever as posições extremistas de qualquer das partes...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 05:07 PM
O Império parece querer mostrar e demonstrar que a estratégia terrorista tem como resposta esmagadora o desrespeito absoluto por qualquer Nação, por todas as Convenções dos Direitos Humanos, e por todas as Instituições Internacionais. Desde Genebra até à ONU.
O Império, com um déficit comercial astronómico e o seu dólar prestidigitador, é tão excepcionalmente perigoso para a Paz no Mundo como o próprio terrorismo. É mesmo isso o que pretende mostrar e demonstrar. Porque o Império também sabe que os Impérios morrem.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 21, 2006 06:04 PM
"Gostava de saber ..Albatroz .. de uma vez por todas .. como se arranca informação a bandidos ??? Sempre é com chá e torradas ???"
Para acabar com esta pergunta tão inutil como cansativa declaro ser minha opinião que não se arrancam informações a bandidos. Um bandido verdadeiramente motivado nunca fala. Pode ser morto, mas não fala. Só fala quem não está verdadeiramente motivado, e esses a seu tempo falarão, mesmo sem tortura. A tortura não só é um crime horrivel como é inutil, e coloca o "bom" ao mesmo nível do "mau". Aliás, um "bom" capaz de torturar nunca foi "bom". Foi sempre um celerado disfarçado de "bom". Os americanos responsáveis pelas sevícias em Abu Grahib são tão bons como o Bin Laden. E já nasceram assim. E aqueles que lhes deram ordens para torturar não são melhores. Eu vi (e é a primeira vez em quarenta anos que me refiro a isto) um prisioneiro ser torturado, em Angola, em 1966 - e nem sequer se chegou a extremos comparáveis aos de Abu Grahib - e esse é um horror que me acompanhará até ao fim dos meus dias, apesar dele não ter participado senão como testemunha involuntária. Por isso não me apetece discutir esta questão com teóricos incapazes de imaginar a degradação que atinge tanto os torturadores como os torturados. Um país capaz de utilizar a tortura de forma rotineira é um país de bandidos e de filhos de puta sem remissão.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 21, 2006 06:42 PM
não é nenhum país que usa a tortura - são marginais que não tiveram outra saida de vida senão alistar-se nas forças armadas.
Este processo funciona em ordem a garantir a apropriação da totalidade do sistema por uma determinada classe social.Que o Albatroz chama, e bem de Oligarquia
É essa classe social que utiliza a tortura, sobre outras classes sociais - lá longe (da vista e do coração) - porque se fosse um esquema utilizado em proximidade nos dias que correm,,, procedia-se como no século XIX - um tiro nos cornos e estavam arrumados.
Publicado por: xatoo às fevereiro 21, 2006 08:22 PM
Albatroz, meu caro, os meus respeitos e a minha inteira solidariedade.
Essa é a resposta que merecem os fala barato
Publicado por: Um ao acaso às fevereiro 21, 2006 08:37 PM
não é nenhum país que usa a tortura - são marginais que não tiveram outra saida de vida senão alistar-se nas forças armadas.
Publicado por: xatoo às fevereiro 21, 2006 08:22 PM
Tem que se desculpar o Xatoo. Não percebeu que quem tortura e mata os prisioneiros não são os magalas que aparecem nas fotos, mas sim os oficiais dos serviços de informação e o pessoal especializado da CIA.
O Xatoo nem sabe que quem avalizou pessoalmente a tortura dos prisioneiros foi o secretário da Defesa. É certo que Rumsfeld também é um marginal, mas teve outras «saídas de vida»...
Publicado por: Um que não vê o filme ao contrário às fevereiro 21, 2006 08:45 PM
Ainda cá estão?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 22, 2006 12:11 AM
One at a time ...
.o capitalismo é global pelo que qualquer "jogada" americana (bem feita) vem beneficiar as elites económicas dos diferentes países mais do que o cidadão americano comum...
Publicado por: amsf às fevereiro 21, 2006 03:34 PM
Então se as empresas cotadas estão sediadas nos USA .. como não fica lá a grana ??O que tu estás a confundir .. é que para além da grana deles .. ainda vai para lá a grana dos outros ...
Ou por outras palavras .. a maneira mais fantastica de obter financiamentos para projectos vem do povo americano .. e ainda vem de estrangeiros
Estimado Albatroz.. não sei se reparaste mas não respondeste à minha pergunta ...
dizes a certa altura que ..." Só fala quem não está verdadeiramente motivado, e esses a seu tempo falarão, mesmo sem tortura....
Pronto .. agarrando neste argumento vou tentar desmontá-lo...
Qual o critério de avaliação de motivação ?
A criar um ...teriamos que quantificá-lo..
Iriamos chegar à conclusão que haveria uns que estariam 10% motivados .. outros 30..40 e por aí fora ..
Ora .. aos que estão 10% motivados .. um berro deve chegar ...mas para quem já está 20% motivado já é capaz de levar um estalo para aclarar as ideias ..quando chega aí aos 70 % a coisa é séria ..e ... dependendo da importância de uma informação a "extrair" muita coisa pode acontecer ..... eu falo por mim... cada um fala por si...
mas se eu tivesse à minha frente um hitler que soubesse o código de uma ameixa nuclear pronta a explodir ... por exemplo em Lisboa ... bem... qts de vós iria esperar por " ... e esses a seu tempo falarão, mesmo sem tortura..."
Toda a guerra é má .. toda a tortura é má .. mas quem é que se amandou pás Torres ?Vamos ficar à espera de ameixas atómicas ? Ou vamos pô-los " on the run " ?
..."Por isso não me apetece discutir esta questão com teóricos incapazes de imaginar a degradação que atinge tanto os torturadores como os torturados.."...
Bem .. eu qd vejo imagens de Abu Graihb vejo os prévios torturadores a ter uma amostra do que eles próprios faziam...e lembro-me das vitimas deles...
Eles faziam isso e mil vezes pior .. a inocentes que eram perseguidos políticos ...
Os ex torturadores estão a sentir na pele uma pequena amostra ...do próprio veneno..
Antes .. eles pregavam as linguas de inocentes com pregos ..em mesas...
Ah e pela tua experiência Albatroz talvez possas ser uma testemunha viva de que afinal em Angola não se tratava de guerra ..mas antes policiamento..afinal assististe a coisas ..por comparação bem mais leves...e havia quem dissesse isso há uns anos ...e havia tb quem contasse que a pistola metralhadora FBP .. era a arma mais perigosa do mundo .. pq disparava em rajada com um simples solavanco..e havia tb quem contasse .. que esses acidentes com essa arma .. foram a principal causa de baixas.. no nosso exército...
" ...são marginais que não tiveram outra saida de vida senão alistar-se nas forças armadas....."
Publicado por: xatoo às fevereiro 21, 2006 08:22 PM
Chamar marginais às pessoas que em 1º lugar oferecem a própria vida pela pátria .. em caso de necessidade ....faz lembrar a história do espelho deflektor ...vê lá xattossinho não vás tu ser classificado de marginal...por ti próprio...
E por ultimo ..
Publicado por: Americano a viver abaixo do limiar da miséria às fevereiro 21, 2006 01:21 PM
Qd vais deixar de ser preguiçoso e passar a viver acima do limiar ??
Publicado por: Cush às fevereiro 22, 2006 01:35 AM
Por princípio considero que os meus contraditores são sempre pessoas inteligentes. Considero por isso que Cush é uma pessoa inteligente. Considero portanto que ele percebe os meus argumentos e que percebe o que valem os dele. Se insiste em argumentos com mais buracos do que uma peneira a culpa não pode ser dele, tem de ser do clima onde se encontra. Vou pensar em mandar-lhe um chapéu de palha...
Estar motivado é como estar grávida, ou se está ou não se está. Não há percentagens de motivação como não há percentagens de gravidez.
Admitamos que eu tinha em meu poder um facínora que sabia onde estava colocado um engenho nuclear em Lisboa, pronto a explodir. Mesmo sabendo que nenhuma tortura o obrigaria a falar, podia estar até certo ponto desculpado se tudo fizesse para o obrigar a revelar a localização de tal engenho. Mas é ridículo pensar que as vítimas de tortura em Abu Grahib tinham conhecimento de situações de uma tal gravidade, e é até ridículo pensar que todas elas tinham sequer ligações com os insurrectos. A tortura aplicada pelos americanos é apenas manifestação de sadismo, aliado a uma forte dose de estupidez.
"Toda a guerra é má .. toda a tortura é má .. mas quem é que se amandou pás Torres?"
Nenhuma das vítimas da tortura americana tiveram alguma coisa a haver com o atentado de 11 de Setembro. Saddam Hussein nada teve a haver com esse atentado. Se a justificação da guerra e da tortura é essa, estamos conversados. E eu mandarei DOIS chapéus de palha para o Cush...
"Bem .. eu qd vejo imagens de Abu Graihb vejo os prévios torturadores a ter uma amostra do que eles próprios faziam...e lembro-me das vitimas deles..."
Bom. Chegarão TRÊS chapéus de palha?... É que o sol parece estar mesmo muito forte aí por essas bandas...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 22, 2006 09:14 AM
Para o Cush, a América no seu esplendor...
"Officials in California have indefinitely postponed the execution of a convicted murderer saying they could not comply with a judge's ruling that medical professionals assist in carrying out the death sentence.
Michael Morales had been due to be executed at 12.01am (0801GMT) on Tuesday morning at California's San Quentin prison.
However, the sentence was initially postponed after anaesthesiologists required for the lethal-injection procedure refused to take part based on moral concerns.
Officials then rescheduled the execution for 15 hours later, planning to carry out the sentence using a single lethal dose of sedatives.
That too was eventually called off after it became clear that they could not find a medical expert willing to administer the dose, as ordered by a federal judge.
The anaesthesiologists had been brought in after Morales' lawyers argued that the three-part lethal injection process violated the Eighth Amendment prohibition against cruel and unusual punishment in the US constitution.
The lawyers said a prisoner could feel excruciating pain from the last two chemicals if he were not fully sedated.
The two anaesthesiologists who were going to be present objected to that they might have to advise the executioner if the inmate woke up or appeared to suffer pain.
"Any such intervention would clearly be medically unethical," the doctors, whose identities were not released, said in a statement. "As a result, we have withdrawn from participation in this current process."
A week earlier, in response to Morales' lawyers, US District Judge Jeremy Fogel had given prison officials a choice: bring in doctors to ensure Morales was properly anaesthetised, or skip the usual paralysing and heart-stopping drugs and execute him with an overdose of a sedative.
Following the initial delay when the anaesthesiologists refused to take part, prison officials had planned to press forward with the execution on Tuesday night using the second option.
Fogel approved that decision, but said the sedative must be administered in the execution chamber by a person licensed by the state to inject medications intravenously.
It subsequently became clear that prison officials could not find any such medical professional and as a result the prison warden decided to "stand down" the execution.
"We are unable to have a licensed medical professional come forward to inject the medication intravenously, causing the life to end," Vernell Crittendon, a spokesman for San Quentin State Prison said.
It was unclear when Morales' execution would now be carried out, but the delay could last for months because of legal questions surrounding California's method of lethal injection.
The incident has renewed a long-standing ethical debate about the proper role of doctors in executions and the suitability of the lethal injection method used in California and 35 other states.
The American Medical Association, the American Society of Anaesthesiologists and the California Medical Association all opposed the anaesthesiologists' participation as unethical and unprofessional.
Morales himself was moved off death row pending a court hearing expected in early May on the mechanics of the lethal injection process.
Morales was sentenced to death in 1983 for killing 17-year-old Terri Winchell, who was attacked with a hammer, stabbed and left to die half-naked in a vineyard.
Winchell's mother, Barbara Christian, said she was outraged by the repeated delays in carrying out the execution.
"I'm totally disillusioned with the justice system. We've been waiting 25 years with the expectancy that he is gonna pay for his crimes," she said.
"It feels like we just got punched in the stomach."
Publicado por: Albatroz às fevereiro 22, 2006 09:33 AM
esta é minha ... plim plão mais uma kpk
Publicado por: Cush às fevereiro 22, 2006 11:25 AM
JOANA GOMES
Não pude conter as lágrimas,embora a não conhecesse pessoalmente.
Com o nick ZEUS 8441 pude trocar com ela ideias e acusações inocentes.
Assistiu-me a honra de ter sido "objecto" de alguns dos seus escritos.
Morreu a Joana Gomes,o meu "D.João II", Principe Perfeito,como eu julgara que fora.
Por que terá sido que Deus.........?
Que descanse em Paz !
Publicado por: ZEUS8441 às fevereiro 22, 2006 01:27 PM
O nosso problema Albatroz .. é que nós nem Portugal temos como gostaríamos ... qt mais os outros países...
Fica fácil chegar à conclusão que nunca ninguém fica agradado com nada ...
Voltando à vaca fria ... podes mandar os chapéus .. obrigado .. se calhar é mesmo do sol..
Mas ..não te esqueças de te agasalhar tb pq senão tb podes ficar meio adoecido...
Olha .. sem querer ser xatto .. e apenas tentando ser Cush quero lembrar-te que foste tu próprio que disseste que tem uns mais motivados que outros ..
O exemplo da gravidez .. desculpa que te diga mas é muito fraco.. porque com certeza ..já ouviste dizer " .. aquele está fortemente motivado " mas nunca ouviste dizer que fulana está fortemente engravidada..
Mas a motivação .. claro que tem graus ..meu Deus ..como tem graus !! a motivação é a mãe de tudo...
Atenção .. se eu conseguir( já está ;-) ) desmontar o teu raciocínio ... vais ter que pagar .. e o preço ..é dar a mão à palmatoria...
Zé Mourinho..exemplo de motivação máxima .. Collins ,Aldrin e Armstrong..aspas..
Nem tu nem eu duvidamos que a motivação do Zé Mourinho é infinitamente superior à da maioria dos treinadores da 3ª divisão ..right?
Os maiores líderes são sempre possuidores de fortíssima motivação..
Por outro lado ... os de fortíssima motivação são também muito raros ...por isso é que o mundo não está cheio de Figos ...mas sim de assistentes...na bancada... é não ?
Então ... e por exemplo um Policia ? Esse ..que tipo de motivação terá ?E um Soldado ? Devem ter bem menos ...a não ser qd são chamados .. a ter que pôr a faca nos dentes e partir para a possível morte a todo o momento...aí ..é bom que estejam bem treinados como o Figo ou Collins .. é não ? para que sintam motivação crescente .. de vitória em vitória ... é não ?
Claro que é diferente ter um facínora com um dedo sobre uma ameixa atómica de ter um outro facínora ( com menos sorte ) que só tem uma granada na mão .. por isso o grau de motivação desses Alibabas é tb tão variável...
Mas essa diferença serve para dizer que tens um preço que é variável e proporcional a um sentido de justiça ..
Então se tens um preço .. só tens que dizer qual é ! Aceitas fazer tortura para salvar os Lusos de uma ameixa atómica ..esse preço é em tortura .. então pode incluir ...tudo e mais alguma coisa .. estão em causa milhões de inocentes ... como gostarias de ficar na História ?.. como alguém que consegue .." extraír " essa info .. ou simplesmente evaporar ..junto dos outros milhões ..
Como a motivação é variável ..tb a reacção é variável...então se para um caso gravérrimo vale tudo .. para um caso menos grave , mas mesmo assim grave .. pode ser um refém por exemplo ... pode tb aplicar-se tortura para "extraír" a info de determinado facínora ...para libertar esse ser humano ..
Tu Albatroz gostarias de viver numa terra sem polícia ? e numa Terra ?
Publicado por: Cush às fevereiro 22, 2006 01:36 PM
Aproveito para confirmar que o Sol por aqui é mesmo barra pesada, já comprei 4 chapéus e bonés para variar.
Depois aproveito para dizer que o Cush é muito bom rapaz, aliás tem um quotidiano anti-consumista e sempre sorrisos e brincadeira para distribuir, só que não consegue ver o mal em tudo, porque ficava assim pró destroçado, e portanto deu-lhe para achar que os USA são assim mais género os "bons" da fita, ou pelo menos os menos maus...
Entretanto lá vamos conversando, mas verdade se diga que também já refiz umas idéias, sobre a dimensão do Estado e o valos dos empresários, por exemplo.
Agora o problema teórico que mais me interessa, a interpretação neomalthusiana da Guerra, com este calor, vai ficando para depois...
Publicado por: py às fevereiro 22, 2006 02:36 PM
Um que não vê o filme ao contrário às fevereiro 21, 2006 08:45 PM
desculpe lá, mas mantenho:
quem se alista nas Forças Armadas e se presta a colaborar em ocupações militares violando os direitos de povos estrangeiros só pde mesmo ser considerado como Marginal!(no sentido de mercenário, bandalho, cush, etc)
óbviamente nessa classificação não há patentes - repare-se apenas na forma como são treinados - como pitbulls!, de acordo com o nivel cultural dos animais.
Repito: só se perdem os tiros que não lhes acertam nos cornos.
Publicado por: xatoo às fevereiro 22, 2006 04:05 PM
Publicado por: Este mundo é assaz complexo às fevereiro 20, 2006 09:50 PM
Não percebo a que se refere.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 22, 2006 06:59 PM
Caro Albatroz porque não nos fala antes no que se passa no exército russo? Um jovem soldado russo foi brutalmente torturado, deixado sem cuidados até o seu corpo criar gangrenas, as pernas e os genitais tiveram que ser apuntados.
Pessoalmente concordo consigo e penso que ninguem devia ser vitima de maus tratos. Sou contra os abusos por parte dos soldados e acho que devem ser investigados embora tambem ache salutar que nos EUA todas estas coisas venham a público tão facilmente, é sinónimo de transparência.
Em relação á tortura, penso que certas formas de tortura como a tortura do sono e outras e desde que tenham o objectivo de apurar a verdade são licitas. Não concordo com a tortura ao jeito da Inquisição para obrigar as pessoas a declararem-se culpadas.
Tambem acho piada (sim tou sempre a rir) que os próprios lideres espirituais extremista do Islão bem como jornalistas arabes instigadôres do terrorismo tenham condenado muitas das barbaridades cometidas pelos terroristas e jihadistas, inclusivé as torturas violentas antes de matar refens, pois para eles bastava que se matasse os refens sem tortura e sem decepar cabeças o que aliás já se passou por cá numa delegacia. Sem dúvida dormiriamos todos descansados sob o dominio desses senhores.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 22, 2006 07:30 PM
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 22, 2006 06:59 PM
Claro que não. Só perceberias se isto fosse menos complexo
Publicado por: Este mundo é assaz complexo às fevereiro 22, 2006 08:04 PM
embora tambem ache salutar que nos EUA todas estas coisas venham a público tão facilmente, é sinónimo de transparência
AtomSmith às fevereiro 22, 2006 07:30 PM
Ó jovem, «estas coisas» vieram a público primeiro no estrangeiro...
Publicado por: Vê lá se te informas melhor às fevereiro 22, 2006 08:09 PM
Cush, ganda fala-barato, nunca ouviste dizer que quem muito fala pouco acerta?
Além do mais és um melga do caraças. Tens o curso e o mestrado.
Sabes que Cush em hebreu quer dizer PRETO?
Pois é. Deve ser por isso que passas a vida de papo pró ar na praia sem fazer nenhum e quando não está na praia vens para aqui cagar postas de pescada.
Publicado por: Hebreu às fevereiro 22, 2006 08:23 PM
já se passou por cá numa delegacia
AtomSmith às fevereiro 22, 2006 07:30 PM
Numa delegacia? Numa «delegacia»? Por cá?
Por «cá» onde?
Por que é que não vais mandar bitaites prá tua terra?
Publicado por: Xenófobo e sem pachorra às fevereiro 22, 2006 08:49 PM
E por falar em facínoras, quem é que me garante que o Cush não é também um facínora da pior espécie? Ninguém! Portanto, se eu o apanhasse a jeito, trataria de lhe aplicar uns bons safanões a tempo (onde é que eu já ouvi isto?) para o obrigar a dizer onde se encontra o Bin Laden.
Nem mais!...
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 22, 2006 11:38 PM
O Teixeira diz que, se for preciso, aumenta os impostos em 2007. Abençoado, vai ser o maior peido de Portugal em nove séculos !
Publicado por: asdrubal às fevereiro 23, 2006 12:27 AM
Ó Senaquerib... vixe ...pq não ?
Se eu te desse indícios ...poderias e deverias fazê-lo...Imagina que me fazias uma flagra ..com um camião com uma ameixa ...bem que os teus palpites não andariam longe...
Na realidade porém .. podes encontrar-me no Village Novo ... pelas 11 da manhã .. a tomar um café bem gostoso .. feito com muito carinho ..servido por meninas cada qual mais bonita que a outra ..uma bela vista pá ilha de itaparica ..antes conhecida por Vera Cruz..
Encontras-me lá num momento de descanso e paquera .. depois eu ter tratado dos primeiros assuntos do dia ..
Daí saio já acompanhado pelo Py e vamos tratar do nosso projecto ecológico..em casa dele..
Pela tardinha vamos à praia curtir as àguas cálidas e transparentes ... ontem qd estavamos a fazer snorking .. vimos umas cobras de água espectaculares ....aprés je retourne à ma maison aux Graçe ...et aprés dinner .. je suis ici pour que tu peux me juger ...mais rappelez-tois... Il faut apprendre pour connaître, connaître pour comprendre, comprendre pour juger..
Então .. é assim .. indicios ... já ouviste falar ??sabes o que significa essa palavra ???
Significa ... diz-me com quem andas dir-te-ei quem és...
Changing subject..
Rapaiz .. será que o Atomsmith tb tá por aqui ?
Estás no Brasiu ?? Como diz o Buarque .. no imenso Portugal ?
Changing again...
......"
Cush, ganda fala-barato, nunca ouviste dizer que quem muito fala pouco acerta?
Além do mais és um melga do caraças. Tens o curso e o mestrado.
Sabes que Cush em hebreu quer dizer PRETO?
Pois é. Deve ser por isso que passas a vida de papo pró ar na praia sem fazer nenhum e quando não está na praia vens para aqui cagar postas de pescada.
Publicado por: Hebreu às fevereiro 22, 2006 08:23 PM "....
A parte do PRETO .. só pode ser mais uma punctuated evidence ... só pode .. só pode mesmo ..juro por Deus que eu não sabia ...a única coisa que me lembro bem .. é que ouvi a Joana falar em mim .. depois foi o Caboclo Capiroba a dizer que afinal eu é que era o Pai Natal .. e a partir daí.. voltei dos fins dos tempos ...e agora .. depois de ter manjado a cena toda .. tou aqui para não deixar passar nada em claro..
Como por exemplo uma ganda javardice que o Albatroz fez ao comparar a paradisiaca e tropicalissima Abu Grahib com a demoniaca Auchwitz.. ...
Nunca .. jamais .. enquanto eu for vivo .. tal promiscuidade de raciocínio passará em claro...
A propósito do quem muito fala pouco acerta .. concordo .. por isso .. escrevo...
Ah .. estimado ( apesar das diferenças de ponto de vista ) Albatroz ... a palmatória .. está esperando ... qd vai dar a mãozinha ?? hem ??
Publicado por: Cush às fevereiro 23, 2006 03:08 AM
Se eu quiser posso desmontar o Cush todo e entregá-lo ás peças .
Quem dá mais pela inicial ?
Quanto vale o C ?
Publicado por: (m) às fevereiro 23, 2006 01:24 PM
"...mais rappelez-tois... Il faut apprendre pour connaître, connaître pour comprendre, comprendre pour juger.."
Isso é em Guantanamo... não é verdade? Por cá é assim: Tortura sim, mas SÓ aplicável aos meus inimigos.
Lá na minha Assíria era bem pior...
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 23, 2006 03:04 PM
Não se esqueçam da missa do primeiro mês
Publicado por: Secretaria Celestial e Afins às fevereiro 23, 2006 04:35 PM
Do «Enclave» e da «Exemplar» :
http://www.ibinda.com/imagens-choque/imagens.htm
Publicado por: asdrubal às fevereiro 23, 2006 04:58 PM
Para o Cush e todos aqueles que acham que os EUA são uma democracia:
http://www.crisispapers.org/essays6w/liberty.htm
Note-se que as comparações com a Alemanha hitleriana são feitas por americanos...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 23, 2006 06:05 PM
Read very carefully: I shall write this only once
Com o desvanecimento da autora do blog desapareceu a razão da minha presença aqui.
A curiosidade do entomologista leva-me a abrir isto de vez em quando (cada vez mais em quando do que em vez, diga-se), mas não escrevo nem uma palavra.
Assim, não tenho qualquer responsabilidade no que debita essa reles e minúscula imitação que assina (m), ou no que possa vir a escrever qualquer outra mediocridade.
I'll not be back.
Publicado por: (M) às fevereiro 23, 2006 08:11 PM
Publicado por: Xenófobo e sem pachorra às fevereiro 22, 2006 08:49 PM
Mama-me a verga!!!! E a seguir vai tomer no cu!!!!
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 23, 2006 08:12 PM
Publicado por: Xenófobo e sem pachorra às fevereiro 22, 2006 08:49 PM
Mama-me a verga!!!! E a seguir vai tomar no cu!!!!
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 23, 2006 08:12 PM
Publicado por: Xenófobo e sem pachorra às fevereiro 22, 2006 08:49 PM
A minha terra é esta e mesmo que depois do 25 de Abril o patriotismo se tenha tornado uma palavra proibida eu amo o meu país e nenhum filho da puta ainda por cima xenófobo me diz para ir para a minha terra porque Portugal é a minha terra.Entendido???
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 23, 2006 08:18 PM
(eu bem devia ter ido para fora no Carnaval, a dor de cabeça já aí tá, mas enfim sempre é Salvador, né?)
Publicado por: py às fevereiro 23, 2006 08:32 PM
Publicado por: Vê lá se te informas melhor às fevereiro 22, 2006 08:09 PM
Hahahahaha.... e quem é que divulgou e pôs na net imagens que se passam em prisões e campos de concentração americanos aonde só há americanosalem dos presos? Já agora quantas imagens do que os comunistas fizeram ou do que o que os nazis, ou os chineses ou as ditaduras do partido Baath, ou do exército russo dominado por gangues, sim aonde estão as imagens????
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 23, 2006 08:52 PM
Agrimensor, tu por acaso viste os vídeos das execuções feitas pelo "outro lado"?
Se vistes, parecem-te comparáveis a alguma coisa que os americanos tenham feito?
Se não vistes falas com conhecimento de quê?
Vocês não compreendem a estupidez que estão a fazer quando comparam as duas coisas?
Não compreendem que não há nada que os americanos façam que chegue sequer perto de cortarem parte do pescoço a um tipo e deixarem-no ali a morrer devagar a guinchar como um porco?
Esta discussão é uma estupidez, porque um lado é cego e anti-americano. Só um duche com Zyklon é que vos faria pensar melhor sobre qual o lado bom, e qual o lado mau.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 23, 2006 09:10 PM
Note-se que as comparações com a Alemanha hitleriana são feitas por americanos...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 23, 2006 06:05 PM
Desculpa lá .. Albatroz.. mas essas comparações foram feitas por ti... o facto de haver americanos a dizer o mesmo ..não te desculpa..
É evidente que nos USA existe gente que é contra a guerra que se desenvolve..mas ... nunca uma guerra é consensual..portanto ...o que certos americanos dizem .. pode ser irrelevante nesta aldeia global.
O que eu faço .. é observar factos .. e chegar às minhas próprias conclusões.Os obreiros conhecem-se pelas obras..
O mundo é uma ironia .. a vida .. é uma ironia ..os Chineses comunistas estão na iminência de se tornarem os maiores credores dos USA!!
Quem diria...
Ah... e tu (M) ( com maiuscula ) já que eu não me meto com quem me quer desmontar (m).. seu... sua ...(m)inuscula ... ainda bem que ainda vens por cá ..faz-te bem .. leitura..têem andado é muitos personagens novos ..transmutações..
Olha que a Joana vai voltar qd se chegar aos 500 coms ...
Ó Atomsmith .. ehehe olha lá .. temos que dar o exemplo ... ehehe eu tb já fui assim ... mas tb acho agora .. que é preciso alguma redenção ...
Mandava-os a todos mamar na quinta pata do cavalo ..mas .. talvez já chegue...
O poder da argumentação é muito mais giro...olha como o albatroz só responde com a palavra dos outros .. giro giro é que só é de americanos ...não é uma contradição ??
...
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 23, 2006 03:04 PM
Vixe.. ôxentchi..
Que te digo eu ??
Viste os vídeos das degolações ? Vê .. e depois falamos..
Publicado por: Cush às fevereiro 23, 2006 11:26 PM
Thinking better .. I'll be back..
Publicado por: (M) às fevereiro 23, 2006 11:31 PM
Videos, degolações? Não, não vi. Onde é que estão?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 23, 2006 11:40 PM
(M) Ainda bem! Faltam os outros, Luis Lavoura, e mais, e mais...
Estão noutra? Qual?
Publicado por: Senaquerib às fevereiro 23, 2006 11:42 PM
esta ninguém me tira .. plim plão 393...
Publicado por: Cush às fevereiro 23, 2006 11:55 PM
http://www.warriorsfortruth.com/nick-berg-video-photos-beheaded.html
Pega lá Senaquerib... é tudo teu...the beheading...tb podes ver Albatroz ..
Tem mais .. claro.. mas para quê ?
Publicado por: Cush às fevereiro 24, 2006 12:01 AM
http://www.zombietime.com/mohammed_image_archive/
...Depictions of Mohammed Throughout History
... viva a liberdade de expressão...
Publicado por: Cush às fevereiro 24, 2006 12:30 AM
Senaquerib às fevereiro 23, 2006 11:42 PM
Não deixe que o enganem, meu caro. Esse não era o (M).
O aviso que ele deixou antes foi a sua última presença.
Publicado por: * * * * * * * * * * às fevereiro 24, 2006 01:21 AM
Senaquerib às fevereiro 23, 2006 11:42 PM
Não deixe que o enganem, meu caro. Esse não era o (M).
O aviso que ele deixou antes foi a sua última presença.
Publicado por: * * * * * * * * * * às fevereiro 24, 2006 01:56 AM
Ou talvez não, depende.
Publicado por: ********** às fevereiro 24, 2006 05:27 AM
Já que não devo dizer , desta água não beberei..ainda que mude de estado..digo nick.
Publicado por: * * * * * * * * * * às fevereiro 24, 2006 05:31 AM
Isto mais parece a gaiola das malucas
Publicado por: Luis Henriques às fevereiro 24, 2006 12:01 PM
ضظسچ٨٦٢فش صك٢فش
Publicado por: Al Rashid às fevereiro 24, 2006 12:08 PM
مددت الحكومة العراقية حظر التجول في بغداد وثلاث محافظات عراقية يوم الجمعة في محاولة لتفادي اعمل عنف جديدة كالذي قامت بعد تفجير مرقد
Publicado por: Al Rashid às fevereiro 24, 2006 12:14 PM
a próxima é minha ..
Publicado por: Cush às fevereiro 24, 2006 12:59 PM
plim plão
Publicado por: Cush às fevereiro 24, 2006 01:00 PM
Uns escrevem em àrabe outros em matematiquês..
M473M471C0 (53N54C1ON4L):
4S V3235 3U 4C0RD0 M310 M473M471C0.
D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0
3 M3 P0NH0 4 P3N54R 3M NUM3R05,
C0M0 53 F0553 UM4 P35504 R4C10N4L.
540 5373 D1550, N0V3 D4QU1L0...
QU1N23 PR45 0NZ3...
7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0...
M45 L060 C410 N4 R34L
3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505
H1NDU-4R481C05
Publicado por: Cush às fevereiro 24, 2006 01:20 PM
(bem a diversidade linguística está a aumentar:)), mas não há kpk's à vista vou nadar= passar ao nada)
Publicado por: py às fevereiro 24, 2006 03:38 PM
Aquilo não é latim...e é bom pa entomologistas ..que se deixam fascinar ...gostas da Dryas Julia ??? claro ..imagino que não ... a cor .. agonia-te...
Besides... small is beautifull... also Black ...and haughtiness is ugly....
E então estimada plateia ..foram ver o vídeo da decapitação de Nick Berger ?Concedo que é preciso tomates ( já que a galera hoje em dia ..é tudo meninos yogurte).
Aquela decapitação é um exemplo transparente como água destilada...daquilo que está em causa neste momento...Entre quem se trava esta 3ª guerra..
O Ocidente de um lado ..obrigado a transformar-se em estados policiais.. e do outro ,os extremistas islâmicos a usarem velhas tácticas ..para se perpetuarem no poder...e se possível expandi-lo...
Curioso é verificar como até algumas das mentes mais brilhantes têm dificuldade em perceber isto .
O exemplo mais recente de Abu Graihb vem revelar uma ebulição por parte de um grupo social que tem responsabilidades ..pq é erudita ...ebulição essa que parece reforçar uma ideia subliminar ...fica a parecer que o Ocidente é que está errado...
Porém... quando de vê o vídeo de Nick Berger ... fica-se sem palavras ....ao pé daquilo .. meu caro Albatroz e (M) e (m) e outros clones ...as imagens de Abu Graihb ..parecem brincadeiras de carnaval..
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 12:24 AM
E já que a matemática .. é o que está a dar...
Pra que dividir sem racionar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Para finalizar vamos recordar
Que menos por menos dá mais, amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto dois corações se integrar
Se desesperadamente, incomensuravelmente
Eu estou perdidamente apaixonado por você..
T.J.
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 12:42 AM
The West's Last Chance
by Tony Blankley
Book Description
Blankley paints the picture of a Europe in which radical Islam is triumphant...a threat that is not only very real, but that would be more threatening to the United States than a Europe under Nazi domination!!! But there is hope...and a strategy...for Western survival; and Blankley illustrates what must..be done to assure it ...
As you can observe ,Albatroz ...there are plenty of americanes writting down a bunch of ideas about what's coming....this one ... is really alarming...
Porém ...as nossas luminárias dominantes adoçam a pílula , metem a cabeça na areia .. vociferam por vociferar... sem conseguir ver a floresta para além da árvore...
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 01:30 AM
...." Bom! A verdade irrefutável é que Joana não é jovem, mas é uma «habilidosa». Um bocadinho canhestra, como se vê pelo exemplo apontado, mas «habilidosa».
Por outro lado, no que Joana escreve só acredita quem quer. E convenhamos, caro **-*******, que não vale a pena gastar-se cuspo com os que formem opinião a partir do que Joana escreve...
Publicado por: (m)arca Amarela às ******* *, **** 02:00 AM
haughtiness is ugly...so ugly...usually it's associated with stupidity....and it's proporcional...
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 02:34 AM
My story...in my own words...how I was born...
The first post flood civilization, derived from Nimrod's Shinar, was Sumer.
Not only were Nimrod's (son and husband of semiramis )people advanced in paganism, they were technically very clever. They could bond dissimilar gems to each other-- a feat that modern jewelers have yet to duplicate, and they mastered the use of the arch, dome, vault, and the Greek-style column. They made pottery of a quality that, once lost, was not duplicated until the Greeks mastered it 2000 years later.
Publicado por: Allah às fevereiro 25, 2006 03:54 AM
..The Sumerians imported raw materials from far countries, and exported tools of agriculture and war which were far advanced for their era. They were the first warriors to master the principle of massive force in battle. The sight of the Sumerian army rising on the horizon as far as the eye could see(yet a simulation) caused most enemy armies to capitulate at once. This was encouraged by the fact that the Sumerians were very easy going with their captives...
Publicado por: Allah às fevereiro 25, 2006 04:11 AM
e a próxima .. é minha ...
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 02:03 PM
plim plão
Publicado por: Cush às fevereiro 25, 2006 02:04 PM
hum...
(PS Mesopotamia quer dizer entre-os-rios, no caso Tigre e Eufrates)
Publicado por: py às fevereiro 25, 2006 03:48 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
uma é minha
outra é tua
outra é de quem napanhar
Publicado por: caça-capicuas às fevereiro 25, 2006 04:09 PM
O fim da hegemonia do dólar
por Ron Paul [*]
Uma centena de anos atrás isto era denominado "diplomacia do dólar". Após a II Guerra Mundial, e especialmente após a queda da União Soviética em 1989, aquela política evoluiu para a "hegemonia do dólar". Mas após todos aqueles muitos anos de grande êxito, a nossa dominância do dólar está a chegar a um fim.
Tem sido dito, correctamente, que quem possui o ouro determina as regras. Em tempos antigos era imediatamente aceite que comércio justo e honesto exigia uma troca por alguma coisa com valor real.
Primeiro havia simplesmente permuta (barter) de bens. A seguir foi descoberto que o ouro possuía uma atractividade universal, e era um substituto conveniente para transacções por permuta, mais incómodas. Não só facilitava a permuta de bens e serviços, servia como uma armazenagem de valor para aqueles que queriam poupá-lo para os dias difíceis.
Embora o dinheiro tenha-se desenvolvimento naturalmente no mercado, à medida que os governos aumentavam de poder assumiam controle sobre o dinheiro. Por vezes governos tinham êxito em garantir a qualidade e a pureza do ouro, mas com o tempo aprenderam a gastar mais do que os seus rendimentos. Impostos novos ou mais elevados incorriam sempre na desaprovação do povo, assim não demorou muito até que reis e césares aprendessem a inflacionar suas divisas reduzindo a quantidade de ouro em cada moeda — esperando sempre que os seus súditos não descobrissem a fraude. Mas o povo sempre descobria, e protestava vigorosamente.
Isto ajudou a pressionar os dirigentes a procurarem mais ouro através da conquista de outras nações. O povo acostumou-se a viver para além dos seus meios, e desfrutou o pão e o circo. Financiar extravagâncias através da conquista de terras estranhas parecia uma alternativa mais lógica a trabalhar mais arduamente para produzir mais. Além disso, conquistas de nações não só trazia ouro para casa, trazia também escravos. Aplicar impostos ao povo nos territórios conquistados também proporcionava um incentivo à construção de impérios. Este sistema de governo funcionava bem por algum tempo, mas o declínio moral do povo levava a uma relutância em produzir por si próprio. Havia um limite para o número de países que podiam ser saqueados da sua riqueza, e isto levava sempre os impérios a um fim. Quando o ouro não mais podia ser obtido, o seu poder militar desmoronava. Naqueles dias quem possuía o ouro na verdade ditava as regras e vivia bem.
Esta regra geral foi mantida constante através das eras. Quando era usado ouro, e as regras protegiam o comércio honesto, as nações produtivas tinham êxito. Sempre que as nações ricas — aquelas com exércitos poderosos e ouro — competiam apenas pelo império e por fortunas fáceis para suportar o bem estar em casa, aquelas nações falhavam.
Hoje os princípios são os mesmos, mas os processos são bastante diferentes. O ouro não é mais a divisa do mundo, o papel sim. A verdade agora é: "Quem imprime o dinheiro faz as regras" — pelo menos por enquanto. Embora o ouro não seja utilizado, os objectivos são os mesmos: obrigar países estrangeiros a produzir e subsidiar o país com superioridade militar e controle sobre as impressoras de dinheiro.
Uma vez que o dinheiro de papel impresso não é senão contrafacção, o emissor da divisa internacional deve ser sempre o país com poder militar para garantir controle sobre o sistema. Este magnífico esquema parece o sistema perfeito para obter a riqueza perpétua para o país que emite a divisa mundial de facto. O único problema, contudo, é que um tal sistema destroi o carácter do povo da nação que faz contrafacção — exactamente como foi o caso quando o ouro era a divisa e era obtido pela conquista de outras nações. E isto destroi o incentivo para poupar e produzir, ao mesmo tempo que encoraja a dívida e o bem estar desenfreado.
A pressão interna para inflacionar a divisa vem das corporações receptoras dessa prosperidade, bem como daqueles que pedem doações para compensar as suas necessidades e o que consideram danos por parte de outros. Em ambos os casos é rejeitada a responsabilidade pessoal pelas próprias acções.
Quando o dinheiro de papel é rejeitado, ou quando o ouro desaparece, a riqueza e estabilidade políticas são perdidas. O país deve então mudar da vida para além dos seus meios para a vida abaixo dos seus meios, até que os sistemas económicos e políticos se ajustem às novas regras — regras escritas não mais por aqueles que mandam nas agora defuntas máquinas de impressão.
A "Diplomacia do dólar", uma política instituída por William Howard Taft e o seu secretário de Estado Philander C. Knox, foi concebida para aumentar os investimentos comerciais dos EUA na América Latina e no Extremo Oriente. McKinley fabricou uma guerra contra a Espanha em 1898, e o corolário de (Teddy) Roosevelt para a Doutrina Monroe antecedeu a abordagem agressiva de Taft no uso do dólar americano e da influência diplomáticas para assegurar os investimentos americanos no exterior. Isto ganhou o título popular de "Diplomacia do dólar". A importância da mudança de Roosevelt foi que a nossa intervenção agora podia ser justificada pela mera "aparência" de que um país com interesse para nós era política ou fiscalmente vulnerável ao controle europeu. Não só afirmámos um direito como até uma "obrigação" oficial do governo americano de proteger nossos interesses comerciais frente aos europeus.
Esta nova política veio no calcanhares da diplomacia da "canhoneira" dos fins do século XIX, e isto significou que podíamos comprar influência antes de recorrer à ameaça da força. No momento em que a "diplomacia do dólar" de William Howard Taft ficou claramente articulada, as sementes do império americano ficaram plantadas. E elas estavam destinadas a crescer no fértil solo político de um país que perdeu o seu amor e respeito pela república que nos foi legada pelos autores da Constituição. E na verdade perdeu. Não tardou muito até que a "diplomacia" do dólar tornou-se a "hegemonia" do dólar, na segunda metade do século XX.
Esta transição só podia ter ocorrido com uma mudança dramática na política monetária e na natureza do próprio dólar.
O Congresso criou o Federal Reserve System em 1913. Entre essa data e 1971 o princípio da moeda sã foi minado sistematicamente. Entre 1913 e 1971, o Federal Reserve achou muito mais fácil expandir a oferta de moeda à vontade para financiar a guerra ou manipular a economia com pouca resistência do Congresso — enquanto beneficiava os interesses especiais que influenciam o governo.
O domínio do dólar adquiriu um enorme impulso após a Segunda Guerra Mundial. Fomos poupados à destruição que tantas outras nações sofreram, e os nossos cofres estavam cheios com o ouro do mundo. Mas o mundo escolheu não retornar à disciplina do padrão ouro, e os políticos aplaudiram. Imprimir dinheiro para pagar as contas era um bocado mais popular do que aplicar impostos ou restringir gastos desnecessários. Apesar dos benefícios de curto prazo, foram institucionalizados desequilíbrios nas décadas que se seguiriam.
O acordo de 1944 em Bretton Woods solidificou o dólar como a divisa de reserva predominante no mundo, substituindo a libra britânica. Devido ao nosso músculo político e militar, e porque tínhamos uma enorme quantidade física de ouro, o mundo prontamente aceitou o nosso dólar (definido como 1/35 avos de uma onça de ouro) como a divisa de reserva universal. Dizia-se que o dólar era "tão bom quanto o ouro", e convertível para todos os bancos centrais estrangeiros àquela taxa. Para os cidadãos americanos, contudo, continuava a ser ilegal possuí-lo. Isto foi um padrão gold-exchange que desde o seu início estava condenado a fracassar.
Os EUA fizeram exactamente o que muitos previram que fariam. Imprimiram mais dólares para os quais não havia ouro como suporte. Mas o mundo manteve-se satisfeito a aceitar aqueles dólares durante mais de 25 anos — até que o franceses e outros no fim da década de 1960 exigiram que cumpríssemos nossa promessa de pagar uma onça de ouro por cada US$35 que entregassem ao Tesouro dos EUA. Isto resultou numa enorme drenagem de ouro que pôs fim a um muito fracamente concebido padrão pseudo-ouro.
Isto tudo acabou em 15 de Agosto de 1971, quando Nixon fechou o guichê do ouro e recusou-se a pagar 280 milhões de onças. Em resumo, declarámos nossa insolvência e toda a gente reconheceu que algum outro sistema monetário tinha de ser concebido a fim de trazer estabilidade aos mercados.
Espantosamente, foi concebido um novo sistema que permitiu aos EUA operarem as máquinas de impressão para a divisa de reserva do mundo sem restrições que os tolhessem — nem mesmo uma pretensa convertibilidade em ouro, sem restrição alguma! Embora a nova política fosse ainda mais profundamente enviesada, ela no entanto abriu a porta para a difusão da hegemonia do dólar.
Percebendo que o mundo estava a embarcar em alguma coisa nova e estonteante, a elite dos administradores de dinheiro, com apoio especialmente forte das autoridades americanas, carpinteirou um acordo com a OPEP para cotar o petróleo exclusivamente em dólares norte-americanos em todas as transações do mundo. Isto deu ao dólar um lugar especial entre as divisas mundiais e, em essência, "suportou" o dólar com petróleo. Em troca, os EUA prometeram proteger os vários reinos ricos em petróleo do Golfo Pérsico contra ameaças de invasão ou golpe interno. Este arranjo ajudou a atear o movimento radical islâmico entre aqueles que se ressentiam com a nossa influência na região. O arranjo deu fortaleza artificial ao dólar, com tremendos benefícios financeiros para os Estados Unidos. Ele nos permitiu exportar a nossa inflação monetária através da compra de petróleo e outros bens com um grande desconto enquanto a influência do dólar florescia.
Este sistema pós-Bretton Woods era muito mais frágil do que o sistema que existiu entre 1945 e 1871. Embora o arranjo dólar/petróleo fosse de grande auxílio, ele não era nem de longe tão estável quanto o padrão pseudo-ouro sob Bretton Woods. E era certamente menos estável do que o padrão ouro do fim do século XIX.
Durante a década de 1970 o dólar quase entrou em colapso, pois os preços do petróleo agitaram-se e o ouro disparou para US$800 por onça. Em 1979 foram necessárias taxas de juro de 21% para recuperar o sistema. A pressão sobre o dólar na década de 1970, apesar dos benefícios ampliados, reflectiu os défices orçamentais imprudentes e a inflação monetárias verificada durante a década de 1960. Os mercados não foram enganados pela pretensão de LBJ de que nos podíamos permitir em simultâneo "canhões e manteiga".
Mais uma vez o dólar foi recuperado, e isto abriu a era da verdadeira hegemonia do dólar que durou do princípio da década de 1980 até o presente. Com a formidável cooperação dos bancos centrais e dos bancos comerciais internacionais, o dólar foi aceite como se fosse ouro.
O presidente do Fed, Alan Greenspan, em várias ocasiões, perante o House Banking Commitee, respondeu aos desafios que lhe fiz acerca das suas opiniões favoráveis sobre o ouro afirmando que ele e outros banqueiros centrais haviam conseguido que o dinheiro de papel — i.e., o sistema dólar — respondesse como se ele fosse ouro. Cada vez que eu discordava com veemência, e destacava que se eles houvessem alcançado um tal feito teriam desafiado séculos de história económica quanto à necessidade de a moeda ser alguma coisa de valor real. Ele presunçosa e confiantemente contribuiu para isto.
Em anos recentes, bancos centrais e instituições financeiras várias, todas com interesses estabelecidos na manutenção de um padrão dólar fiduciário (fiat dollar) funcional, não faziam segredo acerca da venda e empréstimo de grandes quantidades de ouro para o mercado mesmo no momento em que a redução dos preços do ouro levantava sérias questões acerca da sabedoria de uma tal política. Eles nunca admitiram fixar o preço do ouro, mas há evidência abundante de que acreditavam que se o se preço caísse isto transmitiria um sentido de confiança ao mercado, confiança de que na verdade haviam alcançado um êxito espantoso na transformação de papel em ouro.
Aumentos nos preços do ouro historicamente foram encarados como um indicador de desconfiança na divisa em papel. Este esforço recente não foi de todo diferente daquele do Tesouro americano ao vender a US$35 por onça na década de 1960, numa tentativa de convencer o mundo que o dólar era são e tão bom quanto o ouro. Mesmo durante a Depressão, um dos primeiros actos de Roosevelt foi remover o apreçamento do ouro no mercado livre, como indicação de um sistema monetário deficiente, ao tornar ilegal para cidadãos americanos possuir ouro. A lei económica no final das contas limitou aquele esforços, tal como o fez no princípio da década de 1970 quando o nosso Tesouro e o FMI tentaram fixar o preço do ouro ao despejar toneladas dele no mercado para amortecer o entusiasmo dos que procuravam um lugar seguro para um dólar cadente depois de a propriedade de ouro ter sido re-legalizada.
Mais uma vez, os esforços entre 1980 e 2000 para enganar o mercado quanto ao verdadeiro valor do dólar provaram-se não ter êxito. Nos últimos 5 anos o dólar tem sido desvalorizado em termos de ouro em mais de 50%. Você simplesmente não pode enganar todas as pessoas todo o tempo, mesmo com o poder das potentes máquinas de impressão e do sistema de criação de dinheiro da Federal Reserve.
Mesmo com todas as deficiências do sistema monetário fiduciário (fiat monetary system), a influência do dólar prosperou. Os resultados pareciam benéficos, mas distorções brutais embutidas dentro do sistema permaneciam. E, verdade consagrada, os políticos em Washington estão muitíssimo ansiosos por resolver os problemas que surgem por meio de camuflagens (window dressing), enquanto fracassam no entendimento e tratamento das políticas distorcidas subjacentes. Proteccionismo, fixação de taxas de câmbio, tarifas punitivas, sanções motivadas politicamente, subsídios corporativos, administração do comércio internacional, controles de preços, controles da taxa de juro e dos salários, sentimentos super-nacionalistas, ameaças de força, e mesmo a guerra são utilizados para resolver todos os problemas criados artificialmente por sistemas monetários e económicos profundamente distorcidos.
No curto prazo, o emissor de uma divisa fiduciária de reserva pode acumular grandes benefícios económicos. No longo, isto apresenta uma ameaça para o país que emite a divisa mundial. Neste caso, são os Estados Unidos. Enquanto países estrangeiros tomarem nossos dólares em troca de bens reais, nós vamos para a frente. Isto é um benefício que muitos no Congresso não conseguem identificar, pois eles atacam a China por manter uma balança comercial positiva connosco. Mas isto conduz a uma perda de empregos manufactureiros para mercados além mar, pois nos tornamos mais dependentes dos outros e menos auto-suficientes. Os países estrangeiros acumulam os nossos dólares devido às suas altas taxas de poupança, e graciosamente emprestam-nos de volta a taxas de juro baixas para financiar o nosso consumo excessivo.
Isto parece um grande negócio para toda a gente, excepto que virá o tempo em que os nossos dólares — devido à sua depreciação — serão recebidos menos entusiasticamente ou serão mesmo rejeitados pelos países estrangeiros. O que poderia criar uma situação inteiramente nova e forçar-nos a pagar um preço por vivermos além dos nossos meios e da nossa produção. A mudança de sentimento em relação ao dólar já começou, mas o pior ainda está para vir.
O acordo com a OPEP na década de 1970 para cotar o petróleo em dólares proporcionou tremenda força artificial para o dólar como a divisa de reserva predominante. Isto criou uma procura universal pelo dólar, e enxugou o enorme número de novos dólares gerados a cada ano. Só no ano passado o M3 aumentou mais de US$700 mil milhões.
A procura artificial pelo nosso dólar, juntamente com o nosso poder militar, coloca-nos na posição única de "dirigir" o mundo sem trabalho produtivo ou poupanças, e sem limites nos gastos de consumo ou nos défices. O problema é que isto não pode durar.
A inflação nos preços está a levantar a sua cabeça feia, e a bolha do NASDAQ — gerada pelo dinheiro fácil — arrebentou. A bolha da habitação criada da mesma forma está a esvaziar (deflating). Os preços do ouro duplicaram, e os gastos federais estão fora da vista com zero de vontade política para travá-los. O défice do comércio externo no ano passado foi de mais de US$728 mil milhões. Uma guerra de US$2 milhões de milhões (trillions) está a travar-se, e estão a ser preparados planos para expandir a guerra ao Irão e possivelmente à Síria. A única força restritiva será a rejeição mundial do dólar. Isto é forçoso vir e cria condições piores do que as de 1979-1980, as quais exigiram taxas de juro de 21% para a correcção. Mas todo o possível será feito para proteger o dólar nesse ínterim. Temos um interesse partilhado com aqueles que possuem os nossos dólares em manter toda a charada em andamento.
Greenspan, no seu primeiro discurso depois de deixar o Fed, disse que os preços do ouro estavam altos devido à preocupação com o terrorismo e não por causa de preocupações monetárias ou porque ele criou demasiados dólares durante o seu mandato. O ouro tem de ser desacreditado e o dólar impulsionado. Mesmo quando o dólar fica sob sérios ataques das forças do mercado, os bancos centrais e o FMI seguramente farão tudo o que for concebível para enxugar os dólares na esperanças de restaurar a estabilidade. No final das contas, eles fracassarão.
Ainda mais importante: o relacionamento dólar/petróleo tem de ser mantido para manter o dólar como divisa predominante. Qualquer ataque a este relacionamento será vigorosamente contestado — como já foi.
Em Novembro de 2000 Saddam Hussein exigiu euros pelo seu petróleo. Sua arrogância era uma ameaça para o dólar, sua falta de qualquer poder militar nunca foi uma ameaça. Na primeira reunião do gabinete com a nova administração em 2001, como relatado pelo secretário do Tesouro Paul O'Neill, o tópico principal era como nos livraríamos de Saddam Hussein — embora não houvesse qualquer evidência de que ele representasse uma ameaça para nós. Esta profunda preocupação com Saddam Hussein surpreendeu e chocou O'Neill.
É agora de conhecimento comum que a reacção imediata da administração após o 11/Set revolveu-se em torno da questão de como podiam conectar Saddam Hussein com os ataques, para justificar uma invasão e o derrube do seu governo. Mesmo sem provas de qualquer conexão com o 11/Set, ou evidência de armas de destruição em massa, foi gerado apoio público e do Congresso através de distorções e adulterações directas dos factos para justificar o derrube de Saddam Hussein.
Não houve conversa pública quanto a remoção de Saddam Hussein devido ao seu ataque à integridade do dólar como divisa de reserva por vender petróleo em euros. Muitos acreditam que isto foi a razão real da nossa obsessão com o Iraque. Duvido que fosse a única razão, mas pode muito bem ter desempenhado um papel significativo nas nossas motivações para travar a guerra. Num período muito curto após a vitória militar, todas as vendas iraquianas de petróleo foram efectuadas em dólares. O euro foi abandonado.
Em 2001, o embaixador da Venezuela na Rússia disse que o seu país comutaria para euros todas as suas vendas de petróleo. Dentro de um ano houve uma tentativa de golpe contra Chavez, confirmadamente com a assistência da nossa CIA.
Após estas tentativas de empurrar o euro em substituição do dólar como divisa de reserva do mundo, a queda aguda do dólar contra o euro foi revertida. Estes eventos podem muito bem ter desempenhado um papel significativo na manutenção do domínio do dólar.
Ficou claro que a administração americana era simpática àqueles que conspiraram para derrubar Chavez, e ficou embaraçada com o seu fracasso. O facto de Chavez ter sido eleito democraticamente teve pouco influência sobre qual dos lados nós apoiámos.
Agora, uma nova tentativa está a ser feita contra o sistema do petrodólar. O Irão, outro membro do "eixo do mal", anunciou seus planos para iniciar uma bolsa de petróleo em Março deste ano. Imagine em que moeda: as vendas de petróleo serão cotadas em euros, não em dólares.
A maior parte dos americanos esquecem como as nossas políticas sistematicamente e desnecessariamente antagonizaram os iranianos aos longo dos anos. Em 1953 a CIA ajudou a derrubar o presidente eleito democraticamente, Mohammed Mossadegh, e instalar o Xá autoritário, que era amistoso para com os EUA. Os iranianos ainda estavam fumegando quanto a isto quando os reféns foram capturados em 1979. Nossa aliança com Saddam Hussein na sua invasão do Irão no princípio da década de 1980 não ajudou, e obviamente não o fez nosso relacionamento com Saddam Hussein. O anúncio da administração em 2001 de que o Irão era parte do eixo do mal não fez grande coisa para melhorar o relacionamento diplomático entre os nossos dois países. Ameaças recentes acerca da energia nuclear, enquanto ignoram o facto de que eles estão cercados por países com armas nucleares, não parecem condizer com aqueles que continuam a provocar o Irão. Com aquilo que a maior parte dos muçulmanos percebem como sendo a nossa guerra contra o Islão, e isto é história recente, não é de admirar que o Irão possa preferir prejudicar a América através da minagem do dólar. O Irão, tal como o Iraque, tem capacidade zero para atacar-nos. Mas isto não nos impediu de transformar Saddam Hussein num Hitler da idade moderna pronto a conquistar o mundo. Agora o Irão, especialmente desde que fez planos para cotar o petróleo em euros, tem estado como receptáculo final de uma guerra de propaganda não muito diferente daquela travada contra o Iraque antes da nossa invasão.
Não é provável que a manutenção da supremacia do dólar fosse o único factor motivante para a guerra contra o Iraque, nem para a agitação contra o Irão. Embora as razões reais para ir à guerra sejam complexas, agora sabemos que as razões dadas antes de a guerra começar, como a presença de armas de destruição em massa e a conexão de Saddam Hussein ao 11/Set, eram falsas. A importância do dólar é óbvia, mas isto não diminui a influência dos diferentes planos legados anos atrás pelos neoconservadores para refazer o Médio Oriente. A influência de Israel, bem como aquela dos cristãos sionistas, desempenhou um papel semelhante na prossecução desta guerra. Proteger os "nossos" abastecimentos de petróleo tem influenciado a nossa política para o Médio Oriente durante décadas.
Mas a verdade é que pagar as contas desta intervenção agressiva é impossível da maneira antiga, com mais impostos, mais poupança e mais produção pelo povo americano. Grande parte da despesas da Guerra do Golfo Pérsico em 1991 foi suportada por muitos dos nossos aliados aquiescentes. Não é assim hoje. Agora, mais do que nunca, a hegemonia do dólar — o domínio como divisa de reserva mundial — é exigida para financiar nossas enormes despesas de guerras. Esta infindável guerra de US$2 milhões de milhões tem de ser paga, de uma forma ou de outra. A hegemonia do dólar proporciona o veículo para fazer exactamente isso.
A maioria das verdadeiras vítimas não está consciente de como pagará as contas. A licença para criar moeda a partir do ar fino permite que as contas sejam pagas através da inflação de preços. Os cidadãos americanos, bem como a média dos cidadãos do Japão, China e outros países, sofre com a inflação dos preços, que representa o "imposto" que paga as contas das nossas aventuras militares. Isto é assim até que seja descoberta a fraude, e os produtores estrangeiros decidam não receber dólares nem mante-los muito tempo pelo pagamento dos seus bens. É feito todo o possível para impedir que a fraude do sistema monetária seja exposta às massas que sofrem com ela. Se os mercados petrolíferos substituíssem dólares por euros, isto com o tempo restringiria nossa capacidade para continuar a imprimir, sem restrições, a divisa de reserva mundial.
É um inacreditável benefício para nós importar bens valiosos e exportar dólares depreciados. Os países exportadores tornaram-se viciados nas nossas compras para o seu crescimento económico. Esta dependência torna-os aliados na continuação da fraude, e a sua participação mantem o valor do dólar artificialmente alto. Se este sistema fosse praticável a longo prazo, os cidadãos americanos jamais teriam de trabalhar outra vez. Nós também poderíamos desfrutar "pão e circo" tal como os romanos, mas o seu ouro finalmente desapareceu e a incapacidade de Roma para continuar a pilhar nações conquistadas levou o seu império ao fim.
O mesmo nos acontecerá se não mudarmos nossos costumes. Embora não ocupemos países estrangeiros para saqueá-los directamente, espalhámos no entanto nossas tropas em 130 países do mundo. Nosso esforço intenso para difundir nosso poder no Médio Oriente rico em petróleo não é uma coincidência. Mas ao contrário dos velhos dias, não declaramos directamente propriedade sobre os recursos naturais — apenas insistimos em que podemos comprar o que quisermos e pagar por isso com o nosso dinheiro de papel. Qualquer país que desafie a nossa autoridade incide em grande risco.
Mais uma vez o Congresso comprou a guerra de propaganda contra o Irão, tal como o fez contra o Iraque. São fabricados agora argumentos para atacar o Irão economicamente, e militarmente se necessário. Estes argumentos são todos baseados nas mesmas falsas razões para a mal concebida e custosa ocupação do Iraque.
Todo o nosso sistema económico depende da continuidade do actual arranjo monetário, o qual significa que a reciclagem do dólar é crucial. Actualmente, emprestamos mais de US$700 mil milhões todos os anos dos nossos graciosos benfeitores, que trabalham arduamente e recebem o nosso papel pelos seus bens. A seguir, tomamos emprestado todo o dinheiro que precisamos para assegurar o império (orçamento do Departamento da Defesa: US$ 450 mil milhões) e ainda mais. O poder militar que desfrutamos torna-se o "suporte" da nossa divisa. Não há outros países que possam desafiar nossa superioridade militar, e portanto eles têm poucas opções além de aceitar os dólares que declaramos ser o "ouro" de hoje. É por isso que os países que desafiam o sistema — como o Iraque, Irão e Venezuela — tornam-se alvos dos nossos planos para mudança de regime.
Ironicamente, a superioridade do dólar depende da nossa fortaleza militar, e a nossa fortaleza militar depende do dólar. Enquanto receptores estrangeiros tomarem nossos dólares por bens reais e estiverem dispostos a financiar nosso consumo e militarismo extravagantes, o status quo continuará não importando quão enorme venha a ser nossa dívida externa e nosso défice em transações correntes.
Mas ameaças reais vêm dos nossos adversários políticos que são incapazes de nos confrontar militarmente, ainda que não tenham embaraços em nos confrontar economicamente. Eis porque consideramos que o novo desafio do Irão deve ser encarado com seriedade. Os argumentos urgentes acerca de o Irão apresentar uma ameaça militar à segurança dos Estados Unidos não são mais plausíveis do que as falsas acusações levantadas contra o Iraque. Mas ainda não há esforços para resistir a esta marcha para a confrontação por parte daqueles que por razões políticas se pronunciam contra a guerra do Iraque.
Parece que o povo e o Congresso são facilmente persuadidos pelo nacionalismo extremado (jingoism) dos promotores da guerra antecipativa (preemptive). É só depois de o custo em vidas humanas e dólares ser calculado que o povo objecta contra o militarismo insensato.
A coisa estranha é que o fracasso no Iraque agora é evidente para uma grande maioria do povo americano, mas ainda assim ele e o Congresso estão aquiescentes ao apelo de uma desnecessária e perigosa confrontação com o Irão.
Mas apesar de tudo, nosso fracasso em descobrir Osama bin Laden e destruir a sua rede não nos dissuadiu de enfrentar os iraquianos numa guerra totalmente desvinculada do 11/Set.
A preocupação com a cotação do petróleo apenas em dólares ajuda a explicar nossa propensão para desencadear tudo e dar uma lição a Saddam Hussein pelo seu desafio ao exigir euros pelo petróleo.
E mais uma vez há este apelo urgente a sanções e ameaças de força contra o Irão no preciso momento em que o Irão está a abrir uma nova Bolsa de Petróleo com todas as transações em euros.
Utilizar força para obrigar povos a aceitarem dinheiro sem valor real pode funcionar só a curto prazo. Isto acaba por levar a deslocações económicas, tanto internas como internacionais, e o preço acaba sempre por ser pago.
A lei económica de que o intercâmbio honesto exige apenas coisas com valor real como moeda não pode ser revogada. O caos que um dia sobrevirá do nosso experimento de 35 anos com dinheiro fiduciário à escala mundial exigirá o retorno a uma moeda de valor real. Saberemos que este dia está a aproximar-se quando países produtores de petróleo exigirem ouro, ou seu equivalente, pelo seu óleo — ao invés de dólares ou euros. Quanto mais cedo melhor.
[*] Congressista do Partido Republicano, eleito pelo Texas . Discurso pronunciado perante a U.S. House of Representatives em 15/Fevereiro/2006.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 25, 2006 05:13 PM
«Expresso da Meia-Noite».
Tema : energia.
Sir Robert Sthouwell (Embaixador Britânico em Lisboa):
- «Se quereis ver os portugueses vencidos, deixai-os uns com os outros».
Yep.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 25, 2006 05:14 PM
dezembro 01, 2003
1640
Rectificando :
Not «Sthouwell».
Southwell.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 25, 2006 05:21 PM
A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 25, 2006 05:13 PM,
A este Sr Ron Paul não lhe falta coragem.
Ainda por cima republicano e eleito pelo Texas.
Chapeau !
Publicado por: asdrubal às fevereiro 25, 2006 09:36 PM
(Cush há uns anitos eu escrevi com o meu amigo JAM uma coisa chamada "catástrofes fiduciárias - o valor ondulatório do dinheiro", prokura...;)
PS estimado Asdrubal aqui em Salvador as casinhas (e casarões) portugueses fazem muito lembrar S. Miguel, e os Açores em geral, só que com cores tropicais e um calorão à mistura...
Publicado por: py às fevereiro 25, 2006 10:43 PM
Eu... cof.. hum...destes ..é que eu gosto ...com papo ..apesar de parecer trabalho de jornalista ...( ou seja ..pago para traduzir..)ou então .. és tu albatrozinho que compraste o via voice ....
Confio mais no Alan Grennspan....do que no republicano Ron Paul..
O discurso... como está implicito nas palavras do Py ...tem sabor a Dejá Vu....mas...por outro lado ..parece uma confirmação...vixe ... agora tive uma visão..
De acordo com o Ron .. quem ameaça a hegemonia do Dólar não é o Irão por formar uma bolsa de oleo em euros ...
Pelas palavras do Ron ..podemos concluir uma coisa assustadora .. quem ameaça a hegemonia ... é .. o Euro...
Daí... talvez os USA desta vez .. não venham em auxilio dos europeus e os extremistas islâmicos consigam o triunfo ....como diz o Tony Blankley...
Que saralhada ....o que será pior para os USA ? Uma UE sob a Sharia ? Ou a perda da hegemonia do dólar ?Ou é o Ron que está a flipar do capacete ?
O Ron .. ou Dr."No" segue a linha do partido "Libertarian"...entre outras coisas prevê a "elimination of the state-supported social welfare system " e ... " paleolibertarians subscribe to some form of anarcho-capitalism" .."Radical decentralization in politics "
"... Sharp opposition to war and interventionist foreign policy..."
Não deixa de ser uma punctuated evidence ...este texto abordar uma questão .. que eu hoje de tarde tinha falado com o Py ... a propósito da afirmação de que os USA têm a sua base economica na guerra ...
Eu gostava de ver essa prova .. não com retórica como a do Ron ..mas com números ...chegamos à conclusão de que ia dar uma trabalheira doida ....
(M)as ...por artes mágicas .. eis que me palpita que a informação ..será ....sonegada ...
Agora é giro para aqueles que dizem que os USA não são uma democracia ... como um republicano pode falar alto e bom som contra o mainstream???E logo um papo destes...
David Koresh...Noriega ..Ron defende-os...
...Anything a government allows itself to do to foreign countries will eventually be done at home. That's one reason George Washington warned us against foreign entanglements...
Até qd George Washington aguentaria o apelo de aliados a serem sufocados por tiranos ??
Finaliza o Ron ..
...."A lei económica de que o intercâmbio honesto exige apenas coisas com valor real como moeda não pode ser revogada..."
Finalizo eu ...
... Se o Ron fosse a Portugal ou à China ( o país do mundo com mais software pirata )ou viesse ao Brasil ver o intercâmbio... precisava de óculos ..para ver o " honesto"...
Aí ..desistia de querer tudo em ouro .. e ia pescar ...
Publicado por: Cush às fevereiro 26, 2006 02:09 AM
A economia tem tanto de arte como de ciência. Não basta "saber", é preciso também "sentir". Coisa com que a Joana sempre teve alguma dificuldade. E aquilo que se "sente" - com alguma ajuda da ciência - é que estamos a caminho de profundas convulsões na área da economia. O nosso consumo excessivo vai ser contestado não só pela escassez de recursos como pelo crescente poder da China e da Índia. Os chineses e os indianos - estes com 15 a 20 anos de atraso relativamente à China - vão querer consumir como nós, e vão esbarrar na dificuldade da ausência de recursos suficientes. Para que eles consumam mais vai ser necessário que nós consumamos menos. Podíamos fazê-lo voluntariamente, reconhecendo que estamos a gastar proporcionalmente demais. Mas cheira-me que não vamos querer reduzir o nosso nível de vida sem espernear. Se pudermos dar resposta ao problema da energia, poderemos resolver temporariamente o problema encerrando as nossas fronteiras. Com muita reciclagem e alguma exploração de matérias primas em África (recolonização?...) poderíamos aguentar-nos algum tempo. Mas também poderemos ver-nos confrontados com uma postura agressiva da China, que procurará conseguir à força aquilo que nós não cedermos de boa vontade. Numa guerra, a China pode perder metade da população e ganhar. Nós, mesmo que sobrevivêssemos, seríamos atirados de volta para as cavernas. Ou, pelo menos, para a Idade Média.
Se continuarmos a depender do petróleo - e seria urgente passar para uma economia com base no hidrogénio, mesmo se os custos forem muito altos (e daí a necessidade acrescida do recurso ao isolamento total) - vamos ver o Médio Oriente explodir-nos na cara. Vamos ver o colapso da economia americana. Vamos ver muita guerra, muitos mortos, muito sangue. Muito dele, nosso. Guerras, epidemias, fome, vão eliminar metade da população mundial, até que se reencontre um certo equilíbrio entre os recursos e a capacidade para satisfazer as necessidades (as básicas e não muito mais). Maltratámos o planeta e ele vai-se vingar. É isto que nos espera, e nós continuamos a brincar aos cow-boys...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 26, 2006 11:37 AM
Esse será o futuro que nos espera e o cenário actual não será alterado, enquanto houver por esse mundo fora atrasados mentais a pensar que os Estados Unidos defendem os interesses da «civilização ocidental» e não apenas os de uma oligárquica minoria americana.
Publicado por: Anonymous às fevereiro 26, 2006 12:06 PM
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 25, 2006 05:13 PM
Este texto está cheio de incongruencias desde o ínicio.
Provavelmente esse senador republicano deve estar na lista de pagamentos da Al-Qaeda a contradição que mais me agrada é quando ele fala do capitalismo aventureiro como uma forma de lucros faceis em vez do trabalho arduo ao mesmo tempo que critica uma guerra de triliões de dolares, afinal aonde estão os beneficios???
Já agora e propósito das várias formas de capitalismo aconcelho-o a ler "A ética protestante e o espírito do capitalismo" de Max Weber.
Os EUA tem um problema com a poupança mas tambem há quem o atribua ao despesismo dos senadores republicanos.
O problema que os EUA enfrentam em relação á manufactura é o mesmo que todos os países desenvolvidos enfrentam com a concorrência de países que produzem o mesmo por preços mais baixos, alem disso os fundos de pensão das grandes empresas norte americanas revelaram-se um desastre, estão deficitários na sua maioria e as empresas veem-se a braços com concorrentes com mão de obra mais barata ao mesmo tempo que têm de pagar penões para as quais não tem dinheiro. Foi isso que levou a Delphi á falência e que deixou a GM de rastos. Mesmo assim nos EUA os trabalhadores produzem mais em relação ao que ganham do que por exemplo na Alemanha.
Alem disso os serviços são normalmente o sector que mais contribui para o PIB em relação ao numero de pessoas que nele trabalha. Mais do que a agricultura ou a industria.
Quanto á filosofia consumista nos EUA como forma de combater o desmprego e aumentar o rendimento, note-se que ela tem origem nas teorias de Keynes, note-se tambem que a maioria dos paises desenvolvidos o consumo interno desmpenha um papel mais importante do que nos paises em desenvolvimento para quem as exportações assumem esse papel.
Já agora o Iraque era dominado por uma minoria étnica composta por 20% da população e é essa mesma minoria que se insurge contra os EUA e faz todas aquelas coisas "bonitas" que nós vemos na televisão e que nos são apresentadas como a revolta do povo Iraquiano. È que por azar as três ou quatro provincias Sunitas são as mais pobres em petróleo e sem o Sadam e o seu partido Baath acabou-se a papa doce e as politicas de arabização para a eliminação dos curdos de Kirkuk a provincia mais rica em petróleo.
Tambem não vejo qual o problema dos americanos intervirem no Irão, se calhar o melhor é deixá-los desenvolver o seu programa nuclear? O problema é que se todos sabiam que as armas de destruição maciça no Iraque eram mentira o oposto vale para o programa nuclear do Irão. Quanto á Siria apesar de ser uma ditadura fraca do mesmo malfadado partido Baath, a Siria durante anos manteve o Libano como um estado refem e quando o primeiro ministro do Libano se recusou a ser um fantoche do governo Sirio foi assassinado. A Siria retirou o éxercito do Libano graças á pressão dos EUA e da França.
Alguns preciosismos históricos:
O valor do ouro nem sempre foi reconhecido universalmente basta ver o total desprezo que os povos pré-colombianos tinham pelo valor desse metal.
Não me parece que andar a vaguear por uma floresta tropical com temperaturas de 40 graus e chuvas constantes dentro de uma couraça e capacete de ferro sob ataques constantes dos indios seja uma forma fácil de obter dinheiro.
Não me parece que se na altura dos descobrimentos a Europa fosse só pão e circo se conseguisse motivar alguem a deixar o país para ir correr todos aqueles riscos, o que não quer dizer que não houvesse estabilidade política e e alguma prosperidade, basta ver que o império romano começou a cair quando se tornou uma fonte de pão e circo. Aquilo que motivou e motiva a expansão dos povos é exactamente a busca de melhores condições.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 12:12 PM
O problema dos EUA no Iraque foi não terem atacado com maior numero de efectivos e em maior escala.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 12:18 PM
Caro Albatroz, a Joana percebeu e transmitiu a todos nós que a economia não é uma coisa óbvia ou que possa ser entendida com um espirito literário. A economia é algo natural e funciona tal e qual os sistemas da ecologia e da natureza, tentar controlá-la tem o mesmo efeito que construir uma barragem e matar toda a gente com a inundação dos campos ou matar os lobos porque são maus e ver os coelhos tornarem-se numa praga.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 12:30 PM
AtomSmith às fevereiro 26, 2006 12:30 PM
"A economia é algo natural"? Terá sido Marx que disse isso?...
A economia é a procura da satisfação das necessidades a partir dos recursos existentes. Sendo assim, não é "natural" mas é fácil de compreender. O pior é que os recursos são escassos e o capitalismo liberal exacerbou o carácter ilimitado das necessidades. Ou seja, quando em épocas remotas - ou hoje, na floresta amazónica - as pessoas apenas usavam o indispensável para satisfazer as suas necessidades (fundamentalmente básicas), nos nossos dias a febre consumista atingiu níveis tão absurdos que 20% da população mundial (os mais ricos, vivendo sob regimes capitalistas) consome 80% dos recursos existentes. É evidente que isto não pode durar. E, de forma "natural", aqueles que têm sido expoliados vão cair-nos em cima para aceder ao que consideram ser a sua legítima quota-parte nos recursos e no benefício do seu uso. Se acha que a ganância é um mecanismo "natural", vai ver essa naturalidade virar-se contra nós. Os que não têm vão tirar aos que têm. Se for preciso, a tiro. Mais desejável - embora não tão "natural" - seria partilhar melhor os recursos existentes e diminuir a nossa ânsia consumista. Aceitemos viver todos menos bem, nos países ricos, para que todos possam viver melhor nos países pobres. Se acharmos que é possível conter, pela força, os legítimos desejos dos mais pobres, pensemos que a resposta "natural" para essa ilusão é uma revolução francesa (com o invento de M. Guillotin...) ou uma revolução russa...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 26, 2006 12:56 PM
Os indios da amazónia ou os da América do Norte são um fenomeno realtivamente atipico.
Os "Incas" por exemplo viviam num regime "comunista" aonde todos os bens eram dados ao estado e redistribuidos conforme o escalão social da pessoa em questão, a vida dos indios de esclões mais baixos era bastante miseravel e degradante. Alem disso as ingerencias do estado na vida das pessoas chegava ao ponto de que no caso de um indio não casar até certa idade o estado atribuia-lhe uma esposa.
Aquilo que está a referir tambem acontecia na idade média, as pessoas viviam numa perspectiva de poupança e não de gasto.
Mas a civilçização com todos os seus males não é algo exclusivamente ocidental ou capitalista, ela já existia quando os Europeus eram apenas selvagens e floresceu em quase todos os continentes.
Tambem é verdade que o consumismo que refere e a exploração intensiva deram origem a aberrações crueis para outros seres e para o meio ambiente e o próprio homem. No entanto estas aberrações foram muito piores no regime comunista Soviético ou Chinês e basta ver o estado em que as coisas ficaram especialmente ao nivel social. Alem disso nesses locais nem era possivel o debate de ideias e muitas vezes ninguem sabia de nada do que se passava.
O problema é que graças ao capitalismo as pessoas hoje em dia nos paises civilizados não estão obrigadas a permanecer no estrato social ou no nível de riqueza com que nasceram, 40 milhões de pessoas vão sair da pobreza graças ao progresso económico da China. A questão é esta o capitalismo permite-nos a liberdade de escolha, você não é obrigado a consumir e pode consumir o que quiser. Eu como muito pouca carne mas não encontraria nem os conhecimentos nem a variedade de produtos de origem vegetal se não fosse o capitalismo. Acho que é errado culpar o capitalismo por aquilo que é a natureza humana ou a falta de consciência de certas pessoas. O capitalismo dá-nos a abundancia que nos permite ser livres para escolher.
Você pode ajudar os pobres sempre que quiser, mas não pode ajudar se não tiver dinheiro para isso. Alem disso os pobres não precisam só que se lhes dê ajuda, aliás se você pensa assim porque não vai para a rua e convida os sem-abrigo para irem almoçar a sua casa? Porque está tão preocupado com os pobres do mundo quando tem vários á sua porta. Um líder qualquer africano dizia, "não ajudem mais a Africa por favor". A economia é uma coisa natural e por isso ela devia ser deixada a crescer naturalmente. Porquê dar ajudas aos paises pobres em vez de deixar os seus produtos entrarem no nosso mercado sem taxas tão pesadas sobre os preços? Ou fazendo selecção entre paises impondo diferentes taxas?
É muito fácil falar de bons sentimentos quando se tem a barriga cheia, muitos dos que o fazem seriam os primeiros a ir com uma caçadeira para a porta de casa se alguem ameça-se os seus bens.
E muitos como o Mário Soares numa entrevista ao Jornal de Negócios, ao dizer que a China vive de mão de obra escrava fazem no para defender apenas os seus interesses egoistas, pois os chineses na miséria preferem isso a morrer de fome ou a morrer de fome á espera de ajudas humanitárias. É isso que querem? Criar um mundo de pessoas sem dignidade a suplicarem aos ricos uma esmola? Ou criar uma fonte de mulheres e crianças para as redes de prostituição dos paises desenvolvidos ?
O capitalismo é exactamente o oposto do que diz, premite a riqueza e o desenvolvimento dos mais pobres agora não culpe o capitalismo se existem regimes totalitários pelo mundo fora aonde os lideres preferem ostentar grandes armas que não lhes servem de nada enquanto as pessoas morrem de fome. E por essa lógica não culpe os EUA quando se opoem a esses regimes.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 03:06 PM
Nota prévia: A Lógica Ariscotélica é o tipo de raciocínio de alguém que é arisco à lógica.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
O anormal número e a tipologia de erros ortográficos de Atomsmith mostra-nos que estamos perante alguém com uma cultura reduzida. Não surpreende, pois, que produza afirmações como as que assina nem que invente à sua maneira conceitos e definições. Surpreende ainda menos que ignore totalmente as realidades sobre as quais se pronuncia. Só quem não tenha lido o mais elementar manual de história, mesmo em banda desenhada, é que pode afirmar que os colonizadores espanhóis e portugueses não se preocuparam com o ouro da América. Vê-se que nunca ouviu falar do «ouro do Brasil», nem da «corrida ao ouro» do far-west (por exemplo). Quanto à sua interpretação do comunismo e do capitalismo, está ao nível do Avelino Ferreira Torres.
Publicado por: A Lógica Ariscotélica de AtomSmith às fevereiro 26, 2006 03:31 PM
py às fevereiro 25, 2006 10:43 PM,
Boa estadia por aí.
A colonização açoreana foi sobretudo no Sul, no Estado de Santa Catarina.
Acho que é uma boa ideia quem comprar uma casinha nos arredores de Curitiba. Pelo sim, pelo não ...
Publicado por: asdrubal às fevereiro 26, 2006 07:06 PM
...eu então gosto de ler todos...
Entretento comprei mais uma História do Pensamento Económico e eu e o Cush já começámos a leitura hoje, vou-vos por para aí umas citações, mas a principal já anda aí, é de demócrito e diz que se quer ser feliz cuide de pouco...
O último livro de história do pensamento económico que li foi em Timor-Leste e aí aprendi que em vez de necessidades se devia falar em desejos...
Assim a definição tradicional da "ciência que estuda a afectaçlão racional de recursos escassos a actividades alternativas com vista à satisfação de necessidades" deveria antes terminar em "desejos".
Voltando à interpretação neomalthusiana que o Albatroz avançou também concordo que se se configurar a Guerra, a Gripe e o crescendo de desastres naturais é inevitável concluir-se que a pegada ecológica do sapiens se tornou incomportável no sistema Gaia.
Publicado por: py às fevereiro 26, 2006 07:36 PM
Oops: Demócrito
(as gralhas não coirrijo)
Publicado por: py às fevereiro 26, 2006 07:39 PM
vou chamar o Cush...
Publicado por: py às fevereiro 26, 2006 07:39 PM
já cá tá!
Publicado por: py às fevereiro 26, 2006 07:40 PM
Hum...esta é nossa ...
Publicado por: Cush às fevereiro 26, 2006 07:41 PM
Katraplão..plão.. plão...
Publicado por: CushPy às fevereiro 26, 2006 07:43 PM
Essa de em vez de se falar de "necessidades" se dever falar de "desejos" parece-me forte... Subsistir não é um desejo, é uma necessidade. Comprar um Ferrari Testa Rossa talvez já possa ser visto como um desejo... A definição deve portanto ser oriunda do sector oligárquico, onde as necessidades estão todas mais do que satisfeitas...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 26, 2006 08:05 PM
Publicado por: A Lógica Ariscotélica de AtomSmith às fevereiro 26, 2006 03:31 PM
Realmente dou bastantes erros ortográficos dos quais infelizmente me orgulho, alguns desses erros são na verdade falta de destreza no teclado. Tambem é verdade que adoro banda desenhada em especial comics americanos. Confesso que um dos meus herois preferidos é o Etrigan que com o seu Hellfire sem duvida varreria muitos Trolls que andam por ai.
Mas confesso que o que referi li em livros e que nada foi falseado. Mas pior do que dar erros ortográficos é não saber ler e caso você o consiga fazer aconselho-o a reler o que escrevi pois á parte dos erros ortográficos não escrevi nada do que afirma sobre os conquistadores, a menos que na sua ignorante lógica considere os conquistadores como povos pré-colombianos.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 08:08 PM
Outra coisa que me preocupa em relação ao troll que anda por ai e que não sei se é sempre o mesmo é que se baseia numa lógica totalmente infantil, do tipo és mau porque és mau, não é verdade porque não é verdade, sou melhor porque o meu pai é policia e pior que isso deturpando agora o que se escreve. Provavelmente faz isso para esconder a sua avantajada ignorância. Eu não tenho qualquer problema porque como Socrates dizia "só sei que nada sei" agora você pelos vistos anda a ver se nos engana a todos fingindo que sabe e escondendo a sua ignorancia atrás da sua arrogância.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 08:20 PM
Quanto ao capitalismo e comunismo não sei qual é a visão do Avelino mas talvez você pudesse começar a elucidar-me. É que na verdade não tenho nenhuma reputação a defender e ainda por cima tenho muito a aprender por isso talvez você possa esclarecer-me dizendo o que está mal e porque está mal, sem inventar claro e sem dizer está mal porque o Avelino diria isso ou o Harpo Marx buzinava assim, talvez possamos debater os assuntos quem sabe trocando fontes e tudo.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 08:38 PM
C'mon get in the ring motherfucker...
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 26, 2006 08:48 PM
O que faremos nós?
A destruição da identidade ocupacional na 'Economia baseada no conhecimento'
por Ursula Huws
Confrontados com a dificuldade de 'situar' um estranho, a primeira coisa que costumamos fazer é perguntar, 'o que é que o senhor faz?'. À excepção talvez de algumas tribos de caçadores-recolectores, a ocupação de uma pessoa é uma das mais importantes etiquetas de identificação social. Isso reflecte-se nos nomes de família de muitas culturas europeias. Por exemplo, os antepassados dos Schmidt, Smith, Herrero ou Lefebvre, eram ferreiros. Os Wainwrights e Wagners descendem de fabricantes de carroças, e da mesma forma os Mullers (moleiros), Boulangers (padeiros), Guerreros (soldados), e todos os milhares de Potters (oleiros), Butchers (açougueiros), Carters (carroceiros), Coopers (tanoeiros), Carpenters (carpinteiros), Fishers (pescadores), Shepherds (pastores) e Cooks (cozinheiros), cujos nomes se encontram em todas as listas telefónicas norte-americanas.
Este fenómeno não é exclusivo das culturas de origem europeia. No sul da Ásia, a divisão do trabalho evoluiu até ficar tão entranhada nas outras estruturas sociais que já se nascia com uma identidade ocupacional. Nas palavras de Sudheer Birodkar, 'a especialização ocupacional era a essência da sub-divisão das duas Varnas (castas) mais baixas dos Vaishyas e Shudras nos diversos Jatis (sub-castas ocupacionais)... Infringir as regras de castas da profissão podia levar à expulsão; por isso um Chamar (sapateiro) tinha que ser Sapateiro toda a vida. Se tentasse ser Kumar (oleiro) ou Darji (alfaiate), corria o perigo de ser expulso da casta Chamar e, claro, de acordo com as regras de castas, não seria admitido em mais nenhuma casta apesar de ter conhecimentos de outra profissão qualquer'. [1]
Estas identidades ocupacionais individuais baseadas na profissão começaram a desaparecer sob o impacto da automação e da introdução do sistema fabril. Segundo a teoria marxista, a tendência geral para reduzir os trabalhadores a uma massa indiferenciada, que possa ser substituída facilmente – uma classe trabalhadora ou proletariado – é inerente às relações capitalistas de produção. Há uma relação directa entre o grau de aptidões exigidas para desempenhar uma dada tarefa, e a escassez dessa aptidão, com a capacidade dos trabalhadores que as possuem para negociar salários mais altos e condições de trabalho decentes com os seus empregadores (ou, no caso dos trabalhadores por conta própria, com os seus clientes). É portanto de interesse para o capital ter uma classe de trabalhadores cujas aptidões sejam genéricas e, tanto quanto possível, substituíveis. Os trabalhadores que têm apenas aptidões genéricas são mais baratos de contratar e podem ser dispensados se arranjarem problemas porque é fácil encontrar substitutos.
Para os socialistas, a identidade ocupacional (construída, como é habitual, em torno de aptidões, conhecimentos ou experiência especiais próprias) constitui assim um quebra-cabeças. Por um lado, forma um bloco básico da construção organizacional; por outro lado, é uma barreira para o desenvolvimento duma maior consciência de classe. Tradicionalmente, a maioria (embora nem todas) das organizações de trabalhadores desenvolveram-se a partir de identidades ocupacionais específicas, em grupos que ao mesmo tempo são inclusivos, no sentido de que se apoiam, para a sua eficácia, em sólidas fronteiras e restrições para se entrar nesse grupo.
Podem detectar-se alguns dos mecanismos para limitar a entrada, tais como os aprendizados, em formas pré-capitalistas de organização, tais como as guildas, cujos membros eram frequentemente obrigados a fazer juramento de preservar os segredos do comércio em elaborados rituais de iniciação e a envolver-se noutras práticas que consolidavam os laços entre os seus membros mas excluíam os estranhos. Muitos dos grupos com base em ocupações mais recentes apresentam ainda frequentemente uma forte homogeneidade social na sua irmandade, com um carácter sexista e étnico em relação a quem é admitido e a quem é excluído. Isto dá-lhes um carácter divisionista em relação ao povo trabalhador enquanto classe mais lata.
No entanto, dada a sua forte organização e capacidade de resistir às pressões dos empregadores, estes grupos podem desempenhar um papel activo para conseguir salários mais altos ou melhoria de condições para alguns segmentos da força de trabalho ou, de forma mais geral, podem liderar campanhas para legislação protectora ou disposições sociais que beneficiam a população em geral. Foi o que aconteceu em países como a Alemanha, onde os partidos políticos sociais-democratas assumiram a liderança no desenvolvimento da contratação colectiva baseada em sectores, em vez de baseada em ocupações.
Embora os estados providência (welfare states), que se desenvolveram durante o período pós Segunda Guerra Mundial nos países de capitalismo avançado, assumissem formas diversas, todos eles sem dúvida devem muitas das suas realizações aos esforços das organizações de trabalhadores que foram suficientemente fortes para obrigar os empregadores a partilhar parte dos ganhos de produtividade da produção em massa. Em consequência, os empregadores e os estados acordaram um compromisso em que moderavam o seu antagonismo para com as organizações de trabalhadores e a força de trabalho permitia aos empregadores gerir os postos de trabalho sem a ameaça constante de interrupção. [2] As organizações de trabalhadores eram muito diferentes de país para país; eram explicitamente de base ocupacional, como nos sindicatos de base profissional predominantes no Reino Unido, ou baseados em sindicatos mais gerais dirigidos por elites profissionais com fortes identidades ocupacionais. [3] De notar, porém, que este mesmo período foi caracterizado também por mercados de trabalho que eram fortemente segmentados por sexo e etnia, assim como apresentavam fracturas em muitas outras vertentes.
A especialização não tem um carácter de duas faces apenas no que respeita ao trabalho, tem também um significado igualmente ambíguo para o capital. O processo de inovação que forma o necessário motor de mudança para o desenvolvimento capitalista é profundamente contraditório na sua necessidade de especializações. Antes de uma tarefa poder ser automatizada, é necessário confiar na aptidão e na experiência de alguém que saiba exactamente como executar essa tarefa para dissecar cada passo do procedimento e conceber como é que ela pode ser normalizada e como é que uma máquina pode ser programada para repetir todos esses passos. Depois de expropriados o conhecimento e a experiência (ou 'arte') desses trabalhadores, eles podem ser dispensados e substituídos por trabalhadores menos aptos e mais baratos, para trabalharem com as novas máquinas.
Mas a necessidade de especializações não termina aqui. O conhecimento humano, o engenho e a criatividade são absolutamente essenciais para inventar e desenhar novos produtos e procedimentos, personalizá-los para novos fins, comunicar e criar a necessidade de uma grande gama de produtos e serviços que mantenham as rodas do capitalismo a funcionar, e para cuidar, educar, informar, distrair e entreter a população. Algumas destas funções estão elas próprias sujeitas a procedimentos pelos quais o conhecimento dos trabalhadores é expropriado e incorporado em programas de computador ou bases de dados, a fim de que as tarefas possam ser executadas por menos trabalhadores ou por trabalhadores menos especializados. Aqui, por exemplo, podíamos incluir o conhecimento dos especialistas que trabalham em postos de atendimento de apoio técnico, que são encorajados a pôr as respostas às perguntas mais frequentes em bases de dados as quais podem ser consultadas por pessoal menos graduado, ou o conhecimento dos professores universitários que são convidados a converter as suas aulas em conteúdos para cursos de 'aprendizagem eletrónica'. Mas quando uma tarefa passa a estar rotinada e sem necessidade de especializações, exige-se uma nova legião de 'trabalhadores especializados', para esta nova fase do processo de manufactura. [4]
Assim, está fora de questão a discussão sobre se o desenvolvimento de um capitalismo, ainda mais complexo tecnologicamente, resulta numa indiferenciação ou numa especialização. A natureza da inovação é tal que ambos os processos acontecem simultaneamente: cada desenvolvimento novo na divisão tecnológica do trabalho exige uma nova separação entre 'cabeça' e 'mãos'. Para rotinar as funções dum grupo de trabalhadores, é necessário outro grupo de trabalhadores, normalmente mais pequeno, com uma certa visão geral do processo. Conforme os trabalhadores resistem ou se adaptam à mudança e se organizam para proteger os seus interesses, formam-se permanentemente novas ocupações e reformam-se outras. Tal como se pode dizer que as identidades ocupacionais são exclusivas e inclusivas, também se pode dizer que elas sofrem um permanente processo de construção e desconstrução. Os empregadores têm que equilibrar os seus interesses para embaratecer o valor da mão-de-obra com a necessidade de garantir que haja um fornecimento renovável de trabalhadores instruídos e criativos com ideias novas. Em certas situações, também pretendem manter o controlo da propriedade das técnicas e dos conhecimentos que lhes confere uma posição competitiva superior à das companhias rivais.
Pode argumentar-se que a teoria marxista tradicional subavalia a importância da especialização na modelação das formas em que funcionam os mercados da mão-de-obra. A realidade que evoluiu é muito mais complexa do que a imagem tradicional duma polarização da sociedade entre uma burguesia – que detém os meios de produção, controla a circulação de bens e de capital e dita o funcionamento do estado – e uma massa proletária ainda mais homogénea, cujos membros podem ser mantidos na linha por saberem que qualquer trabalhador demasiado exigente pode ser substituído por outro qualquer do 'exército de reserva' dos desempregados que podem fazer o mesmo trabalho de forma mais barata ou mais submissa. Pelo contrário, a evolução da divisão do trabalho cada vez mais complexa tecnologicamente, criou a procura, em constante mudança, duma série de especializações extremamente diversas, muitas das quais são específicas de determinadas fases do desenvolvimento industrial, de sectores particulares, de procedimentos de propriedade, de produtos, ou mesmo de empresas específicas.
No entanto, apesar desta multiplicação de tarefas numa divisão do trabalho que cada vez está mais disperso contratual e geograficamente, o conceito de exército de reserva ainda é relevante para nos ajudar a perceber muitos dos recentes desenvolvimentos dos mercados de mão-de-obra, nesta época em que o compromisso trabalho-empregador-estado (por vezes descrito como 'contrato Ford') entrou em queda ou se encontra em grande conflito. Mas para dissecar melhor este entendimento, precisamos duma ideia mais diferenciada sobre o papel desempenhado pelas identidades e especializações ocupacionais no funcionamento dos mercados de trabalho. Também precisamos de olhar mais de perto para o papel desempenhado pelo estado no fornecimento de aptidões genéricas à força de trabalho necessária para preencher nichos numa economia cada vez mais complexa e turbulenta e o papel que estas aptidões desempenham na erosão das fronteiras ocupacionais e no enfraquecimento do poder da força de trabalho organizada.
Um ponto de partida para esta análise é o conceito do próprio mercado de trabalho. Há, evidentemente, muitos aspectos em que é questionável o próprio conceito de um mercado para a força de trabalho. Há uma enorme assimetria entre as características do trabalho e as do capital que fazem com que o mercado para o trabalho seja muito diferente do comércio de bens e serviços. O corpo humano, a unidade básica que é oferecida num mercado de força de trabalho, tem limites finitos quanto à sua força, resistência e agilidade, assim como quanto ao número de horas que consegue funcionar, limites que são diferentes na sua essência dos recursos capital e matérias-primas que as empresas empregadoras podem esticar até ao limite. A força de trabalho não é fisicamente móvel da forma que o é o capital e, nesta era de mercado livre em que o capital atravessa livremente as fronteiras nacionais, a força de trabalho está fortemente constrangida quanto à sua possibilidade de aproveitar as oportunidades noutros países. É por vezes mais fácil o nosso corpo atravessar uma fronteira nacional depois de morto, do que uma pessoa viva entrar num país legalmente à procura de trabalho.
Os mercados de trabalho também são distorcidos por muitos outros factores, como os monopólios e os monopsónios (um único comprador de força de trabalho), os cartéis, diversas formas de aliança entre negócios ou força de trabalho, a intervenção estatal, e outros constrangimentos sobre a disponibilidade de tempo ou mobilidade (tal como a necessidade de levar a cabo trabalho reprodutivo não pago) que reforçam divisões sexistas e racistas na mão de obra mundial. Um mercado em que certos trabalhos estão reservados só para os homens, ou só para os brancos, ou só para pessoas duma determinada religião, não pode ser classificado de forma alguma como um mercado 'livre'. No entanto, o mais importante factor, quanto ao impedimento do acesso ao trabalho e à competição 'pura' no mercado, pode ser a necessidade do empregador de trabalhadores com aptidões específicas, numa divisão técnica – e cada vez mais global – do trabalho.
Uma das tentativas mais importantes para teorizar de novo os mercados de trabalho foi o livro revolucionário de Peter Doeringer e Michael Piore, Internal Labor Markets and Manpower Analysis (Lexington Books, 1971), no qual se desenvolve a ideia de mercados de trabalho duais. Neste modelo, o tipo de trabalho divide-se, grosso modo, em duas categorias: a dos mercados de trabalho 'primário' ou 'interno' e a dos mercados de trabalho 'secundário' ou 'externo'. Os mercados de trabalho interno, argumentam, estão separados das forças do mercado externo por sistemas de regras internas. Os empregadores que necessitam de qualificações especiais, viradas para as suas próprias práticas de trabalho específicas, estão preparados para oferecer incentivos a fim de manterem trabalhadores leais, incentivos esses que incluem salários mais altos, pensões, férias, e uma gama de outros benefícios marginais. Os mercados internos, prosseguem, são tipicamente estruturados de forma sólida e hierarquizados, com carreiras internas, apoiando-se fortemente em conhecimentos firmes e específicos. Nestes mercados internos, os empregadores estão preparados para investir substancialmente na formação no interior da empresa, a fim de atingir altos níveis de produtividade. Por outras palavras, os níveis dos salários e as condições são diferentes dos de um 'puro' mercado externo. Entrar neste mercado de trabalho interno não é fácil, mas uma vez lá dentro, os trabalhadores gozam duma série de benefícios. Nos mercados de trabalho secundários ou externos, o contrato tácito entre o capital e o trabalho é muito diferente: os empregadores não tomam um compromisso a longo prazo com a força de trabalho, mas estão preparados para aceitar níveis mais baixos de empenhamento e de produtividade dos trabalhadores que tem a liberdade de poder dispensar quando quiser. Os trabalhadores típicos nos mercados de trabalho interno no final dos anos 60, quando Doeringer e Piore escreveram o seu livro, seriam os funcionários públicos, ou os empregados de grandes companhias como a IBM ou a General Motors; os trabalhadores típicos dos mercados de trabalho externo seriam os porteiros ou empregados de mesa, ou gente por conta própria que punha as suas qualificações ao dispor duma série de clientes diversos.
Cedo se tornou evidente que este modelo dual era simples demais para explicar a complexidade dos diferenciais de salários no conjunto de economias diversas. As teorias de Doeringer e Piore foram elaboradas por outros analistas, que desenvolveram modelos de mercados de trabalho múltiplos ou segmentados. [6] O conceito de mercados segmentados de trabalho reconhece que pode haver muitos mercados de trabalho diferentes, nos quais os salários e as condições são modelados por uma interacção de factores que incluem os sistemas de educação nacional, as estruturas industriais, as tradições culturais, a legislação de protecção ao trabalho e as formas de organização dos trabalhadores.
Retrospectivamente, podemos ver que os mercados de trabalho interno descritos por Doeringer e Piore e seus seguidores não eram características absolutas e imutáveis da paisagem económica. Pelo contrário, podemos considerá-los como específicos duma certa fase do capitalismo, nomeadamente, do compromisso do período pós-guerra. Embora se anuncie muitas vezes o fim deste período, não podemos ter a certeza de que alguns dos seus elementos não continuem a ser úteis ou mesmo necessários para o capitalismo no futuro. No entanto, é razoável concluir que já passou a sua época. Para compreender como e porque é que ele chegou ao fim, talvez seja útil analisar com mais pormenor como é que ele funcionava na sua época dourada.
Primeiro, é preciso realçar que o acordo especial consentido pelo capital com os seus trabalhadores do 'núcleo' essencial no interior das grandes organizações, só funcionou precisamente porque não abrangia todos os trabalhadores. Embora tenha havido momentos históricos em que as aristocracias trabalhadoras utilizaram o seu poder para conquistar maiores ganhos para porções muito mais alargadas da classe trabalhadora, os felizardos que estavam no seu interior tinham consciência da sua situação de privilégio e, no seu conjunto, mantinham-se na linha sabendo que a vida lá fora no mercado de trabalho secundário seria muito difícil. Os padrões de inclusão e exclusão também eram reforçados frequentemente pelas diferenças de etnia e de sexo. Em segundo lugar, é importante recordar que o modelo pós-guerra não foi universal, mas tomou formas diferentes em diversos países, formas essas modeladas pelas suas estruturas industriais próprias e pela sua história, incluindo as formas específicas como evoluíram as organizações dos trabalhadores. Na Alemanha, por exemplo, um forte movimento social-democrata empurrou para acordos colectivos a nível de sector, o que significava que o 'acordo interno' era alargado a todos os trabalhadores de um determinado sector, em vez de apenas a determinados grupos ocupacionais (como era o caso quando os sindicatos baseados na profissão tinham força, por exemplo, na Grã-Bretanha) ou a certas empresas (como era o caso quando predominava a negociação a nível da empresa). David Coates proporciona-nos uma análise extensiva das implicações à escala económica de tais diferenças, que produziram tipos distintos de sistemas sociais, padrões de investimento, graus e tipos de intervenção governamental, e sistemas de formação e qualificação que por sua vez se reflectem nas formas com que são definidas as ocupações. Diversos tipos de 'acordo interno' são também complementados com tipos específicos de 'acordo exterior', e isto por sua vez significa que o colapso do compromisso pós-guerra toma uma forma própria em cada país.
Com o objectivo de representar num modelo algumas destas diferenças, utilizei um diagrama adaptado de Rosemary Crompton, para integrar a teoria do mercado de trabalho dual com a teoria do género e da classe. [7] Considerei que este diagrama seria útil para analisar as diferenças entre mercados de trabalho em diferentes países e, em especial, para examinar como eles mudam em épocas de rápida mudança estrutural e tecnológica, tal como aquela em que vivemos neste momento. Este diagrama considera os mercados de trabalho interno e externo em dois extremos, aqui mostrados à direita e à esquerda do diagrama (permitindo a possibilidade de existirem outros tipos intermédios de segmentos de mercado de trabalho colocados algures entre esses extremos).
Acrescenta então outra dimensão, a das qualificações, em cima e em baixo no diagrama. Em princípio devia ser possível arranjar algum tipo de trabalho pago algures em relação a estes dois eixos. Por exemplo, um executivo bem pago duma grande empresa ou um funcionário público superior deveria estar algures perto do canto direito superior, assinalado por B. Mas um contabilista por conta própria, bem pago, que trabalhe para diversos clientes, embora se mantenha perto do topo quanto ao nível de qualificações, estaria no canto esquerdo A. Em baixo, do lado direito, junto ao canto D, estaria um recém-recrutado ou um aprendiz no princípio da escada ocupacional numa grande instituição estável (por ex., um classificador de correspondência com formação). Em baixo, à esquerda, junto do canto C, estaria um apanhador de fruta sazonal ou um vendedor de hamburgers temporário. Obviamente, há muitas posições intermediárias, quanto às qualificações.
Num país como a Alemanha, com a sua política corporativista, mercados de trabalho internos historicamente fortes, um considerável investimento dos empregadores em formação e demarcações ocupacionais muito bem definidas, e um sistema de segurança social estreitamente ligado aos planos dos empregadores, será de esperar que uma grande percentagem da população esteja agrupada do lado direito deste diagrama. Uma trajectória de carreira típica será começar no canto D e abrir caminho em direcção ao canto B, aproveitando os cursos de formação proporcionados pelo empregador e seguindo as regras internas da companhia.
Num mercado de trabalho mais 'liberal', como o dos Estados Unidos ou do Reino Unido, o padrão característico colocará uma percentagem muito maior da população trabalhadora do lado esquerdo do diagrama – trabalhando acidentalmente como indivíduos por conta própria, ou trabalhadores temporários ou em tempo parcial, com pouca segurança de trabalho a longo prazo, e poucas possibilidades de promoção dentro da firma ou de formação para além da exigida pelas necessidades imediatas da função. Tipicamente, as qualificações que os trabalhadores têm, para além do certificado de escolaridade obrigatória, foram adquiridas à sua custa ou à custa dos seus pais. Estes mercados de trabalho exibem certamente uma maior polarização, com diferenças fundamentais nos padrões de vida, entre uma grande massa indiferenciada de trabalhadores precários junto do canto C e os poucos privilegiados junto de A ou B, e uma enorme variação no meio.
Estes não são, obviamente, os únicos dois modelos possíveis. Podemos imaginar que os países escandinavos com os seus fortes sistemas de segurança social mais ligados a um estatuto de cidadania do que ao emprego e com um maior empenhamento na educação e na formação públicas, tenham populações trabalhadoras com qualificações altas, muito mais agrupadas a meio da parte superior do diagrama, com pouca gente quer no canto C quer no D. Em contrapartida, há muitos países desenvolvidos que provavelmente têm um sector formal muito pequeno, o que significa que a grande massa da população está mais para o lado esquerdo do diagrama, em A ou C.
Apesar das regras de igualdade em todos estes tipos de mercado de trabalho, na prática as oportunidades não estão ao alcance de toda a população de igual forma. Os homens residentes de longa data (e brancos) dominam geralmente o quadrante B do diagrama, e os imigrantes, os negros e as mulheres encontram-se mais provavelmente em baixo, no quadrante C.
Este diagrama não é apenas útil como forma de comparar os mercados de trabalho estático. Também ajuda a compreender as diferentes formas dinâmicas com que a restruturação organizacional afecta os trabalhadores em diferentes contextos nacionais. Os incentivos dos empregadores para reduzir o custo da mão de obra podem ser os mesmos qualquer que seja a sua base mas, num mercado de trabalho 'corporativista', onde os empregados estão protegidos por fortes acordos sindicais, as fronteiras do mercado de trabalho interno estão firmemente definidas: ou se está dentro ou se está fora. Tal como a forma mais habitual de estar dentro são os procedimentos formais de admissão, também a forma de estar fora é provavelmente um processo formalizado de redundância. Os trabalhadores que estão dentro do mercado de trabalho interno têm muito a perder, visto que a maior parte dos seus benefícios sociais está ligada ao seu estatuto de emprego, e portanto resistem ferozmente à expulsão e aceitam mais facilmente uma restruturação radical do seu trabalho (por ex., aceitando a redução das demarcações tradicionais da sua função, a chamada 'polivalência'), do que sujeitarem-se a deixarem de estar lá dentro. Quando desempregados, torna-se difícil arranjar outro emprego, em parte porque as suas qualificações podem ser muito específicas da indústria ou específicas do empregador e em parte porque os empregadores têm relutância em criar novos lugares para pessoas com quem terão de fazer um contrato a longo prazo. A saída dum trabalho certo e bem pago pode seguir portanto a direcção da seta designada por 'desemprego' no diagrama.
Num mercado de trabalho menos regulamentado, como o dos Estados Unidos ou do Reino Unido, os mercados de trabalho interno estão muito menos bem protegidos, e os benefícios por estar dentro deles são relativamente muito menores. Aqui, os empregadores estão muito mais dispostos a reagir a circunstâncias em mudança, oferecendo trabalho ocasional. Cada vez se admite um maior número de trabalhadores temporários para substituir ou complementar o trabalho de empregados a tempo inteiro; o pessoal com qualificações ainda necessárias mas já de forma não regular, é encorajado a trabalhar em tempo parcial, ou por conta própria; e cada vez é maior o recurso à contratação de trabalho exterior (outsourcing). A saída do mercado de trabalho interno segue portanto mais provavelmente a direcção da seta designada por 'trabalho ocasional' no diagrama. Embora também exista desemprego nestes países (tal como existe trabalho ocasional em países como a França, Alemanha, Áustria e Bélgica), provavelmente não é absoluto nem de longa duração. Pelo contrário, assiste-se a um agravamento das condições de trabalho e a uma insegurança crescente, quando a precariedade alastra no mercado de trabalho como a ferrugem que corroía a velha maquinaria Ford.
Que importância têm estas diferenças? Os leitores da imprensa de negócios apressar-se-ão sem dúvida a apontar os artigos que atribuem a culpa dos cinco milhões de desempregados na Alemanha às políticas 'esclerosadas' ou 'rígidas' do mercado de trabalho europeu, assim como os leitores dos jornais europeus mais liberais estão familiarizados com as histórias dos trabalhadores sobrecarregados dos países 'anglo-saxónicos' que abriram mão dos seus direitos num acto colectivo de auto-exploração. Estas visões não contribuem para estimular um sentimento de unidade entre os trabalhadores. Mas os marxistas tradicionais podem argumentar que, de qualquer modo, a grande massa dos desempregados e a grande massa de trabalhadores ocasionais têm mais ou menos a mesma função: são o exército de reserva cuja existência actua como um travão sobre os movimentos dos trabalhadores que pretendem melhorar o pagamento e as condições em segmentos mais organizados do mercado de trabalho.
Só que há um problema com esta abordagem. As economias modernas produzem hoje uma variedade tão grande de bens e serviços, englobando uma gama tão larga de inputs diferentes em configurações tão complexas que, para muitas tarefas (embora nem todas), o simples poder do músculo já não é suficiente. Por outras palavras, a divisão técnica do trabalho evoluiu a um ponto em que a maioria das funções exige de facto qualificações específicas e um exército de reserva não serve para nada, a não ser que as possua. No entanto, na maior parte dos casos, as especializações são diferentes das que eram exigidas na geração anterior – aquelas especializações em torno das quais evoluíram as identidades ocupacionais da segunda metade do século vinte. As funções do torneiro mecânico, do linotipista, do desenhador gráfico, do editor de filmes, do revisor de texto, do mecanógrafo, do audiotipista, do operador de quadros eléctricos, tiveram todas o mesmo destino do tecelão manual ou do escriba, ou sofreram transformações que as tornaram irreconhecíveis. A tecnologia da informação desempenhou um papel fundamental nesta transformação. A utilização de computadores não fez desaparecer as muitas diferenças que se mantêm entre diferentes procedimentos de produção, indústrias e empresas. Mas introduziu uma gama de procedimentos standard para organizar e manipular a informação que lhes é própria.
A proporção da força de trabalho que utiliza realmente um computador no decurso do seu trabalho diário varia de país para país, mas é grande e está a aumentar. E os empregadores não querem ter que negociar com um pequeno grupo elitista de trabalhadores que percebem como é que esses computadores funcionam e sabem trabalhar com eles (como alguns tiveram que fazer nos anos 60, quando a programação informática era um reduto exclusivo – e mistificado – de algumas tecnologias privilegiadas). Nem querem ter que investir fortemente para os treinar. O que eles precisam é de uma fonte abundante de trabalhadores literatos de computadores que possam ser contratados quando necessário e mandados embora quando já não são precisos, sem medo de ficar descalços sem as qualificações necessárias quando seja necessário ir buscá-los de novo. Mas como é que podem garantir essa fonte?
Há um paralelo interessante aqui com o que aconteceu no século XIX, quando a organização da indústria e das economias nacionais e imperiais começou a ficar suficientemente complexa para exigir uma força de trabalho que soubesse ler e contar. Não só foi necessário um exército de escriturários para emitir as facturas e os recibos para todas as transacções ligadas ao comércio internacional, como também aumentou a necessidade de se manterem registos do próprio trabalho, para anotar quem tinha trabalhado quantas horas e calcular o seu pagamento. Os trabalhadores manuais também precisavam de saber ler, escrever e fazer as operações aritméticas, a fim de poderem seguir as instruções, controlar as existências, etc. Se houvesse apenas algumas pessoas com estas qualificações, isso dava-lhes um poder de negociação que impossibilitaria o poder de manobra do empregador. Também era necessário, evidentemente, assegurar que os novos admitidos chegassem ao seu posto de trabalho já impregnados dos valores da pontualidade, trabalho árduo e respeito pela propriedade dos outros. As pessoas também precisavam de saber ler e contar enquanto consumidores – para poderem lidar com dinheiro numa economia que dependia cada vez mais da moeda, para lerem os sinais públicos, e para identificarem quais os artigos a comprar. Qual era a solução? Educação escolar básica universal, ensinando o 'bê-a-bá' num ambiente em que se exigia o respeito pela autoridade, se encorajava uma forte ética do trabalho, e as garotices ou faltas de pontualidade eram severamente punidas. Quando estas qualificações se tornassem universais, ninguém poderia exercer pressão sobre o mercado só pelo simples facto de as possuir.
Hoje em dia, a retórica e as qualificações são um pouco diferentes. Os empregadores querem pessoas que sejam 'literatas digitalmente', 'auto-motivadas', e 'boas jogadoras em equipa' e que possuam 'qualificações genéricas', 'empregabilidade' e 'espírito empreendedor'. Também exigem pessoas que estejam preparadas para continuar a aprender novas técnicas como a tecnologia e as mudanças de mercado, por vezes descritas como 'um compromisso de aprendizagem por toda a vida'. E precisam de pessoas que estejam familiarizadas ou dominem uma gama de pacotes específicos de software e que possam comunicar com clientes distantes num mercado global. Escusado será dizer, estas 'qualificações', 'competências', 'aptidões' e 'know-how', quaisquer que sejam as suas combinações, não contribuem em nada para identidades ocupacionais estáveis. Com efeito, pressupõem um mundo em que não há limites, no sentido de 'isto é o que eu faço; mas isto não faço porque não faz parte da minha função', onde cada descrição de funções é infinitamente elástica e nunca chega a altura em que um trabalhador se pode recostar na sua cadeira e pensar 'Finalmente, acabou o treino. Tenho uma ocupação reconhecida. Agora posso descontrair-me e dedicar-me ao meu trabalho'. Mas há provas evidentes de que acabamos de entrar numa fase de capitalismo global onde, tal como a necessidade de literacia no século XIX, há hoje uma necessidade universal de novas atitudes e capacidades genéricas. E, tal como no século XIX, as organizações estatais apressam-se a ajudar os empregadores a obtê-las. Só que, desta vez, não é dentro das fronteiras nacionais ou dos impérios rivais, mas a uma escala global.
Nunca é fácil separar a necessidade da expansão do capitalismo no sentido de encontrar novos mercados, da sua necessidade de descobrir novas fontes de mão-de-obra. Com efeito, as duas estão intimamente interligadas. No entanto é difícil negar que as actuais políticas educacionais de organizações supra-nacionais, como o Banco Mundial ou a União Europeia, assim como as das nações individuais que recebem a sua ajuda, têm, embora sem ser esse o seu objectivo explícito, o efeito de criar um exército de reserva global de 'trabalhadores cultos'. Neste processo, aqueles que anteriormente tinham um acesso mais ou menos exclusivo a esses conhecimentos vêem destruídas quaisquer vantagens que tivessem no mercado.
A nível nacional, estas tentativas assumem formas diferentes em diferentes países desenvolvidos. Por exemplo, na Áustria, ao manter o modelo corporativista, o governo instituiu o arbeitsstiftungen , fundamento do trabalho, que proporciona formação a gente desempregada, em estreita cooperação com os empregadores locais. Num estudo de Hans Georg Zilian, no distrito de Leoben, concluiu-se que 38 por cento dos formandos acabavam com a sua triste sorte de desempregados voltando para os seus antigos empregadores. Zilian chegou à conclusão de que este procedimento funciona como um tanque de reserva para os empregadores, em que os trabalhadores podem ser treinados à custa dos contribuintes até serem precisos de novo. [8] Voltando ao nosso diagrama, esta actividade pode ser encarada como situando-se junto ao canto D, com o estado colaborando com os empregadores para, em conjunto, regularem a entrada para o que se pode considerar um mercado de trabalho interno, embora bastante desgastado. Em economias menos regulamentadas, a formação provavelmente será levada a efeito à custa e por iniciativa do indivíduo, e pode ser conceptualizada colocando-se do lado esquerdo do diagrama, entre os trabalhadores ocasionais que formam o eixo A-C. Nalguns casos, o subsídio do estado ao empregador pode ser menos directo do que um simples pagamento para formação. Independentemente do papel concreto do estado, há em geral cada vez mais ênfase nos anúncios de empregos e dos cursos de formação quanto à necessidade de 'qualificações electrónicas' e 'literacia digital'. Em toda a União Europeia, a Carta Europeia de Condução em Informática (European Computer Driving License - ECDL) certifica que o seu possuidor adquiriu qualificações básicas de computador.
A nível internacional, o apoio à educação a países em desenvolvimento é cada vez mais explicitamente relacionada com o desenvolvimento duma 'economia baseada no conhecimento'. O Banco Mundial, por exemplo, liga intimamente a sua ajuda ao que chama o K4D 'conhecimento para o desenvolvimento', em programas que ligam a reforma educativa com o alargamento das redes de comunicação, encorajando o espírito de iniciativa e 'um sistema de inovação eficaz das empresas, centros de investigação, universidades (e) consultores'. [9] Os programas de ajuda da União Europeia têm objectivos semelhantes: por exemplo, a declaração da política da UE de 2001, Estreitando a Cooperação com os Terceiros Países [10] afirma que o objectivo da sua política educativa é 'melhorar a gestão dos recursos humanos e fazer da UE um actor poderoso na educação, formação e investigação numa economia mundial competitiva'. [11]
Estes programas frequentemente exigem um desmantelamento dos sistemas de qualificação nacionais e estão ligados a cursos e currículos internacionais, incluindo a obrigatoriedade de cursos dados por universidades e colégios dos países financiadores, o ensino obrigatório do inglês nas escolas primárias e, por vezes, duma segunda língua europeia nas escolas secundárias, assim como o já familiar ênfase nas 'qualificações electrónicas', 'literacia digital', 'empregabilidade' e 'espírito de iniciativa'. As companhias multinacionais também são activas em estabelecer padrões de qualificações globais, por exemplo, proporcionando cursos de certificação na utilização de software próprio, como a Microsoft ou a SAP, ou oferecendo equipamento informático ou de telecomunicações a escolas e colégios para familiarizar os estudantes com os seus produtos.
Na UE, sob uma série de 'Planos de Acção e-Europa', foram instituídas diversas metas para atingir níveis gerais de alcance da ciência de computadores, juntamente com outros indicadores da 'sociedade do conhecimento', tais como níveis de acesso à Internet e de utilização de e-comércio, para os dez novos estados membros que aderiram à UE em 2005, assim como para a Roménia, Bulgária e Turquia, que ainda estão à espera de entrar. Os novos estados membros na Europa central e de leste, que incluem a Hungria, a República Checa, a Polónia, a Eslovénia, a Eslováquia, a Lituânia, a Letónia e a Estónia, já estão a assumir o papel de escritório barato para o resto da UE. [12] Os 'terceiros países' referidos neste documento de política constituem um anel exterior de países para além daqueles: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, República Federal da Jugoslávia, a antiga república jugoslava da Macedónia, Arménia, Azerbeijão, Bielorússia, Geórgia, Casaquistão, Quirquizistão, Moldova, Federação Russa, Tajiquistão, Turquemenistão, Ucrânia, Uzbequistão, Mongólia, Argélia, Egipto, Israel, Jordânia, Líbano, Marrocos, Síria, Tunísia e Palestina.
À medida que estes programas se desenvolvem, as populações destes países podem ser equiparadas progressivamente com as dos destinos de 'offshoring' tradicionais, como a Índia, as Filipinas ou Barbados para o mundo de língua inglesa, a Tunísia, Marrocos ou a Martinica para os que falam francês, ou a República Dominicana, o México ou a Colômbia para os de língua espanhola, na corrida global para a degradação dos trabalhadores da informação. Com infra-estruturas de telecomunicações de alta capacidade instaladas localmente e trabalhadores que falam as línguas globais e estão aptos a utilizar os pacotes de software global cada vez mais estandardizados, será possível ir mudando o trabalho continuamente de trabalhador para trabalhador, de local para local, no processo que cada vez é mais conhecido por 'contratação global' – uma complicada mistura e combinação de tarefas duma série de localidades diferentes em configurações específicas para satisfazer um determinado cliente de negócios.
Os trabalhadores das economias desenvolvidas afirmam muitas vezes que o objectivo de deslocalizar o trabalho é eliminar internamente os postos de trabalho. Mas isso é falhar o alvo. O objectivo de um exército de reserva não é eliminar todo o trabalho, mas agir como uma força disciplinar. O número real de postos de trabalho que são deslocalizados é pequeno comparado com a 'agitação' normal nos mercados de trabalho nacionais. Os empregadores continuam a precisar de trabalhadores qualificados no território nacional, perto dos locais dos seus clientes, e muitos deles têm relutância em deslocalizar o seu trabalho mais sensível de pesquisa e desenvolvimento. E, de qualquer modo, muitos dos sectores em que se verifica a deslocalização de trabalho, tal como os centros de atendimento, ainda estão em expansão. As empresas, evidentemente, também precisam de um mercado interno para os seus artigos, uma coisa que deixaria de haver se houvesse desemprego em massa. O mercado americano continua a ser muitas vezes maior do que, por exemplo, o da China ou o da Índia.
Embora não negando a pobreza real provocada pelo desemprego que na verdade se vai instalando, é no entanto importante recordar que o efeito mais poderoso da deslocalização do trabalho não é eliminar postos de trabalho nos Estados Unidos ou na Europa, mas sim embaratecê-los. Se os trabalhadores souberem que as qualificações que têm são iguais às de centenas de milhares doutras pessoas em todo o mundo, será muito difícil organizarem-se com base nas suas identidades ocupacionais exclusivas. E se tiverem em conta que é perfeitamente possível, tecnologicamente falando, deslocalizar os seus postos de trabalho, então isso cria um desincentivo poderoso para pedir melhorias de salário e de condições de trabalho ou para recusar aceitar tarefas extra. Só a possibilidade de que o posto de trabalho possa ser deslocalizado é o suficiente para destruir a segurança e o poder de negociação dos trabalhadores. Embora os empregadores continuem a precisar de criatividade e conhecimento e, frequentemente, de qualificações altamente especializadas, estas estão cada vez menos identificadas com identidades ocupacionais fixas e estáveis.
Com a destruição destas identidades, estaremos a assistir à morte final do acordo de salários altos, e alto consumo do pós-guerra, e ao fim da segurança de emprego? Ou estamos apenas a viver mais uma reviravolta no desenvolvimento do capitalismo? Assistiremos ao colapso do trabalho organizado para o proteccionismo e o racismo, ou o engenho e a capacidade dos trabalhadores para se adaptarem e reagirem a novos desafios levará ao desenvolvimento de novas formas de organização através das fronteiras nacionais? E, quando no futuro as pessoas nos perguntarem 'O que é que o senhor faz?', o que é que responderemos?
Notas
[1] http://www.hindubooks,org/sudheer_birodkar/hindu_history/castejati-varna.html , May 27, 2005.
[2] Gosta Esping-Anderson, The Three Worlds of Welfare Capitalism (Cambridge: Polity Press, 1990)
[3] Estou em dívida com Markus Promberger (correspondência por e-mail, 31 de Maio de 2005) por assinalar a importância histórica das elites ocupacionalmente definidas no movimento sindical alemão.
[4] Para melhor explicação sobre o processo de mercantilização (commodification) ver Ursula Huws, The Making of a Cybertariat: Virtual Work in a Real World (New York: Monthly Review Press, 2003)
[5] Jill Rubery & Frank Wilkinson, Labour Market Structure, Industrial Organisation and Low Pay (Cambridge: Cambridge University Press, 1982)
[6] David Coates, Models of Capitalism: Growth and Stagnation in the Modern Era (Cambridge: Polity Press, 2000)
[7] Adaptado de Rosemary Crompton & Kay Sanderson, Gendered Jobs and Social Change (Lobdon: Unwin Hyman, 1990)
[8] Hans George Zilian, 'Welfare and employment flexibility within the new labour market', documento apresentado em Labour and Welfare in Europe in the Information Economy: Is there a danger of digital divide? Workshop, LAW Project, March 1, 2005, Brussels.
[9] http://info.worldbank.org/etools/kam2005/index.htm
[10] Estou em dívida com Yigit Kargin por me ter chamado a atenção para isto.
[11] http://europa.eu.int/scadplus/leg/en/cha/c11053.htm
[12] Ursula Huws, Jörg Flecker, & Simone Dahlmann, Outsourcing of ICT and Related Services in the EU, European Monitoring Centre for Change, European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions, Dublin, December, 2004.
[*] Ursula Huws é professora de estudos do trabalho internacional no Working Lives Research Institute, na Universidade Metropolitana de Londres, e é directora da Analytica, consultoria de investigação. É autora de The Making of a Cybertariat: Virtual Work in a Real World (Monthly Review Press, 2003).
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 27, 2006 12:55 AM
Um BMW "Z4M" paga em Portugal 35 mil euros de impostos em dupla tributação de IVA. Uma relação "desejo/necessidade" eloquente. Entre outros.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 27, 2006 01:16 AM
Parece-me que não tinha sido necessário colocar aqui um texto tão longo da Ursula Huws para nos demonstrar o que é óbvio: o patronato, dominando uma globalização financeira e podendo utilizar facilmente a arma da deslocalização, apenas pretende embaratecer o trabalho e assim reduzir os seus custos de produção. Com organizações sindicais incapazes de se globalizar para fazer face ao patronato, este recuperou o domínio de que usufruira no século XIX. A partir de agora o trabalhador tem apenas duas opções: ou aceita os níveis de salários praticados na China ou vai para o desemprego. A resposta a esta ameaça terá de passar pela cooperativização das empresas e pela auto-gestão dos trabalhadores, acompanhada do estabelecimento de barreiras alfandegárias que impeçam a entrada nos nossos países de bens produzidos em países como a China. Provavelmente isso tudo terá de ser antecedido por uma revolução que destrua o poder oligárquico nos nossos países. Voltámos à velha luta de classes, embora muita gente ainda disso se não tenha apercebido. Por mim estarei, obviamente, do lado dos oprimidos.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 02:29 AM
A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 27, 2006 12:55 AM,
O Carvalho da Silva já leu este texto ?
Eu gostei bastante de o ler, embora - por razões meramente «acústicas» - preferisse a expressão «economia» em vez da de «capitalismo». Pode "mandar" mais.
Publicado por: asdrubal às fevereiro 27, 2006 02:44 AM
O Albatroz parece ter mais facilidade com os números que com as palavras ...
Há uns dias .. dizias(?) meu caro Al. que uma mulher poderia estar fortemente engravidada ...vixe..
Hoje estás a debater-te de novo com as palavras .. desejo ou necessidade ...
Parece que para ti não existe meio termo ...
Então .. entre a mera sobrevivência dos habitantes de Darfur ... e os clientes da Ferrari.. não existe uma grande escada ??E por esses degraus fora ... qd se trata de grana ... não há desejos ??Opções a fazer ? Não existem sonhos a atingir ?Nunca ouviste dizer .." fulano subiu na vida a pulso" ?
Para além disso .. vejo-te muito pessimista ..tem calma .. tudo se há-de resolver ...mais estalada ..menos estalada ..
Mudando de assunto parece que se está a iniciar uma guerra civil no Iraque ...será que os Americanos estão a fechar os olhos .. e deixar que os Xiitas ponham na ordem os extremistas Sunitas ?
...mudando de novo ...
Tentando trazer para o baile alguns números .. começo por aqui...
EU vs USA
... If the European Union were a state in the USA it would belong to the poorest group of states....
... France, Italy, Great Britain and Germany have lower GDP per capita than all but four of the states in the United States....
... In fact, GDP per capita is lower in the vast majority of the EU-countries (EU 15) than in most of the individual American states. This puts Europeans at a level of prosperity on par with states such as Arkansas, Mississippi and West Virginia. Only the miniscule country of Luxembourg has higher per capita GDP than the average state in the USA...
... The results of the new study represent a grave critique of European economic policy....
Stark differences become apparent when comparing official economic statistics. Europe lags behind the USA when comparing GDP per capita and GDP growth rates....
... The current economic debate among EU leaders lacks an understanding of the gravity of the situation in many European countries. Structural reforms of the European economy as well as far reaching welfare reforms are well overdue...
... The Lisbon process lacks true impetus, nor is it sufficient to improve the economic prospects of the EU.
EU versus USA is written by Dr Fredrik Bergström, President of the Swedish Research Institute of Trade, and Mr Robert Gidehag, until recently Chief Economist of the same institute and now President of the Swedish Taxpayer's Association.
Continua...
Publicado por: Cush às fevereiro 27, 2006 05:14 AM
vixe .. galera .. estas kpk é que sabem bem ...humm..
esse textão .. vou ler amanhã .. que já se faz tarde ....
Publicado por: Cush às fevereiro 27, 2006 05:21 AM
O crushed Cush anda a reinar com o pagode. A guerra civil no Iraque não foi, desde o início, um objectivo de americanos e israelitas? Tem custado, mas vão lá chegar.
O pior é quando lhes acontecer o mesmo que aconteceu na Palestina (o Hamas no governo) e acabarem com um governo de ayatollahs em Bagdad.
Quanto às citações dos suecos (anti União Europeia, presume-se), é caso para perguntar por que não aplicam na Suécia as receitas dos EUA para aumentarem o PIB per capita.
Seria interessante saber o que pensam os suecos de passarem a trabalhar o mesmo número de horas que os americanos, a receberem o mesmo salário, a gastarem a mesma percentagem do rendimento com a saúde e a educação and so on.
A propósito: o PIB per capita não é uma medida de qualidade de vida, é apenas uma operação aritmética (veja-se, por exemplo, o caso da Arábia Saudita).
Publicado por: Statistics are a Flying Circus às fevereiro 27, 2006 09:41 AM
EUA v Europa
Das grandes cidades americanas só conheço razoavelmente bem Nova Iorque, onde vivi e trabalhei durante algum tempo. Lembro-me dos buracos no asfalto das ruas, mesmo em Manhattan. Lembro-me da porcaria nas ruas. Na pobreza. No horror urbano que dá pelo nome de Bronx. Na criminalidade. Na violência endémica. Na sujidade das carruagens do metro. Na falta de educação e na violência verbal.
Também vivi em Amesterdão e em Bruxelas, e trabalhei nessas cidades e em Roterdão. Não há nada, absolutamente nada, nessas cidades que se pareça com o descrevi a respeito de Nova Iorque. Muito jeito lhes dá o PIB per capita... Que, aliás, é uma média. Se alguns forem muito ricos e muitos outros forem muito pobres, a média poderá ainda ser muito respeitável...
Continuo convencido de que o Cush devia comprar um chapéu para o sol...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 12:04 PM
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 27, 2006 12:55 AM
Não tive pachorra para ler um texto tão grande ainda por cima que nunca vai directo ao assunto. Foi graças ao welfare state que a Suécia passou do país mais rico da Europa a seguir á II Guerra para o 12º lugar, em pouco tempo.
Também foi graças ao mesmo estado providência que a Grã-Bretanha entrou em crise e foram necessárias as medidas de proteccionismo aos ricos de Margaret Tathcher para tirar o país da crise.
Mais grave que isso é o que tem acontecido em Portugal seguindo o mesmo modelo, ou na Alemanha.
Hoje em dia com as taxas de desemprego o provocadas pelo tal wellfare state o poder está na mão das grandes empresas que podem escolher quem quiserem e se necessário coagir as pessoas a horas extraordinárias. Podem também dar-se ao luxo de ter pessoal qualificado a trabalhar por preços reduzidos e escolher os seus trabalhadores na flôr da idade. Aliás o estado providência é uma versão "soft" do comunismo e podemos ver o cúmulo dos resultados nos engenheiros e doutores da Europa de Leste que trabalham na construção civil, nos lares de terceira idade ou nas redes de prostituição. O estado providência ou o estado do humanismo hipócrita é a melhor forma de conduzir os seres humanos á perda de dignidade e á degradação moral e física e de dar o poder a uma elite intelectual pomposa e arrogante que controla a vida das pessoas e lhes diz como pensar ao mesmo tempo que vive do trabalho escravo da população que diz defender. O estado providência é o filho pródigo do Evil Empire e da doutrina satânica que é o Comunismo. Em oposição temos o Capitalismo baseado na ética moral do trabalho como forma de realização material, moral e espiritual neste plano de existência. Baseado na verdadeira igualdade social que é a de que o homem recebe na medida em que trabalha. A sociedade capitalista não é perfeita mas tem evoluído e continuará a evoluir para algo cada vez melhor. O resultado do Comunismo está bem á vista.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 12:20 PM
URGENTE!!!
Necessita-se de um doador de cérebro (pode ser um orangotango) para um transplante de cérebro para o AtomSmith!!!
(P.S. - Se foi apenas uma brincadeira do AtomSmith, as minhas desculpas... Mas é que, por um momento, pensei que pudesse ser a sério...)
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 12:30 PM
Em 1970, durante o que as pessoas chamam regime fascista, a despesa pública era 20 % do PIB, hoje é 49%. Para onde vai esse dinheiro??? Para os pobres? Não esse dinheiro vai para sustentar um monte de pessoas que trabalham para o estado e na função pública. Mas será que essas pessoas por terem mais regalias e serem tão numerosas prestam um melhor serviço??? Não são arrogantes, tratam mal os utentes, os tribunais não funcionam, as coisas nas câmaras exigem subornos para serem feitas e tudo está numa confusão tal que ninguém se entende.
No tempo do "Fascismo" as coisas funcionavam??? Qualquer pessoa que se lembre desses tempos sabe que sim.
O que está mal, no tempo do fascismo era a ausência de democracia, hoje é todo o caos a que chegou o nosso país graças ás doutrinas socialistas.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 01:12 PM
Nós temos aqui um cérebro de Anófele, mas receamos que se verifique um fenómeno de rejeição. Isto é: que o cérebro do Anófele rejeite o Atomsmith
Publicado por: Banco de Doadores de Órgãos às fevereiro 27, 2006 01:14 PM
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 12:30 PM
Não não estou a brincar e o meu cerebro de primata é perfeitamente capaz de entender o que lê. Até entendo isto...
"There is every reason to believe that China will continue its extraordinary growth rate for at least the coming decade. With no welfare state, no labor unions and an enormous supply of both labor and savings, "communist" China is a capitalist's paradise. And as is evident in the success of ethnic Chinese businesses in Hong Kong, Taiwan, Singapore and the rest of South East Asia, the Chinese have a strong entrepreneurial spirit. And with communism no longer suppressing this, the potential for growth is enormous."
http://www.mises.org/story/1804
Já agora recomendo vivamente este site.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 01:57 PM
"Combine that with the fact that China has perhaps the highest savings rate in the world and thus will be able to make the investments necessary to continue its high growth rate. As The Economist disapprovingly noted, this high savings rate is to a large extent caused by the lack of a welfare state since this forces people to save if they wish to have enough money to for example pay medical bills."
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 02:00 PM
"It's time we asked ourselves if we still know the freedoms intended for us by the Founding Fathers. James Madison said, "We base all our experiments on the capacity of mankind for self-government." This idea that government was beholden to the people, that it had no other source of power except the sovereign people, is still the newest, most unique idea in all the long history of man's relation to man. For almost two centuries we have proved man's capacity for self-government, but today we are told we must choose between a left and right or, as others suggest, a third alternative, a kind of safe middle ground. I suggest to you there is no left or right, only an up or down. Up to the maximum of individual freedom consistent with law and order, or down to the ant heap of totalitarianism; and regardless of their humanitarian purpose those who would sacrifice freedom for security have, whether they know it or not, chosen this downward path. Plutarch warned, "The real destroyer of the liberties of the people is he who spreads among them bounties, donations, and benefits."
"Another articulate spokesman for the welfare state defines liberalism as meeting the material needs of the masses through the full power of centralized government. I for one find it disturbing when a representative refers to the free men and women of this country as the masses, but beyond this the full power of centralized government was the very thing the Founding Fathers sought to minimize. They knew you don't control things; you can't control the economy without controlling people. "
Ronald Reagan (A TIME FOR CHOOSING- 1964)
http://www.reagan.utexas.edu/archives/reference/timechoosing.html
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 02:15 PM
O que é notável na China é que, no campo económico, adoptou um sistema capitalista selvagem mas a sua oligarquia dominante não é económica, mas política: o Partido Comunista. Quando as desvantagens do capitalismo selvagem excederem as vantagens, existe um poder político capaz de intervir. Coisa que nós não temos, pois o nosso poder político está subordinado à oligarquia económica. No caso português, os primeiros-ministros precisam da benção do Grupo de Bilderberg, o que garante a sua docilidade perante os interesses da plutocracia internacional. A China vai continuar a prosperar, nós vamos continuar a definhar...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 02:24 PM
Caro Albatroz, assunto que discutiamos no outro dia.
"This makes China very vulnerable to an economic downturn in America. First because of its direct negative effect on exports and second because China is likely to be blamed for the crisis which could create a protectionist backlash which will severely damage the Chinese economy. A revaluation of the yuan would be one good way for China to reduce its dependence on exports to America. While it would create some negative short-term effects in the form of reduced exports and reduced value of assets in America, it would also lower the cost of imports. And most importantly, China would both lessen the risk of protectionist measures as the charge of "manipulating" its currency (as if there are any currencies today that aren't manipulated) would go away and it would also reduce the damage caused by the protectionist measures as the higher dollar value of the economy of China created by the revaluation would lower the relative importance of exports to America."
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 02:50 PM
"The story for some of the other major emerging economies, like Brazil, India and Russia, have many similarities with that of China as they have also started to liberalize their economies, something which has helped boost their growth rates. Their potential may not be as great as that of China because their cultures are not as inclined towards thrift and entrepreneurship as the Chinese culture and because in the case of Brazil and Russia their populations are much smaller and in the case of Russia shrinking. India is also still plagued by the unofficial caste system which makes it more difficult to spread the success to the entire population than in China. The Russian and Brazilian economies are also to a dangerously high extent dependent on oil and agriculture respectively. Even so, they and many other emerging economies will likely increase in importance."
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 02:53 PM
A China, a Índia, talvez o Brasil e a Indonésia, serão as causas imediatas do nosso iminente colapso económico. A Rússia pode ser uma tábua de salvação, se a Europa cortar as amarras aos Estados Unidos e se ligar económica e estratégicamente à Rússia, com quem tem continuidade geográfica e comunhão de interesses. Um espaço económico contínuo, desde Lisboa a Vladivostok, talvez - e repito, talvez - pudesse sobreviver ao terramoto chinês.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 03:19 PM
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 02:24 PM
Qual capitalismo selvagem? O governo chinês pretende reduzir o crescimento económico para evitar as consequências de um desequilíbrio social acentuado e pretende também investir num crescimento sustentado em termos ecológicos.
Entenda uma coisa no capitalismo a liberdade está nas mãos das pessoas para serem sensatas ou não! Os chineses estão a ser sábios e sensatos, o capitalismo resulta para eles na perfeição. O capitalismo é apenas um motor acéfalo, é o melhor motor que conhecemos mas o volante está nas mãos das pessoas.
Nós definhamos porque queremos. A Irlanda era um país pobre como Portugal e hoje é o segundo mais rico da Europa, tem um PIB per capita mais ou menos ao nível do dos EUA (5ºIrel. e 6ºEUA lugar), e está em 8º lugar em PIBppp (per capita em poder de compra). Os EUA estão em 3º.
Existem montes de países na Europa de leste com crescimento acentuado como a Estónia, aonde se criou um "flat tax" ou imposto único e o governo em desespero privatizou tudo e abriu as portas ao investimento estrangeiro. A Estónia era um dos países mais pobres da Europa de leste. Mas quem vai convencer alguém cá em Portugal aonde ainda vivemos pela velha mentalidade da Inquisição? A mesquinhez, a inveja, a maledicência, a vaidade fútil, o pecado do lucro.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 03:28 PM
Não há aqui inimigos apenas adversários que nos ajudam a crescer. Se os EUA caírem a China cai, o Brasil cai. Nós temos é que mudar, mudar as politica sociais em Portugal. Perceber que o proteccionismo dos trabalhadores só é bom para quem tem emprego vitalício. Um estudo de uma economista apontou que uma reforma da justiça em Portugal provocaria um aumento de 9% do PIB logo á partida. As pessoas não tem consciência do impacto que os pesados impostos, as demoras nos serviços públicos, a burocracia e o proteccionismo aos trabalhadores tem na economia. A verdadeira defesa dos trabalhadores é uma baixa taxa de desemprego.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 03:38 PM
Seria intressante transformar este (ou outro) Semiramis num forúm onde, à semelhança da Joana, se colocasse textos para comentário de todos.
Julgo que os textos poderiam ser da imprensa ou outras proveniências, desde que relevantes.
A questão põe-se, claro, quem fará a triagem do tema/texto, no espirito que a Joana nos acostumou.
Apesar da falta que a Joana faz a este espaço, jugo ser possivel manter o espirito que presídiu à sua criação.
Publicado por: luis3m às fevereiro 27, 2006 06:04 PM
Sobre a Europa do mesmo artigo,
"There is of course a widespread myth that the cause of Europe's economic problems are a too tight monetary policy by the European Central Bank. This claim is repeatedly brought forward by both politicians in various countries and the European business press. And Larry Kudlow even accused the ECB of pursuing a "scorched-earth deflationary" monetary policy. Yet this reputation of the ECB as being some kind of hard money bastion is (unfortunately) completely false. The ECB has consistently exceeded its own targets for money supply growth and inflation. During its 6 years of existence, M3 has increased at an average rate of 6.7% versus its target growth rate of 4.5% and the consumer price inflation has been an average of 2.2% versus its supposed target of below 2%. In the end of 2004, short-term interest rates were negative, consumer price inflation was 2.4%, M3 growth 6.4% and Private sector debt growth 6.9%. The reasoning behind ECB's false reputation as a hard money bastion seems to be the false syllogism of "weak growth is the result of tight monetary policy. Europe has weak growth. Therefore Europe must have a tight monetary policy." But as the first premise is false, so is the conclusion of the syllogism.
Instead the cause of Europe's weak growth has two, to a high extent connected, roots.
One, its high government spending and regulatory burden which is far more burdensome than in America and China.
And second, the rapidly aging population in Europe as a whole and particularly in Germany and Italy. In countries like Germany, France, and Italy, the standard age of retirement is somewhere between 55 and 60. With the median age in Germany and Italy expected to be nearly 55 in 2050, this would imply that there would be far more old age retirees than people in the working age population. Combined with the large number in the working age population who live off welfare, this will imply a fiscal collapse and a large decline in the supply of labor and capital. This process is already taking its toll, particularly in Italy and Germany. Of course, an aging population needn't necessarily be a problem for the economy, provided the average retirement age rises at the same rate as the median age. But raising the retirement age has proven to be very difficult. When the government of France raised the retirement age for government employees from 55 to 57.5 in the summer of 2003, it caused large-scale protests and strikes and any politicians who try to raise the retirement age are likely to face similar large-scale protests and strikes and possibly be voted out of office by the welfare-state addicted public.
But unless the European politicians take drastic measures to stop the demographic implosion, boost employment, and raise the retirement age, this problem will continue to get worse with time.
Germany has recently taken some timid measures to lessen its very high regulatory burden and its high unemployment benefits, but these measures are probably not sufficient to reinvigorate the German economy. The outlook for the European economy is therefore pretty pessimistic. Unless European politicians dramatically change their welfare statist policies, Europe looks set to continue its relative decline both in the short- and long-term perspective. And any decline in the American and Asian economies and a continued decline in the value of the dollar, would damage the European export industry and thereby deprive Europe of the one source of strength it has had until now.
The one bright spot for Europe is the inclusion of the fairly free market–oriented East European economies whose tax rates are very low not only compared to Western Europe but also compared to the United States. Not surprisingly this has led to very fast economic growth. And as the East European countries have become a part of the EU they will prop up overall growth. Moreover the increased tax competition from Eastern Europe has already started to prompt some West European countries to lower taxes, particularly corporate income taxes, which will boost their competitiveness. If the East European example prompts the West European countries to radically lower taxes and cut welfare spending then the outlook could be a lot brighter. But unfortunately that does not seem very likely."
http://www.mises.org/story/1804
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 06:51 PM
"Se os EUA caírem a China cai, o Brasil cai" mas,,,
cai prá onde?
Até pq existe uma coisa chamada gravidade, penso que não caem nem levantam vôo, mas enfim,,,
já agora agradecia uma explicação mais em concreto.
Publicado por: xatoo às fevereiro 27, 2006 08:30 PM
Albatroz às fevereiro 27, 2006 03:19 PM releia o livrinho do Emmanuel Todd - no fim vão sobrar apenas 5 pequenas/médias potências que exercerão cada uma a sua hegemonia apenas a nivel do seu continente.
Isto resulta de um longo processo estrutural do capitalismo que já vem bem de trás - leia-se o que escreveu depois Immanuel Wallerstein no "Declinio do Império Americano"
http://resistir.info/eua/declinio_imperio_americano.html
- do que não pode haver dúvida é que estes "emanueis" parecem bruxos.
É só esperar pelo Big-Crash para se verificar a profecia.
Publicado por: xatoo às fevereiro 27, 2006 08:47 PM
xatoo às fevereiro 27, 2006 08:47 PM
Conheço as teses dos autores que referiu, com as quais concordo em linhas gerais. O que é curioso é que muita gente já percebeu que as coisas vão entrar em ruptura mas ninguém parece preocupar-se em procurar vias de saída. Vamos a caminho de um precipício bem identificado, mas ninguém procura alternativas. Por exemplo, no caso português - e espanhol - uma saída poderia ser a criação de uma comunidade íbero-afro-americana, com mais de 600 milhões de pessoas. Outra saída - desta feita para a Europa no seu todo - seria uma aproximação política e económica à Rússia, e um afastamento relativamente aos Estados Unidos. Mesmo que estas alternativas sejam discutíveis o que é estranho é que não haja qualquer debate sobre estes temas. Como se estvéssemos condenados a um conjunto de relações que nos vão atirar para o abismo e não estivéssemos autorizados a pensar sobre estas questões. Estranho, não é?...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 09:31 PM
Publicado por: xatoo às fevereiro 27, 2006 08:30 PM
“Cair” é uma força de expressão o que queria dizer é que muitas economias emergentes como a da China, Brasil e outras como a Venezuela (é o maior fornecedor de petróleo para os EUA), estão demasiado dependentes das exportações para os EUA. O artigo de que tirei excertos refere por exemplo que as exportações chinesas para os EUA correspondem a 12% do PIB chinês e que o excedente da balança de trocas bilateral corresponde a 10% do PIB chinês (pode ver o gráfico no link que mostra que a China está muito mais dependente em termos de exportações para os EUA do que o RU, Zona Euro e o Japão juntos). Se os EUA entrarem em crise certamente vão reduzir as importações afectando assim estes países que estão fortemente dependentes das exportações para o seu crescimento económico.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 27, 2006 11:10 PM
Publicado por: Albatroz às fevereiro 27, 2006 09:31 PM
A Russia??? Um país dominado por máfias e gangues??? Que mantem várias provincias pela força?? Albatroz o seu "humanismo" revela-se apenas anti-americanismo.
E que crise é essa?? A economia mundial está salutar.
É provavel que os EUA entrem em crise que pode ser despoletada se os preços das casas estagnarem ou baixarem, o que provavelmente acontecerá. Mas isso não quer dizer que os EUA não tenham todas as condições para ultrapassar essa crise como já ultrapassaram tantas. Alem disso têm uma economia salutar e pujante com baixa taxa de desemprego, crescimento económico acentuado, carga fiscal reduzida que uma moeda mais fraca que o Euro que estimula as exportações.
Portugal precisa é de uma reforma de fundo na justiça, na função pública em geral e uma redução da carga fiscal.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 28, 2006 10:53 AM
A economia americana sobrevive à custa de petróleo e da aceitação global dos dólares como moeda de reserva. Se o petróleo se tornar escasso e os dólares forem em parte substituídos por euros (o que pode começar a acontecer com a próxima bolsa iraniana de petróleo), a economia americana entra em colapso. O que pode não ser a melhor coisa do mundo, mas que será aceite com júbilo por causa dos ódios acumulados contra os EUA.
Publicado por: Albatroz às fevereiro 28, 2006 11:05 AM
Albatroz, "o patronato"?
O patronato podes ser tu, posso ser eu, pode ser quem quiser e tiver a coragem de arriscar os seus meios e trabalho na fundação de uma empresa.
Não são bichos, são pessoas iguais a nós apenas com um pouco mais de coragem.
Criticar "o patronato" é de uma estupidez atroz.
Publicado por: Incognitus às fevereiro 28, 2006 01:04 PM
«Os deputados deverão gastar 1,2 milhões de euros em viagens ao estrangeiro, em 2006.
Cada um dos 230 parlamentares dispõe, em média, de 5.217 euros para deslocações fora do país».
Tá certo. É preciso acompanhar de muito perto a evolução globalizante. O que seria de nós !
Publicado por: asdrubal às fevereiro 28, 2006 01:38 PM
A ciência económica num mundo repleto
por Herman E. Daly [*]
A economia global é hoje tão vasta que a sociedade certamente já não pode pretender que ela opera dentro de um ecosistema ilimitado. Desenvolver uma economia que possa ser sustentável dentro da biosfera finita exige novos modos de pensar.
O crescimento é encarado de um modo geral como a panaceia para todos os grandes males económicos do mundo moderno. Pobreza? Basta fazer com que a economia cresça (isto é, aumente a produção de bens e serviço e estimule os gastos do consumidor) e observe a riqueza a gotejar. Não tente redistribuir a riqueza dos ricos para os pobres, porque isto arrefece o crescimento. Desemprego? Aumente a procura por bens e serviços através do rebaixamento das taxas de juro sobre empréstimos e do estímulo ao investimento, o qual conduz a mais empregos e a mais crescimento. Super população? Basta promover o crescimento económico e confiar na resultante transição demográfica para reduzir as taxas de nascimento, tal como o fizeram os países industriais durante o século XX. Degradação ambiental? Confie na curva ambiental de Kuznets, uma relação empírica tendo em vista mostra que, prosseguindo o crescimento do produto interno bruto (PIB), a poluição a princípio aumenta mas a seguir atinge um máximo e declina.
Confiar no crescimento desta maneira poderia ser óptimo se a economia global existisse num vazio, mas isto não acontece. Ela é, antes, um subsistema da biosfera finita que a suporta. Quando a expansão da economia ultrapassa demasiado os limites do ecosistema que a rodeia, começaremos a sacrificar o capital natural (tais como a pesca, os minerais e os combustíveis fósseis) que é mais valioso do que o capital fabricado pelo homem (tais como estradas, fábricas e aparelhos) acrescentado pelo crescimento. Teremos então aquilo a que chamo crescimento deseconómico, a produzir "males" mais rapidamente do que bens — tornando-nos mais pobres e não mais ricos. Uma vez ultrapassada a escala óptima, o crescimento torna-se estúpido no curto prazo e de manutenção impossível no longo prazo. A evidência sugere que os EUA podem já ter entrado na fase do crescimento deseconómico
Não é fácil reconhecer e evitar o crescimento deseconómico. Um dos problemas é que há beneficiários dele e estes não querem mudar. Além disso, as contabilidades nacionais não registam explicitamente os custos de crescimento, por isso não os vemos claramente. A humanidade precisa fazer a transição para uma economia sustentável — que respeite os limites físicos inerentes ao ecossistema mundial e garanta que este continue a funcionar no futuro. Se não fizermos tal transição, poderemos ser punidos não apenas com crescimento deseconómico, mas com uma catástrofe ecológica que reduziria sensivelmente nosso padrão de vida.
A maioria dos economistas contemporâneos discorda de que alguns países caminhem rumo à deseconomia. Muitos ignoram a questão da sustentabilidade e confiam que, como já fomos tão longe com crescimento, poderemos continuar assim para todo o sempre. A preocupação com a sustentabilidade, porém, tem longa história, remontando a textos de John Stuart Mill na década de 1840. A abordagem contemporânea baseia-se em estudos realizados nas décadas de 1960 e 1970 por Kenneth Boulding, Ernst Schumacher e Nicholas Georgescu-Roegen . Essa tradição é continuada pelos denominados economistas ecológicos, como eu, e em certa medida por subdivisões da corrente económica principal chamada economia de recursos e ambiental. De um modo geral, contudo, a tendência dominante, os economistas neoclássicos, considera a sustentabilidade um modismo e defende o crescimento.
Mas há factos evidentes e incontestáveis: a biosfera é finita, não cresce, é fechada (com excepção do constante afluxo de energia solar) e obrigada a funcionar de acordo com as leis da termodinâmica. Qualquer subsistema, como a economia, em algum momento deverá necessariamente cessar de crescer e adaptar-se a um equilíbrio dinâmico, algo semelhante a um estado estacionário. As taxas de nascimento devem ser iguais às de mortalidade, e as de produção de mercadorias devem igualar as de obsolescência.
Durante a minha vida (67 anos), a população humana triplicou, e o número de objectos fabricados cresceu muito mais. O total de energia e material necessário para manter e substituir os artefactos humanos na Terra também aumentou enormemente. À medida que o mundo torna-se repleto com seres humanos e com os seus objectos, esvazia-se daquilo que continha antes. Para enfrentar esse novo padrão de escassez os cientistas precisaram desenvolver uma economia de "mundo cheio" para substituir a tradicional, de "mundo vazio".
Na microeconomia, as pessoas e as empresas percebem claramente quando devem cessar a expansão de uma actividade. Quando se expande atinge um ponto em que ocupa o lugar de outros empreendimentos, e essa substituição é contabilizada como custo. As pessoas param no ponto em que o custo marginal é igualado pelo benefício marginal. Ou seja, não vale a pena gastar um dólar a mais num gelado quando esse dá menos satisfação do que o equivalente a um dólar de outra coisa. A macroeconomia, porém, não dispõe de uma regra análoga que avise "a hora de parar".
Como a manutenção de uma economia sustentável repousa numa enorme mudança racional e emocional por parte de técnicos, políticos e eleitores, poderíamos ser tentados a afirmar que tal projecto é impossível. Mas a alternativa a uma economia sustentável, que mantenha permanente crescimento, é biofisicamente impossível. Ao escolher entre enfrentar uma impossibilidade política e uma impossibilidade biofísica, eu escolheria a primeira opção.
SUSTENTAR O QUÊ?
Até agora descrevi a "economia sustentável", apenas em termos gerais, como aquela capaz de ser mantida indefinidamente em face de limites biofísicos. Para por em prática esse tipo de economia precisamos especificar exactamente o que deve ser sustentado de um ano para o outro. Os economistas têm discutido cinco grandezas possíveis: PIB, "utilidade", rendimento, capital natural e capital total (a soma de capital natural e capital produzido pelo homem).
Algumas pessoas julgam que uma economia sustentável deveria manter a taxa de crescimento do PIB. Segundo essa visão, a economia sustentável é equivalente à de crescimento, e isso torna a colocar a questão de o crescimento sustentado ser biofisicamente possível.
Tentar definir sustentabilidade em termos de taxa constante de PIB é até mesmo problemático. Isso acontece porque o PIB confunde melhoria qualitativa (desenvolvimento) com incremento quantitativo (crescimento). A economia sustentável deve, em algum ponto, parar de crescer, embora isso não signifique, necessariamente, parar de se desenvolver. Não há razão para limitar a melhoria qualitativa no que se refere ao projecto de produtos, o que pode fazer crescer o PIB sem incrementar a quantidade de recursos utilizados. A principal ideia por trás da sustentabilidade é mudar a trajectória de progresso — de crescimento não sustentável para desenvolvimento, presumivelmente sustentável.
A possibilidade seguinte a ser sustentada é a "utilidade". Ela refere-se ao nível de "satisfação de necessidades", ou nível de bem-estar da população. Teóricos neoclássicos defendem a definição de sustentabilidade como a manutenção (ou incremento) de utilidade no decurso de gerações. Mas essa definição é inútil na prática. A utilidade é uma experiência e não uma coisa. Não há unidade de medida para utilidade, e ela não pode ser legada de uma geração a outra.
Recursos naturais, em contraste, são coisas: podem ser medidos e transferidos. Em especial, pode-se medir seu rendimento, ou seja, a taxa na qual a economia os utiliza, retirando-os de fontes de baixa entropia no ecossistema, transformando-os em produtos úteis e, por fim, descartando-os de volta ao ambiente como resíduos de alta entropia. Sustentabilidade pode ser definida em termos de rendimento pela capacidade de o meio ambiente suprir cada recurso natural e absorver os produtos finais descartados.
Para os economistas, recursos são uma forma de capital, ou riqueza, abrangendo desde stocks de matérias-primas a produtos acabados e fábricas. Existem dois grandes tipos de capital: natural e artificial. A maioria dos economistas neoclássicos acredita que o capital criado pelo homem é um bom substituto do natural e, portanto, defendem a manutenção da soma dos dois, abordagem denominada sustentabilidade fraca.
A maioria dos economistas ecológicos, eu inclusive, acredita que capital natural e artificial são, frequentemente, mais complementos do que substitutos, e que o natural deveria ser mantido separado, porque tornou-se factor limitante. Essa abordagem é denominada sustentabilidade forte.
Por exemplo, a quantidade anual de peixe capturado é actualmente limitada pelo capital natural das populações do mar, e não mais pelo capital artificial representado pelos barcos pesqueiros. A sustentabilidade fraca sugeriria que a escassez de peixes poderia ser enfrentada com a construção de mais barcos. A sustentabilidade forte conclui pela inutilidade de mais pesqueiros, se há escassez de peixes, e insiste que a pesca deve ser limitada para garantir a manutenção de populações adequadas para as gerações futuras.
A política mais adequada à manutenção do capital natural é o sistema do limitar-e-negociar (cap-and-trade): define-se um limite para o total de rendimento permitido, conforme a capacidade do meio ambiente de regenerar recursos ou absorver poluição. O direito de esgotar fontes como os oceanos ou de poluir "dissipadores", como a atmosfera, deixa de ser um bem gratuito, passando a ser um activo escasso que pode ser negociado — comprado e vendido em um mercado livre —, após decidir a quem pertencem inicialmente. Entre os sistemas cap-and-trade já implementados está o criado pela Agência de Protecção Ambiental dos EUA (EPA) que institui o comércio do direito de poluir com dióxido de enxofre (que causa chuva ácida). Outro, na Nova Zelândia, estabelece a redução da pesca excessiva mediante a definição de cotas transferíveis.
O sistema "limitar-e-negociar" é um exemplo dos papéis distintos de livres mercados e de políticas governamentais. Tradicionalmente, a teoria económica tratou mais da distribuição (de recursos escassos entre usos concorrentes). Não tratou da questão da escala (a dimensão física da economia em relação ao ecossistema). Mercados que funcionam de forma adequada distribuem recursos eficientemente, mas não podem determinar a escala sustentável. Isso pode ser feito apenas mediante políticas governamentais.
AJUSTES NECESSÁRIOS
A transição para uma economia sustentável exigirá muitos ajustes na política económica. Algumas dessas mudanças já são evidentes. O sistema de segurança social americano, por exemplo, encontra dificuldades com a transição demográfica para uma média populacional mais idosa. O ajuste exige impostos mais altos, aumento na idade de aposentadoria ou pensões menores. O sistema não está propriamente em crise, mas são necessários uns poucos ajustes para que se sustente.
Vida útil de produtos. Uma economia sustentável requer uma "transição demográfica" não apenas de pessoas, mas também de bens — as taxas de produção deveriam ser iguais às taxas de depreciação, em níveis elevados ou baixos. Taxas mais baixas são melhores, tanto em termos de durabilidade dos bens quanto para ter sustentabilidade. Produtos de vida mais longa podem ser substituídos mais lentamente, com uso menor de recursos. A transição é análoga a um evento de sucessão ecológica.
Ecossistemas jovens, em crescimento, têm tendência a maximizar a manutenção da eficiência do crescimento, medida em produção por unidade de biomassa existente. Nos maduros, a ênfase desloca-se para a maximização da eficiência da manutenção, ou por quanto da biomassa existente é mantida por unidade de nova produção — o inverso de eficiência produtiva. Precisamos de um ajuste similar para viabilizar a sustentabilidade. Uma adaptação nessa direcção são os contratos de serviços de bens alugados — desde fotocopiadoras a tapetes. Nesse cenário, o fabricante permanece como proprietário, presta manutenção, recolhe e recicla o produto no fim de sua vida útil.
Crescimento do PIB. Devido a melhoras qualitativas e ao aumento de eficiência, o PIB pode continuar a crescer, mesmo com rendimento constante. Os ambientalistas ficariam satisfeitos porque a quantidade processada não aumentaria; os economistas ficariam felizes porque o PIB aumentaria. Essa forma de "crescimento" — na realidade, desenvolvimento —, conforme definido anteriormente, deveria ser incrementada ao máximo, mas há vários limites. Sectores considerados mais qualitativos, como o de tecnologia da informação, quando examinados mais de perto, revelam uma substancial base física. Por outro lado, para beneficiar os pobres, a expansão deve consistir em bens que lhes sejam necessários — vestuário, abrigo, comida, e não 10 mil receitas na Internet. Mesmo os ricos gastam a maior parte do seu rendimento em automóveis, casas e viagens, mais do que em bens intangíveis.
Sector financeiro. Em uma economia sustentável, a ausência de crescimento muito provavelmente faria os juros caírem. É possível que o sector financeiro encolhesse, porque juros e taxas de crescimento baixos não poderiam sustentar a enorme superestrutura de transações financeiras — baseada sobretudo em endividamento e expectativas de crescimento económico futuro — apoiada precariamente sobre a economia física. Numa economia sustentável, investimentos seriam feitos principalmente para substituição e melhoria qualitativa (não para especulação sobre a expansão quantitativa) e ocorreriam com menos frequência.
Comércio. O livre comércio não seria viável em um mundo contendo simultaneamente economias sustentáveis e insustentáveis, porque as primeiras com certeza contabilizariam muitos custos relativos ao meio ambiente e ao futuro, que seriam ignorados naquelas em crescimento. Economias insustentáveis, nesse caso, poderiam praticar preços inferiores aos das suas rivais sustentáveis, não por serem mais eficientes, mas apenas por não pagarem o custo da sustentabilidade.
Poderia existir um comércio regulamentado para compensar essas diferenças, assim como um comércio livre entre países igualmente comprometidos com a sustentabilidade. Considera-se que tais restrições são onerosas ao comércio, mas na verdade ele já é bastante regulamentado de maneira prejudicial ao meio.
Impostos. Que tipo de sistema tributário seria o mais adequado? Um governo preocupado com o uso mais eficiente dos recursos naturais mudaria o alvo de seus impostos. Em vez de taxar o rendimento auferido por trabalhadores e empresas (o valor acrescentado), tributaria o fluxo produtivo (aquele ao qual é adicionado valor), de preferência no ponto em que os recursos são apropriados da biosfera, o ponto de "extracção" da Natureza.
Muitos países aplicam impostos de "extracção". Esse tipo induz um uso mais eficiente dos recursos, tanto na produção como no consumo, e tem monitoração e cobrança relativamente fáceis. Parece razoável aplicar impostos ao que queremos evitar (esgotamento de recursos e poluição) e deixar de aplicar ao que mais desejamos (rendimento).
A regressividade desse imposto sobre o consumo (os pobres pagariam uma porcentagem maior do seu rendimento do que os ricos) poderia ser compensada como gasto progressivo do imposto recolhido (isto é, para ajudar os pobres), instituindo um imposto sobre artigos de luxo ou cobrando mais impostos sobre rendimentos elevadas.
Emprego. É possível manter o pleno emprego? Essa é uma pergunta difícil, e a resposta, provavelmente será não. Entretanto, por uma questão de justiça, também devemos questionar se o pleno emprego é possível numa economia de crescimento movida pela livre comércio, exportação de serviços, imigração facilitada de mão-de-obra barata e adopção de tecnologias que eliminam empregos. Em uma economia sustentável, manutenção e consertos tornam-se mais importantes. Como exigem trabalho mais intenso e são relativamente protegidos de terceirização estrangeira, esses serviços poderão criar mais empregos.
Entretanto, será necessário repensar a maneira como as pessoas obtêm rendimento. Se a automação e a exportação de postos de trabalho resultar numa maior parte do produto total agregado ao capital (ou seja, empresas e seus donos a lucrarem mais com o produto), e portanto menor para os trabalhadores, então o princípio da distribuição do rendimento através do emprego torna-se menos justificável. Uma alternativa prática poderia ser a participação mais ampla na propriedade das empresas, para que os indivíduos obtivessem rendimento através da participação proprietária nas empresas, em vez de obtê-la mediante empregos a tempo inteiro.
Felicidade. Uma das forças motrizes do crescimento insustentável tem sido o axioma da insaciabilidade: as pessoas serão sempre mais felizes consumindo mais. Entretanto, pesquisas de economistas experimentais e psicólogos levam à rejeição desse axioma. Cada vez mais evidências, como o trabalho de 1990 de Richard A. Easterlin, da Universidade do Sul da Califórnia, sugerem que o crescimento nem sempre incrementa a felicidade (nem a utilidade ou o bem-estar). Ao invés disso, a correlação entre o rendimento absoluto e a felicidade é válida apenas até um limiar de "suficiência"; além desse ponto, apenas o status relativo influencia a auto-percepção de felicidade.
O crescimento não é capaz de incrementar o rendimento relativo de todos. As pessoas que conseguirem isso em consequência de crescimento adicional seriam compensadas por outras cujo rendimento relativo cairia. Além disso, se o rendimento de todos aumentasse proporcionalmente, não haveria modificação do rendimento relativo e ninguém se sentiria mais feliz. O crescimento torna-se como uma corrida armamentista em que os dois lados vêem os seus ganhos cancelarem-se mutuamente.
É muito provável que os países ricos tenham atingido o "limite de futilidade", ponto além do qual o crescimento não incrementa a felicidade. Isso não significa que a sociedade de consumo tenha morrido — apenas que o aumento do consumo além do limiar de suficiência, seja ele fomentado pela publicidade agressiva ou por uma compulsão inata por compras, simplesmente não está a tornar as pessoas mais felizes, segundo a sua própria avaliação.
Um corolário acidental é que a sustentabilidade poderá custar pouco em termos de felicidade para as sociedades que atingiram a suficiência. A "impossibilidade política" de uma economia sustentável pode ser menos impossível do que parecia.
Se não fizermos os ajustes necessários para atingir uma economia sustentável, condenaremos nossos descendentes a uma situação infeliz em 2050. O mundo tornar-se-á cada vez mais poluído e mais despojado de peixes, combustíveis fósseis e de outros recursos naturais. Durante algum tempo, essas perdas poderão continuar a ser mascaradas pela enganosa contabilidade baseada no PIB, que mede o consumo de recursos como se fosse rendimento. Mas, em determinado momento, o desastre manifestar-se-á. Será difícil evitar essa calamidade. Quanto mais cedo começarmos a agir, melhor.
ENCRUZILHADA ECONÓMICA
O problema: O status quo económico não poderá ser mantido por muito tempo. Se não forem efectuadas mudanças radicais, correremos o risco de perda de bem-estar e de possível catástrofe ecológica.
O plano: A economia precisa ser sustentada no longo prazo e obedecer a três regras:
1. Limitar o uso de todos os recursos a fim de que os resíduos possam ser absorvidos pelo ecosistema.
2. Explorar recursos renováveis de um modo que não exceda a capacidade do ecosistema para regenerá-los.
3. Exaurir recursos não-renováveis a um ritmo que não exceda a taxa de desenvolvimento dos seus substitutos renováveis.
QUANDO CRESCER É MAU
Crescimento deseconómico ocorre quando aumentos na produção se dão à custa do uso de recursos e sacrifícios do bem-estar que valem mais do que os bens produzidos. Isso decorre de um equilíbrio indesejável de grandezas denominadas utilidade e desutilidade. Utilidade é o nível de satisfação das necessidades e demandas da população; grosso modo, é o nível de seu bem-estar. Desutilidade refere-se aos sacrifícios impostos pelo aumento de produção e consumo. Podem incluir o uso de força de trabalho, perda de lazer, esgotamento de recursos, exposição à poluição e concentração populacional.
Uma maneira de conceptualizar o equilíbrio entre utilidade e desutilidade é com um gráfico mostrando utilidade marginal e desutilidade marginal. Utilidade marginal é a quantidade de necessidades que são satisfeitas quando se incrementa em uma unidade o consumo de determinada quantidade de bens e serviços. Ela diminui com o aumento do consumo, porque inicialmente satisfazemos nossas necessidades mais prementes. A desutilidade marginal é a quantidade de sacrifício adicional necessária para realizar cada unidade adicional de consumo. A desutilidade marginal cresce com o consumo porque as pessoas, em princípio, fazem antes os sacrifícios mais fáceis. Por exemplo, para comprar mais coisas, podemos trabalhar dez horas a mais por semana, uma opção que vale, digamos, dez pontos de desutilidade. Para consumir ainda mais, podemos abrir mão de outras dez horas, e não dedicar tempo algum a nossos filhos. Isso poderia representar 20 pontos de desutilidade, além dos dez de que já abrimos mão.
A escala óptima de consumo é o ponto no qual a utilidade marginal e a desutilidade marginal se igualam. Nesse ponto, uma sociedade desfruta da utilidade líquida máxima . Incrementar o consumo além desse ponto faz com que a sociedade perca mais do que ganhe, por causa do crescimento das desutilidades, conforme representado pela área de desutilidade líquida. O crescimento torna-se deseconómico.
Em determinado momento, uma população em crescimento deseconómico atinge o limite de futilidade, o ponto no qual deixa de acumular qualquer utilidade com o aumento de consumo. O limiar de futilidade pode já estar próximo para os países ricos. Além disso, uma sociedade pode ser levada ao colapso por uma catástrofe ecológica, resultando em enorme aumento de desutilidade. Essa devastação poderá acontecer tanto antes como depois de atingido o limiar de desutilidade.
[*] Professor na Escola de Políticas Públicas da Universidade de Maryland. De 1988 a 1994 foi economista sénior do departamento de meio ambiente do Banco Mundial, onde colaborou na formulação de políticas relativas ao desenvolvimento sustentável. Autor de numerosos livros e editor associado da revista Ecological Economics.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 28, 2006 02:34 PM
Publicado por: Albatroz às fevereiro 28, 2006 11:05 AM
Entrar em colapso como?
O facto dos EUA não se terem preocupado na última década em reduzir a dependência do petróleo como certo países europeus, nos quais não se inclui Portugal, aliado ao facto de o consumo nos EUA de petróleo aumentar ao mesmo nível que o dos países em vias de desenvolvimento não quer dizer que economias emergentes como a China ou outras (no Brasil têm o etanol) não sejam gravemente prejudicadas por crises petrolíferas e que não estejam em situação mais frágil se isso acontecer do que os EUA. Uma das razões que pode aumentar mais o preço do crude neste ano será exactamente uma maior procura por parte da China. Não pense também que os países que aumentaram a eficiência no uso de combustíveis fosseis ou que recorrem a outras formas de energia estão á vontade pois o uso do petróleo continua a ser elevado e predominante e as consequências de um choque petrolífero também serão más para esses países.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 28, 2006 03:39 PM
Alem disso a crise petrolífera que vivemos no último ano não teve efeitos mais graves exactamente graças aos produtos baratos que a "malfadada" China exporta!
Entenda também que o que está em causa a longo prazo é os EUA deixarem de ser a maior potência económica e passar a ser a China. No entanto isso não é um dado adquirido e o Japão está em pior situação. A situação da UE nesse cenário então nem se fala. Seria melhor olharmos para o nosso telhado de vidro e fazermos melhor em vez de andarmos com invejas a rezar para os outros tropeçarem, quando o futuro que se avizinha para nós é bem mais sombrio e a nossa queda se avizinha bem mais feia.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 28, 2006 03:53 PM
Isto claro porque a seguir á China vem a India.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 28, 2006 04:02 PM
E depois também há a concorrência da indústria siderúrgica da Europa de Leste.
Publicado por: AtomSmith às fevereiro 28, 2006 04:07 PM
Citação:
(no Brasil têm o etanol)
autor: Atomsmith
Este simples parênteses mostra como o citado autor profere as maiores burrices com a tranquilidade do atrevimento que a ignorância lhe dá.
O autor ignora, desde logo, que o petróleo representa mais de 40% do consumo de energia no Brasil, enquanto o etanol não chega a 4%.
Isto em termos meramente quantitativos, porque uma análise qualitativa só reforçaria a dimensão da asneira. Esperemos, no entanto, que alguém encha os depósitos de um avião com etanol e que reservem um lugar ao Atomsmith.
Entre as numerosas coisas que o autor ignora está, também, o investimento de mais de 50 mil milhões de dólares, nos próximos cinco anos, na exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Anda tudo a pensar no etanol, como se vê...
Publicado por: Caçador furtivo às fevereiro 28, 2006 05:03 PM
pé sangas...É Carnaval ... é carnaval ...lá fora tá uma multidão de beijoqueiros e beijoqueiras .... que dá gosto ver...
Só um detalhe ..o Brasil este ano torna-se autónomo no que respeita às suas necessidades petrolíferas ...
Xau Xau... vamos curtir .. hum.. calorsinho bom......
Publicado por: Cush às fevereiro 28, 2006 06:13 PM
Só outro pormenor .. 7 em cada dez carros novos saem com o motor totalflex que permite uso de gota ou de copos...
Publicado por: Cush às fevereiro 28, 2006 06:16 PM
At the root of the World Bank's woes, says ******, is the fundamentally flawed conception of how economics relates to the physical world -- what he calls "the pre-analytic vision" -- that every economist learns along with the formulas and equations of the trade. "Most of the people they hire are academic economists who have gotten their degrees at Harvard, Stanford, MIT -- standard economics departments. It doesn't matter whether they came from India or Africa. They all went to the same schools. Their basic way of seeing the world is the neoclassical economic view. They're basically good-hearted folks out trying to do good in the world, like the church, like the missionaries. But they have a bad theology. They went to the wrong seminary."
Vixe....então vcs economistas que lêm estas linhas ..afinal ... não percebem nada???
Será assim ó A ver se aprendem alguma coisa ...?
Publicado por: Cush às fevereiro 28, 2006 06:34 PM
Não aprendi economia em Harvard, Stanford ou no MIT. A minha igreja não é a "neo-clássica" e a minha "teologia" é outra. Se alguém devia enfiar a carapuça - embora a sua profundidade em questões económicas seja mais do tipo "adventista do sétimo dia" - é o Cush...
Publicado por: Albatroz às fevereiro 28, 2006 07:26 PM
ó albatroz veja lá a gripe...olhe que o Cush no outro dia deixou aqui um link bem interessante sobre a EU vs USA , e pelo menos não vem do grupo dos "Libertários" onde anda o A ver se aprendem alguma coisa.
http://www.timbro.com/euvsusa/pdf/EU_vs_USA_English.pdf
Segundo estes Suecos , que mostram números e não conversa , o Cush está correcto.
E lembro-lhe também aquilo que o Cush disse ser o calcanhar de aquiles europeu, e nem de propósito veja o que saiu hoje :
Industry sceptical on idea of European alliance
By James Boxell
Published: February 28 2006 19:35 | Last updated: February 28 2006 19:35
EU defenceEuropean collaboration on defence research is an idea being enthusiastically promoted elsewhere in the European Union.
But comments on Tuesday from Mike Turner, chief executive of BAE Systems, and Lord Drayson, the defence procurement minister, indicated deep scepticism on the part of both the government and industry.
Mr Turner said: “The fundamental problem Europe has is lack of R&T [research and technology] funding,”...
Continua em :http://news.ft.com/cms/s/bc382640-a88e-11da-aeeb-0000779e2340.html
Publicado por: gripe aviaria às fevereiro 28, 2006 08:22 PM
... caramba não fazia ideia que havia motores «total flex».
E gosto francamente do jeito que os brasileiros têm para «aportuguesar» o inglês : o motor flex serve em motos, carros e picapes ... ehehe !
Publicado por: asdrubal às fevereiro 28, 2006 08:58 PM
(cheira-me que vou encontrar o Cush contentão! Entretanto cá simplificam a designação para gripe das galinhas :)
Quanto aos desejos e necessidades dá uma boa discussão, mas só depois do Carnaval, quando eu perceber se aquilo porque passo são mais desejos ou necessidades... em qualquer caso a cumprir.
Publicado por: py às fevereiro 28, 2006 09:21 PM
pymba!
Publicado por: py às fevereiro 28, 2006 09:23 PM
«não vem do grupo dos "Libertários" onde anda o A ver se aprendem alguma coisa»
Publicado por: gripe aviaria às fevereiro 28, 2006 08:22 PM
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Rectificação ao abrigo da 47ª Emenda da Conspiração:
- Não vou em grupos, logo não pertenço a esse grupo alegadamente denominado "Libertários" (???), nem a qualquer outro.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 28, 2006 10:43 PM
(Para os «teóricos» do etanol)
Estudo demonstra que a produção de etanol e biodiesel consome mais energia do que aquela proporcionada por estes combustíveis
por Susan S. Lang
Converter plantas como milho, soja e girassol em combustível gasta mais energia do que o etanol ou o biodiesel fabricado, segundo um novo estudo da Universidade de Cornell e da Universidade da Califórnia (Berkeley)
"Não há benefício energético em utilizar a biomassa das plantas para produzir combustíveis líquidos", afirma David Pimentel, professor de ecologia e agricultura em Cornell. "Estas estratégias não são sustentáveis".
Pimentel e Tad W. Patzek, professor de engenharia civil em ambiental em Berkeley, efectuaram uma análise pormenorizada dos rácios energéticos dos inputs para produzir etanol a partir da biomassa de milho, capim (switch grass) e madeira, bem como para produzir biodiesel a partir da soja e do girassol. O seu relatório está publicado em Natural Resources Research (Vol. 14:1, 65-76) .
Em termos de output de energia comparado com o input para a produção de etanol o estudo descobre que:
— o milho exige 29 por cento mais energia fóssil do que o combustível produzido;
— o capim exige 45 por cento mais energia fóssil do que o combustível produzido;
— a biomassa da madeira exige 57 por cento mais energia fóssil do que o combustível produzido.
Em termos de output de energia comparado com o input para a produção de energia, o estudo descobre que:
— a plantação de soja exige 27 por cento mais energia fóssil do que o combustível produzido; e
— a plantação de girassol exige 118 por cento mais energia fóssil do que o combustível produzido.
Na avaliação dos inputs os investigadores consideraram factores tais como a energia utilizada para produzir a colheita (incluindo produção de pesticidas e fertilizantes, movimentar maquinaria agrícola e de irrigação, trituração e transporte da colheita) e na fermentação/destilação do etanol a partir da mistura aquosa. Embora se verifiquem custos adicionais, tais como subsídios federal e estaduais que são transferidos para consumidores e custos associados à poluição ou degradação ambiental, estes números não foram incluídos na análise.
"Os Estados Unidos precisam desesperadamente de um combustível líquido de substituição do petróleo no futuro próximo", afirma Pimentel, "mas produzir etanol ou biodiesel a partir da biomassa das plantas é tomar o caminho errado, porque você utiliza mais energia para produzir estes combustíveis do que aquela que você obtém a partir da combustão destes produtos".
Embora Pimentel advogue a utilização da queima da biomassa para produzir energia térmica (para o aquecimento de casas, por exemplo), ele lamenta o uso da biomassa para combustíveis líquidos. "O governo gasta mais de US$ 3 mil milhões por ano para subsidiar a produção de etanol quando esta não proporciona um balanço líquido de energia, ou ganho, não é uma fonte de energia renovável ou um combustível económico. Além disso, a sua produção e utilização contribuem para a poluição do ar, da água e do solo e para o aquecimento global", afirma Pimentel. Ele salienta que a vasta maioria dos subsídios não vai para agricultores e sim para grandes corporações produtoras de etanol.
"A produção de etanol nos Estados Unidos não beneficia a segurança energética do país, sua agricultura, economia ou o ambiente", declara Pimentel. "A produção de etanol exige grandes inputs de energia fóssil e, portanto, ela está a contribuir para importações de petróleo e gás natural e para défices americanos". Ele considera que o país deveria, ao invés disso, centrar seus esforços na produção de energia eléctrica a partir de células fotovoltaicas, energia eólica e queima da biomassa e produzir combustível a partir da conversão do hidrogénio.
05/Julho/2005
Resumo do estudo "Ethanol Production Using Corn, Switchgrass, and Wood; Biodiesel Production Using Soybean and Sunflower" de David Pimentel e Tad W. Patzek (ISSN: 1520-7439):
Abstract: Energy outputs from ethanol produced using corn, switchgrass, and wood biomass were each less than the respective fossil energy inputs. The same was true for producing biodiesel using soybeans and sunflower, however, the energy cost for producing soybean biodiesel was only slightly negative compared with ethanol production. Findings in terms of energy outputs compared with the energy inputs were: • Ethanol production using corn grain required 29% more fossil energy than the ethanol fuel produced. • Ethanol production using switchgrass required 50% more fossil energy than the ethanol fuel produced. • Ethanol production using wood biomass required 57% more fossil energy than the ethanol fuel produced. • Biodiesel production using soybean required 27% more fossil energy than the biodiesel fuel produced (Note, the energy yield from soy oil per hectare is far lower than the ethanol yield from corn). • Biodiesel production using sunflower required 118% more fossil energy than the biodiesel fuel produced.
Key Words: Energy - biomass - fuel - natural resources - ethanol - biodiesel
O estudo pode ser adquirido em http://springerlink.metapress.com/ .
Publicado por: A ver se aprendem qualquer coisa às fevereiro 28, 2006 10:59 PM
Hello
Publicado por: vlad drak às março 1, 2006 06:28 AM
Dassse-se.
Pior que a Ribeira dos Milagres.
Petrormax's.
E fogareiros a petróleo c/ haste a dois desentupidores. Convive-se com velas e candeeiros a petróleo. Qual é o problema ?
Publicado por: asdrubal às março 1, 2006 06:29 AM
I'm back.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:29 AM
Lalala
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:40 AM
Publicado por: Caçador furtivo às fevereiro 28, 2006 05:03 PM
Olá espero que já tenha aprendido a diferença entre povos pré-colombianos e conquistadores espanhóis.
Eu só afirmei que o Brasil tem o etanol... o resto é ilação sua.
Na verdade o petróleo representa 47% das fontes de energia no Brasil, nos EUA representa 50%. De qualquer maneira você apenas reforça a minha ideia de que os EUA não são o país mais dependente do petróleo nem serão o mais afectado.
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/artigos/fontes.html
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:41 AM
Também não desconheço que Petrobras vai de vento em poupa nem da sua parceria com a PDVSA.
http://oglobo.globo.com/petroleo/materias/170064031.asp
Já agora:
"Nos EUA, a mistura etanol-gasolina corresponde a 8% do mercado de combustível, enquanto que no Brasil, 43% dos automóveis são movidos à álcool."
"Com o incentivo da utilização do álcool combustível e outros, ocorre uma grande movimentação na agroindústria canavieria, que é um importante setor, gerador de milhares de empregos diretos e indiretos."
...bem parece que há muita gente a pensar nisso...
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/etanol.html
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:43 AM
Quanto à sua animosidade não conheço a causa mas agradeço o facto de ter começado a apontar aquilo em que discorda e agradeço que o faça mais vezes. Quanto às minhas burrices, segundo o Vitorino (o da leitaria Garrett) os burros não são estúpidos são teimosos, sim sou burro.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:44 AM
vixe .. acabadinho de chegar da festa... a próxima !!!! é minha .....
Publicado por: Cush às março 1, 2006 06:54 AM
505 ... nada mal... mais uma kpk pá colecção... esta é das raras...
Publicado por: Cush às março 1, 2006 06:56 AM
"Mr Turner said: “The fundamental problem Europe has is lack of R&T [research and technology] funding,”..."
Mr. Turner vive pela lógica do parasitismo.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 07:02 AM
Publicado por: Cush às fevereiro 28, 2006 06:34 PM
Pela minha parte não sou economista e ando só mesmo a ver se aprendo alguma coisa...
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 07:05 AM
Ok a próxima é tua Cush...mas o troll é meu.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 07:20 AM
A ver se aprendem qualquer coisa às fevereiro 28, 2006 10:59 PM
Isto sem contar com outros recursos naturais empregues na produção das colheitas que dão etanol ou biodiesel. Nomeadamente água para irrigação, erosão do solo, etc.
A Europa está toda entusiasmada com esta coisa da produção de etanol e biodiesel. Vai por péssimo caminho.
Publicado por: Luís Lavoura às março 1, 2006 11:20 AM
Qual é o outro caminho?
Já agora o Brasil produz etanol (vulgo alcool etilicco através de cana de açucar o que é um processo muito mais barato do que a produção através do milho como se faz nos EUA e que é subsidiado pelo estado. Á medida que os preço do crude aumentar fruto da sua escassez ou da instabilidade nos países de origem os combustiveis alternativos tornam-se mais viaveis.
" A produção de álcool combustível apresentou considerável aumento, acompanhado de importantes ganhos de produtividade, desde a implantação do Pro-Álcool, O estudo mostra que o Setor tem respondido positivamente aos estímulos externos, tanto os governamentais, agora escassos, como os provenientes do mercado de combustíveis. O custo de produção tem diminuído sistematicamente, fato marcante no mercado de energia, no qual quase todos os custos são crescentes.
O estudo mostra haver ainda espaço para o aumento da produtividade da lavoura e da indústria que poderá fazer baixar ainda mais o custo. Acreditamos que a definição de uma política energética clara e permanente, que leve em consideração os efeitos do uso do álcool sobre a geração de empregos, o balanço de comércio exterior, o desenvolvimento tecnológico, o abatimento do carbono atmosférico e a possibilidade da co-geração, seja suficiente para firmar a posição do álcool na matriz energética brasileira."
http://ecen.com/eee34/limites_alcool.htm
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 12:22 PM
AtomSmith às março 1, 2006 06:41 AM
Com essa dos espanhóis deves querer chamar pai a outro. Não faço a mínima.
Quanto aos links do etanol etc, é meritória a tentativa de recorreres ao Google depois do puxão de orelhas, mas não é nas notícias dos jornais on line que vais aprender alguma coisa de jeito.
Olha, podias ter lido, por exemplo, esse texto que o A ver se aprendem postou e que parece ser trabalho sério de cientistas.
Outra sugestão: lê com mais atenção o que está escrito. A percentagem do petróleo que eu mencionei relativamente ao Brasil refere-se ao consumo, não à produção (aquilo a que chamas «fontes de energia». A Pepsi também é uma fonte de energia). Por isso nem sequer interessa qual a percentagem de motores de automóvel preparados para funcionar a etanol. O que conta é o consumo real. Menos de quatro por cento do consumo total de energia, já sabes.
Publicado por: Caçador Furtivo às março 1, 2006 12:47 PM
Já agora a respeito da inviabilidade económica do etanol:
"A principal razão para essa crença é o fato de que a produção americana de etanol a partir do milho não alcança um balanço energético maior que 1,2. Ou seja, a energia do álcool de milho produzido nos EUA é apenas 20% maior que aquela consumida para sua fabricação. No Brasil, em contraste, o balanço energético para o álcool é maior que 8, ou seja, 700% a mais que a energia consumida.
Outra crença perversa e falsa é a de que o custo de produção do álcool é elevado em comparação com o da gasolina, sendo seus baixos preços conseguidos graças a subsídios. Isso talvez fosse verdade nos primórdios do Proálcool, mas certamente não mais o é hoje. Primeiramente, porque os custos de produção foram reduzidos, entre 1975 e 2000, a um terço de seu valor inicial e, em segundo lugar, porque o petróleo aumentou seus preços nesse período e estes, no futuro, continuarão aumentando. Nos EUA, o subsídio ao litro de álcool produzido é maior do que o custo de produção dessa mesma quantidade no Brasil, por mais absurdo que isso possa parecer."
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 12:58 PM
«os EUA não são o país mais dependente do petróleo nem serão o mais afectado»
(Atomsmith)
É uma anedota gira. Os americanos é que não lhe acham muita graça.
Publicado por: Caçador Furtivo às março 1, 2006 12:59 PM
Só mais umas notas para a educação do Atomsmith, antes de ir tratar de coisa mais interessantes:
«Nos EUA, o subsídio ao litro de álcool produzido é maior do que o custo de produção dessa mesma quantidade no Brasil, por mais absurdo que isso possa parecer»
Não parece nada absurdo. A agricultura representa menos de dois por cento do PIB dos EUA.
«Outra crença perversa e falsa é a de que o custo de produção do álcool é elevado em comparação com o da gasolina»
As crenças são coisas de seitas. Comparações dessas são coisas de almanaque. O que a ciência mostra é que a ENERGIA GASTA para produzir etanol é SUPERIOR à ENERGIA PRODUZIDA.
Agora vai lá ao Google.
Só uma última observação:
Não esqueças que números de 2001, em termos científicos, são apenas história.
Publicado por: Caçador Furtivo às março 1, 2006 01:14 PM
«os EUA não são o país mais dependente do petróleo nem serão o mais afectado»
(Atomsmith)
É uma anedota gira. Os americanos é que não lhe acham muita graça.
Você deve ser socialista... eu dou-lhe os números você responde com a eloquência do discurso.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 02:41 PM
Caro caçador furtivo
1-A percentagem que eu referi em relação ás fontes de energia também se refere ao consumo, a Pepsi talvez seja uma fonte de energia para si mas não o é para mim e não se aplica a este contexto, por isso deixe de ser infantil.
2- Comece você por ler o que eu escrevi inicialmente.
"Não pense também que os países que aumentaram a eficiência no uso de combustíveis fosseis ou que recorrem a outras formas de energia estão á vontade pois o uso do petróleo continua a ser elevado e predominante e as consequências de um choque petrolífero também serão más para esses países."
Entende o que está escrito??? Não? OK eu explico, quer dizer que o uso de energias alternativas aos combustíveis fósseis por países que apostam nelas no total acaba por ser irrelevante em termos globais do consumo energético desse país. Você está a tentar criar uma discussão utilizando os mesmos argumentos que eu usei mas não há discussão pois dizemos o mesmo. Aprenda a ler.
3- Algumas correcções:
"Não parece nada absurdo. A agricultura representa menos de dois por cento do PIB dos EUA."
O custo não tem nada a haver com o contributo da agricultura para o PIB mas com a fonte de etanol ser o milho e não a cana do açúcar como acontece no Brasil. O que é estranho é ser tão elevado face aos subsídios que a indústria do Etanol recebe nos EUA.
"parece ser trabalho sério de cientistas."
Talvez para si que dá tanto valor ás aparências. Note que o autor não menciona a produção de etanol através da Cana-de-açúcar.
"Não esqueças que números de 2001, em termos científicos, são apenas história."
Há é...quando foi a última vez que fizeram uma estimativa da idade da terra? Do raio da terra? Da distancia da terra ao sol…Não me diga que os números já estão desactualizados…Mas eu nem sei de que números fala….
4- Quanto aos Espanhóis, bem você pode mudar de pseudónimo mas não engana, alem disso esse ódio de estimação e a incapacidade de entender o que lê, bem...é muita coincidência.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 03:18 PM
Já agora segundo o The Economist Pocket World in Figures ediçaõ de 2006 a agricultura nos EUA representa 1% do PIB e 1% em termos da estrutura do emprego.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 03:48 PM
Sem ter feito um estudo pormenorizado, cheguei à conclusão (dados oficiais) que 13,1% dos americanos viviam abaixo do nível de pobreza, enquanto na União Europeia essa percentagem variava entre 9% na Suécia e 21% na Irlanda. Agora não podemos esquecer que os pobres em muitos países europeus têm redes de segurança na área da saúde e da segurança social, no seu todo, que os pobres americanos completamente desconhecem. Ou seja, ser pobre na UE será menos traumático do que ser pobre nos Estados Unidos. Mas, para além dos números há uma realidade que pode ser observada por quem quiser. Onde é que nos países escandinavos, na Holanda ou na Alemanha, por exemplo, há bairros como o Bronx em Nova Iorque? Onde é que se vê nas grandes cidades europeias o lixo que se vê nas grandes cidades americanas? Onde é que na Europa a violência urbana atinge os níveis verificados nos EUA? Eu vivi nos EUA e em vários países europeus e não trocaria a Europa pelos EUA. A qualidade de vida entre nós é muito superior - em termos médios - se bem que os 20% mais ricos, nos EUA, tenham um nível de vida material provavelmente bastante superior aos 20% mais ricos na Europa. É o preço que pagamos para termos níveis menores de desigualdade.
Publicado por: Albatroz às março 1, 2006 04:37 PM
Para aqueles que gostam de se basear em médias, aqui vão alguns dados que esclarecem melhor o que se passa nos EUA. Os ricos tornam-se mais ricos, e os mais pobres ficam mais pobres. E a desigualdade não para de crescer. É espantoso que o 1% dos mais ricos nos EUA controlem 42% da riqueza nacional! É isso que os admiradores dos EUA nos querem propor?...
"Between 1995 and 1998, all families saw an increase in their net worth, except those earning less than $10,000 per year and those headed by individuals who did not have a high school diploma. The rate of increase was greatest for those families with the largest family income. Families earning $100,000 or more each year increased their net worth 22.8% from $1,411,900 to $1,727,800 on average. Families with incomes between $10,000 and $100,000 enjoyed rates of increase in their net worth between 6.6% and 9.2% on average. Families earning less than $10,000 saw a 14.2% decrease in their average net worth, from $46,600 to $40,000. In 1998, the net worth for families earning more than $100,000 was 43.2 times greater than the net worth for families earning less than $10,000 a year on average. Family net worth also increased more slowly for non-whites or Hispanics than for white non-Hispanics, and in 1998 remained only 30.4% of the value of white family net worth on average.(all figures in 1998 dollars) (see below for more black/white comparisons) (Kennickell, A. et. al. 2000: 7)
The 2000 Federal Reserve study also found that the average consumer debt in families has increased by nearly $10,000 between 1995 and 1998. (Bernstein 2000) (A family's net worth is obtained by subtracting debts owed from the total value of assets held.)
In 1992, the richest 1 percent of American households owned about 42 percent of the total national wealth; whereas in 1982, the richest 1 percent owned 32%. (Herbert 1995)
In 1992, the concentration of wealth among the very richest in the United States is about twice that found in Britain.(Herbert 1995)
In 1995, the top 20 percent of American households owned more than 80 percent of the national wealth. (Herbert 1995) (Sandel 1996: 329)
In 1997, 50 percent of all financial assets in the US were owned by the wealthiest 1 percent of the population; and more than 75 percent of all financial assets were owned by the wealthiest 10 percent. (Cassidy 1997: 255)
The median net worth of the top 20% of Americans is 28 times greater than that for the poorest 20%. (Rainbow/PUSH Coalition 1998)."
Relativamente a este último rácio, na Dinamarca os 20% mais ricos tinham 3 vezes mais riqueza do que os 20% mais pobres, e em Portugal esse rácio era de 6,5.
Para quem quiser saber mais:
http://falcon.arts.cornell.edu/ams3/rich1.html
Publicado por: Albatroz às março 1, 2006 04:49 PM
Caro Albatroz no Reino Unido por exemplo existem vários patamares para esse limiar da pobreza mas qualquer pessoa que tenha disponível por mês o equivalente a duzentos contos já está abaixo desse limiar. Nos EUA varia conforme os estados mas uma pessoa que ganhasse menos de $9,570 dólares anualmente em 2005 já vivia abaixo desse limiar. Em Portugal recordo-me de ler uma noticia no Jornal de Negócios que falava em 250 Euros por mês mas não percebi se era só para idosos ou para a população em geral, talvez o caçador furtivo saiba ou o vejam lá se aprendem qualquer coisa . De qualquer maneira havia perto de 37 milhões de americanos em 2004 a viver abaixo desse limiar. É claro que em Portugal à proporcionalmente muito mais gente a ganhar menos que isso.
http://aspe.hhs.gov/poverty/05poverty.shtml
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 05:44 PM
A qual dos 50 estados é que você se refere...
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 05:47 PM
Ou viveu em todos?
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 05:49 PM
De qualquer maneira võcê não pode andar a comparar valores em relação ao limiar de pobreza quando os critérios são tão diferentes de país para país. Assim como o custo de vida. Que é bastante elevado no RU.
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 06:17 PM
Deixo aqui este texto, a ver se alguém descobre quem é o autor. Amanhã venho cá dar a resposta.
Se os tubarões fossem homens
Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?
Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.
Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.
Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.
Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 1, 2006 08:55 PM
Um comuna qualquer...a descrição é fixe ´mas como sempre os bons sentimentos têm que ser manipulados para qualquer coisa pior, neste caso o comunismo....
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 10:11 PM
Bertold Brecht...
Posso ter uma medalha de sargaço ??
Publicado por: Cush às março 1, 2006 10:15 PM
Ainda bem que as barracudas do Evil Empire não eram assim e que Estaline não matou mais russos do que o Hitler matou judeus. Pode ser que as pessoas se esqueçam e vocês enganem alguem com essas tretas....
Publicado por: AtomSmith às março 1, 2006 10:18 PM
Donde é que saiu este das postas de atom em óleo queimado?
Publicado por: ??? às março 1, 2006 11:02 PM
Por este andar, alguém terá um dia de inventar a máquina a vapor.
Já não deve tardar muito.
Publicado por: Senaquerib às março 1, 2006 11:14 PM
Rectificação ao abrigo da 47ª Emenda da Conspiração:
- Não vou em grupos, logo não pertenço a esse grupo alegadamente denominado "Libertários" (???), nem a qualquer outro.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 28, 2006 10:43 PM
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 25, 2006 05:13 PM
Mas então traduzes e publicas um texto escrito por um sujeito que já foi candidato a presidente dos USA por esse partido ?
Ronald Ernest Paul, MD (born August 20, 1935), a physician and Texas politician, is a Republican member of the United States House of Representatives from Texas's 14th Congressional District (map) and a former Presidential Candidate of the United States Libertarian Party. ...
The Libertarian Party is a United States political party created in 1971. It is the largest third party in the United States, with over 200,000 registered voters and over 600 people in office, including mayors, county executives, county council members, school boards and other local offices.
Any coments ?A ver se aprendem coisas uteis?
Publicado por: Cush às março 2, 2006 12:18 AM
.....Ursula Huws...
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às fevereiro 27, 2006 12:55 AM
Movement for a Socialist Future - Ursula Huws is a pioneer in documenting and interpreting the changes in the role and form of human labour in the era of the Internet and what some have ...
Convém não se deixar engravidar ...nem pelos olhos .. nem pelos ouvidos...
Tou cheio de papo furado my dear a ver se aprendem alguma coisa !!
Parece que a Ursula é mais uma teórica socialista..
...aqui há uns tempos dizia uma alta personalidade portuguesa ...quem sabe faz .. quem não sabe .. ensina ...a ver se aprendem .. alguma coisa..;-)
Tens um padrão bastante nítido ...mas muito pouco prático..you need to follow the nature...simplify..
Dá a sensação de que a esquerda não é produtiva ..
Dá a sensação de que a esquerda não tem entre os seus...., empreendedores ....
Dá a sensação que a esquerda tem muitos .. é .. teóricos ...com muita retórica...mas da sua finissima talha não saem senão ideias de como se sustentarem sem terem que pôr nada à venda ..digo ..produzir alguma coisa ...
Eu diria à Ursula para tentar produzir algo .. e vender .. e depois teorizar.. Seria bem mais giro..
Aliás .. gostava de saber da população deste blog ..quais de vós produz alguma coisa ...e vende ..e quais de vós são teóricos ...é que nessa resposta pode estar o problema de Portugal.É que palpita-me que são mais teóricos ...
Bom mesmo .. é qd se unem teóricos e práticos(empreendedores )... dessa fusão nascem maiores probabilidades de acontecer coisas .. que não têm nada a ver com politica , nem com esquerda nem com direita ... tem a ver com cumprir uma quota parte de cada um ..nesta existência fugaz...e Global..
Radicalismos são sempre complicadores..
Ora ..parece que qd a galera se ligar na cena e vir que não tem jeito .. pode ser que se una .. e ponham os complicadores de lado..
Nós que trocamos estas ideias neste blog torcemos por Portugal ..ou seja pelos Portugueses ..temos que pôr complicadores ou tirar complicadores ?
A solução de tantas angústias , não passa por produzir ? Não se pode viver das glórias do passado .. é preciso enfrentar a realidade e produzir . Produzir coisas boas , úteis , inovadoras e Vendê-las. Isso é que tem que ser inculcado nas mentes das pessoas.
Porém ..nas mentes socialistas ..onde o " patronato " ( Empreendedores) é mal visto... o que se pode esperar ?Dribles , muita retórica , muito papo muito denso e Produtos ..Nada..
Já agora poderíamos a ver se aprendemos alguma coisa da tua autoria ?
Mudando de assunto ...
..A ciência e a arte têm, de comum, o fato de que ambas existem para simplificar a vida do homem: uma, ocupada com sua subsistência material e a outra, em proporcionar-lhe uma agradável diversão..
B.Brecht
Eu gosto é de levar uma existência onde conjugo as duas ...
Publicado por: Cush às março 2, 2006 03:49 AM
"Ora ..parece que qd a galera se ligar na cena e vir que não tem jeito .. pode ser que se una .. e ponham os complicadores de lado.."
Concordo caro Cush mas os complicadores e os teóricos estão no poder....
"Porém ..nas mentes socialistas ..onde o " patronato " ( Empreendedores) é mal visto..."
O patronato não é todo mal visto pela esquerda, o patronato dos monopólios e dos amigos de quem está no governo é bem aceite e protegido, o que é mal visto é o livre empreendimento, a concorrência, porque a concorrência é o fim dos monopólios, é o crescimento económico, é a redução do desemprego mas também é o fim do emprego vitalício.....
Publicado por: AtomSmith às março 2, 2006 07:45 AM
Você pode ver pelos ataques baixos de que tenho sido alvo desde que comecei a criticar o governo e a esquerda, por parte de pessoas que nem assumem um pseudónimo fixo e que só procuram achincalhar, você pode ver o que tem sido o socialismo, um totalitarismo camuflado que tolera as pessoas desde que elas não se manifestem. Não admira que tenham assassinado Sá Carneiro. Escondem os seus interesses vis e criticam o Estado Novo. Pelo menos no Estado Novo as coisas funcionavam e só os comunas eram perseguidos. Até nisso Salazar foi um patriota.
Publicado por: AtomSmith às março 2, 2006 07:58 AM
Agora já não há esquerda. O que há é direita torta.
Publicado por: Senaquerib às março 2, 2006 10:56 AM
Salazar era patriota, sim senhor!
Mas... qual era a pátria do gajo?
Publicado por: Senaquerib às março 2, 2006 10:59 AM
O texto é de Brecht. O Cush acertou, mas não vai levar uma medalha de sargaços. Para ele tem que ser um colar de dentes de tubarão.
É interessante a repulsa que «os teóricos» provocam em Cush. Mais um bocadinho e acaba a escrever «intelectuais». Qualquer dia, para juntar ao colar de dentes de tubarão, vai receber a grã-cruz da ordem de Queipo de Llano.
É interessante, também, ver como o seu critério de análise de textos é determinado não pelas ideias que encerram, mas pelas opções políticas dos seus autores. Como preconceito obtuso não está mal.
É claro que essa abordagem tem perigos. Como, por exemplo, o facto de Cush traduzir «libertarians» por «libertários». Em português libertário significa anarquista. «Libertarian», no vocabulário político dos EUA, significa «liberal clássico».
Bom, já cumpri a minha missão diária, agora que o Cush já teve oportunidade de aprender pelo menos uma coisa.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 2, 2006 12:44 PM
Os teóricos não me causam qualquer repulsa , antes pelo contrário ... o que eu sentia em Portugal .. é que não estavam a ajudar suficientemente.
Não fui eu que traduzi "libertarians "...
Agora ...já que me deste um colar de dentes de tubarão ( que quando eu menos esperar se vai fechar ) podias explicar à galera pq traduziste e publicaste um texto de um sujeito que é conhecido por Dr.NO ?? ex libertarian party ?
E será que tb podes pôr um texto da tua autoria ...???
Publicado por: Cush às março 2, 2006 02:41 PM
albatrozes smiths, cushs, voces metem nojo, em vez de expressarem os sentimentos sobre a morte da autora deste blog chegam aqui para uma conversa DE MERDA, CALEM-SE E VÃO PARA OUTRO LADO
Publicado por: LOUIS XVI às março 2, 2006 06:00 PM
Hello!!!
Publicado por: Charles de Batz Conde D'Artagnan às março 2, 2006 07:55 PM
"E será que tb podes pôr um texto da tua autoria ...???"
Não vale a pena Cush este é o fenómeno de educação das "massas" textos maçudos e didácticos antes de irmos dormir... "Back to the USSR"
Publicado por: AtomSmith às março 2, 2006 08:04 PM
"Agora já não há esquerda. O que há é direita torta."
Não infelizmente em Portugal há a esquerda e a direita corrompida pela esquerda...Talvez um dia haja uma direita de verdade.
Publicado por: AtomSmith às março 2, 2006 08:09 PM
Hello!!!
Publicado por: Luisa de La Baume Le Blanc Duquesa de La Vallière às março 2, 2006 08:26 PM
"albatrozes smiths, cushs, voces metem nojo, em vez de expressarem os sentimentos sobre a morte da autora deste blog chegam aqui para uma conversa DE MERDA, CALEM-SE E VÃO PARA OUTRO LADO"
Concordo acho que a nossa presença só tem interesse se for para discutir assuntos seriamente. Falo por mim mesmo que caí no baixo nível de alguns trolls que andam por aí. Penso que podíamos tentar continuar a dialogar em homenagem à autora e respeitando-nos mutuamente. Ignorando os trolls que só pretendem provar a sua superioridade intelectual deitando abaixo os outros comentadores, a melhor solução é ignorar esses trolls (dont feed the troll).
Eu para começar concordo com o Cush à demasiada teoria e falta de pragmatismo em Portugal.
Publicado por: Luisa de La Baume Le Blanc Duquesa de La Vallière às março 2, 2006 08:47 PM
Uops revelei a minha secret ID...
Publicado por: AtomSmith às março 2, 2006 08:52 PM
Agora ...já que me deste um colar de dentes de tubarão ( que quando eu menos esperar se vai fechar ) podias explicar à galera pq traduziste e publicaste um texto de um sujeito que é conhecido por Dr.NO ?? ex libertarian party ?
E será que tb podes pôr um texto da tua autoria ...???
(Cush, pois claro)
Olha:
1 - ( que quando eu menos esperar se vai fechar )
»»» Vê lá se perdes a mania da perseguição. Isso pode descambar em paranóia...
2 - ...podias explicar à galera pq traduziste...
»»» Isso é uma inferência tua. Terei eu escrito alguma vez que a tradução é minha? Tiro à água.
3 - ...podias explicar à galera pq (...) publicaste um texto de um sujeito que é conhecido por Dr.NO ?? ex libertarian party ?
»»» Porquê? É proibido?
4 - E será que tb podes pôr um texto da tua autoria ...???
»»» Pagas para isso?
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 2, 2006 09:49 PM
A melhor homenagem que se pode fazer à Joana é continuar a escrever sobre os temas que lhe eram caros. Onde quer que ela esteja, duvido que quisesse uma choradeira ininterrupta à volta da sua memória...
Publicado por: Albatroz às março 2, 2006 10:14 PM
Então o Louis XVI não foi já guilhotinado?
Publicado por: Senaquerib às março 2, 2006 10:56 PM
Não sei se já repararam que o estilo do "A ver se aprendem alguma coisa" é igualzinho ao do nosso amigo (M) ?
Até aposto que são o mesmo... humm...
Ainda bem!
Publicado por: Senaquerib às março 2, 2006 11:10 PM
então ..prof..pá ver se aprendemos alguma coisa .. põe o texto ..que eu depois o valorizarei...rsss e te pagarei na mesma moeda .. aceitas ??
Qt ao colar de dentes de tubarão... .. podes mandar que eu lhe darei o devido uso ...
Qt a ti estimado Albatroz... viste a diferença do pib do estado de Columbia ?? viste que a Alemanha está ao nível dos 5 estados mais pobres dos USA.. então e o nosso Portugal ?? Como queres tu que não se soçobre se juntas o roto ao esfarrapado... e ainda querias mandar os USA às malvas ? e preferias a Rússia .. e a tchétchénia ?? tb gostarias ??
Já produziste e vendeste alguma coisa Albatroz ?É disso que Portugal precisa .. de Gente que Produza e Venda ...
Portugal precisa de empreendedores como pão pá boca e precisa que os investigadores universitárisos trabalhem com eles...com ritmo ..com dinâmica ..a trabalhar em uníssono..como um relógio ou preferivelmente como os Horn heads ....
Publicado por: Cush às março 3, 2006 02:16 AM
Assim
vê-se
a falta
da DGS
Estou aqui para manifestar a minha solidariedade ao confrade AtomSmith que tem sido vítima de maléficos ataques por parte seguramente de comunistas infiltrados neste blogue já não há respeito nenhum assim vê-se a falta da DGS e depois dão-nos textos para ler com mais de 50 palavras que são muito maçudos porque nos obrigam a pensar o que é uma massada não há direito deviam ser interditados e obrigados a voltar para a clandestinidade ou extraditados para a URSS não faz diferença se já não existe URSS quem governa agora aquilo é o KGB os EUA é que são o Sol da Terra o AtomSmith gostava muito de ser americano até tem nick inglês e tudo mas teve a infelicidade de nascer em Portugal e agora já nem Estado Novo tem é só um Estado Velho com novos fascistas e a única coisa que a malta pode fazer é dar umas porradas nuns pretos ou mandar umas bocas nuns blogues enfim é uma tristeza é mesmo um bocado deprimente e ainda para cima andam aqui uns trolls a gozar com a gente
Publicado por: António Adolfo Benito y Bahamondes às março 3, 2006 02:26 AM
"É disso que Portugal precisa .. de Gente que Produza e Venda ..."
Só que primeiro Portugal precisa que o governo crie condições para que se produza e venda. Como se pode ser empreendedor num país em que o estado boicota o espírito empreendedor?
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 08:25 AM
Publicado por: António Adolfo Benito y Bahamondes às março 3, 2006 02:26 AM
Sou alérgico ao racismo, à xenofobia e á homogenia cultural.
Cada um lê os livros que quer, este tipo de texto é bom para condicionar o raciocínio e afasta-nos da discussão pertinente que é a situação de Portugal e já agora da Alemanha, da Itália, da França....È que andar a discutir quem é o mais culto ou se existem dois ou três países na Europa que segundo certos indicadores têm melhor nível de vida que os EUA é o mesmo que andar a comparar qual é o navio mais bonito enquanto o nosso bote afunda...
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 08:58 AM
Além disso não são o governo as grandes empresas que vão pagar a crise eles estão-se nas tintas. Com as taxas de desemprego as empresas por cada trabalhador que despedem têm uma mão cheia de candidatos dispostos a ganhar menos.
Porrada não era nos pretos mas "nos caras que não fazem nada!" pelo menos para mudar a situação.
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 09:12 AM
Já agora mais uma notícia para comentarem:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20060301+Compra+da+PT+pela+Sonae+passa+pelo+estrangeiro.htm
"Compra da PT pela Sonae passa pelo estrangeiro
Uma forma de poupar nos impostos
A compra da Portugal Telecom (PT) pelo Grupo de Belmiro de Azevedo vai passar pelo estrangeiro. A SIC apurou que a Sonaecom é detida maioritariamente por sociedades com sede fora do país. Além disso, a transferência das acções da PT vai passar por uma empresa holandesa, para poupar nos impostos.
SIC
O Grupo de Belmiro e Paulo Azevedo lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a PT. A justificação é garantir o controlo nacional da empresa de telecomunicações.
As sociedades envolvidas na operação são detidas pelo Grupo Sonae mas as participações são indirectas. A SIC sabe que mais de 70 por cento do capital da Sonaecom, que detém a Optimus e a Novis, pertence a empresas com sede fora do país.
Quase 50 por cento da Sonaecom é detida pela Sonae Investments BV, com sede na Holanda e que pertence ao Grupo Sonae. Duas sociedades com sede na Bélgica e que pertencem à France Telecom têm mais de 26 por cento da Sonaecom. O resto do capital é detido directamente pela Sonae SGPS ou está disperso em Bolsa.
Caso a OPA sobre a PT avance, as acções deverão passar pela Sonaecom BV, uma empresa detida a 100 por cento pela Sonae e que tem sede na Holanda. Desta forma, o Grupo de Belmiro de Azevedo aproveita a maior flexibilidade do sistema fiscal desse país. Só em imposto de selo sobre a garantia bancária dada pelo Santander, a Sonae poderá poupar 57 milhões de euros.
E, há outras vantagens: a isenção no pagamento de impostos pode chegar às mais-valias, aos dividendos e ainda à retenção na fonte dos juros bancários.
A utilização de sociedades com sede no estrangeiro não é novidade. A própria PT endivida-se lá fora para evitar pagar impostos em Portugal onde as taxas são mais elevadas. A Semapa, por exemplo, também usou empresas com sede no estrangeiro para concretizar uma OPA sobre a Portucel. "
Publicado por: Karl Marx às março 3, 2006 11:00 AM
vixe.. 555 ... que bela kpk...hum...
Publicado por: Cush às março 3, 2006 01:22 PM
Publicado por: Karl Marx às março 3, 2006 11:00 AM
Ora aqui está um bom exemplo. Ou seja já era altura de governo repensar a carga tributária imposta às empresas. Uma das muitas mudanças que o nosso país precisa menos e mais baixos impostos.
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 01:34 PM
Prof. Medina Carreira :
(cito de cór)
As mudanças anunciadas - às "tranches" - pelo Governo, são epidérmicas. Se o rumo se mantiver assim, posso provar que em 2015 o déficit será de 12 por cento.
Publicado por: asdrubal às março 3, 2006 01:36 PM
Não continua assim não - vem aí o sr Silva - Trabalhadores!,preparem-se para enfrentar a policia de Choque. Agora que eles vão ver em quem votaram,,,
Os Banqueiros, Intermediários e Parasitas vencerão.
Publicado por: xatoo às março 3, 2006 04:03 PM
Nem tudo o que a esquerda faz é mau...Um bom exemplo...
"O presidente brasileiro Lula da Silva aprovou, ontem, uma lei que permite a concessão de florestas públicas para exploração madeireira e outras actividades económicas, a fim de acabar com o devastamento da região Amazónica.
A cada ano, desaparecem cerca de 20 mil quilómetros quadrados de mata.
O Governo Lula acredita que a nova lei ajude a reduzir este fenómeno, desenvolvendo a economia local de maneira mais sustentável.
Serão concedidos para exploração privada 13 milhões de hectares na região Amazónica nos primeiros dez anos de vigor do plano. A concessão será efectuada através de concursos públicos.
«Com essa lei, tenho certeza, o madeireiro que faz exploração predatória poderá começar a agir legalmente, tornando-se produtor florestal», disse a ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre a iniciativa.
*Correspondente em São Paulo"
http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=272481
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 04:22 PM
Nem tudo o que a esquerda faz é mau...Um bom exemplo...
"O presidente brasileiro Lula da Silva aprovou, ontem, uma lei que permite a concessão de florestas públicas para exploração madeireira e outras actividades económicas, a fim de acabar com o devastamento da região Amazónica.
A cada ano, desaparecem cerca de 20 mil quilómetros quadrados de mata.
O Governo Lula acredita que a nova lei ajude a reduzir este fenómeno, desenvolvendo a economia local de maneira mais sustentável.
Serão concedidos para exploração privada 13 milhões de hectares na região Amazónica nos primeiros dez anos de vigor do plano. A concessão será efectuada através de concursos públicos.
«Com essa lei, tenho certeza, o madeireiro que faz exploração predatória poderá começar a agir legalmente, tornando-se produtor florestal», disse a ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre a iniciativa.
*Correspondente em São Paulo"
http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=272481
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 04:22 PM
«A cada ano, desaparecem cerca de 20 mil quilómetros quadrados de mata».
Isto não se resolve com legislação.
Um crime desta gravidade resolve-se com as Forças Armadas e os Serviços de Informação.
A menos que a República Federativa do Brasil seja uma triste marionete às mãos dos madeireiros ...
Publicado por: asdrubal às março 3, 2006 04:47 PM
Eu discordo. É impossivel controlar o que se está a passar e só ia criar revolta na população. Assim estabelecem-se limites e o governo tem a legitimidade para impedir os madeireiros ilegais.
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 05:16 PM
UMA PROPOSTA
Em homenagem à Joana que aqui expressava as suas ideias liberais e sabia acolher com liberdade de espírito as opiniões dos seus leitores, sugeria que fosse constituído um novo blog, talvez comissariado por 3 ou 4 dos seus leitores, e que cuide em manter esta comunidade viva e alerta para os desenvolvimentos do nosso colectivo.
O que acham?
Publicado por: Fernandinho às março 3, 2006 06:32 PM
Acho boa ideia.
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 06:58 PM
Eu não acredito que a Joana se tenha «demitido» definitivamente deste blog.
Publicado por: asdrubal às março 3, 2006 07:35 PM
Fernandinho às março 3, 2006 06:32 PM
A ideia é boa. Todavia, encontrar pessoas com a capacidade e a versatilidade da Joana para dirigir um blog deste tipo é que me parece muito difícil, a avaliar pelo que se passa na blogosfera nacional.
Quem é que se lhe equipara? Não conheço.
A Joana é insubstituível !
Publicado por: Senaquerib às março 3, 2006 09:46 PM
O que percebi é que seria um blogue de homenagem à Joana e não uma substituição do Semiramis com alguém a fazer de Joana. Concordo com o primeiro caso e penso que nesse ponto o mais importante é a intenção até porque ninguém iria tentar substituir a Joana, mas não concordo de maneira alguma com o segundo caso. De qualquer maneira o ideal acho que seria um forum aonde o pessoal pudesse trocar ideias. Já aprendi bastante aqui.
Publicado por: AtomSmith às março 3, 2006 11:00 PM
Aprender. Aprender sempre!
Publicado por: Lenin às março 4, 2006 01:17 AM
AtomSmith às março 3, 2006 11:00 PM
Está bem, mas acho que ao menos devia haver, sei lá, uma espécie de moderador que orientasse a temática a discutir. De contrário, a troca de ideias pode facilmente descambar em discussão estéril e completamente inútil, como se verifica noutros fóruns que por aí existem.
A ir para a frente a sugestão, proponho que o blog se chame Fórum Semiramis, em homenagem à Joana.
Publicado por: Senaquerib às março 4, 2006 10:17 AM
Concordo coma ideia de um forum ou novo blog e colaborarei. Mas o problema é o mesmo de sempre: quem assume a responsabilidade da criação inicial? Estas coisas exigem dedicação. Quem se oferece como voluntário?
Publicado por: Albatroz às março 4, 2006 11:11 AM
Não se cansem, já existe mas não tem moderadores.
http://afundasao.blogspot.com/
Publicado por: Capuchino de Cor Púrpura às março 4, 2006 11:53 AM
Bora logo ... eu tb posso colaborar...
Publicado por: Cush às março 4, 2006 01:22 PM
Publicado por: Capuchino de Cor Púrpura às março 4, 2006 11:53 AM
seu maroto.
Publicado por: AtomSmith às março 4, 2006 04:45 PM
a próxima ... é minha ...
Publicado por: Cush às março 4, 2006 10:00 PM
plim plão...
Publicado por: Cush às março 4, 2006 10:01 PM
Pois é estimado Albatroz .. acabaste não comentando o pib astronómico do estado de Columbia....já foste dar uma espreitadela naquele estudo dos suecos ?
http://www.timbro.com/euvsusa/
Bem que podias esclarecer como é possível tal proeza..
E seria porreiro se esclarecesses também pq é que o único estado europeu que consegue o milagre de atingir a média americana não é maior que a baía de Todos os Santos .. que banha Salvador e o Recôncavo....
Publicado por: Cush às março 4, 2006 10:36 PM
Cush, pá, não há meio de aprenderes que o PIB não tem nada que ver com as calças...
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 5, 2006 01:12 AM
Pois olha a ver se aprendem alguma coisa .. não é o que dizem estes ...Dr Fredrik Bergström, President of the Swedish Research Institute of Trade, and Mr Robert Gidehag, until recently Chief Economist of the same Institute....
Porque não vais dar uma olhada nesse estudo e a seguir me explicas ? http://www.timbro.com/euvsusa/
Publicado por: Cush às março 5, 2006 01:33 AM
Cush acho bem que não te maravilhes com o PIB dos USA antes de descontares os efeitos das guerras! Das Guerras, sim, porque a economia norte-americana sem o motor do complexo militar-industrial dá-lhe um vipe num instante!
Quanto a ver isso, recorda-te do semiólogo C. S. Peirce (?) que estabeleceu a definição de índice com a metáfora: "o fumo é um índice do fogo".
Eu garanto que o Dow Jones antes e depois da 2a invasão do Iraque mostra bem a cena (toda).
Entretanto vamos a ver o paradoxo:
http://online.expresso.clix.pt/1pagina/artigo.asp?id=24758573&wcomm=true#comentarios
Publicado por: py às março 5, 2006 04:38 PM
CONCRETIZAÇÃO?
A sugestão que apresentei atrás para um blog de reflexão e discussão, no espírito do Semiramis da Joana, colheu várias apreciações positivas de AtomSmith, Senaquerib, Albatroz e de Cush. Um ou mais destes leitores e comentadores, não quer avançar com esse Fórum Semiramis? Era bom que esta pequena comunidade que a Joana soube reunir, trocando e refutando ideias, se se mantivesse.
Publicado por: Fernandinho às março 5, 2006 05:49 PM
Publicado por: py às março 5, 2006 04:38 PM
Caro py lamento discordar mas os índices bolsistas dos EUA, S&P, DJ e Nasdaq caem sempre que aumenta o preço do crude, e o preço do crude aumenta sempre que há ameaça de guerras ou instabilidade no médio oriente. Já agora qualquer economia é prejudicada pelo aumento do preço do crude, apenas as grandes petrolíferas são beneficiadas por isso e essas realmente têm tido grandes lucros com os preços elevados do crude nos últimos anos, não é segredo nenhum.
Aliás as empresas europeias nas bolsas e os índices bolsistas europeus têm tido melhores prestações que os americanos...
Publicado por: AtomSmith às março 5, 2006 08:21 PM
Publicado por: Fernandinho às março 5, 2006 05:49 PM
Continuo a concordar mas quem vai criar o Forum??? O capuchinho purpura???
Publicado por: AtomSmith às março 5, 2006 08:31 PM
Já agora os mercados bolsistas não reflectem necessariamente o estado da economia. Os EUA têm um baixo desemprego e um crescimento económico elevado, estão muito melhor que a Alemanha, França ou Itália, no entanto as empresas Europeias estão em muito melhor posição principalmente no que toca á valorização das acções.
Segundo algumas fontes isto tem que ver com aquilo que o Karl Marx (deste blog) referiu há uns tempos através daquele artigo sobre a Sonae que ele "postou". As grandes empresas europeias agem dessa maneira, procuram os países que lhes fornecem melhores condições e assim acabam por estar repartidas por vários países e ter muitas vezes uma percentagem reduzida de trabalhadores nos países de origem. E o seu crescimento não reflecte o crescimento do país mas o crescimento global. É curioso que numa Europa anti-globalização as empresas tirem o melhor partido dessa mesma globalização.
Publicado por: AtomSmith às março 5, 2006 09:03 PM
Sugeriria um texto-base (de louvor e arrependimento cristãos) - por exemplo da Mourão Casquilho & Filhos Ltdª - para um abaixo-assinado solicitando o retorno ao Semiramis da Joana, sua líder natural.
Publicado por: asdrubal às março 5, 2006 11:13 PM
DUBAI (Reuters) - Al Qaeda's deputy leader Ayman al-Zawahri called for attacks on Western targets such as those in the United States, Madrid and London, according to an audio tape posted on the Internet on Saturday.
"(Muslims have to) inflict losses to the crusader West, especially to its economic infrastructure with strikes that would make it bleed for years. The strikes on New York, Washington, Madrid and London are the best examples," said the speaker who sounded like Zawahri.
"We have to prevent the crusader West from stealing the Muslims' petroleum which is being drained in the biggest robbery in history," he said.
http://today.reuters.com/news/articlenews.aspx?type=worldNews&storyid=2006-03-04T215524Z_01_L04310898_RTRUKOC_0_US-SECURITY-ZAWAHRI.xml
Porque será que nenhum orgão da comunicação social colocou isto nas noticias do dia ?
Esta "gente" contra quem se trava a guerra diz que o petróleo lhe é roubado ...mas .. ele é comprado ..
A Noruega é um país riquissimo em Petroleo e a sua sociedade usufrui dessa riqueza..por outro lado .. a maioria dos países árabes produtores vive em ditaduras ferozes..onde só uma minoria usufrui dessa benesse...
Essas minorias usam a velha táctica de apontar inimigos externos para distrair as atenções dos seus problemas internos ..
Este exemplo é perfeito...
Quem sabe este "médico" não será o próximo governante do egipto...
som de fundo .. Buarque..Político..construção..
Publicado por: Cush às março 5, 2006 11:25 PM
Vixe ó Asdrubal... tu costumas ser pertinente ..mas olha lá .. não te sabia com tanta imaginação...
Olha que 600 comentários num post já seria um belo abaixo assinado..
Se a Joana realmente não quiser voltar ... que não volte... a gente não se perde ..
Mas para fazer um novo forum inspirado nela .. seria necessária que os que estão dispostos a fazê-lo disponham de tempo .. o que é cada vez mais escasso...parece...mas .. nunca se sabe ..
Uma coisa é certa .. existe vontade ..e isso ... é o essencial...e seria uma inovação...
Publicado por: Cush às março 6, 2006 12:03 AM
Por falar em Cruzadas ...interessante ver como Kerry concorda com Bush ...
Kerry: U.S. Must 'End the Empire of Oil'
LONDONDERRY, Northern Ireland Mar 5, 2006 (AP)— Sen. John Kerry said Sunday that the United States must rebuild the power of the United Nations and help "end the empire of oil" to defeat terrorism.
Kerry, who lost to President Bush in the 2004 presidential election, avoided explicit criticism of the U.S. administration during a wide-ranging speech on the global dynamics of terrorism. But he said Bush's policy of imposing democracy in Iraq and Afghanistan risked looking like a crusade in Arab, Muslim eyes.
"If it is seen as the result of an army marching through Muslim lands, it will fail," Kerry told an audience at the University of Ulster in Londonderry, the second-largest city in Northern Ireland.
The "war on terror," Kerry said, was not principally about the U.S.-led military operations in Afghanistan and Iraq, but was "fundamentally a war within Islam for the heart and soul of Islam, stretching from Morocco east to Indonesia." He said terrorist threats against the West and within Muslim nations exist in part because "no center of moral authority has emerged to stop those who would murder in the name of Islam."
But Kerry suggested the current focus on American-led military interventions was not the way to promote stable democracies in the Middle East, a region of dictatorships underpinned by oil money. Sustainable political change required concerted international political pressure combined with appropriate development aid.
"Great American presidents, from Roosevelt to Truman to Kennedy, understood that success requires a community of nations working together, drawing strength from shared sacrifice and steadfast commitment to our shared ideals," he said.
He added that "great alliances" should be formed again and "that means strengthening and reforming not weakening and walking away from the ability of the UN to play a forceful role in troubled places like Iraq and Darfur."
Kerry, D-Mass., said unified pressure from the democracies of Europe, Asia and the Americas would be more effective "to counter the teaching of hatred in madrassas (Muslim religious schools) throughout the Middle East. … And we must work with moderate Muslims, especially clerics, to permanently discredit the belief that the murder of innocents can be justified in the name of God, race, or nation."
Continua em http://www.abcnews.go.com/Politics/wireStory?id=1689918&page=1
Publicado por: Cush às março 6, 2006 12:27 AM
Semiramis , a sua Babel e as influências....
No encontro de El Salvador da Rede Latino Americana e Caribenha de Trabalhadoras Sexuais, as putas descobriram como se entender melhor. Falando espanhol de vários países e o português, passaram a “denunciar” palavras estranhas dizendo: “Código”. Aí, buscava-se uma alternativa compreensível.
Publicado por: Cush às março 6, 2006 02:24 AM
Cush às março 4, 2006 10:36 PM
O erro que tem estado a cometer é o de pensar que a felicidade dos povos se traduz totalmente no PIB per capita. Para além do facto de que uma média é uma medida extremamente falsa - a média entre 90 e 10 é a mesma da média entre 51 e 49 -, sobretudo quando se trata de rendimentos, não podemos esquecer que a segurança social pode garantir uma subsistência com dignidade a pessoas que têm rendimentos baixos. Ou seja, a desigualdade nos Estados Unidos falseia a apreciação baseada no PIB per capita, e um americano com um rendimento superior a um europeu pode ter uma situação económica muito mais precária e uma capacidade menor para satisfazer as suas necessidades básicas. Eu conheço os Estados Unidos e conheço muitos países europeus (vivi bastantes anos na Bélgica e na Holanda) e constatei que as carências económicas e sociais são muito menores na Europa. Além do mais rejeito uma sociedade intrinsecamente violenta, que banalizou a pena de morte, em que a vingança substituiu a justiça, e onde não há a menor empatia pelos pobres e pelos mais fracos. Admito que um rico possa viver melhor nos EUA do que na Europa, mas não é disso que se trata...
Publicado por: Albatroz às março 6, 2006 08:55 AM
AtomSmith às março 5, 2006 09:03 PM
"É curioso que numa Europa anti-globalização as empresas tirem o melhor partido dessa mesma globalização."
É verdade! Quanto a mim isso acontece porque há várias concepções de globalização. Há, por exemplo, a globalização económica e a globalização política, para já não falar das globalizações culturais, religiosas, desportivas, científicas, tecnológicas, etc.
Ora as empresas estão interessadas na globalização económica porque isso lhes traz benefícios.
Os políticos, pelo contrário, têm mais a perder do que a ganhar com a globalização política.
Essa é que é essa!
Publicado por: Senaquerib às março 6, 2006 10:20 AM
E esta hem ?
China abandons numerical economic targets
By Richard McGregor in Beijing
Published: March 6 2006 12:01 |
China is ditching nearly all numerical economic targets from its decades old planning system as part of an effort to change the country’s obsession with growth at the expense of social programmes and the environment.
The National Development and Reform Commission, the chief planning agency, said that economic targets in the country’s latest five-year plan, released on Monday, had been pared back to give “greater play to market forces.”
Only two economic targets have been included in the plan - a promise to double per capita GDP in the 10 years to 2010 and reduce energy consumption per unit of output in the five years to the end of the decade.
“Our economic growth may be increasing but we would like to know the environmental price we are paying to achieve it,” said Ma Kai, the NDRC chairman, at the annual meeting of the National People’s Congress.
All of the other “obligatory” targets in the new plan focus on social spending, in education and health, and on the environment, including the disposal of waste and pollutants.
Fan Jianping, the director of the economic forecasting department of the State Information Centre, said the aim of the reform was to distinguish “which area is the responsibility of the government and which should be left to the market.”
“By setting ‘non-obligatory’ targets, governments will no longer need to announce concrete growth figures for sectors such as steel and autos,” Mr Fan said.
Another, largely unstated, reason for change is that the planning process has become discredited by the NDRC’s off-target predictions in recent years, especially for power generation and coal production.
Continua ... em http://news.ft.com/cms/s/ccba3594-ad07-11da-9643-0000779e2340.html
Publicado por: Cush às março 6, 2006 12:37 PM
então se a medida (PIB)é falsa .. propões abandonar as medidas .. é como atirar o espelho pela janela...um dia se verá ...curioso que a china vai manter o PIB como ferramenta de aferição..
Já agora .. o que sugeres para aferir ?
Foste ler o estudo dos Suecos ou não ?
Publicado por: Cush às março 6, 2006 12:42 PM
O erro que tem estado a cometer é o de pensar que a felicidade dos povos se traduz totalmente no PIB per capita.
Publicado por: Albatroz às março 6, 2006 08:55 AM
Eu sei que não se traduz totalmente .. mas numa grande parte ... agora ... a felicidade dos povos aumenta ..qd diminui a quantidade de pobres ..esse é que é o objectivo.
E para isso é necessário crescimento ..
e é preciso aferir esse crescimento..para se saber se se está a trabalhar bem ...ou mal...pq ao nível da governação tudo se revela a prazo...
Publicado por: Cush às março 6, 2006 01:38 PM
Cush às março 6, 2006 01:38 PM
Todos aqueles que se dedicam às questões de desenvolvimento sabem que o crescimento é uma condição necessária mas não suficiente para o desenvolvimento. A riqueza criada tem de ser adequadamente distribuida, senão só beneficia aqueles que não precisam. Por isso, tentar aferir do sucesso de uma sociedade apenas com base em indicadores económicos não resulta. É preciso olhar igualmente os indicadores sociais. E aí os EUA falham redondamente. Sendo uma sociedade adepta do darwinismo económico e social (vulgo, lei da selva...), os EUA são óptimos para aqueles que são capazes de prosperar num tal ambiente, e péssimos para quem não consegue. Como uma comunidade é constituída por gente competitiva e gente menos competitiva, adoptar um sistema que apenas beneficia os competitivos não serve os interesses da comunidade no seu todo. A Europa em parte já percebeu isso, os EUA não. Prefiro a Europa.
Publicado por: Albatroz às março 6, 2006 01:58 PM
Ó Albatroz ... és duro de roer .. mas água mole em pedra dura tanto dá até que fura..
Se estiveres disposto( e com paciência ) a aprofundar esta questão .. eu adoraria .. já que me interessam pontos de vista diferentes ...
Publicado por: Cush às março 6, 2006 03:14 PM
Hum.
...
Publicado por: py às março 6, 2006 03:30 PM
Bem, como considero VPV o melhor escritor português (venenosamente) vivo, passo-me - como leitor - para «O Espectro».
Publicado por: asdrubal às março 6, 2006 11:10 PM
buack.. que falta de gosto .. Asdrubal...
Publicado por: Cush às março 7, 2006 02:25 AM
vem aí o com 600 ...e sou eu que o vou fazer..prescindi até de algumas coisas ....
Publicado por: Cush às março 7, 2006 02:38 AM
Qual é o blog que atinge 600 coms num post?
A Joana ..onde quer que esteja vai ficar feliz com este ...
... para ti meu olhos bonitos mas aterrisador esculhambado .. quero mostrar-te outros modos de aferição que não só o Pib per capita ..
Claro que em termos googlobais continua a ser um desfasamento adstringente...
...Quando o patronato ganha 4 biliões( biliões americanos) num único dia e mil empregados nesse mesmo dia ficam milionários...que dizer ??
Que existe boa distribuição de riqueza ..ou não ?
Ou é mais um exemplo de desinformação e mentira ?
Há quanto tempo não vais aos USA e há quanto tempo não olhas para um retrato frio da UE ?
Nos USA agora têm uma Negra ..sim uma Mulher .. e Negra ...a representá-los no mundo.
Mas tu precisas de grandes pequenos exemplos para complementar as estatísticas ..e fazes bem...
então ..vai ver este ..
http://www.time.com/time/photoessays/2006/inside_google/11.html
Peço-te um... um único exemplo parecido... aí..na velha UE...
Publicado por: Cush às março 7, 2006 03:18 AM
Boa oportunidade de aprender para os que vivem nos arredores de Lisboa:
O Dr. Al Kubaishi
Presidente da Aliança Patriótica Iraquiana
que esteve 15 meses preso pelas tropas dos EUA
vem a Lisboa falar sobre a resistência no seu país.
Casa do Alentejo, 11 de Março, 18:30
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 7, 2006 10:09 AM
Publicado por: Cush às março 7, 2006 03:18 AM
Um único exemplo?
O Belmiro de Azevedo.
Ficou multimilionário de um dia para o outro.
É um caso de reversão da riqueza. Tirou aos ricos para dar ao pobre (ele próprio, está bem de ver).
E viva o capitalismo.
Publicado por: Coca bichinhas às março 7, 2006 10:14 AM
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 7, 2006 10:09 AM
Hum...
No aniversário do golpe
e
Numa casa toda mourisca
Serão coincidências?
Publicado por: Capuchino da cor do Benfica às março 7, 2006 10:38 AM
Cush às março 7, 2006 02:25 AM,
Pois é, mas gostos não se discutem.
Escreve como ninguém, conhece a História de Portugal do sec. XIX como raros, e tem um sentido de humor ímpar à mistura com uma «personalidade cascavel». É um tipo deliciosamente detestável. O melhor escritor português vivo.
Publicado por: asdrubal às março 7, 2006 10:39 AM
hum
Publicado por: py às março 7, 2006 02:08 PM
nhac
Publicado por: py às março 7, 2006 02:09 PM
O Semiramis é um blogue sujeito a pagamento periódico e, quando expirar o prazo, ele será fechado, não aceitando mais contributos.
Por isso temos de, mais dia menos dia, sair daqui definitivamente.
A "sugestão" de Asdrubal talvez não seja má, à falta de outras alternativas (não surgem ideias concretas...). De facto, "O Espectro" parece ser uma boa solução: trata-se de um blogue bastante animado, atira boas pedradas no charco, tal como fazia a Joana, embora com menos nível e elegância. Mas merece a pena.
Publicado por: Senaquerib às março 7, 2006 02:59 PM
"A tolerância não é respeitar as ideologias, mas sim as pessoas. Respeitar as mulheres é o princípio fundamental da humanidade." - Quitéria Barbuda in "Os Filhos de Maomerdas", revista "Espírito", nº 28, 2006.
QUAES CUNQUE FINDIT
Publicado por: Brigada Bigornas às março 7, 2006 04:25 PM
Mas vocês estão mesmo convencidos de que este blog está vivo?
Já contaram quantos visitantes entram aqui?
Publicado por: O fantasma da Oprah às março 7, 2006 08:20 PM
No dia 24 de fevereiro o nº de visitantes era 551 535 , ontem dia 6, era 532 929, ou seja + - 1500 em 10 dias.
Publicado por: Olheiro da Obra às março 7, 2006 10:57 PM
Antes que chegue ao 666 ..o número da besta..saio por aqui ..
Fui espreitar o blog do VPV .. tou cansado daquele papo.. muito cansado... se lá fôr será apenas para mijar fora do penico...
Mas antes de ir .. deixo um presente ... gosto de dar.. mesmo sem receber nada em troca...
Google Page Creator -
Google Page Creator is a free online tool that makes it easy for anyone to create ... Google Page Creator is a Google Labs project, and is still in an early ...
Ah.. e armazena os sites .. sem receber nada em troca...
Parece que é preciso ter email da google ... quem quiser convites ... para ter o gmail ..é só pedir .. capiroba@gmail.com
Xau...
OBRIGADO JOANA
Publicado por: Cush às março 7, 2006 11:44 PM
Olheiro da Obra às março 7, 2006 10:57 PM
Isso não é o número de visitantes: é o número de hits.
São contadas, até, as visitas só para espreitar se alguém escreveu ou respondeu a um comentário.
A verdade é que, entre monogâmicos e clones, não há mais de seis maduros a escrever comentários.
Publicado por: Fiscal encartado às março 8, 2006 01:53 AM
Este «blog» tinha de facto muita qualidade sobretudo pelos "post's" da Joana e por alguns dos seus comentadores, de que obviamente me excluo (sem "complexos").
Ora, e uma vez que a «13ª medida de desburocratização» parece estar sendo aplicada ao próprio «Semiramis» não vislumbro quando - e se - voltará ao activo.
Antes de,também, me ir embora gostava de deixar aqui uma "coisa" em francês que achei fascinante e que é esta :
« Quel est cet agent, cette force assurant la communication ? La foudre éclate entre intensités différentes, mais elle est précédée par un précurseur sombre, invisible, insensible, qui en détermine à l'avance le chemin renversé, comme en creux. De même, tout système contient son précurseur sombre qui assure la communication des séries de bordure... Parce que le chemin qu'il trace est invisible, et ne deviendra visible qu'à l'envers, en tant que recouvert et parcouru par les phénomènes qu'il induit dans le système, il n'a pas d'autre place que celle à laquelle il « manque », pas d'autre identité que celle à laquelle il manque : il est précisément l'objet = x, celui qui « manque à sa place » comme à sa propre identité. »
(Gilles Deleuze)
A Joana, «nous manque» ...
Publicado por: asdrubal às março 8, 2006 11:59 AM
Cush - Tome a iniciativa!
VPV faz um exercício de cultura diletante, é cansativo. Lembro-me de há uma dezena de anos ter lido uma crónica dele no Independente em que contava um episódio ocorrido em Inglaterra: enquanto esperava numa bicha, abriu a janela do carro e deitou fora um papelinho (ou pacote de cigarros?) amachucado. O motorista de um pesado que estava à sua frente saíu da camioneta, apanhou o papel e devolveu-lho, perguntando retoricamente se ele não tinha perdido um papel. Depois VPV terminava dizendo que nunca mais tinha perdido papeis por lá, mas claro que cá ninguém liga. Acho que ele não melhora o nível geral, apenas se ri dos outros.
Publicado por: Fernandinho às março 8, 2006 01:09 PM
Acho piada... muitos destes textos existem como se não tivessem autor.
Daqui a uns tempos alguem aparece com um texto da «Joana» e diz ser seu... e depois? Quem era mesmo a Joana?
É lamentável que textos com a qualidade de muitos dos que estão publicados noeste blog não tenham uma face depois do «falecimento» da sua criadora.
Não consta que a criadora tenha expressado alguma vez que quizesse ser anónima depois de morte.
O que consta é que ela queria ser anónima por razões da sua VIDA!
Publicado por: tarolo às março 8, 2006 01:38 PM
Acho piada... muitos destes textos existem como se não tivessem autor.
Daqui a uns tempos alguem aparece com um texto da «Joana» e diz ser seu... e depois? Quem era mesmo a Joana?
É lamentável que textos com a qualidade de muitos dos que estão publicados noeste blog não tenham uma face depois do «falecimento» da sua criadora.
Não consta que a criadora tenha expressado alguma vez que quizesse ser anónima depois de morte.
O que consta é que ela queria ser anónima por razões da sua VIDA!
Publicado por: tarolo às março 8, 2006 01:39 PM
Zumba
Publicado por: Zumba às março 8, 2006 10:53 PM
tarolo
O (M) sabe quem é a Joana.
Chega-nos, creio.
Publicado por: asdrubal às março 9, 2006 01:56 AM
O (M) não sabe quem é a Joana... apenas trocou com ela um «par» de emails.
(M)-> "Eu não conheço pessoalmente a Joana, mas descobri acidentalmente a sua identidade(*) e troquei com ela um par de e-mails. E fiquei por aqui. Eliminei, inclusivamente, o seu e-mail da minha lista de contactos."
(*)email pessoal, não a identidade.
Publicado por: Tarolo às março 9, 2006 05:36 PM
"Num tempo em que abundam as modalidades desportivas, deveria ser obrigatório nos Jogos Olímpicos o Arremesso da Escarreta à Distância e a Tiro com Pívia ao Alvo. Já estou a imaginar as nossas Equipas da Escarreta à Distância e do Tiro com Pívia a desfilarem orgulhosamente na delegação Olímpica. Nas bancadas os representantes federativos, e as respectivas famílias, inscritas como técnicos." - Quitéria Barbuda in "Espera aí que já cospem, ou a lenda do Todo Boneco", Revista "Espírito", nº 29, 2006.
QUAES CUNQUE FINDIT
Publicado por: Brigada Bigornas às março 9, 2006 07:37 PM
Tarolo às março 9, 2006 05:36 PM
É preciso ser tarolo.
Identidade: conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é
(Dicionário Universal)
Como sabem todos o que o leram habitualmente, o (M) não é estúpido de todo e explica-se muito bem. Se ele disse que descobriu a identidade de Joana é porque, de facto, a descobriu.
Essa de «identidade=e-mail pessoal, não identidade», ou seja «identidade=não identidade» só pode sair da cabeça de um tarolo...
«Tarolo=pequena acha de lenha»
(Dicionário Universal)
Um tarolo tem serradura em vez de massa encefálica
Publicado por: Analista às março 9, 2006 10:53 PM
Tarolo às março 9, 2006 05:36 PM
É preciso ser tarolo.
Identidade: conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é
(Dicionário Universal)
Como sabem todos o que o leram habitualmente, o (M) não é estúpido de todo e explica-se muito bem. Se ele disse que descobriu a identidade de Joana é porque, de facto, a descobriu.
Essa de «identidade=e-mail pessoal, não identidade», ou seja «identidade=não identidade» só pode sair da cabeça de um tarolo...
«Tarolo=pequena acha de lenha»
(Dicionário Universal)
Um tarolo tem serradura em vez de massa encefálica
Publicado por: Analista às março 9, 2006 10:54 PM
Analista em março 9, 2006 10:54 PM
O (M) apenas disse, por outras palavras, que descobriu o email pessoal da Joana. Se ler com atenção a sua mensagem chegará a essa conclusão.
Publicado por: Tarolo com serradura na cabeça às março 10, 2006 11:52 AM
Pesporrantes.
e
Convencidos.
Para eles tudo não passa de um jogo de fortuna e de azar.
Azar para nós que os gajos não acertam uma.
Depois de andarem a gritar milhões por todo o lado, de proclamarem a retoma... etc... etc... Vem o Instituto de Estatística dizer que o crescimento foi 0,3.
Praticamente, estagnação
Pior que em 2004 com Santana Lopes.
Sem dúvida vamos a caminho da recessão perante o aplauso dos papalvos que ainda confiam neste governo.
Admirem-se depois que os impostos aumentem, que aumente a inflação e que o ordenado mingue.
Ou as sondagens nos enganam ou os arrependidos são falsos
Publicado por: Mais um arrependido às março 11, 2006 09:31 AM
Um interessante pequeno texto de Medina Carreira:
"Os factores de prosperidade do Estado-providência desapareceram no último quarto de século. E há agora novas dificuldades, provenientes do “alargamento” e da liberalização do comércio mundial. A UE desindustrializa-se, deslocaliza-se, tem cada vez mais desempregados e cresce cada vez menos. Suporta, assim, os custos da sua integração em espaços económicos muito heterogéneos. A Europa do século XXI como que se confronta com a Europa do século XIX: compete com economias sem regras e com sociedades sem direitos económicos e sociais. Se a UE aceita a integração neste mercado inteiramente globalizado e desregulado, terá de fazer um recuo do “social”. Nesse contexto não é livre uma qualquer opção ideológica porque se terá apenas de aceitar as consequências inexoráveis da competição entre sociedades com modelos muito diferentes e funcionamentos muito desiguais. Se a UE porfiar na manutenção completa do chamado “modelo social”, caminhará inevitavelmente para um novo proteccionismo. A ruidosa reacção contra a “directiva Bolkstein” é um índice da disposição proteccionista, para salvação do “social”. Apenas assumida sem complexos por se tratar de uma questão interna da UE/25. Com efeito, o princípio absoluto da livre concorrência não poderá ser válido para as mercadorias sem o ser para os serviços."
Por mais de uma vez defendi aqui um proteccionismo integral da Europa para fazer face aos desafios de uma globalização descontrolada. Medina Carreira, sem defender esse proteccionismo, aponta as razões pelas quais ele é inevitável. Porque não podemos aceitar o desmantelamento do nosso modelo social teremos de nos proteger e abandonar essa globalização. Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe isto. Medina Carreira, que tem muito mais do que dois dedos de testa, nao podia deixar de perceber. Neste blogue há quem não tenha querido perceber...
Publicado por: Albatroz às março 11, 2006 12:39 PM
Ah ,ah... agora que o Cush se foi ... posso voltar.... acabou a repressão...
Passei estes dias no blog O espectro.... mas já morreu... vixe .. podgi ?? é moli ?? Não durou nem dois meses... e as postas ?? A coscuvilhice de sempre...
Afinal Albatroz... e apesar de eu e o Cush não concordarmos em algumas coisas ..tenho que reconhecer que aquele estudo dos suecos ... revelam o raio X da UE.. e tá mau ... muitas metasteses.....a solução para ti .. seria fazer uma muralha como a da China .. era não ?
Publicado por: Cabouclo Capiroba às março 11, 2006 01:58 PM
Caro alter ego do Cush,
Que tal ir à essência das coisas e deixar as anedotas?... O Medina Carreira percebeu, porque não fazer um esforçozinho?...
Publicado por: Albatroz às março 11, 2006 02:23 PM
O Cush vestiu a pele do Cabloco para parecer ainda mais idiota do que é
Publicado por: Templário às março 11, 2006 05:26 PM
Hello...
Publicado por: Pimpinela Escarlate às março 11, 2006 09:19 PM
Hello...
Publicado por: Emma Orczy às março 11, 2006 09:27 PM
Caro Albatroz, como já referi o seu humanismo apenas se traduz em anti-americanismo. O proteccionismo lesa antes de mais o interesse dos consumidores, em segundo lugar prejudica os países com que os humanistas tanto se preocupam, os países em desenvolvimento. O proteccionismo protege apenas os interesses instalados, como o de certos empresários da industria têxtil que tendo recebido subsídios e estando avisados da concorrência futura chinesa gastaram o dinheiro sabe-se lá em quê e hoje faliram levando várias pessoas ao desemprego. Aliás os industriais parasitas e os líderes sindicais são o pior inimigo do trabalhador.
É de notar que a China com os seus produtos de mão-de-obra barata salvou o mundo de consequências bem piores da crise do petróleo que vivemos.
Publicado por: AtomSmith às março 11, 2006 09:42 PM
Já agora, maiores exportadores (% do total de exportações mundiais):
1- Euro Area 17,48%
2- EUA 12,72
3- Alemanha 9,55
4- R. Unido 6,02
5- Japão 5,32
6- França 5,32
7- China 4,85
8- Itália 4,04
12- Espanha 2,53
30- Brasil 0,84
39- Portugal 0,49
Espero que o proteccionismo não nos caia na cabeça. Já agora embora a BTC de Portugal seja negativa a da zona euro é positiva e a dos EUA é negativa.
Publicado por: AtomSmith às março 11, 2006 09:58 PM
AtomSmith às março 11, 2006 09:42 PM
Para se ver a floresta é preciso desencostar o nariz da árvore que nos estiver mais próxima...
Uma Europa - e uns EUA - proteccionistas seriam a salvação de muitos países subdesenvolvidos, já que poderiam finalmente deixar de ser dependentes e criar o seu próprio aparelho produtivo. É que é bom não esquecer que o saldo positivo da BTC de alguns corresponde ao saldo negativo da BTC de muitos outros. E, por acaso, quem tem BTC positivas são normalmente os países ricos - a China é que veio estragar esse arranjinho - e quem tem BTC negativas são, normalmente, os pobres. Mas essas não são as suas preocupações, pois não?...
Publicado por: Albatroz às março 11, 2006 10:13 PM
Olha, «O Espectro» despediu-se.
Não há mais. Isto é que vai uma crise.
Publicado por: asdrubal às março 11, 2006 10:16 PM
A D.Constança foi convidada a opinar no «Público».
Como ao quinto whisky duplo fica sem atinar com o teclado, já não tem tempo de alimentar o blog.
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 12, 2006 01:27 AM
Meu caro Albatroz a BTC deficitária não é sempre má e a BTC superavitária também não é sempre boa. Um país em crise precisa de aumentar as suas exportações para gerar postos de trabalho e fazer crescer a economia, mas um país que esteja numa politica expansionista e com fortes tendências inflacionárias como os EUA uma balança deficitária ajuda a controlar a inflação.
No caso de Portugal é que é mau a BTC deficitária e isso acontece em grande parte à valorização do Euro que nos tira competitividae. Quanto à sua lógica não concordo visto que os países mais pobres precisam de escoar a sua produção e o mercado interno é insuficiente e não tem poder de compra mas felizmente os governos estão cada vez mais cientes do maleficio para todos dos proteccionismos.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 09:19 AM
"...visto que os países mais pobres precisam de escoar a sua produção ..."
Meu caro AtomSmith! Qual produção? Café, bananas, caju, amendoim, abacaxi?... É a isso que quer condenar as economias menos desenvolvidas? Sim, porque os bens industriais têm eles de comprar aos países ricos, muito mais competitivos. Sem a política da canhoneira económica, há muito que os países menos desenvolvidos teriam começado a desenvolver-se.. Veja o caso da ex-Rodésia. As sanções económicas levaram ao crescimento da sua capacidade industrial, embora tivesse prejudicado a exportação de tabaco. E a África do Sul do tempo do apartheid? Também aí as sanções económicas estiveram na base da industrialização do país. É evidente que não proponho o regresso ao proteccionismo nacional, mas reafirmo que o proteccionismo continental (ou regional) poderia ser a via de salvação económica tanto da Europa como de África. Até que os niveis de desenvolvimento globais fossem semelhantes.
Publicado por: Albatroz às março 12, 2006 11:11 AM
A economia cresce de uma forma sustentada. É preciso que esses países passem por todo o processo de crescimento, a agricultura vai dando lugar á industria e a industria aos serviços. Não conheço o caso da ex-Rodésia e terei que pesquisar mas conheço o caso da China, da Índia, do Brasil ou da Estónia, mas um mercado livre de proteccionismos é a melhor das alternativas para todos. Alem disso é verdade que se nós lhes abrirmos as portas aos produtos agrícola os países menos desenvolvidos também devem abrir as portas aos serviços e á industria dos mais desenvolvidos mas isso não é mau, veja-se o caso da China ou da Estónia. É uma troca que interessa a ambos e que conduzirá a longo prazo á verdadeira igualdade.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 11:47 AM
Não duvido que aos países industrializados interesse exportar produtos de alto valor acrescentado e importar produtos de baixo valor acrescentado, mas não é isso que interessa os países menos desenvolvidos. Estes querem desenvolver a sua capacidade industrial, mas não conseguem por causa da maior eficiência e práticas predatórias por parte dos países mais desenvolvidos. Logo, não é possível "que esses países passem por todo o processo de crescimento, a agricultura vai dando lugar á industria e a industria aos serviços". E mesmo no que diz respeito a produtos agrícolas, o que vemos é proteccionismo por parte dos países mais ricos. Por exemplo, os EUA subsidiam a produção de algodão de forma tão irracional que o valor do subsídio por tonelada é mais alto que o preço do algodão produzido nos países menos desenvolvidos.
Publicado por: Albatroz às março 12, 2006 12:13 PM
Mijo-me a rir com os que defendem políticas não proteccionistas para as economias débeis.
Quando é que esses patetas vão descobrir que a economia dos EUA é a mais protegida de todas?
A produção comercial da General Motors, da General Elecric, da IBM, etc, etc, etc, é financiada através do orçamento do Departamento da Defesa e das encomendas de equipamentos militares. A R&D dos grandes grupos é paga pelo estado americano.
Então não sabem por que motivo uma guerrazinha de vez em quando é boa para a economia dos EUA?
Quantos veículos militares tem a Ford que vender ao Departamento de Defesa para poder vender veículos comerciais ao preço que vende?
Noutro plano, quantas fábricas são compradas, por esse mundo fora, pelas transnacionais americanas, só para serem fechadas meses depois, de modo a eliminar a concorrência a fábricas pertencentes ao mesmo grupo noutros países?
Isso configura ou não uma política proteccionista? Proteccionismo hard-core, diria eu.
Agora vou para outro planeta. Ciao...
Publicado por: Alô Terra! Está aí alguém? às março 12, 2006 02:14 PM
Eu também gostava de ir para outro planeta para variar... mas tenho de regressar à mátria lá para o fim da semana que vem. Por falat nisso viva a Natália Correia
Entretanto queimei-me com a denúncia da indústria do fogo em Portugal, mas aposto os meus t. que Portugal vai arder muito menos. missão cumprida, espero.
Comprei por aqui um número da Scientific American (sou viciado) em brasileiro sobre o efeito de estufa na Terra, então não é que um cientista ao estudar o teor de CO2 nas amostras de gelo a diferentes profundidades (e portanto com diferentes idades) concluiu que quando o CO2 sobe vêm sempre epídemias (peste negra, etc) para regular a pegada ecológica?
Estou cada vez mais neomalthusiano, só assim é que as coisas parecem fazer sentido.
Vai acima, vem abaixo. Dialéctica.
Entretanto aproveito para dizer que achei que era hora de quebrar as minhas ligações partidárias e fiquei independente outra vez. É bom.
Quanto a isso do proteccionismo não percebo grande coisa e é verdade que com o Cush realizei que é mais saudável um aparelho de Estado elegante, parcimonioso e funcional do que uma máquina obesa onde metade anda a lixar a outra metade, e todos a encravar a iniciativa empreendedora. Mas leio sempre com cuidado o Albatroz mas também o AtomSmith.
Portanto se eu bem percebo vem aí um crash do catano, com a Guerra no Médio Oriente e a gripe das galinhas agora já travestidas em gatos. Sempre fica mais erótico;). Tenho andado aqui com um esquentamento cerebral à conta da onda erótica de Salvador. Para quem não conheça: de Jorge Amado a Ubaldão, passando por Cazuza.
Caro Templário tenho para ali uma foto de uma caravela portuguesa com a cruz dos Templários (ainda não a de Cristo). Quer que lha mande? Olhe que o Caboclo é um tipo leal e corajoso, damo-nos bem apesar de termos opiniões quase opostas sobre várias coisas, mas estivémos juntos muito comovidos a ver os portulanos, astrolábios, maquetes e canhões do Museu Náutico da Bahia.
Publicado por: py às março 12, 2006 03:02 PM
Meu caro Albatroz você baseia-se numa teoria ainda por cima ilógica. Na China e na Estónia passa-se exactamente o que eu disse. Exportam a preços baratos e estão abertos ao investimento estrangeiro e á entrada de grandes empresas estrangeiras que trazem empregos e know-how.(que você chama capitalismo desenfreado) É verdade que ao inicio os quadros e técnicos estrangeiros é que lucram mas à medida que o país se vai desenvolvendo e enriquecendo vão surgindo cada vez mais quadros nacionais. Segundo uma noticia do FT publicada há uns meses atrás para muitos recém formados chineses que se licenciaram em universidades estrangeiras os grandes centros financeiros tradicionalmente chineses como Xangai tornam-se cada vez mais atraentes em detrimentos de trabalharem no estrangeiro ou irem para Hong-Kong isto apesar do fraco desempenho do sector bancário chinês fortemente controlado pelo estado. Você não tem qualquer consciência do que se está a passar na China com universidades Europeias e Americanas a abrirem estabelecimentos de ensino na China. Isto é o liberalismo económico na prática quer queiram ou não. Vocês podem enganar quem quiserem mas vocês não enganam toda a gente e acima de tudo não enganam os chineses ou os habitantes da Europa de Leste que sentiram na pele o resultado dos proteccionismos e nacionalismos e pior que isso do Comunismo. Vocês acham que a economia é algo estático mas não é, continuem a tentar e pode ser que um dia realizem o sonho de levar Portugal à falência mas eu duvido que consigam os portugueses não são estúpidos.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 03:37 PM
Mas esperem para ver daqui a uns anos quando o vosso ídolo Hugo Chavez levar a Venezuela à falência.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 03:44 PM
Será mais uma vitória da esquerda para juntar á lista dos países que conseguiram levar á miséria e à degradação moral.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 03:48 PM
Por falar no malogrado Cazuza ex-Barão Vermelho eu sou ligadão nesses sons roqueiros do Brasil.
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 04:01 PM
plym
Publicado por: py às março 12, 2006 04:17 PM
...Mijo-me a rir .....
...A produção comercial da General Motors, da General Elecric, da IBM, etc, etc, etc, é financiada através do orçamento do Departamento da Defesa e das encomendas de equipamentos militares. A R&D dos grandes grupos é paga pelo estado americano....
Publicado por: Alô Terra! Está aí alguém? às março 12, 2006 02:14 PM
Alô Tótó.. aqui Terra ...
Vê lá se o mijo não te cai em cima da cabeça ... que pode dar para parares de dar risada ...
Nos USA cerca de 80% dos cientistas trabalham na iniciativa privada . São mais de 700.000 mestres e Doutores que conduzem as suas pesquisas em empresas em vez de universidades ..Com pequenas variações essa é tb a realidade noutros países ricos como Alemanha , Inglaterra , Canadá , Japão e outras emergentes como a Coreia ( do sul claro)...
E em Portugal ? Serão 10% ?
Alguém neste blog sabe ?
Proteccionismo leva à preguiça ..
A necessidade aguça o engenho ...nunca ouviste falar ?
Para mim Portugal padece por ter uma classe empresarial , constituida por espertalhões ..não natural .. que vive de subsídios e de proteccionismo ..
Porquê ? Consequências ?
Take a guess ...
E aí ?? Paraste de rir ? Não me digas que provaste a própria chuva dourada ....
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 12, 2006 07:58 PM
Quem são as principais vitimas do proteccionismo ?
Os Patrões .. que se podem deitar à sombra da bananeira com grandes chicotes para manter o ritmo ? Ou os empregados ... que vivendo na pasmaceira da não mudança ( para quê?) ficam com menos escolhas ..menos alternativas e menos rendimentos ?
É um paradoxo ..não é Albatroz?
Tu que tanto atacas o patronato tentas assegurar que eles não tenham que se esforçar ... que possam viver de esperteza saloia .. de exploração altamente deficitária dos nossos primordiais recursos ..os Humanos..
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 12, 2006 08:21 PM
Olha, ó tonton, além de burro és analfabeto. O que está em causa não é ONDE é feita a R%D, mas sim QUEM a paga. E sobre as encomendas do DD? Entrou-te alguma coisa na caixa craniana?
Publicado por: 666 às março 12, 2006 08:35 PM
Estou cushmovido... O Cush preocupado com os direitos dos trabalhadores... Já deve ter-se convertido ao comunismo...
Publicado por: Anonymous às março 12, 2006 08:40 PM
"...Você não tem qualquer consciência do que se está a passar na China..."
Por acaso estive, há três anos, um mês em Pequim (Beijing para os snobs...), na sequência de três anos de estudo da língua chinesa... Como qualquer pessoa já teria percebido, a China não é exemplo de nada, a não ser de como os países industrializados quiseram ir buscar lã e vieram tosquiados... Não é a China que precisa de proteccionismo, somos nós e os países subdesenvolvidos que não têm mais de mil milhões de habitantes... A China limita-se a acenar com o seu imenso mercado, o que leva as empresas ocidentais a correrem para lá para apanhar esse mercado. Depois os chineses aprendem como se faz e começam a vender os seus produtos mais baratos mas igualmente bons no ocidente. As empresas que forem para a China prosperam, as economias ocidentais definham... Grande esperteza...
Publicado por: Albatroz às março 12, 2006 08:58 PM
Tenho inveja da paciência do Albatroz, a explicar tudo muito direito ao Atom e o Atom, que não vê um boi à frente dos olhos, a querer dar lições ao Albatroz
Publicado por: Invejoso às março 12, 2006 09:40 PM
Tenho inveja da paciência do Albatroz, a explicar tudo muito direito ao Atom e o Atom, que não vê um boi à frente dos olhos, a querer dar lições ao Albatroz
Publicado por: Invejoso às março 12, 2006 09:40 PM
É pena o Albatroz .. só vir com papo furado em vez de trazer números ...
Números ???? Cadê Albatroz ?
Agora ... o Atom Smith falou uma coisa em cima que é preocupante ..
...
No caso de Portugal é que é mau a BTC deficitária e isso acontece em grande parte à valorização do Euro que nos tira competitividade...
Publicado por: AtomSmith às março 12, 2006 09:19 AM
Isto faz-me lembrar a aventura Argentina que tentou manter durante vários anos a paridade do peso com o dólar... a moeda mais forte do que era possível, destruiu a sua economia...
Portugal que evidentemente ( mais um ano de crescimento 0,falta de vergonha )não está no trilho certo .. o perigo de virar uma Argentina parece real..
Por falar em mais um ano de crescimento 0,falta de vergonha , eu proporia do alto da minha sobranceria que os primeiros ministros fossem expulsos do poder se "chumbassem" no exercício de pelo menos não atingir 2% no crescimento anual...é que abaixo disso .. é regressão...
Qt ao Tótó que anda com a cabeça na lua .. gostava que ele desse exemplos de encomendas do DD ao maior sector económico dos USA o do "entertainment" ... por exemplo que encomendas fará à Time Warner ? Uma película de terror ?
E na industria informática o que encomendará à Microsoft ? Um MSN camuflado ?
E à Coca Cola ?? Pedirá uma com aditivo turbo buster ??
E à Wall Mart ? Chupa chupas com antidepressivos ?
E à Google ?? que duplique a facturação todos os anos ? É que este ano .. "só" com as "encomendas" do pentágono estes facturaram mais de 6 bilioes de dolares ...
Ah ..e tb sustentam a CNN .. encomendando notícias ..claro...
Para variar ...
Por falar em notícias ... nunca mais ninguém falou nada do resultado das análises feitas aos frangos encontrados mortos em Sever do Vouga ... ficamos assim .. na amnésia ??
Changing again..
Estou cushmovido... O Cush preocupado com os direitos dos trabalhadores... Já deve ter-se convertido ao comunismo...
Publicado por: Anonymous às março 12, 2006 08:40 PM
Vixe ... o Cush anda por aqui ? ainda ? tenho que ter cuidado ...
Mas olha Anonymous .. preocupar-se com a sociedade em geral não é feudo dos comunistas .. onde viste isso escrito ?
Já uma vez disse que " se os meus vizinhos estiverem bem ...as minhas probabilidades de melhorar aumentam .."
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 13, 2006 05:00 AM
Esqueceste-te de indústrias decisivas para o PIB dos EUA como a indústria de esticadores para os colarinhos ou a indústria das T-Shirts temáticas.
Se puderes diz-me qual o valor acrescentado com que a Walmart contribui para a economia
Publicado por: Corrector às março 13, 2006 10:21 PM
Aqui vai uma ajudinha, para não dizeres muitos disparates:
80 por cento das 6 mil fábricas que fornecem a Wal-Mart (por acaso a maior empresa do mundo) estão na China.
Publicado por: Corrector às março 13, 2006 10:31 PM
Ei Corrector ... qts empregos cria a Wall Mart? ..
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 14, 2006 03:27 AM
O Belmiro é meu vizinho, mora aqui mesmo pertinho.
Não sei é se ele está bem. Estará?
Publicado por: Senaquerib às março 14, 2006 11:20 AM
Se ele está, eu estarei?
Estaremos todos?
Estariamos?
Estamos?
Publicado por: Senaquerib às março 14, 2006 11:22 AM
Bem, vou criar um Fórum "Semiramis" dentro do thinkfn.com.
Depois, consoante a participação, fecha-se ou não esse fórum. E no futuro, se a participação for bastante, podemos criar uma homepage "liberal" para complementar o fórum (e onde se colocariam as melhores postas do fórum, por exemplo).
O Link para o Fórum:
www.thinkfn.com/forum/viewforum.php?f=7
Publicado por: Incognitus às março 14, 2006 02:17 PM
hum
Publicado por: py às março 14, 2006 10:28 PM
Boa .. Incognitus...
Agora .. acho que vou encontrar por lá o Cush e como sabes a gente não se dá lá muito bem...conflitos..
Seja como for isto aqui está a ficar crítico .. ninguém vai querer fazer o com 666 .. e tá quase quase ..
Indo à vaca fria ..eu andei a pensar ( surpreendidos ? ) e veio-me uma ideia que pode ser interessante ...
Já que a dona do Blog passed away.. e que isto ficou sem patroa ... se poderia falar com uma editora que quisesse publicar um livro , com os escritos da Joana ..., e os lucros que garantidamente serão bons.. poderiam ir para alguma instituição , tipo Casa Pia...
Era para falar de mais algumas coisas .. mas com esta galera .. tem que ser um assunto de cada vez...e mesmo assim sabe Deus..
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 15, 2006 12:30 AM
hum
Publicado por: py às março 15, 2006 03:49 PM
vamos lá
Publicado por: py às março 15, 2006 03:50 PM
costumo desarmar as bestas com um beijoka
Publicado por: py às março 15, 2006 03:52 PM
... mas nunka se sabe...
Publicado por: py às março 15, 2006 03:54 PM
agora este meu primo é um socialite, hem?
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1250656
Publicado por: py às março 15, 2006 03:56 PM
Eu já sabia que nenhum de vocês tem tomates
Publicado por: The Special One às março 16, 2006 12:12 AM
Vixe .. eu tenho ... e são negros ...
Calma .. calma ..lá irei...
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 16, 2006 01:01 AM
Portanto a deklaração oficial de guerra do bush já aí está:
De acordo com o Financial Times, o texto começa com uma mensagem clara: «Os Estados Unidos estão em guerra. Esta é uma estratégia de tempos de guerra exigida pelo desafio grave que enfrentamos (... ), o terrorismo fomentado por uma ideologia agressiva de ódio e assassínios».
Publicado por: py às março 16, 2006 05:07 PM
É por isto que o Bush fala e vai continuar a falar de guerra. E vai bombardear mais uns quantos muçulmanos, se o deixarem.
http://msnbc.msn.com/id/11843383/
Publicado por: A ver se aprendem alguma coisa às março 16, 2006 08:01 PM
A declaração de guerra foi feita a 11 de Setembro de 2001, qd Bush disse " this is not an act of terrorism , this is an act of WAR" "..and our enemies are with their faces covered..."
Parece que esses " NOSSOS" inimigos têm vindo a mostrar a cara...
E parece que a guerra que já vem desde 9/11/2001 se está a espalhar para África.
Exodus from Africa
African migrants desperate to escape the world's poorest continent are streaming through Mauritania to embark on a perilous ocean voyage to Europe that has already killed hundreds.
More than 1,000 Africans - some driven by hopes of jobs, others to escape their continent's many wars - have died over the past four months while trying to sail in small wooden boats from Mauritania to the Canary Islands, according to the country's branch of the Red Crescent.
Counterterrorism experts have also expressed concern about militants setting up bases in Mauritania's deserts. Though that has yet to be established as a major threat in west or north Africa, last year the U.S. military conducted counterterrorism exercises with nine African armies, including Mauritania's. .
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 17, 2006 12:06 PM
Ainda a propósito dos "Nossos" inimigos ....
One senior Iranian official, who asked to remain anonymous because of the delicate nature of the issue, said: "I tell you, if what they were doing was working, we would say, 'Good.' " But, he added: "For 27 years after the revolution, America wanted to get Iran to the Security Council and America failed. In less than six months, Ahmadinejad did that."
É esperto ...este Ahmadinejad....vai levar nas ventas..e só perdem as que forem por fora...
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 17, 2006 12:46 PM
Publicado por: Caboclo Capiroba às março 17, 2006 12:06 PM
A declaração de guerra foi feita a 11 de Setembro de 2001, qd Bush disse " this is not an act of terrorism , this is an act of WAR" "..and our enemies are with their faces covered..."
Para quem só segue a actualidade quando esta tornasse "moda" talvez tenha sido essa a data de declaração de guerra mas a "guerra" começou muito antes...não esquecer os ataques de mísseis ao Sudão e ao Afeganistão em 1999 e a destruição das embaixadas americanas no Quénia e ???. Para mim são todos iguais...mentirosos e manipuladores...é pena que ambas as partes tenham seguidores tão fiéis...
Publicado por: amsf às março 17, 2006 04:45 PM
... mudando de tema, esta idéia começou aqui não?
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1251065&idCanal=21
Publicado por: py às março 17, 2006 09:30 PM
....não esquecer os ataques de mísseis ao Sudão e ao Afeganistão em 1999 e a destruição das embaixadas americanas no Quénia e ???. Para mim são todos iguais...mentirosos e manipuladores...é pena que ambas as partes tenham seguidores tão fiéis...
Publicado por: amsf às março 17, 2006 04:45 PM...
Os ataques ao Sudão e ao Afeganistão , não foram bem sucedidos ..1º pq Bill Clintoris , andava entretido com uma tal de Mónica ...e em 2º lugar meu caro desmemoriado amsf os ataques às embaixadas foram feitos primeiro pela Al Qaeda e só depois foram disparados os mísseis ... que.. pelo visto nine eleven ...nem cócegas fizeram...
Quem pensas que enrolas ? Hem ? Modas... hem ?
Já agora ... de qual dos lados és seguidor ? Não me digas que és a favor das burcas ?? É que se és ... és muito mal amado...
Qt ao referendo sobre a Ota e o TGV ... acho